Rotina esquerdista: Não é possível ensinar sem tomar partido

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Essa é uma técnica não tanto utilizada em debates, mas principalmente em discursos proferidos por um doutrinador escolar após este ser questionado sobre seus atos. (Ou estar tentando defender outros doutrinadores do mesmo tipo de acusação)

A técnica também é vista não só no caso dos doutrinadores anti-religião, como também em qualquer doutrinador de esquerda.

Normalmente, é um recurso de “menor dano”. (Utilizado quando não é possível esconder um crime, passando-se a tentar atenuá-lo)

Isso porque normalmente os profissionais do ensino que praticam doutrinação tendem a negar que ela exista.

Mas quando mostramos a eles evidências incontestáveis de doutrinação escolar esquerdista ou humanista, o discurso passa a usar o estratagema aqui citado.

O formato do discurso é geralmente assim: “Entendo que realmente possa parecer que em algumas aulas existe viés, mas é impossível ensinar sem tomar partido”.

Sendo assim, temos que investigar a alegação de que é “impossível ensinar sem tomar partido” em questões ideológicas ou polêmicas de qualquer tipo.

Essa questão é desvendada quando estudamos justamente os cursos profissionalizantes da área de tecnologia da informação, qualidade ou administração.

Existem várias certificações profissionais, como MSSBB, ITAC, CISA e muitas outras que se orgulham de ser “vendor neutral”, o que significa que as técnicas da profissão são ensinadas sem que o orientador tome partido de qualquer fornecedor de ferramentas, metodologias, etc.

Por exemplo, imaginemos uma certificação profissional em Arquitetura de Software. Se alguém vai ao treinamento, é claro que está lá para aprender sobre arquitetura, e depois que sair do curso irá escolher qual a melhor linguagem de programação. Não se entra no curso para assistir propaganda da Sun ou da Microsoft, e o curso geralmente deixa isso explícito ao afirmar que é “vendor neutral”.

Um pouco mais sobre as certificações “vendor neutral”, a partir da Info Online:

Vendor neutral é uma categoria de certificação profissional que tem sido muito valorizada nos últimos dois anos. Ela investe no conhecimento amplo de uma tecnologia ou atividade e não é atrelada a nenhum produto ou fabricante específicos. Os cursos e as provas enfatizam conhecimentos teóricos e práticos. As certificações vendor neutral são oferecidas por associações internacionais, como (ISC)2 (International Information Systems Security Certification Consortium), GIAC (Global Information Assurance Certification) e CompTIA (Computing Technology Industry Association).

Esses exemplos de treinamentos para certificações “vendor neutral” são perfeitamente aplicáveis para qualquer área de conhecimento.

Assim como uma certificação/treinamento pode ser “vendor neutral”, uma aula de história pode ser perfeitamente “ideology neutral”.

Simplesmente, a existência de cursos como os que citei servem para refutar a frase “Não é possível ensinar sem tomar partido”. Na verdade, é perfeitamente possível.

Se é possível, mas professores continuam usando o discurso para continuar executando sua doutrinação, é sinal de que estamos diante de um desonesto.

O fato é que não há justificativas decentes para justificar a doutrinação escolar, seja vinda de um ideólogo amante dos memes e genes egoístas de Dawkins, seja vinda de alguém que acha a Dilma “um exemplo de brasileira”.

Sendo que essa técnica discursiva não serve, podemos claramente partir para o ataque moral contra qualquer doutrinador escolar.

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