A maior de todas as lições aprendidas nas eleições 2010

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Eu nunca acreditei que Serra poderia vencer essas eleições. E continuo mantendo minha opinião.

Eu até poderia acreditar na vitória tucana… se não tivesse lido “A Espiral do Silêncio”, de Elisabeth Noelle-Neuman.

Quem acompanha este blog deve se lembrar que a parte 7 da série “Um Novo Ceticismo” é totalmente baseada naquele livro.

Até vejo que muitos nutrem esperanças da derrota de Dilma, com as notícias que tem surgido dos escândalos contra o PT. Os protestos de grupos evangélicos (e raros líderes católicos, o que é uma pena) criticando o apoio petista ao aborto também podem dar uma faísca de esperança.

Mas nada vai adiantar, por um simples fator.

O PT é mestre na arte da militância, conquistada justamente através da estratégia gramsciana.

Os dois textos recentes ([1] e [2]) em que falei da coação feita contra o dono de uma gráfica tiveram mais um capítulo esta semana, conforme texto abaixo de Reinaldo Azevedo. Peço que leiam e depois comentarei:

Já tratei deste particular aqui algumas vezes. Muitos leitores me perguntam, até de boa-fé: “Reinaldo, você não exagera nas críticas ao PT? Os partidos não são, todos eles, mais ou menos suspeitos? Não mentem sempre um pouco? Não têm defeitos?” Respondo: claro que sim! Ninguém seria aprovado num teste de santidade, e política não é mesmo para santos — aliás, ninguém gostaria de viver a dura vida de um santo. A questão é o grau da delinqüência intelectual e política desta legenda ou daquela. A questão é saber quando um partido, APESAR DE TODOS OS SEUS DEFEITOS, faz a democracia avançar e quando força um recuo.

Sou especialmente crítico ao PT porque acho que o partido, depois da redemocratização, de que foi só coadjuvante, faz o estado de direito recuar. Tenho exposto as minhas razões de modo sistemático nos últimos, deixe-me ver, 14 anos pelo menos. Não que não tenha sido muito duro com o governo FHC também. Com efeito, eram restrições de outra natureza. O ex-presidente respeitava as instituições democráticas e o estado de direito. Não é, em regra, o caso do PT.

Fiz, acima, o que muitos chamam “nariz de cera”, uma introdução razoavelmente longa para chegar ao ponto. E qual é o ponto da hora? Vejam primeiro esta imagem.

Viram? Então leiam agora o que segue:

A gráfica Pana — que alguns petistas tentaram invadir no último fim de semana para impedir a divulgação do documento assinado por bispos da Regional Sul I da CNBB — rodou, há duas semanas, 75 mil cópias do “jornal” da CTB, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, com 4 páginas coloridas. O custo da impressão: R$ 5 296 reais, pagos pela central. O folheto — QUE É ILEGAL, DIGA-SE!, traz na capa uma foto de Lula e Dilma, erguendo os braços, sobre o título: “O desafio do 2º turno”. Dentro, todas as “reportagens” pedem mobilização para eleger Dilma presidente ou fazem propaganda do governo. O título da primeira é: “Dilma: Para o Brasil Continuar no Rumo Certo”, que é um mote de campanha.

Além disso, a gráfica Pana, que fatura em média R$ 400 mil por mês, publicou material eleitoral para outros petistas, entre eles, o deputado federal Paulo Teixeira, um dos que estavam presentes na vigília que bloqueou a porta da gráfica. No santinho em questão, Teixeira aparecia junto com o deputado estadual Simão Pedro (PT). A dupla gastou R$ 124 mil na Pana. A gráfica também imprimiu material para o diretório estadual do PSTU nesta eleição — o partido pagou R$ 32 mil por alguns panfletos. Até a Mulher Pêra, candidata a deputada pelo PTN, encomendou serviços por lá: no caso dela, 20.000 “jornaizinhos”, que saíram por R$ 4 mil.

Entenderam o ponto? A Mitra Diocesana de Guarulhos já havia deixado claro que a encomenda para a impressão do apelo de católicos contra o aborto partira dali, não do PSDB. Os petistas e a imprensa amiga dos petistas, no entanto, não quiseram nem saber: foram logo buscar vínculos entre a gráfica e o partido, embora a empresa tenha exibido todos as provas de que a encomenda partira da diocese. E daí? Não se tomou nem mesmo o cuidado de fazer o que se está fazendo aqui: “Essa gráfica costuma imprimir material de vários partidos políticos?” Costuma! Inclusive do PT, o que desmonta a acusação, não fossem as demais evidências.

Fica demonstrada, assim, a honestidade do escândalo que os petistas tentaram fazer. Lembro-me do ar “serioso” de José Eduardo Cardozo a lamentar os “vínculos” da gráfica com os tucanos. Vejam um tuíte do deputado petista Paulo Teixeira no dia em que se praticou constrangimento ilegal contra o gerente da empresa:

Ele sabia, é óbvio, que ele próprio era cliente da gráfica que acusava de manter vínculos com os tucanos.

Então volto agora àquela questão inicial. Quando me perguntam: “Você não exagera com o PT?” Não! Eles é que exageram na vigarice. Na entrevista coletiva de Cardozo, mesmo sabendo de tudo isso, tentou-se criar um escândalo político, adicionando, diga-se, uma outra falsidiade: a de que Paulo Ogawa, aquele senhor que sofreu o constrangimento ilegal, teria sido funcionário do Ministério da Saúde quando Serra era titular da pasta. Tratava-se, como informei aqui, de um homônimo — e, pois, o PT mentia. Mesmo assim, parte do jornalismo online manteve a mentira no ar.

Republico, agora, o vídeo, feito pelos próprios petistas, em que, com a ajuda da imprensa — especialmente daquele tipo particular de jornalismo que tem sido feito pelos portais de telefonia —, pratica-se uma verdadeira blitz fascistóide contra a gráfica. Quem já viu o filma que relata o constrangimento ilegal leia o que vem depois.

Se sou muito duro com o PT? Não! Acho até que sou caroável demais! Essa gente não tem limites e pode destruir o que encontra pela frente se julgar que se trata de uma necessidade partidária.

José Eduardo Cardozo, o “ético” do PT, deveria vir a público para se desculpar com a empresa e com o sr. Paulo Ogawa em particular. Mas ele não vai fazer isso porque julga que o homem, coitado!, é apenas um dano colateral na luta de seu partido para construir um mundo mais justo. Se, na trajetória, eles tiverem de destruir algumas pessoas, paciência, não é? Mao Tse Tung, Stálin e Pol Pot pensavam o mesmo. Os tempos são outros, eu sei. Hoje, os comissários do povo praticam assassinatos morais.

Por que mesmo sou tão duro com “eles”? Está explicado desde sempre. Aqui está devidamente exemplificado. Deve haver algum caminho jurídico que puna também este tipo de litigância de má fé. Numa democracia exemplar, o sr. Paulo Ogawa arrancaria até as calças do PT por conta do constrangimento que sofreu e da satanização a que ficou exposto. Espero que tenha clareza disso e tome as devidas providências.

Agora, meus comentários

O exemplo acima é bem claro.

Ele é apenas um dos elementos que tem sido utilizados pela campanha de Dilma a seu favor.

Como Reinaldo Azevedo mostrou, a gráfica de uma tucana que fazia “campanha ilegal” para o Serra nada mais era do que uma empresa que recebia pedidos para impressão de panfletos e jornais que não só atendiam aos interesses de um lado como também de outro.

Os deputados petistas, que estiveram na “vigília” à Gráfica, simplesmente eram CLIENTES da mesma e também encomendaram panfletos de cunho político por lá.

Isso deveria neutralizar toda propaganda feita por Dilma quanto ao assunto, certo? Errado.

Mesmo que todas os dramalhões e vitimizações praticados por Dilma e sua trupe na questão dos “panfletos contra a Dilma, patrocinados pelo PSDB” tenham sido neutralizados nessa matéria de Reinaldo, em termos práticos a petista saiu ganhando.

A vitória nesta questão (e em todas as outras recentes) não ocorre por que ela tem razão, mas sim por que a divulgação a favor dela, por militantes (que estejam na mídia ou fora dela), ocorre com mais intensidade.

Infelizmente, em tempos em que o marketing de argumentos mostrou que a retórica venceu a dialética, o que importa em termos políticos não é apenas ter a razão, mas sim ter mais INTENSIDADE.

Outros itens importantes, claro, não referem-se apenas à intensidade da mensagem, como também a quantidade e o “timing”.

A mensagem original divulgada pelos petralhas era: “Oh, que sacanagem desta turma do Serra, descobrimos panfletos criminosos, feitos por alguns péssimos bispos, da CNBB, só com calúnias e difamações, e isso tem dedo do PSDB”.

A neutralização, após as descobertas de Reinaldo teria um efeito similar ao que segue: “O PT mentiu ao dizer que a publicação dos panfletos tinha o dedo do PSDB; e em contrapartida dois deputados do PT publicaram panfletos políticos a partir da MESMA gráfica, o que inviabiliza a acusação de que a gráfica estava a serviço do PSDB. E a Dilma propagou a mentira.”

O problema é que a mensagem dos petistas simplesmente foi propagada com intensidade e quantidade muito, mas muito maior do que a segunda mensagem.

Ou seja, não adianta nada o desmascaramento do PT. A Dilma saiu ganhando pelo volume de propagação de sua mensagem, de forma que a neutralização não serviu de praticamente nada.

Isso explica por que Dilma, mesmo tendo um desempenho ridículo no último debate da Rede TV contra José Serra e vários escândalos contra ela e o PT, tem aumentado a vantagem sobre o tucano nas pesquisas.(É claro que uma vantagem de 10 pontos provavelmente se tornará uns 3 ou 4 quando terminar a apuração, mas isso não é novidade)

Mesmo que se descubram mais barbaridades vindas do governo petista, que já está em poder de forma praticamente ditatorial, os militantes deles vão ganhar no volume.

A grande tragédia pode ser explicada pelo fato de que o PSDB não é oposição, portanto as mensagens deles não tem a intensidade necessária.

Talvez teriam se surgissem a partir de uma oposição de direita, como o Tea Party nos Estados Unidos.

A imagem que ilustra este post é a bandeira “Don’t Tread on Me”, que é um dos símbolos do Tea Party. Eles dizem que aqueles que cobram impostos altos são bandidos. Eles sugerem que os Estados Unidos abandonem a ONU, pois duvidam de iniciativas globalistas. E daí por diante. Enfim, é oposição à esquerda.

Não que é o único tipo de oposição possível, mas no atual cenário político, para se opor à esquerda, precisamos de pessoas de direita.

Só aí teríamos mensagens contra o PT com a intensidade necessária. Aliás, com o tempo essas mensagens teriam que ser dirigidas até contra o PSDB e o PMDB.

Pontos que nós poderíamos nos conscientizar incluem:

  • Estado inchado é coisa de gente safada, pois que “interesse” esse pessoal teria em cuidar de tanta coisa? Enfim, qualquer adepto do estado inchado é suspeito à partida;
  • Minha liberdade de expressão e de consciência é um bem inestimável, e quem tenta me roubar isso é meu inimigo;
  • Quem usa dinheiro público para realizar aparelhamento de estado, doutrinação escolar ou coisas do tipo é igual a um ladrão;
  • Quem se omite quanto a esse tipo de atitude criminosa da esquerda é cúmplice e conivente (ou covarde, o que é ainda pior);
  • Professores que fazem doutrinação escolar humanista são piores que qualquer prostituta de rua;
  • Humanismo é uma doença mental, e pessoas que acreditam nisso merecem sofrer rejeição social – é de se pensar se você deve convidar esse tipo de gente para ir à tua casa ou ter amizade contigo, de preferência isole;
  • As pessoas que se orgulham de “criar um mundo perfeito” são picaretas, sem exceção, mas as que se orgulham de trabalhar e fazer o melhor, sem ficar com falsas promessas, merecem nosso respeito e ganhar destaque na sociedade.

E assim por diante.

Isso tudo que citei acima é intensidade.

Se lutar pela liberdade de consciência e a favor do trabalho e da meritocracia (contra vampiros que querem fazer arruaça com teu dinheiro, através de altos impostos e aparelhamento de estado) não é um fator suficientemente motivador, eu não sei o que é.

É em cima deste tipo de ideal que precisamos criar uma militância.

É a partir da militância que criamos volume.

Caso contrário, veremos pessoas como Dilma chegarem ao poder e rirem em nossa cara. (É claro que ela ri da cara dos militantes dela também, mas os idiotas úteis geralmente não percebem que servem para serem usados)

Em quanto tempo poderemos ver resultados? Eu diria que daqui uns 15 a 20 anos. Antes disso, sem esperanças.

Esse é o tempo para educarmos uma geração inteira a suspeitar de utópicos, humanistas e todo o tipo que se alinha ao “intelectualzinho de esquerda”, como diria o Capitão Nascimento. (Ironicamente, o ator Wagner Moura é um intelectualzinho de esquerda, que até apóia o MST)

Temos que rir dessas pessoas, ao mesmo tempo que mostramos que elas são um risco para a sociedade.

E aí, somente aí, deixamos que a verdade sobre eles apareça e isso os desmascare.

No cenário atual, pelo gramscianismo, eles tomaram conta.

Temos pessoas que representam a escória moral de nossa sociedade defendidas por uma militância de esquerda.

É nojento? Claro que é.

E esse fedor vai durar até que a militância de direita realmente ocupe seu espaço.

Esse vídeo abaixo mostra um exemplo de postura que podemos copiar:

Vai demorar se quisermos tornar isso algo tão importante culturalmente quanto a militância petralha? Claro que vai.

Mas uma pequena esperança que observei é que a quantidade de pessoas motivadas a lutar contra o PT aumentou nessa última eleição. Não temos mais apenas o Olavo de Carvalho, mas sim muitas outras cabeças já conscientes da ilusão da esquerda.

Mas ainda é muito, muito pouco.

Se hoje temos uns 10 intelectuais de direita, temos que ter 1.000.

Pois 10 intelectuais de direita não conseguem vencer 1.000 “intelectuaizinhos de esquerda”, que ganham no grito.

Nesta eleição algumas mobilizações foram muito úteis, mas ainda não temos sequer uma militância organizada.

Lutar pelo PSDB não é algo que me motive.

Precisamos de algo por que lutar, e a luta é pela liberdade.

E isso envolve liberdade contra estados inchados (que cobram impostos extorsivos), contra humanistas (que odeiam nossa liberdade de consciência) e contra suas derivações políticas, que inclui todas as ramificações da esquerda (que querem roubar nossa liberdade de expressão, principalmente quando são de linha marxista-gramsciana, como o PT).

A grande lição vista nessa eleição é que não temos a intensidade daqueles que lutam por um ideal.

Eu me motivo a lutar pela minha liberdade, enquanto eles se motivam a lutar para tomá-la.

Com essa motivação, acredito que teremos intensidade em nossa luta, e o resultado seria visto em uma REAL OPOSIÇÃO à essa patota.

Dai, com a militância, teríamos volume.

E enfim colocaríamos os ratos da esquerda para correr.

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15 COMMENTS

  1. Caro Luciano,

    você viu hoje no programa do Ratinho que o Serra foi machucado por alguém durante um momento em que ele estava na rua?

    Não sei direito como, e já procurei na internet e ainda não encontrei nada que manifeste essa notícia. Nada!

    As vezes tenho a sensação que o poder de certas “pessoas” são maiores do que eu penso.

    Entretanto, acredito que vencer o PT com o Serra ganhando ou não, durante esses próximos 4 anos, será um ótimo momento para ataque.

    Meu ponto começa assim: enquanto as eleições não acabaram, ataquemos o PT por meio da derrota da Dilma e por outros meios. Se o Serra perder, utilizemos outros “meios”

  2. @continuando…

    esses meios você já conhece – blogs, sites, orkut, net em geral.

    Mas há um problema que nós enfrentamos: a mídia manipula de tal forma o pensamento que as vezes tenho uma sensação mais ou menos assim: “será que eu pensar esse tanto de coisa contra a mídia, não é o que eles querem que eu faça?” – VEJA: não estou dizendo que eu devo negar a verdade – que é esta: a mídia fraudulenta muita coisa só para seus fins desonestos.

    Mas ESTOU DIZENDO QUE o poder dela atinge até mesmo a natureza da racionalidade de muita gente!

    Negar o ponto é se houver alguma forma de lançar certas coisas em rede nacional, e tiver como fazer isso, façamos!

    Há um grupo no orkut que está tentando colocar alguns vídeos antes das eleições para rodar em rede nacional. E parece que o ataque do Serra será mais agressivo. Pode ser que eles usem estratégias, e duvido que abrirá os olhos de muita gente, MAS se ocorrer como os “orkuteiros” PLANEJAM então terá gente com olhos abertos suficientes para lascar com essas eleições de uma vez, e termos espaço para atacarmos com toda força esses 4 anos o PT e esquerda em geral.

    Poderíamos criar uma comunidade onde aceita pessoas verdadeiramente CONSERVADORAS, e visando ataque político com escudo moral.

    Penso que nós temos tudo agora para atacarmos com mais AGRESSIVIDADE!

    E,

  3. não afirmo cortar a liberdade de impressa, mas usarmos essa mesma liberdade contra a IMPRESSA SUJA, porque querendo ou não, nós somos mídia também – com nossos blogs e sites, e orkut.

    E, nosso poder aumenta a cada dia, a questão é criarmos estratégias para alcançarmos mais gente.

    Eu não tenho filhos, mas quando os tiver não quero que ele cresça em um lugar parecido com CUBA!

    Minha esperança na vitória do Serra está apenas na idéia de estratégia para manter perdendo ou ganhando a poeira para o lado de nós ‘DIREITA’.

    ASSIM: existe mais de 200 mil pessoas loucas de raiva do PT em uma comunidade, pense bem: se o Serra ganhar eles terão vários motivos para parar, e talvez ficarão mais lentos, mas e se o SERRA PERDER? Como eles se sentirão? Desanimados? Não duvido! Mas que terão raiva do tanto de bagunça que eles descobrirão terão!

    Não estou me referindo só a essa comunidade do orkut, estou dizendo que estamos vivendo um momento ATÍPICO no Brasil, um fenômeno histórico -; bem, pelo menos acho que seja assim.

    Ganhando ou perdendo nós temos espada!

    E lugar para cortar!

    E o melhor de tudo, “LICENÇA PARA MATAR!”.

  4. Paulo Junio: uma boa notícia (ou não, vai saber…): a agressão ao Serra saiu no Jornal Nacional, com boa cobertura.
    Mas dando continuidade ao que já se mencionou em outro tópico: passou da hora de começarmos a unir massa crítica para formar um Partido Conservador (se bem que seria interessante achar um nome que lhe desse outra sigla, PC é muito ruim…).
    Pax et bonum!

  5. Como diz esse texto:

    A diferença entre eleitorado e militância é a que existe entre um gás e um sólido. O primeiro pode concentrar-se num ponto por alguns momentos, mas acabará se dispersando no ar espontaneamente. O segundo só pode ser movido do lugar mediante algum esforço, proporcional à sua massa e peso.

    As próximas eleições vão opor, à solidez maciça e ao peso formidável da maior militância organizada que já houve no País, a substância gasosa de um eleitorado espremido às pressas, anarquicamente, num recipiente que vaza por todos os lados. A militância, adestrada para praticar com boa consciência todos os crimes necessários à eternização da sua liderança no poder, já deixou claro que considera qualquer tentativa de divulgar esses crimes um atentado contra a democracia e – nestes termos – “contra a liberdade de imprensa”.

    Não se espantem com a enormidade desta última alegação. Ela só mostra que a inversão revolucionária de sujeito e objeto já se automatizou na mente das massas militantes ao ponto de tornar-se uma segunda natureza.

    Nenhuma dose de fatos e argumentos pode nada contra isso. Nada pode contra isso o julgamento passageiro e difuso de milhões de eleitores. Militância não é uma tendência de opinião: é uma força física.

    http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/09/30/olavo-de-carvalho-o-eleitorado-e-a-militancia/

    Abraços,

    Snowball

    Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo
    http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/

  6. Paulo

    Mas há um problema que nós enfrentamos: a mídia manipula de tal forma o pensamento que as vezes tenho uma sensação mais ou menos assim: “será que eu pensar esse tanto de coisa contra a mídia, não é o que eles querem que eu faça?” – VEJA: não estou dizendo que eu devo negar a verdade – que é esta: a mídia fraudulenta muita coisa só para seus fins desonestos.

    Eu concordo 100% com o seu post.

    Acho realmente que a postura ofensiva tem que ser tomada independnete do resultado da eleição. E se a Dilma ganhar, teremos que ter até mais energia em nossa ação.

    Em relação à mídia que manipula, ela é consequência justamente da militância petralha.

    Acho que nós temos que sair da espiral do silêncio.

    A mídia independente precisa de nosso apoio nesse momento. Sites como Instituto Millenium, Instituto Mises, Olavo de Carvalho, Mídia sem Máscara, etc.

  7. Caro Sizenando Silveira Alves,

    Com certeza PC é um nome ruim mesmo (rsrsrs), me lembra outra coisa; mas como já disse para o Francisco Razzo e em outro post aqui para outras pessoas, a idéia de criar um partido VERDADEIRAMENTE conservador já passou da hora de ser colocada fora da cabeça para o mundo real.

    Abraços,

    PJ

  8. Não importa se foi papel ou uma pedra. o que importa é que so militante do pt atacaram o candidato adversario!!
    Cuidado, porque vamos ter uma “revolução cultural” igualzinha a dos chineses nos anos 60.

  9. Olá Luciano . O que ocorre é que houve um processo de satanização dos termos ‘direita’ , ‘conservadorismo’ e etc no Brasil . Claro que fruto de décadas de doutrinação esquerdista nas escolas , geração após geração . Mesmo os políticos ‘de direita’ evitam o rótulo , pois é antipático à massa . Até o termo ‘moralismo’ é empregado de forma pejorativa via de regra .

    A Constituição de 89 foi elaborada com um sem-número de dispositivos cuja única finaidade era manter ou agravar esse estado de coisas na política , de maneira que fica difícil pensar em um futuro diferente . Somos a democracia dos ‘direitos obrigatórios’ . Assim fica difícil pensar em vitória nas urnas .

    Como você bem observa , a reversão desse quadro só pode se dar no âmbito moral . E , apesar de tímidas , a constituição de movimentos como esse mostrado no vídeo , bem como muita reação na internet , fora do mainstream da mídia , são sinais de que a direita está renascendo através da renovação . E ela pode se tornar popular novamente (se é que já foi algum dia) .

  10. Pois é Francisco, esse texto que você me passou é uma atrocidade, e ainda tem um comentarista que disse “Texto muito bem redigido, muito bom. Otima analise do que esta acontecendo nesses tempos eleitorais aqui no Brasil tambem.”

    Para o petralha, pode tudo, desde que seja a favor da ideologia deles.

    Nós temos noção do ridículo e notamos quando um argumento conservador ou cristão é falacioso.

    Eles jamais teriam tal tipo de atitude.

    Abs,

    LH

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