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Ao falar em boicotar as eleições em 2018, o PT estaria falando em censura eleitoral?

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Sim, esta é a tese adotada pela extrema esquerda agora, que está acusando o MBL de censura no caso da exposição “Queermuseu”.

Para tal, criaram uma nova narrativa dizendo que boicote é censura.

Bernardo Santoro explica:

Na semana passada a esquerda alegou que a proposta do MBL de boicote à exposição zoopedófila do Santander era caso de censura.

Hoje o PT anunciou que pode boicotar as eleições de 2018. Seria esse um caso de censura às eleições?

Já adianto que duvido que isso aconteça, especialmente se amanhã a cláusula de barreira for definitivamente aprovada.

Mas se acontecesse seria bom demais!

E agora? Como ficam os petistas? Será que dirão que o boicote só não é censura no caso de ser praticada por petistas?

Sim, é claro que farão isso. Por que eu não estou surpreso?

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Lula vai se ferrar bonito ao desqualificar Palocci de forma tão incisiva

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Algumas análises de bastidores feitas por petista dão conta que pessoas chegadas a Lula estão alertando-o de um baita erro tático.

É que a desqualificação que Lula e seus asseclas estão fazendo de Antonio Palocci – após depoimento a Moro onde o ex-ministro entregou tudo – está pegando mal, muito mal.

Josias de Souza explica: “Até amigos de Lula avaliaram que ele errou ao desqualificar tão drasticamente Antonio Palocci no depoimento que prestou a Sergio Moro. No PT, ninguém ignora que Palocci sempre foi um suavizador das necessidades monetárias de Lula. Fora do PT, todos sabem que Palocci era um fiel escudeiro de Lula. Por isso, petistas chegados ao ex-presidente ficaram com a impressão de que, ao pintar Palocci como um mentiroso frio e calculista, Lula condenou-se ao descrédito. De fato, nunca um inocente pareceu tão culpado —ou nunca um culpado pareceu tão inocente”.

A sugestão desses amigos de Lula é que o ex-presidente deveria, em vez de desqualificar Palocci, ter elogiado-o e dito que ele foi forçado a fazer uma delação por pressão ou até “tortura”. Claro que o discurso seria de fachada, mas também seria uma forma de evitar tretas internas no PT.

Agora Palocci está muito mais disposto a abrir a Caixa de Pandora aos investigadores. E ele sabe muito.

Josias lembra: “Descobre-se agora, que Palocci já informou em sua proposta de delação que entregou dinheiro vivo a Lula em pelo menos cinco ocasiões. Foram pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Formalmente, Lula nega. Informalmente, começa a admitir, longe dos refletores, que pode ter subestimado o teor radioativo de uma delação de Palocci”.

É a famosa teoria do escorpião. Lula não consegue resistir à mania de destruir aqueles que entram em seu caminho. Mas bater de frente com Palocci não é bom negócio. Agora o ex-ministro vem com tudo. Tanto melhor para o Brasil…

Sem Lula, PT pode dar uma de arregão e boicotar as eleições de 2018. Não sabem brincar…

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De acordo com a Folha, o PT já trabalha com um plano adicional para as eleições de 2018: o boicote.

“Nesse caso, além de não disputar a Presidência, um dos maiores partidos brasileiros também não lançaria candidatos ao Senado ou à Câmara dos Deputados e se dedicaria a uma corrida internacional para propalar o que considera mais uma rachadura na democracia do país”, diz a matéria.

Gleisi disse: “O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude nas eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica”.

Setores do PT de correntes como Construindo um Novo Brasil (CNB) e Novo Rumo ouvidos pela BBC Brasil afirmaram que boicotar as eleições seria uma saída honrosa para o partido, que tem adotado o discurso de vítima de perseguição política pelo Ministério Público e pelo Judiciário brasileiros.

“Existem duas hipóteses claras. A primeira é de forçar a candidatura, apelando ao Supremo Tribunal Federal para suspender a decisão da condenação. A segunda hipótese é de boicotar as eleições, sob a justificativa de que não querem deixar o povo decidir. E aí vai ser uma convulsão social, um risco de guerra civil no país”, diz o deputado estadual José Américo (PT-SP).

No fundo, parece que o PT está irritado com várias hipóteses, como a de não dominar o financiamento de campanha, de não ter o seu líder apto como candidato (pois pode estar preso na época) e de ver o fim das urnas unicamente eletrônicas, com o surgimento do voto impresso.

Parece duro para totalitários que andaram dominando o cenário por tanto tempo ter que disputar sem privilégios em relação aos demais. Coisa de gente que não sabe brincar…

Não caia no truque janotista: a equipe de Janot que Dodge irá trocar não é de Curitiba. É de Brasília…

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Já ouvimos a seguinte ladainha: “ainn… a Rachel Dodge está trocando a equipe de Janot, e isso é ser contra a Lava Jato”.

Detalhe: nenhum dos membros trocados por Dodge é de Curitiba. Mas de Brasília…

Como vemos, tem gente novamente comprando gato por lebre.

Convém lembrar que Dodge nem começou a trabalhar e um sabotador já vazou a pauta de seu discurso feito hoje pela manhã para a Revista Época, que o publicou no sábado. Por que não surpreende esta ação e nem a revista para a qual o vazamento foi destinado?

E ainda tem gente que diz que ela não pode tirar a curriola do Janot de sua equipe…

Faz bem Dodge ao decidir manter apenas dois nomes da equipe formada por Janot, que é a equipe de Brasília, não de Curitiba – lembre-se. São eles: Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento.

Os novos integrantes serão Hebert Reis Mesquita, José Alfredo de Paula, José Ricardo Teixeira, Luana Vargas Macedo e Raquel Branquinho.

Qualquer um que fizer teatrinho para fingir que a equipe de Brasília (de Janot) é igual à equipe de Curitiba estará tentando te enrolar.

A equipe de Curitiba tem bastante gente séria. A equipe de Brasília (de Janot) ainda nos deve muitas explicações por causa do acordo de impunidade da JBS.

Eles tem que torcer é para não serem investigados agora.

Sem Janot a coisa complica para o PT: procuradores da Lava Jato dão “sinal verde” para a delação premiada de Palocci

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A fase de um “PGR nomeado por petista” acabou nesta segunda com a posse de Raquel Dodge.

Ninguém aqui está apostando em total imparcialidade, é claro, pois a forma de nomeação deste tipo de cargo sempre carrega um componente de escolha política, mas o fato é claro: finalmente não temos um PGR nomeado por petistas.

Isso significa que vai ser difícil segurar delações que compliquem os políticos do PT.

Já se sabe que os procuradores da Lava Jato deram “sinal verde” para a delação de Palocci.

Como neste caso, Raquel Dodge não pretende atuar como Passadora Geral de Régua, ela deve avançar na análise desta delação, muito provavelmente aprovando-a.

Uma matéria do Valor diz: “Depois de ser considerada genérica e de quase ter sido descartada pelos investigadores por ausência de dados de comprovação, a proposta de colaboração do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT foi completamente reescrita, recebeu novas evidências e obteve o sinal verde da força-tarefa de Curitiba para ter prosseguimento”.

Em tempo: há quem diga que Janot demonstrou “isenção” ao apresentar duas grandes denúncias contra petistas na última semana de seu mandato.

Mas isso é agir de forma infantil, já que apresentar denúncias de forma tão atrasada não passa de recurso para ajudar os petistas.

Quanto à denúncia de obstrução de Justiça no caso Lula/Dilma/Bessias, ela deveria ter sido apresentada no início de 2016, quando a bolivariana ainda estava no cargo. Agora não fede nem cheira.

Já a “mega denúncia” envolvendo 8 petistas – incluindo Lula e Dilma -, feita nos últimos dias, também tem cheiro de treta. Muitos apostam em denúncia inepta feita de encomenda para ser derrubada e livrar os líderes do PT.

As investigações sobre a gestão Janot começam agora.

E a validação de delações importantes contra petistas também.

Moro saiu com a imagem ilesa na Lava Jato por ter sido discreto e não apoiado o acordo de impunidade da JBS

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Um dos segredos bem guardados de alguns formadores de opinião que tratam da política nacional é o receio que muitos tiveram – entre maio e setembro – de que Sergio Moro fosse cooptado pela tropa de Janot para emitir narrativas em favor do acordo de total impunidade da JBS.

A análise de contexto dava a entender que Janot passou a contar com os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando de Lima – que então nutriam razoável reputação, que foi danificada nos últimos meses, especialmente em relação ao último – para emitir narrativas dizendo que “o acordo foi correto” ou ao menos justificável.

Em 26 de maio, Deltan chegou a compartilhar um artigo de outro procurador que defendia o acordo de total impunidade.

Carlos Fernando foi além, e ao ser questionado sobre se o benefício foi excessivo, disse, em 28/07: “Eu faria o acordo? Faria, se eu estivesse na mesa [negociando]. O material é mais do que suficiente. O problema é o quanto você quer o acordo e em quanto tempo. É mais ou menos como o relacionamento amoroso. Você deseja muito uma pessoa e a pessoa percebe. Ela passa a exigir, dizer: eu quero só casamento”.

Isso pegou mal, muito mal.

Durante esse período, se pensou na publicação de manifestos para que Moro não desse o mesmo apoio, pois quando a bomba viesse a estourar lá na frente (como aconteceu em setembro), o juiz iria junto, dado que todos veriam que o acordo de impunidade todo foi vergonhoso. A imagem de quem o apoiou seria danificada.

Mas havia um risco: se o aviso fosse dado publicamente, a equipe de Janot poderia armar uma tática para pressionar Moro a dar a declaração. Por isso, nada teria sido publicado.

A partir de então contamos com a tradicional discrição de Moro, o que funcionou. Moro não deu nenhuma declaração em favor do acordo de total impunidade de Joesley e Wesley e quando o ventilador espalhou excrementos por todos os lados na primeira semana de setembro – com a liberação das gravações entre Joesley e Saud, levando ao cancelamento do acordo -, a imagem de Moro ficou ilesa.

Com a imagem de Moro intacta, a Lava Jato segue forte.

A sensacional entrevista do procurador Villela – esmagando Janot – é apenas o começo dos problemas do ex-PGR

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A Folha publicou uma entrevista sensacional com o procurador da República Ângelo Goulart Villela, que lembrou que Janot fez o acordo de delação com a JBS no intuito de derrubar Temer e impedir a nomeação de Dodge para substitui-lo na PGR. Seja lá como for, não conseguiu nem uma meta nem outra. Hoje Dodge assumiu.

Os defensores de Janot que ainda mantém sua fé – ou são oportunistas – podem dizer que Vilella não merece crédito por ter ficado preso por 76 sob suspeita de vazar à JBS informações do MP.

Porém, o próprio Janot já usou delações de condenados para atingir seus alvos. Logo, podemos fazê-lo sucumbir pelo seu próprio livro de regras. Se delações de investigados valem contra adversários de Janot, valem contra ele também. Portanto, não há espaço para mimimi…

Vamos ler com atenção o que Vilella diz, explicando a razão para ter ficado todo esse tempo em silêncio: “A prudência, diante de tudo que estava acontecendo comigo, o procedimento heterodoxo de apuração que eu estava sendo submetido pelo meu acusador, recomendava que ficasse quieto até que acabassem as flechas ou os bambus”.

Outro momento divertido é quando Vilella fala sobre outra coisa que já suspeitávamos. É o fato de Janot ter declarado que vomitou quatro vezes ao saber da prisão do ex-amigo. Tudo parecia bobagem, como se vê nas palavras de Villela: “Acho que é ‘media training’ [treinamento para lidar com a imprensa], não só essa frase mas outras de efeito que ele anda falando. Não pretendo desqualificar o meu acusador, mas essa frase infeliz demonstra que ele quis mostrar um lado humano que no meu caso ele não teve. No dia em que pede a minha prisão, ele me pediu um favor no TSE, numa questão de multas, algo que não tinha nada a ver com minhas atribuições. Na verdade, eu já estava grampeado, ele pede para uma pessoa me ligar em nome dele para agradecer ‘a força’. Então, não acredito que vomitou quatro vezes”.

Sim, só os janotistas acreditam. Ou fingem acreditar.

A motivação de Janot na Operação Patmos está aqui: “Isso tem uma motivação bem clara. Janot interpretou que eu havia mudado de lado também para apoiar a Raquel Dodge, a principal e mais importante adversária política dele. No Encontro Nacional de Procuradores da República, em outubro do ano passado, início de novembro, o Janot soltou uma frase que me chamou a atenção. Estavam eu e mais alguns colegas, poucos, e ele falou: ‘A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome’. E ele falava de Raquel, todo mundo sabia”.

Sobre as metas de Janot: “O Rodrigo quis usar uma flecha para obter duas vitórias. A gente sabia que Raquel seria a pessoa indicada. Eu fui tachado por Rodrigo como se tivesse me bandeado para o lado dela. Esse era um alvo da flecha. O outro era que, derrubando o presidente, e até o nome da operação era nesse sentido –Patmos, prenúncio do apocalipse–, ele impediria que Temer indicasse Raquel. Não tenho dúvida alguma que houve motivação para me atingir porque, assim, ele [Janot] lança uma cortina de fumaça, para mascarar essa celeridade de como foi conduzida, celebrada e homologada uma delação tão complexa, em tempo recorde. Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente. Ele tinha mais cinco meses de mandato, e faz, então, um acordo extremamente vantajoso ao Joesley, de imunidade, diante de um material que levaria à queda do presidente. Essa pressa, para ficar mascarada, vem com um discurso de que a atuação imparcial de que estava cortando da própria carne. Ele me coloca ali como bode expiatório e me rifa. Nem quis me ouvir. Fui preso com base em declarações contraditórias de dois delatores, em uma pseudoação controlada”.

Aqui estão os interesses políticos de Janot, segundo Villela: “Considero que Rodrigo, valendo-se da informação que estava no Congresso no sentido de que a indicação de Raquel era dada como certa, viu na JBS a oportunidade de ouro para, em curto espaço de tempo, derrubar o presidente da República e assim evitar que sua principal desafeta política viesse a ocupar a sua cadeira. Não quero aqui entrar no mérito das acusações, mas apenas destacar que a motivação de Rodrigo, neste caso, conforme cada vez mais vem sendo relevado, foi eminentemente política. O Rodrigo tinha certeza que derrubaria o presidente”.

Quer mais algo vergonhoso sobre Janot? A forma como ele usava o software Telegram: “Nós tínhamos um grupo de Telegram que se chamava ‘Gabinete PGR’, com poucas pessoas, alguns assessores. Rodrigo falava pouco. E vez ou outra alguém tecia comentário sobre a Raquel. Tudo no campo político. Mas o Rodrigo se referia à Raquel com uma alcunha depreciativa para demonstrar que estavam em lados totalmente opostos na política interna”.

Eis a alcunha usada: “bruxa”.

Que nível, que nível…

Segundo Villela a informação está no celular apreendido. Ei, queremos ver o que está neste celular.

Por fim, Villela desmascara um mito divulgado pelos janotistas (o de que Dodge poderia barrar a Lava Jato): “Não. Qualquer um que entrasse não teria como mudar a Lava Jato”.

Cada frase dita por Vilella deve abrir uma frente de investigação.

Nuvens carregadas pairam sobre a cabeça de Janot.

Vai ser divertido. E libertador.

Que venha o caos, não é?

A Justiça só será feita de fato quando Janot for responsabilizado pelas empresas vendidas pelos irmãos JBS nos meses em que o acordo de total impunidade estava valendo.

Doria está certo ao humilhar petistas que fizeram teatro de requisição por explicação sobre viagens

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Nesta segunda (18), João Doria aproveitou para dar um chute nos fundilhos petistas ao gravar um vídeo ao lado de seu avião antes de sair em viagem à Porto Alegre, onde iria se encontrar com o prefeito Nelson Marchezan (também do PSDB).

O objetivo da reunião em POA é definir um acordo de cooperação mútua entre as duas capitais, nas áreas de saúde, educação, zeladoria urbana e inovação.

Ao fim do vídeo de quase 1 minuto de duração, Doria falou: “Minha resposta é para o PT, que não gosta de trabalhar e reclama de quem trabalha. Não uso dinheiro público, viajo no meu próprio avião. Hoje felizmente tenho condição de bancar minhas viagens. Vim para a vida pública para fazer diferente, para fazer melhor, com inovação, dedicação e transparência. Amo minha cidade, amo meu País”.

Esse tipo de resposta embutindo uma traulitada é algo mais que bem vindo, uma vez que a política de intimidação da extrema esquerda demanda uma resposta com base em esculacho.

Na verdade, quem viaja utilizando seus próprios recursos lícitos não deve nenhuma satisfação indevidamente requisitada, principalmente quando a requisição vem de uma escória que vive dependendo de verbas estatais. Petistas não tem moral para exigir nenhuma satisfação de Doria.

Mesmo assim, o PT pediu para o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitar esclarecimentos ao prefeito sobre as viagens que ele tem feito.

Doria tem viajado para cidades como Curitiba, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, onde ministrou palestras ou recebeu prêmios. Também fez diversas viagens internacionais.

Detalhe: em todas essas viagens, Doria tem atuado de acordo com as instituições. Enquanto isso, Lula viaja pelo Brasil fazendo campanha antecipada.

Ao pedir explicações pelas viagens de Doria, o PT só conseguiu tomar uma cacetada merecida em vídeo. Tem que humilhar mesmo. Mas se alguém pedir explicações pelas viagens de Lula, o Pt vai se enrolar.

E vai ser merecido.

Anestesista está brabo por que Dodge vai pedir respeito ao devido processo legal e fim de vazamentos seletivos

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O site Anestesista – que ficará marcado na história como aquele que apoiou Janot nos quatro meses e meio em que o acordo de total impunidade estava vigente, permitindo que os irmãos JBS vendessem empresas – está pistola com a nova PGR Raquel Dodge.

Eles escreveram:

Pessoas próximas de Raquel Dodge, ouvidas pelo Painel da Folha, dizem que, em seu discurso de posse no comando da PGR, na segunda-feira (18), ela:

– criticará vazamentos;

– ressaltará os danos de condenações midiáticas;

– defenderá o respeito ao devido processo legal;

– levantará a bandeira da harmonia entre os Poderes.

“A colegas do Judiciário, Dodge explicou que a decisão de criar uma estrutura para revisar delações não tem conexão com caça às bruxas. Ela quer encontrar lacunas para novas investigações. Disse ter medo que, só com os relatos, as acusações não parem de pé.”

A pauta, decerto, agrada aos investigados, entre eles Michel Temer, que nomeou Dodge.

Ué, anestesistas, dos quatro pontos, do que vocês discordam?

Dos vazamentos? Mas isso não é ilegal? Ou estão defendendo a ilegalidade?

Ou discordam de condenações midiáticas? Mas as condenações não deveriam ser baseadas na legalidade?

Ou discordam do respeito ao devido processo legal? Então são contra o respeito ao devido processo legal?

Será que são contra a harmonia entre os Poderes? Quer dizer que defendem o colapso desta harmonia entre os Poderes? Algo tipo a Venezuela?

Ficou feio para o Anestesista.

Eles deverão explicar do que não estão gostando no discurso de Dodge.

Ou suponho que terão vergonha de falar. E nós saberemos o motivo…

Dodge está certa ao trocar equipe ligada a Janot. Caso contrário, ela poderia ser sabotada…

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Para quem ocupa cargos de alto escalão, uma regra fundamental da guerra política é jamais deixar aliados de seus inimigos estarem em seu time, pois eles certamente irão sabotá-lo.

Funções estratégicas sempre são baseadas em acordos e alianças principalmente baseadas na luta pelo poder e não pelo “interesse comum”.

Foi assim que Janot se cercou de aliados para conseguir implementar sua agenda na PGR. Com isso conseguiu a proeza de não abrir denúncia contra Dilma na época em que saiu o escândalo do áudio em que ela falava com Lula sobre o termo enviado por “Bessias”. Só agora, no apagar das luzes, abriu a denúncia, mas sem qualquer significado político, já que ela não está no poder.

Janot também está por trás do acordo de impunidade total com a JBS, garantindo que por quase 5 meses os irmãos JBS ficassem soltos, podendo vender empresas (que não podem mais ser recuperadas). A prisão deles agora – com a prisão preventiva pedida pela PF, diga-se – já não repara este dano.

Por isso mesmo, seria o maior dos absurdos que Raquel Dodge, a nova PGR, deixasse que os aliados de Janot permanecessem em sua equipe.

Segundo a Época, ela já tomou a decisão acertada de trocar os principais integrantes da tropa de Janot, como os promotores Sérgio Bruno e Wilton Queiroz e os procuradores Fernando Alencar, Melina Montoya e Rodrigo Telles.

“Dodge vai nomear oito procuradores, dentre os quais apenas Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento fazem parte da atual equipe. Os demais serão Hebert Reis Mesquita, José Alfredo de Paula, José Ricardo Teixeira, Luana Vargas Macedo e Raquel Branquinho”, diz a matéria.

Eu ainda ficaria desconfiado com os dois remanescentes do quadro de Janot. Fique de olho, Dodge. Talvez seja preciso substituir todos…

Em tempo, aqueles de um setor da direita que se aliou a Janot – a direita janotista – está lançando suspeitas sobre Raquel Dodge antes mesmo de ela assumir. Para estes, fica o recado: são vocês que se aliaram a Rodrigo Janot num dos maiores escândalos da história brasileira – o acordo de impunidade de Joesley – e a Caixa de Pandora deste acordo nem foi aberta ainda. Mas vai.

Acho que estão confiantes demais quando o estoque de bambu dos adversários de Janot está aumentando…

Se tem gente choramingando porque Dodge vai tirar de sua equipe os aliados de Janot, acho que a preocupação devia ser outra: as investigações que podem recair sobre eles.

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