Como identificar um esquerdista desonesto só pela forma como ele ataca o Tea Party

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O vídeo acima mostra o trailer de um ótimo filme, “Um Diretor contra Todos” (The Principal, 1987), que trazia a história de um novo diretor de escola em um bairro barra pesada nos Estados Unidos.

E o filme tem muito a ver com a postura de muitos esquerdistas em relação ao Tea Party.

Basta realizarmos uma pesquisa no Google por “Tea Party” e buscar as noticias nacionais (e até internacionais).

O que veremos é uma profusão de rótulos como “ultraconservador”, “radical” e “extremista” quando se referem aos manifestantes do Tea Party.

Curiosamente, nessa semana até Reinaldo Azevedo caiu na conversa dos esquerdistas, e usou o termo “ultraconservador” da mesma forma.

Vamos deixar as coisas claras, portanto.

Em relação ao Reinaldo, podemos até chamá-lo de ingênuo.

Mas em relação a todos os jornalistas da esquerda que tentam impingir o rótulo de “radical” ao Tea Party só temos uma palavra cabível: são desonestos mesmo. E acusaram o golpe revelando o quanto são desonestos.

É exatamente como no filme acima.

No filme, o novo diretor, interpretado por Jim Belushi, avisa: “Chega! Aqui vocês estão para estudar, e não para fazer arruaça, traficar drogas e matar pessoas!”.

Na visão dos meliantes, claro, ele passou a ser o “radical”.

Agora, desde quando pedir para que roubos e crimes sejam interrompidos é radicalismo?

No caso do filme, esse “radicalismo” só existia na cabeça dos bandidos que querem continuar roubando.

Essa situação é exatamente igual a que acomete um esquerdista ao ver o Tea Party.

Vejamos o cerne da proposta do Tea Party: redução de impostos, redução do tamanho do estado, inspiração em lemas de liberdade individual (eles devem adorar filmes como “Coração Valente”, com certeza), responsabilidade social e responsabilidade fiscal.

Em termos morais, o Tea Party está fazendo exatamente igual ao Jim Belushi fez no filme.

Por isso, temos que mapear aqueles que chamam o Tea Party de radical igual no filme ficou exatamente claro quem eram aqueles contra o diretor.

A esquerda, é claro, tem motivos para nos chamar de radicais, exatamente igual aos pivetes daquela escola chamariam o diretor do mesmo.

Para o esquerdista, o estado inchado está ótimo, mesmo que isso seja mantido às custas do dinheiro de gente que trabalha.

Muitos esquerdistas militantes estão enfiados em sindicatos ou “movimentos sociais”, pois pegar no batente é algo de que parecem não gostar.

Por isso, antes de soar discriminatório, o ato deles chamarem o Tea Party de “radical” é basicamente uma confissão de que boa gente os esquerdistas não são.

A não ser que seja radical lutar pela valorização do trabalho e a diminuição da roubalheira estatal (pois a quantidade de impostos cobrada é realmente criminosa, tanto nos Estados Unidos como aqui).

Enquanto esquerdistas vierem com a conversa de “vocês são radicais”, justamente no momento em que lançamos propostas moralmente impecáveis, é bom sinal.

Faz muita falta algo como o Tea Party aqui no Brasil.

Eu gostaria muito de ver a reação dos petralhas diante de algo assim.

Provavelmente gritariam chamando-nos de radicais enquanto dizemos, na cara deles, “parou a roubalheira”.

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3 COMMENTS

  1. O pior é que ele chamou de movimento de dentro do Partido Republicano… putz! Foi de doer..

    Esse é o problema do Brasil, acham que militância política tem de obrigatoriamente partir de um partido, por isso o PT via na Igreja Católica uma conspiração com o PSDB e não como um movimento anti-abortista que é a única organização (verdadeiramente não governamental) conservadora do Brasil.

  2. Cá em Portugal é a mesma coisa. Hoje vi uma reportagem do enviado da RTP aos Esados Unidos, e a mensagem implícita é que se trata de um grupo de maluquinhos que está a ganhar popularidade, partidários de uma teoria da conspiração contra o Obama. Quando ele pergunta a um militante “Acha que Obama é muçulmano?”, a resposta não podia ter sido mais acertada perante os factos conhecidos:

    -“Ninguem pode assegurar coisa alguma sobre aquilo que Obama é”.

    Claro, para quem os ignora, trata-se de teoria da conspiração. E essa passagem é editada como forma de gozo.

    E a reportagem termina assim:

    “Ao contrário de Obama, o Tea Party não quer mudar a América, quer apenas restabelecer a honra da América. Seja lá o que isso queira dizer…”

    Ou seja, valoriza a sociopatia de um homem de querer mudar uma sociedade; como se não ter propostas para a mudar fosse politicamente censurável
    E ainda finge não saber o que significa restabelecer a honra da América, a sua tradição.

    Se há um partido que não quer mudar a sua sociedade, apenas regressar às origens daquilo que funcionava; a midia trata isso como sinónimo de não ter propostas a apresentar aos eleitores.

  3. Caro Luciano,

    por diversos problemas pessoais que tive quanto ao meu blog, terei que mudar de endereço; conto com você no novo endereço. (o novo endereço é esse: http://filosofiaeceticismo.wordpress.com/).

    Outrossim, outro motivo que vou parar de atualizar meu antigo blog e começar a trabalhar neste outro, é: nos últimos meses passei por fases que considero como fases de amadurecimento.

    Ps: só publique este comentário se você achar necessário; penso que não é tão necessário, mas se você quiser. E, desde já, já peço para atulizar o endereço do meu blog em sua barra lateral.

    Abração

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