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Roteirista do Greg News tenta aplicar estratagemas censórios e recebe resposta; leia na íntegra

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Como os leitores sabem, decidi participar de um projeto de desmascaramento de censores após a extrema esquerda ter feito um teatro no mês de março para fingir que o site Ceticismo Político havia publicado uma “notícia falsa” sobre Marielle.

O primeiro truque da extrema esquerda se baseou em fingir que citar a declaração de alguém (sendo que a declaração não está provada) é uma “notícia falsa”, quando na verdade o recurso da citação não depende da comprovação da declaração. Assim, se um petista disser que “Moro é um agente da CIA”, temos uma afirmação falsa, mas se um jornalista escrever que “petista (x) disse que Moro é um agente da CIA” isso não é uma notícia falsa. A notícia só seria falsa se este petista dissesse: “eu jamais disse que Moro é um agente da CIA”.

Assim, deve ficar claro que qualquer jornalista que fingiu que este blog publicou uma notícia falsa sobre Marielle estava fingindo.

O segundo truque da extrema esquerda foi fingir que pseudônimo é o mesmo que perfil falso. Só que qualquer jornalista sabe que um perfil falso significa se passar por outra pessoa (algo como roubo de identidade), enquanto que um pseudônimo é registrado para um autor. Assim, quando meu livro “Liberdade ou Morte” (lançado em 2016 pela Editora Simonsen) foi registrado na Biblioteca Nacional, o pseudônimo Luciano Ayan foi registrado como minha criação.

Percebe-se que o teatro dos censores se amparou em dois truques.

Seja lá como for, os joguetes dos censores – que forjaram pretextos fraudulentos para censurar minha página no Facebook – pareciam ter sido interrompidos.

Eis que apareceu um tal de Denis Russo Bugierman com a repetição dos mesmos estratagemas do mês de março.

Bugierman é roteirista do programa Greg News, o que já é suficiente para termos uma ideia do nível…

Abaixo você verá toda a nossa conversa por email, com os seguintes pontos:

  • Vermelho – Mensagens do Denis
  • Azul – Minhas mensagens
  • Itálico Padrão – Meus comentários

Denis começa:

Caro Carlos,

Como vai?

Tenho uma coluna no Nexo e vou escrever sobre desinformação, mencionando a história da Marielle e sua interessante palestra na Câmara dos Deputados.

Gostaria de te fazer uma pergunta, se não se incomodar. Pode me contar por favor qual foi a intenção ao compartilhar o post da desimbargadora Marília Vieira? Outra pergunta: ocorreu-lhe que seria importante checar se a informação compartilhada por ela era verdadeira, antes de amplificar seu alcance? Por quê (sim ou não)?

Respeitosamente

A dissimulação aqui é total. Para início de conversa, ele diz que está escrevendo sobre desinformação e entra em contato comigo para me citar como exemplo. Quer dizer: ele abriu uma provocação e mostrou que a interação não teria nada de respeitoso. Em seguida, diz que faria uma pergunta “se não me incomodasse”, mas a insistência dele mostrou que a própria afirmação já era dissimulada, uma vez que diante de uma suposta resistência a cair no truque ele deveria desistir. Em vez de desistir, ele insistiu no truque. Por fim, ele embute em sua questão uma técnica de shaming, sugerindo que eu deveria ter ficado “envergonhado” ou que “devesse explicações” por compartilhar uma notícia que era verdadeira, uma vez que a desembargadora deu as declarações publicadas. A notícia somente seria falsa se a desembargadora dissesse que jamais deu aquelas declarações. Ou seja, ele fingiu que “faltou checagem” em meu post e todo o resto de sua interação foi puro teatro. Em seguida, minha resposta…

LH responde:

Farei melhor. 

Compartilharei a pergunta feita por um jornalista do UOL (Diego Tolero) que distorceu completamente minha resposta. Obviamente, ele se recusou a publicar a resposta na íntegra. Aliás, publicarei a entrevista na íntegra no meu site. 

O repórter perguntou: “No caso Marielle, você foi apontado como principal propagador do comentário em que a desembargadora Marília Castro Neves faz alusões a informações falsas sobre a vereadora morta. Você entende que agiu corretamente? Por quê?”

Minha resposta: “Eu agi corretamente por ter buscado validar a fonte antes de editar a matéria (que não foi escrita por mim). A fonte inclusive está hospedada no site UOL, conforme podemos ver a seguir: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/03/desembargadora-diz-que-marielle-estava-envolvida-com-bandidos-e-e-cadaver-comum.shtml. Observe o link dizendo “folha.uol.com.br”. Em posts seguintes, foi deixado claro que a desembargadora não tinha provas do que afirmou. Porém, sobre “correção” de atitude, é bom passar um feedback ao UOL, que publicou a seguinte matéria: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/04/23/menina-de-11-anos-e-estuprada-por-14-homens-em-praia-grande-no-litoral-de-sp.htm. Observe que o UOL não publicou uma matéria dizendo que “menina de 11 anos disse que foi estuprada”. O UOL afirmou que “menina de 11 anos foi estuprada”. Poderia ter ajudado a destruir de vez a vida de 14 homens inocentes, assim como a grande mídia já destruiu intencionalmente a vida dos donos da Escola Base (nos anos 90). Seria mais digno que o UOL tivesse usado a expressão “disse que”. Tenho esse tipo de cuidado. Pelo menos o UOL se redimiu em parte ao publicar no dia seguinte a matéria: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/04/23/menina-de-11-anos-inventou-que-foi-estuprada-por-14-homens-diz-policia.htm. Aqui pelo menos usaram a expressão “diz delegado” ao invés de atribuir validação à uma informação dita por outra parte. Podemos dizer que o UOL repercute notícias falsas?”.

Enfim, o fato é que até hoje ninguém conseguiu provar que a desembargadora jamais deu aquela declaração pela qual foi criticada. Uma vez que ela deu a declaração, a informação foi devidamente checada. Como jornalista, você sabe que citar a declaração de alguém (se a declaração realmente foi feita) não configura notícia falsa. Creio que esse teatrinho já deu o que tinha que dar, não?

Aliás, a seguinte matéria do Nexo Jornal é repleta de mentiras: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/03/31/MBL-do-discurso-anticorrup%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-proximidade-com-as-fake-news

Por exemplo, alegam que eu usei “perfil falso”, quando na verdade usei meu pseudônimo, pelo qual lancei um livro registrado na Biblioteca Nacional. Jornalistas sabem a diferença entre perfil falso (que é se passar por outra pessoa) e pseudônimo. Então, temos aqui um novo fingimento. 

Em suma, vocês são muito descarados. 

Em tempo: se eu citar as mentiras que vocês publicam sobre mim (fazendo a devida citação) não estarei publicando notícias falsas, mesmo que não haja praticamente uma nesga de verdade em suas afirmações. Certamente, vocês mentem mais sobre mim do que a desembargadora mentiu sobre Marielle. Mas já que vocês mentem (e eu arquive o conteúdo, para evitar que deletem e escondam), citar as afirmações não provadas de alguém não é notícia falsa. 

Publicarei a resposta na íntegra em meu site, caso exista alguma edição desonesta. 

O objetivo de minha mensagem foi exibir para o sujeito uma resposta que forneci ao UOL (e que não foi publicada em sua íntegra, mas será por aqui), permitindo que ele se posicionasse. Eu simplesmente mostrei a estrutura da mentira dele e permiti que minha resposta ao UOL o deixasse ciente de que ele deveria estar questionando a Mônica Bergamo, e não a mim. Mas ao deixar de questionar Mônica Bergamo, o censor Denis deixou claro seu viés…

Denis responde:

Agradeço, Carlos,

Mas, correndo o risco de parecer impertinente, coisa que não desejo de maneira alguma, reitero o pedido de que responda às minhas perguntas, e não às do UOL.

Na verdade, Denis sabia que se ele tivesse que abordar as questões do UOL, estaria automaticamente confessando seu duplo padrão. Porém, ao se recusar ao tratar essas questões, ele não conseguiu deixar de demonstrar esse comportamento também, pois quando evitou tratar o que o UOL fez deixou claro que não estava realmente interessado em punir “quem mentiu sobre Marielle” (segundo a alegação dessa turma). 

Aos poucos, o leitor vai entender que responder as perguntas desonestas de Denis significaria cair na armadilha da falácia complexa, quando alguém embute insinuações dentro de uma suposta pergunta. Vergonhoso, vergonhoso…

LH:

Creio que minhas respostas ao UOL incorporam as suas perguntas, não? O que faltou? Não há o interesse em saber que omissões/distorções outros meios tem feito sobre o assunto?

Poderia me dizer se você vai questionar a Mônica Bergamo por ter citado a declaração da desembargadora ou vai deixar claro que o processo é seletivo?

Será que o fato de que o Nexo Jornal está junto do UOL e da Folha de S. Paulo no tal “Projeto Comprova” não mostraria um conflito de interesses claro?

Ao que parece, você poderia começar a questionar diretamente a Mônica Bergamo, cujo texto foi publicado na Folha e hospedado no UOL. Não há o interesse em fazer essa “checagem” por qual motivo?

Se você assistiu minha palestra, sabe que mencionei as omissões, que são usadas estrategicamente pelos censores. Podemos dizer que você está se omitindo?

A partir daqui fica claro que as perguntas feitas mostrariam que ele estava se recusando formalmente a tratar da fonte (que é a Mônica Bergamo). Fiz um questionamento pertinente sobre conflito de interesses e Denis se recusou a responder. Na verdade, não respondeu praticamente nada. 

Denis:

Gostaria de saber duas coisas:

  1. Qual foi a intenção ao compartilhar?
  2. Não lhe ocorreu que seria importante checar a veracidade da informação antes de impulsionar?

Obrigado!

Denis

Acima temos apenas a repetição do truque. Logo, repeti minhas perguntas:

LH:

  1. Incluída em minha resposta ao UOL (você pode omitir a resposta se quiser). Mas publicarei tudo no meu site. 
  2. Incluída em minha resposta ao UOL (você pode omitir a resposta se quiser). E também publicarei no meu site. 

Sua postura deixará a postura de “omissão” evidenciada. 

Então ficam as perguntas: 

  1. O que faltou? Não há o interesse em saber que omissões/distorções outros meios tem feito sobre o assunto?
  2. Poderia me dizer se você vai questionar a Mônica Bergamo por ter citado a declaração da desembargadora ou vai deixar claro que o processo é seletivo?
  3. Será que o fato de que o Nexo Jornal está junto do UOL e da Folha de S. Paulo no tal “Projeto Comprova” não mostraria um conflito de interesses claro?
  4. Ao que parece, você poderia começar a questionar diretamente a Mônica Bergamo, cujo texto foi publicado na Folha e hospedado no UOL. Não há o interesse em fazer essa “checagem” por qual motivo?
  5. Você declarou ter assistido minha palestra, onde mencionei (ainda que brevemente) as omissões usadas estrategicamente pelos censores. Podemos dizer que você está se omitindo?

As cinco perguntas finais são todas pertinentes, mas ele seguiu se esquivando de respondê-las…

Denis:

Não respondo pelo Nexo nem por nenhuma outra publicação.

Respondo por minha coluna, assim como sempre respondi, inclusive perante a lei, por todas as publicações que comandei.

Estranho, pois logo no começo da interação ele disse que faria a coluna no Nexo. Todavia, o fato de ele não “representar” o Nexo não significa que ele não pudesse responder a qualquer uma das perguntas. 

Eu o questionei sobre o motivo para ele não falar de omissões/distorções de outros meios (como o UOL, quando distorceu minha matéria mas exonerou a colunista da Folha). Questionei o motivo pelo qual ele não questionou a fonte original (Mônica Bergamo). Levantei o conflito de interesses por causa do fato de que UOL, Folha e Nexo estão no mesmo “Projeto Comprova”, o que inviabilizaria que aliados encontrassem “notícias falsas” dos amiguinhos. E ainda o lembrei de ter mencionado as omissões em minha palestra no Congresso…

Como se nota, perguntas complicadas tanto se ele respondesse como se declinasse, como fez.

LH:

Por que não estou surpreso?

Denis:

Não sei, Carlos, atuo com independência, como sempre atuei.

E tenho que admitir que não encontrei as respostas às minha perguntas no seu email. Continuo sem saber qual foi sua intenção. E tampouco sei se não lhe ocorreu que seria importante checar uma opinião antes de amplificá-la, e porque decidiu em contrário.

Não tem problema, pode dizer que não quer responder, poupando o meu e o seu tempo.

Um abraço

Aqui ele caiu em uma grave contradição, que aponto a seguir…

LH:

Ué, você já está entrando em contradição. 

Observe o que você escreveu: ” se não lhe ocorreu que seria importante checar uma opinião antes de amplificá-la”. 

Era uma opinião ou era uma notícia? 

Se era uma opinião, então não pode ser classificada como notícia falsa, e você, como jornalista, SABE BEM DISSO…

Enfim: era opinião ou uma notícia? 

Você pode me explicar qual sua intenção em seguir com esse teatrinho relacionado ao caso Marielle?

Vejamos a resposta…

Denis:

Opinião, notícia, o que for: não lhe ocorreu que seria conveniente checar, para que uma informação falsa não se espalhasse?

Sinto que você não pretende responder, correto? Posso então considerar que entrei em contato e você preferiu não responder às minhas duas perguntas, enviando no lugar respostas a outras perguntas que havia dado em uma outra entrevista?

Se puder, agradeço sua atenção, e dou a conversa por encerrada.

Obrigado

E haja paciência…

LH:

Você acabou de escrever: “Opinião, notícia, o que for: não lhe ocorreu que seria conveniente checar, para que uma informação falsa não se espalhasse?”. 

Não existe isso de “o que for” e você (que é jornalista) não pode dizer que não sabe a diferença. Se é uma opinião, ela pode ser mencionada. Mas se é uma notícia, ela pode ser definida como falsa ou não. 

Você acabou de escrever a expressão “para que uma informação falsa não se espalhasse”, ou seja, você está mentindo a respeito de uma informação verdadeira (a desembargadora deu a declaração citada). 

Eu vou citar todas as mentiras que você está escrevendo para que o público fique informado. 

E com todo conteúdo lá publicado, o público vai entender sua postura. Você caiu em contradições e ainda foi obrigado a omitir informações por motivos que já sabemos. 

Escreva o que você quiser. E eu vou publicar nossa conversa na íntegra. 

E ele segue, com a estratégia do disco riscado…

Denis:

Ok, Carlos, obrigado.

E, a propósito, se puder responder a minhas duas perguntas, ficarei grato.

Um abraço

LH:

E você ainda não respondeu minhas perguntas. 

Fiz meia dúzia delas. 

Qual o motivo para fugir das perguntas?

Denis:

Não estou fugindo, Carlos. Não sei as respostas. Não respondo pelo Nexo, não conheço nem leio a Monica Bergamo, não conheço detalhes sobre o projeto Comprova, não tenho nada hospedado no UOL. Terei prazer em responder a quaisquer perguntas que você tiver sobre temas que eu conheça.

Respostinha muito fraca. Ele não precisaria de mais detalhes sobre o Comprova para saber que há conflito de interesses. O fato de ele não ler Mônica Bergamo não justifica ele ter ignorado a fonte da matéria sobre a desembargadora. Em suma, só conversa mole…

LH:

De novo, você é jornalista, não?

Logo…

  1. Você não precisa ler ou conhecer Mônica Bergamo, para explicar para os leitores por que não foi atrás da notícias original dela em vez de procurar meu site. 
  2. Você não precisa saber detalhes sobre o projeto Comprova (conforme sua alegação), para explicar se há conflitos de interesses em sua abordagem (que blinda o UOL e a Folha). 
  3. Qual seu motivo para dar endosso às mentiras ditas sobre mim em relação ao caso Marielle? Quais seus interesses?

Sem estas respostas, considero finalizada nossa conversa. 

Em tempo, sua pergunta era desonesta e falaciosa, pois embutia uma insinuação. 

http://falaciasonline.wikidot.com/questao-complexa

Mais um recurso torpe para um jornalista, não?

O engraçado a seguir é que ele confundiu “questão complexa” com “questão complicada”. Na verdade, a “questão complexa” é um tipo de falácia onde alguém insere uma insinuação em uma pergunta e espera que algum tonto caia no truque. É como perguntar “de que forma você matou a sua mãe?” para alguém que ainda tem a mãe viva. Ora, uma vez que o sujeitinho questiona sobre “motivos específicos para publicar uma matéria sob uma dada condição” ele teria que dizer porque existiriam tais motivos específicos ou mesmo a suposta condição. Estratagema muito básico que não colou…

Dica ao leitor: nunca responda uma falácia da questão complexa. Sempre exponha o truque.

Denis:

Talvez eu tenha complicado demais ao fazer duas perguntas de uma vez. Posso fazer apenas uma, então? A primeira: qual era a intenção estratégica. O que você pretendia, ao tomar a decisão de amplificar aquele post. Só isso que eu gostaria de fazer.

Pergunto em boa fé, como sempre pergunto (jamais publico algo sobre alguém sem antes dar a chance de a pessoa explicar). Não estou dando endosso a nada, estou procurando entender e conversando com todo mundo que acompanhou. Tenho direito de perguntar – e dever, diante da minha função social. E você, é claro, tem direito de não querer responder.

Um abraço

Aqui vai:

LH:

E por que deveria existir uma intenção estratégica ao publicar um post desse? Que pergunta estranha, não?

Será que isso revela algo?

Esta aqui é uma afirmação completamente falsa feita pelo Brasil247 explorando o cadáver de Marielle. 

https://www.ceticismopolitico.org/brasil247-faz-acusacao-gravissima-e-sem-provas-ao-dizer-que-marielle-e-primeiro-cadaver-da-intervencao-do-rio/

Não há um traço de verdade na afirmação do Brasil247 ao colocar a culpa da morte de Marielle na intervenção federal no Rio. 

Deveria existir uma estratégia por trás da publicação deste post também?

Prestem atenção em meu objetivo ao apontar a matéria do Ceticismo Político citando uma declaração do petista Alex Solnik. Assim como quando citei a Mônica Bergamo, o objetivo era demonstrar o duplo padrão de Denis. 

Ora, se ele criou a regra de que “citar alguém que não provou sua afirmação é notícia falsa” (para tentar culpar o Ceticismo Político pela declaração da desembargadora) então ele deveria chamar a outra notícia do Ceticismo Político citando o petista Solnik como falsa também. 

Mas o fato é que eles estão cientes de que estão fingindo. Eles sabem que tanto a citação das declarações falsas de Solnik como da desembargadora são notícias reais, pois os citados realmente fizeram as declarações apontadas nos textos. 

Se assim o é, porque ele se recusa tratar do caso Solnik? Eis a prova do duplo padrão…

Eu joguei essa casca de banana para ele escorregar mesmo. E não deu outra.

Denis:

Estou perguntando o motivo de você ter publicado. Temos motivos para as coisas. Se não quiser, não responda.

Parece difícil nos entendermos, não entendo bem por quê. Se preferir e for mais fácil para você, faço um contato telefônico ou até encontro-o pessoalmente.

Um abraço

Eu entendi Denis perfeitamente. Ele tentou o estratagema da questão complexa, fugiu das perguntas complicadas, usou duplo padrão, lançou mão do estratagema de fingir que dizer que “(x) disse (y)” (onde y é uma afirmação não provada) configura notícia falsa (mas não para Mônica Bergamo, e nem quando o citado é Alex Solnik) e achou que ia passar batido. Se conversassemos pessoalmente, eu gravaria toda a interação e o desmascararia em dobro…

Seria pior pra ele. 

LH:

Estou mostrando o duplo padrão. Aqui está a afirmação de Alex Solnik para o Brasil247: ” “Não será difícil identificar os executores. Mas os maiores responsáveis são as autoridades que implantaram um regime de terror no Rio de Janeiro a pretexto de trazer a paz. Como se pudesse haver paz quando não há pão. E o maior deles é a principal autoridade da nação.”

O fato de eu te questionar é para deixar explícitos os seus motivos para não querer abordar afirmações como as da Mônica Bergamo ou mesmo a declaração de Alex Solnik. 

Lembre-se do que eu falei na palestra: um dos recursos principais de vocês é a “omissão”..

O mais divertido é ir explicando pro sujeito os truques que ele está praticando e ele segue repetindo. Eis o metajogo. 

Denis:

Não conheço o Solnik.

E daí que não conhece? Ele não é jornalista? Eu citei a matéria para ele identificar claramente que o Solnik deu uma declaração tão provada quanto a da desembargadora. Por que ele não toca no assunto?

LH:

O importante é seu desinteresse em tratar caso similar. Alex Solnik fez uma alegação sobre o caso Marielle. Ele não tinha provas de sua alegação. Meu texto cita a alegação de Solnik. 

O mais relevante é ver como você se comporta de maneira diferente (o tal duplo padrão) diante de casos similares. 

Assim como você se omitiu diante de questões sobre UOL e Mônica Bergamo, fez o mesmo diante da afirmação de Solnik. 

Eu não preciso perguntar seus motivos. Apenas preciso que você se comporte de forma que eles fiquem claros. E assim o fez. 

Creio que depois de sua reação diante de mais um exemplo (em que você expôs duplo padrão), não há mais nada a tratarmos. 

Denis:

Ok, obrigado.

LH:

Passar bem. 

Conclusão

O projeto Radar da Censura – do qual sou um dos colaboradores, no quesito metodologia – elenca 10 padrões de comportamento dos censores.

Alguns dos padrões ficam claros na atuação de Denis, que finge que está lutando “para promover a verdade”, mesmo quando não demonstra o menor apreço aos fatos.

Como é de se esperar, ele não se furta em adotar mentiras de forma sistematizada (como sair dizendo que o Ceticismo Político “publicou uma informação sem checar”, quando na verdade o site verificou que a desembargadora realmente fez sua declaração infeliz). Por mais que expliquemos ao sujeito do que estamos falando, ele vai fingir não entender.

Em relação a senso moral, não há nada o que esperar dessa gente: ele demonstrou claro duplo padrão ao tratar os casos de Mônica Bergamo e do petista Alex Solnik de maneira diferente da que tratou o Ceticismo Político. Quem não tem senso moral não possui regras claras, e por isso pode facilmente “sucumbir pelo próprio livro de regras” (como diria Saul Alinsky).

Em termos de rotulagem, o sujeito acusa o oponente de “desinformante” quando tudo o que faz é desinformação.

Nem estudei o perfil da figura para identificar o esquerdismo, mas vindo de um roteirista do Greg News (que é propaganda política do PSOL disfarçado de “programa de humor”) já podemos suspeitar do resultado da análise, não?

Claro que o sujeito vai fingir que tem “as melhores intenções” e que é “apartidário”, mas todos os seus posicionamentos são seletivos.

E, por fim, todo o discurso dele é claramente vago. Tanto que ele até caiu em uma contradição ao confundir “opinião” com “notícia” ao citar a desembargadora. Deslize bem grave.

Estes são os censores modernos. Pessoas que vivem de rotinas e estratagemas, mas que se complicam diante de questionamentos mais incisivos por posicionamentos claros, sucumbindo especialmente diante da exposição de seu duplo padrão.

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Raphael Hide defende o indefensável e fica do lado de quem quer esmagar a voz da direita no Brasil

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Nos últimos dias temos visto a união de vários setores da direita contra a censura no Facebook. Há muita água a passar por debaixo dessa ponte, para desgosto da Rede Globo e do PSOL.

Vale ressaltar que não é preciso estudar muito para saber que o Facebook está se tornando instrumento de implementação do totalitarismo.

Mas Raphael Hide – do canal Ideias Radicais – comprou a briga e resolveu ficar a favor do Facebook, do PSOL e da Rede Globo nesta disputa. Como resultado, ele só poderia lançar mão de um conjunto inacreditável de falácias.

É algo na linha “ver para não crer”.

Seja lá como for, ele usa o argumento arrogante baseado no dogma de que “Facebook é empresa privada e faz o que quer”. O problema é que isso significa ignorar que o Facebook não é uma quitanda na esquina, mas uma empresa que mantém seu poder monopolista a partir de diversas alianças políticas.

No fim das contas, o “liberalismo” de Raphael Hide é quase como uma justificativa para rendição aos socialistas. É quase como dizer que esse tipo de “liberalismo” defendido por Hide não faz nada contra implementações totalitárias desde que isso seja feito em alinhamento com empresas privadas. Bizarro é pouco para descrever.

Abaixo, as principais falácias de Hide:

Falácia 1: “não há censura no Facebook pois isso não vem do Estado”

Aqui temos uma falácia do espantalho em relação ao conceito de censura. Na verdade, a censura envolve o cerceamento de opiniões a partir do Estado, mas também a partir de monopólios que se aliam ao Estado ou a defensores de sistemas totalitários.

Falácia até bobinha essa que ele tentou.

Falácia 2: “se eu deixar de falar do comunismo no canal, isso é igual ao que você chama de censura no Facebook”

Novamente, um raciocínio falacioso, pois ele compara objetos diferentes.

Ele tenta convencer seu público de que o canal dele se encontra na mesma categoria em que o Facebook, mas isso é falso.

Ninguém é obrigado a falar o que não quer. Não existe nenhuma demanda neste sentido.

Porém, para adequar o exemplo dele à realidade, vamos supor que Raphael proibisse comentários que defendam socialismo.

Mesmo assim, ele não poderia ser comparado ao Facebook, uma vez que as pessoas não perderiam sua voz em meios monopolizados de divulgação de conteúdo. Assim, é impossível que o Sr. Raphael Hide inviabilize a atuação política de alguém apenas se banir essa pessoa do seu canal.

O Facebook deve ser comparado à Eletropaulo. Se a empresa decidir deixar de atender um cliente por ele ser libertário, não dá para dizer: “procure outro que te atenda”. Isso porque a Eletropaulo monopoliza um serviço.

Logo, a comparação de Raphael é indevida.

Falácia 3: “a direita está errada em dizer que há censura no Facebook só porque ele é influente”

Essa é outra falácia do espantalho, onde ele distorce a afirmação do oponente, pois ninguém está dizendo que o Facebook tem poder censório “por ser influente”. Nada disso.

Influente é a Rede Globo. Influente é o Faustão. Influente é o Felipe Neto. Influente é a Anitta.

Já o Facebook é monopolista em um tipo de meio de comunicação e conquistou seu espaço principalmente a partir da ação política.

Assim, novamente o raciocínio de Raphael não “fecha”. O Facebook pratica censura não por ser influente, mas por ser uma empresa que monopoliza um meio de divulgação de conteúdo e ao mesmo tempo se alia a totalitários.

Falácia 4: “quem quer lutar contra a censura no Facebook está querendo regulá-lo”

Esse é o famoso estratagema do rótulo odioso. É assim: “regulação é má, logo qualquer regulação deve ser evitada”.

Mas isso também é uma distorção do que defendem os liberais, pois a regulação criticada por quem quer acabar com a censura é aquela regulação que diminui a liberdade das pessoas e as coloca em situação de vulnerabilidade perante os donos do poder.

Quando a escravidão foi abolida, isto também foi uma “regulação”. Basicamente, foi dito que as relações de trabalho não deveriam envolver coerção e aprisionamento. Será que os abolicionistas traziam algo perigoso por “regular” uma relação de trabalho?

Enfim, lutar contra a censura no Facebook é lutar para que defensores de sistemas totalitários não possam utilizá-lo para regular o que as pessoas podem dizer.

Falácia 5: “você nâo pode obrigar o Facebook a falar o que você quiser”

Isto aqui é pura maluquice, pois o Facebook não é uma empresa de mídia, mas sim de rede social. Ninguém falou em controlar o que o Facebook fala ou deixa de falar, mas sim em lutar para que ele não se alie aos defensores do totalitarismo para cercear a voz dos outros e acabar com nossa liberdade.

Falácia 6: “se você assinou o contrato com o Facebook, não pode fazer nada”

Se o contrato tiver ilegalidades e violar a Constituição Nacional, podemos exigir que as leis sejam cumpridas. Não adianta praticar uma ilegalidade e dizer que “foi assinado um contrato entre duas partes” que isso não adianta nada. A não ser que ele defenda que a Constituição não seja seguida, mas isso é assunto para outro fórum…

Falácia 7: “lutar contra a censura do Facebook é igual defender a Ley de Medios na Argentina”

De novo uma comparação forçadíssima e sem o menor sentido.

A Ley de Medios permitia que o Estado controlasse de forma discricionária o tamanho dos meios de comunicação e como as verbas estatais seriam distribuídas para esses meios, configurando uma forma clara de censura sutil.

Evitar que o Facebook utilize seu monopólio de comunicação para acabar com a liberdade a partir da aliança com um grupo totalitário – que vai definir o que vai ou não ser publicado – não tem absolutamente nada a ver com a Ley de Medios. É praticamente o oposto.

Falácia 8: “defender o que o Facebook faz a partir do libertarianismo é uma atitude ética”

Existe um erro lógico grave aí, que é confundir a defesa de um princípio ético (de forma isolada da realidade) com a defesa da aplicação de um princípio ético na prática.

Vamos às diferenças.

Dizer uma frase solta para defender uma imoralidade é supostamente “defender um princípio ético”. Mas buscar aplicar esse princípio ético é outra coisa. É muito mais ético defender a aplicação prática de um princípio do que distorcê-lo para atender aos interesses de quem é contra esse princípio.

Defender o livre mercado como uma forma de aumentar a liberdade das pessoas é uma aplicação de um princípio ético. Já defender efusivamente uma instância isolada do livre mercado, de forma distorcida e seletiva, apenas para ajudar aos que querem acabar com o livre mercado é apenas uma suposta defesa de princípio ético. Mas não pode ser ético para um liberal atuar pelos interesses de quem quer acabar com o livre mercado.

Assim, não há nada de ético em dar consultoria aos socialistas em como eles podem usar melhor empresas privadas para tirar nossa liberdade.

Uma vez que o vídeo de Raphael Hide basicamente dá dicas aos socialistas de como eles podem enrolar liberais e implementarem totalitarismo a partir de alianças com empresas privadas (o que não é nenhuma novidade para os totalitários), ele não defende na prática nenhum princípio liberal. No máximo, cita um recorte de supostos princípios liberais, mas aplicados fora de contexto.

Falácia 9: “a direita deveria procurar uma alternativa, como o Sparkle, e quem não o faz é hipócrita”

Aqui fica claro que ele decidiu baixar o nível da conversa e acabou inserindo um elemento irrelevante ao discurso. Pegou mal isso de sair chamando os outros de hipócritas, sem qualquer justificativa para tal.

Ele propõe uma política de capitulação diante do Facebook e sugere utilizar um aplicativo que quase ninguém adotou ainda.

Tudo bem que o aplicativo Sparkle é uma alternativa, mas a aplicação prática das ideias do Raphael Hide obviamente fará com que o próprio Sparkle seja censurado no futuro, pois a repressão total é uma consequência inexorável da capitulação política de um dos lados.

Quer dizer: desistir de lutar pela liberdade no Facebook é dar poder aos socialistas (que não respeitam o livre mercado), e inexoravelmente eles adquirirão forças para proibir o Sparkle quando tiverem poder para isso e se o aplicativo crescer muito. Basta ver o que aconteceu com o Gab…

Em pouco mais de 10 minutos de vídeo, ele conseguiu aplicar nove falácias, no mínimo.

Para não dizerem que estou exagerando, vejam o vídeo:

No fundo, isso que o Raphael Hide defende não é liberalismo nem aqui e nem na China.

No máximo o que ele defende é um conjunto de dogmas que utilizam recortes seletivos de princípios liberais (de forma descontextualizada, claro). Esse recorte de supostos princípios liberais tem como principal consequência gerar vulnerabilidades para os liberais diante dos socialistas.

O liberalismo original surgiu para defender as pessoas de sistemas totalitários, e visava proteger liberdade de expressão, liberdade econômica e igualdade de direitos. Já o “liberalismo” de Raphael Hide defende a capitulação diante dos socialistas, e até serve para dar dicas valorosas para eles. É quase como dizer: “meu tipo de liberalismo protege os socialistas em seus projetos totalitários, mas para isso é preciso que vocês tirem toda a nossa liberdade se aliando a empresas privadas”.

A turma do PSOL deve ter morrido de dar risada com isso.

Como acessar o material de Saul Alinsky e David Horowitz publicado por aqui

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Neste sábado (5/5), tive a oportunidade de participar no Congresso Municipal do MBL, na cidade de São Paulo (SP).

Durante minha fala, prometi que disponibilizaria de volta tanto o ensaio “Um Raio X das Regras Para Radicais de Saul Alinsky” como a tradução comentada de “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz.

Abaixo estão os links para download:

Ambas são leituras fundamentais para a direita.

O retorno do Ceticismo Político

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Para aqueles que acharam que o site Ceticismo Político havia acabado, hoje não será um bom dia: o fato é que o site está de volta, e com uma perspectiva ainda mais arrojada do que antes.

Creio que já ficou notório que desde o início de março, o site tem sido atacado por adversários, que executaram uma estratégia dissimulada para censurar a página de FB do Ceticismo Político (que tinha 106.000 seguidores) e o perfil Luciano Ayan (relacionado ao meu pseudônimo, pelo qual escrevi o livro “Liberdade ou Morte”, publicado em 2015).

A carta aberta – publicada em 24 de março de 2018 – publicada durante o ataque censório capitaneado pelo O Globo foi o último conteúdo do link www.ceticismopolitico.org e pode ser lida aqui: https://www.ceticismopolitico.org/carta-aberta-de-luciano-ayan-aos-leitores/

Desde então, não publiquei mais conteúdo no blog.

A pergunta é: por que?

Creio que devo satisfação aos meus leitores (e somente a eles), alguns dos quais podem ter ficado chateados com minha ausência do cenário.

O fato é que tive que “sair de cena” exatamente para fazer algo muito mais arrojado: coletar evidências contra meus inimigos sem ser importunado e desenvolver um método amplo para que pessoas que atuem pela censura pudesse ser expostas. Eu só poderia fazer isso a partir de uma atuação ainda mais discreta.

Assim, meu período de hiato de geração de conteúdo durou de 24 de março, 06 de maio. São quase cinquenta dias.

Nos anos passados em que produzi conteúdo, gostaria de relembrar minhas principais contribuições para a assimilação de conceitos como guerra política e controle de frame para a direita:

  • Tradução comentada do livro “A Arte da Guerra Política”, de David Horowitz, em 2011
  • Ensaio “Raio X das Regras para Radicais de Saul Alinsky”, escrito em 2012, fazendo a reconstrução do método alinskiano para a direita
  • Diversas publicações a respeito do método de controle de frame
  • Publicação do livro “Liberdade ou Morte”, em 2015 (pela Editora Simonsen), em que alertava sobre o maior risco para a direita atual: a perda da liberdade de expressão

Como ironia do destino, chegamos à situação em que um autor – que escreveu sobre guerra política e defendeu como quase ninguém no Brasil a liberdade de expressão – é censurado a partir de um contexto político que ele previu que aconteceria. Eu não gostaria de ter razão, mas os fatos estão aí.

Desta feita, temos uma batalha muito mais árdua: a missão da direita agora deve ser utilizar os métodos da guerra política para não ser esmagada na batalha mais importante dos últimos tempos, que é a luta pela liberdade de expressão nas redes. E notem que não estou advogando em causa própria, pois vários outros sites e influenciadores estão sendo sistematicamente derrubados.

Eu só poderia coletar evidências tranquilamente se ficasse num estágio de discrição ainda maior do que aquele que tinha antes.

Infelizmente, estou com problemas para recuperar o conteúdo antigo do site (por causa de transferência de servidor), mas todo o material relacionado aos ensaios publicados (e vários outros textos políticos), foi guardado por mim (em formato Word). Já neste domingo (06/05) farei o upload de arquivos PDF tanto com o conteúdo do material sobre David Horowitz como do ensaio sobre o livro de Saul Alinsky.

Outro motivo para que eu ficasse com atuação “low profile” nos últimos 50 dias é que o ataque a mim não veio apenas de uma única fonte, pois um setor da direita estava fornecendo as narrativas para que a extrema esquerda na mídia pudesse atuar mais livremente. A narrativa que fingiu que pseudônimo significava “perfil falso” foi produzida por setores da direita.

Não quero aqui generalizar todo o setor da direita que agiu assim, mas há evidências claras que isso partiu de integrantes de um setor específico.

Uma vez que a luta dos últimos meses foi contra inimigos internos e externos ao mesmo tempo, era preciso de um espaço de ação mais amplo para coletar evidências e poder retornar com mais munição.

Alguns dos ataques que sofri transcenderam a esfera da guerra política e chegaram ao nível da prática de crimes continuados. Não falo de publicação de informações erradas seguidas de retificações. Falo de crimes continuados. Por isso, alguns casos serão tratados na esfera judicial. Creio que nos próximos dias várias dúvidas poderão ser respondidas por aqui. Quem quiser perguntar alguma coisa, sinta-se livre para fazê-lo.

Para concluir, lembro que citei quatro contribuições minhas à luta da direita, pois agora trago a quinta, e, na minha opinião, a mais importante delas.

Atuei no desenvolvimento de um novo método para “checar os checadores” e evidenciar viés, bem como comprovar a prática de censura, além de fornecer elementos para que todas as vítimas de censura e ataque censório possam se defender.

O método incorporou o estado da arte de práticas de Auditoria de Sistemas, transferido para a análise comportamental. São quatro abordagens consecutivas que, juntas, vão muito além do conceito de “fact checking”. Chamo isso de “censor checking”.

Aos meus inimigos, já aviso que não há mais nada que possam fazer contra mim, pois o método já foi distribuído para algumas pessoas selecionadas, que poderão reproduzi-lo e utilizá-lo, o que certamente ocorrerá em um curto espaço de tempo.

Uma vez que fui vítima de censura, eu não poderia deixar que isso ocorresse sem uma contrapartida.

Assim, anuncio à direita que muito em breve ela vai ter como defender a mais fundamental das trincheiras: a liberdade de expressão, especialmente na Internet. Muito em breve teremos pessoas formadas em “censor checking” (que embute todas as práticas do “fact checking”, mas sem a simulação de imparcialidade, que não dura muito diante do “censor checking”). Como o método já está distribuído, já não há mais nada que a extrema esquerda possa fazer para evitar que isso se torne uma prática.

Aos que tenham se sentido desapontados com meus 50 dias de hiato, ressalto: isso terá valido a pena.

A luta continua, ainda mais forte do que antes!

10 pistas para identificar um censor na era da pós-liberdade

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Pós-liberdade é o nome que podemos definir como a terceira onda de totalitarismo, que visa atacar divergentes políticos principalmente pela via da censura na Internet.

Na primeira onda (de perfil stalinista), havia a censura formal e oficializada, pela qual as pessoas sabiam que eram censuradas. A segunda onda se define como “censura sutil”. É muito praticada hoje na China e na Rússia, e em larga escala em países bolivarianos, como Venezuela, Equador, Uruguai e Bolívia. É o tipo de censura que o PT tentou implementar no Brasil sob a narrativa de “regulação econômica de meios”. Na segunda onda de totalitarismo, o Estado controla economicamente os meios, e utiliza anúncios estatais para direcionar conteúdo, além de poder exercer outras sanções (como evitar que um meio adversário adquira papel, como faz Nicolas Maduro).

A terceira onda começou no fim de 2016, após a vitória de Donald Trump e do Brexit. Órgãos ligados a George Soros definiram o esquema. Passariam a dizer que vivemos “na era da pós-verdade”, e que “tínhamos que resolver o problema das fake news”. Por isso, eles propõem controles para censurar conteúdo adversarial na Internet. Observe que a terceira onda de totalitarismo é mais dissimulada que a segunda onda, que por sua vez era mais dissimulada que a primeira.

Abaixo estão 10 pistas de que você está diante de um censor na era da pós-liberdade, contra a qual teremos que lutar. Vejamos os 10 comportamentos principais dos censores:

(1) Se define como “promotor e controlador da verdade”

Aqui não significa apenas que alguém está denunciando as notícias falsas de um oponente. Donald Trump fez isso brilhantemente ao denunciar as notícias falsas de órgãos como CNN, NY Times e outros. Isso não define alguém como “promotor e controlador” da verdade. Isso é definido pela união do constrangimento de oponentes (pela acusação de fabricação de “notícias falsas”) com a requisição por controle. É aí que a pessoa se define como um “controlador da verdade”. É o mesmo método já conhecido por quem leu “1984” de Orwell. O principal órgão de falsificação da realidade era o Ministério da Verdade, do Estado totalitário. Não difere do comportamento dos novos censores.

(2) Usa a narrativa da “urgência” para o controle

A mainstream media é especialista em destruir vidas. Fazem isso por motivos como sadismo e busca de manchetes. Eles destruíram a vida dos donos da Escola Base nos anos 90. Conseguiram demolir a vida de Daniele Toledo, que foi presa sob a falsa acusação de ter matado a filha com cocaína. Nos Estados Unidos, inventaram a famosa mentira “hands up, don’t shoot” após a morte de Trayvon Martin para estimular destruição de cidades e diversos crimes de revolta. Os casos de mentiras da mainstream media são infinitos e agora estão sendo catalogados. Mas mesmo assim, o novo censor diz que “agora” (principalmente depois da vitória de Donald Trump e do Brexit) se tornou urgente conter as notícias falsas. Não é no mínimo suspeito que a urgência tenha aparecido somente agora?

(3) Promove o uso de mentiras sistematizada

A técnica utilizada pelos novos censores é a adoção do famoso método “acuse-os do que fazemos”. Para simular os dois padrões acima, é preciso mentir como um mitômano. Quando estiver diante de um novo censor, mantenha o sangue frio, pois eles mentem em quantidade capaz de confundir qualquer um.

(4) Persegue os outros politicamente

Observe o comportamento dos novos censores e normalmente você os verá envolvidos em perseguição política de opositores. Muitas vezes o farão por simples divergência política. É claro que um novo censor não é identificado apenas pela prática de perseguição política, pois essa é uma atitude disseminada na política. Mas, junto aos demais fatores, a prática da perseguição política é um indício a mais de que você está diante de um novo censor.

(5) Não possui senso moral

Para ter escondido todas as mentiras da grande mídia (como as crueldades que já vimos) e sair pedindo “proibição de sites independentes” que nem de longe provocam o mesmo dano é preciso não ter moral alguma. Para proteger órgãos da grande mídia especializados em mentir, é preciso estar despido de qualquer senso moral. Geralmente, o novo censor comporta-se feito um psicopata, motivo pelo qual é preciso reforçar a necessidade de sangue frio no momento de lidar com eles.

(6) Joga o mais sujo jogo de rótulos e adota a vagueza intencional

Todos os critérios para o novo censor definir o que é “notícia falsa” ou “aqueles que devem ser combatidos” serão propositalmente vagos. Isso não é erro de metodologia, mas um método. A vagueza permite que o termo seja utilizado de modo elástico unicamente para atacar oponentes. Assim, veremos os novos censores se declarando como pessoas que “lutam contra o ódio” ou “pelos direitos humanos”, mesmo que usem discurso de ódio e violem os direitos humanos em muitas de suas ações. Mas como eles definem um praticante de “ódio”? É simplesmente alguém que deles discorda.

(7) Pertence à esquerda vigente ou ao menos a representa

Nos Estados Unidos, a esquerda vigente é representada por Barack Obama e Hillary Clinton, e não tanto por Bernie Sanders. São serviçais de gente como George Soros. Porém, no Brasil,  esquerda vigente é representada pela extrema-esquerda de partidos como PT, PCdoB, Rede, PDT e PSOL. Assim, quando você visualizar um novo censor, busque ver suas alianças e quais os partidos e intelectuais com os quais ele se relaciona. Normalmente ele estará associado à esquerda vigente. Outra dica é buscar associações com a Open Society Foundation, de George Soros, que financia a esquerda vigente por todo mundo.

(8) Ataca órgãos independentes em nome da mainstream media

O novo censor ataca principalmente órgãos independentes, isto é, aqueles que não recebem verba de anúncio estatal. Vale notar que a blogosfera petista se notabilizou por receber muitos anúncios estatais na era Lula-Dilma. A grande mídia recebe verbas de estatais a rodo. Isso com certeza prejudica sua independência. Já os pequenos blogs independentes no máximo recebem verba de Adsense e correlatos. Isso os torna independentes, em certa parte, do grande poder. Mesmo assim, os novos censores perseguem esses pequenos órgãos de mídia para beneficiar a mainstream media, que, como vemos, já destruiu muito mais vidas com notícias falsas do que fizeram os pequenos órgãos.

(9) Simula falso apartidarismo

Há duas formas de jogar o jogo do isentão. Uma é inconsciente e estúpida. Outra é inteligentíssima e malandra. Neste caso, alguém finge ser apartidário quando não é. Por isso, um novo censor mais hábil normalmente buscará identificar notícias falsas de “ambos os lados”. O que ele vai esconder de você é que ele está sendo muito mais crítico com o oponente e condescendente com aquele ao seu lado. É assim que ele converterá uma metáfora de Trump em uma “mentira” e uma mentira de Hillary será “esquecida” de sua análise. Quando ele vier com a listinha de notícias falsas, aparecerá com uma “contagem” maior de seu oponente, e menor de seu aliado. Claro que a contagem de seu aliado não será igual a zero, pois isso daria muito na cara. Ele precisa dissimular e fingir que “avalia os dois lados”. Esse é o jogo do falso isentão, que configura a simulação de falso apartidarismo. É a essência dos “fact checkers” da esquerda.

(10) Faz discursos padronizados e repetidos

Fica a clara impressão de que os discursos proferidos pelos novos censores parecem sair de uma linha de produção, atendendo sempre a um conjunto de padrões. Por exemplo, quando a mainstream media fala sobre o “problema das notícias falsas”, geralmente começam o texto dizendo que “a palavra do ano de 2016 foi pós-verdade, escolhida pela Oxford”. Isso é um padrão de discurso, que busca fazer o apelo à autoridade e enganar a plateia. Essa repetição de padrões demonstra falta de espontaneidade na abordagem “contra as notícias falsas”.

Como usar o checklist?

Agora é simples. Comece a observar as pessoas que vierem falar “do problema das notícias falsas”. Sobre elas, aplique o checklist acima. Se você encontrar cerca de 6 ou 7 padrões, dentre os 10 acima, no comportamento de alguém é batata: você está diante de um novo censor. O objetivo dessa pessoa é tirar tua liberdade para que os modelos totalitários de poder que ela apoia possam te esmagar. Essa é a luta: contra os novos censores.

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