Esquerdistas: não apenas cúmplices morais de assassinato, mas também de roubo

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O texto de Olavo de Carvalho de 12/11, “O dever de insultar”, é um complemento ao artigo “Maquiadores do Crime”, que ele escreveu em 12 de setembro.

“O dever de insultar” segue abaixo:

“Par délicatesse j’ai perdu ma vie.” (Arthur Rimbaud)

Um amigo meu, que nem sempre concorda comigo mas já deu mil provas de seus propósitos elevados, envia duas objeções ao meu artigo “Maquiadores do crime”.

1. Se formos mal educados com os nossos inimigos, estaremos nos rebaixando ao nível deles.

2. Mais importante que derrubar os adversários é lutar positivamente pelas idéias em que acreditamos.

Tenho a certeza de que objeções similares ocorreram a muitos leitores. Deixando a segunda para um artigo vindouro, respondo aqui à primeira delas.

Desde logo, digo que ela vale como regra geral, mas não como resposta ao meu artigo. O que ali afirmei não foi que devemos faltar ao respeito para com os meramente mal educados, mas para com os criminosos e trapaceiros. Para nivelar-nos a eles não bastaria dizer-lhes umas grosserias: seria preciso cometermos pelo menos um crime ou trapaça, coisa que jamais esteve nos meus planos. O merceeiro ou vendedor ambulante que, roubado, desfere meia dúzia de palavrões cabeludos contra o ladrão em fuga, torna-se por isso um ladrão?

Também não sugeri que infringíssemos todas as regras de polidez, apenas aquelas que nos são impostas artificialmente, maliciosamente pelos vigaristas, com o preciso objetivo de inibir a denúncia da sua vigarice, obrigando-nos a tratar delitos e crueldades (mentais inclusive) como se fossem elegantes divergências acadêmicas. Quando um sujeito insinua que vai me matar, ou me mandar para o Gulag, responder polidamente que não concordo muito com a sua proposta é dar-lhe ares de mera e inofensiva hipótese, quando na verdade se trata de um plano muito prático, muito material. Pode ser um plano de longo prazo, mas garanto que ser assassinado ou preso aos oitenta anos não me consolará nem um pouco de não havê-lo sido aos cinqüenta, sessenta ou setenta.

A naturalidade bisonha com que petistas e similares falam entre si de “luta armada”, uns enaltecendo-a abertamente, outros chegando a condená-la, mas só desde o ponto de vista da conveniência e oportunidade, jamais da imoralidade intrínseca, basta para provar que só são contra o homicídio quando não lhes é politicamente lucrativo (tal é a única objeção do sr. Presidente às Farc). Luta armada, caramba, não é idéia, não é doutrina, não é teoria filosófica: é matar pessoas. Sempre que discuto com esquerdistas, sei que estou discutindo com assassinos. Muitas vezes, assassinos adiados, mas, no fim das contas, sempre assassinos. Assassinos que, quando impedidos de realizar seus planos macabros, saem choramingando e se fazendo de vítimas com um cinismo abjeto. Que é toda essa canalhice das “indenizações” senão uma lucrativa encenação de autopiedade da parte de indivíduos que se consideram lesados injustamente porque o malvado governo militar os impediu, pela força, de matar todos os que eles queriam matar?

Que respeito merecem essas pessoas? Que sentido tem conceder-lhes o direito de debater planos para o nosso assassinato, sabendo que a única divergência que pode surgir entre elas é quanto ao prazo de execução?

Imaginem o escândalo, a revolta da mídia chique se nos puséssemos a planejar “ações armadas” contra os comunistas! No entanto, ela acha muito natural e nada escandaloso que partidos legais se associem com quadrilhas de narcotraficantes e assassinos para a defesa mútua de seus interesses – interesses que, por isso mesmo, se destinam a sair igualmente beneficiados pela violência ou pela simultânea conversa mole de paz e democracia.

Haverá nisso somente uma “divergência de idéias” ou uma desigual distribuição dos meios de ação permitidos aos dois lados da disputa, um deles investido do direito de matar, roubar, seqüestrar e trapacear à vontade, o outro abstendo-se servilmente até de falar duro contra quem faz isso? Aceitar esse jogo é mais que covardia, é trair a própria causa, é prostituir a própria consciência.

Não, meu caro amigo, tratar esses indivíduos com a rispidez que merecem não é jamais rebaixar-nos ao seu nível. Nem mesmo se os xingássemos dos piores nomes e o fizéssemos o dia inteiro, sem parar, com a mesma obsessividade persistente e psicótica com que eles sonham com a nossa morte, estaríamos nos igualando aos bandidos das Farc e aos seus parceiros no governo federal. Nenhum de nós é traficante, seqüestrador, assassino, nem parceiro político e bajulador de quem o seja. Muito menos somos consciências morais deformadas como o sr. Presidente da República, para quem a prática desses crimes hediondos não desqualifica ninguém para o exercício dos mais altos cargos numa democracia. Endereçado a quem de direito, nada que saia da nossa boca, por mais ofensivo e brutal que soe, pode jamais nos tornar tão sujos e desprezíveis quanto eles.

Meus comentários

Eu adicionaria um ponto ao texto de Olavo.

Esquerdistas (assim como humanistas) não são apenas cúmplices de assassinatos, mas também de roubo.

Foi no alvorecer do Iluminismo Radical (de orientação humanista) que surgiu a idéia do governo interventor para a simulação de “justiça social”.

Ou seja, o governo que SE BASEIA em impostos altos e o estado inchado.

Isso significa duas coisas:

  • (1) Os impostos são indecentes, muito acima do que seria justificável. Em suma, roubo;
  • (2) O estado é inchado para a manutenção do poder daqueles que lá chegam. Estes são os que se aproveitam dos altos impostos.

Os dois itens acima só são possíveis por que existe uma multidão de ESQUERDISTAS que apóiam tudo isso.

Não há outro nome para chamar essa turma que não de cúmplices morais de crime.

Se são cúmplices de idéias focadas em propagação de ódio contra os conservadores e religiosos, o que os torna cúmplices morais de crimes violentos contra esses, também são cúmplices do imposto criminoso cobrado pelo estado contra o cidadão honesto.

Como exemplo, vemos a Petrobrás.

Os petralhas se vangloriam dela ser uma “propriedade de todos”, ao invés de estar nas mãos dos “cruéis empresários que surgem com capital estrangeiro”.

Dizem eles: “é um patrimônio ‘nosso'”.

Se é um patrimônio nosso, por que a gasolina é tão cara?

E por que os impostos que incidem sobre a gasolina são tão altos?

É preciso que um cidadão comum seja assaltado umas 10 vezes por ano (inclusive com sequestro para retirada de dinheiro do banco) para perder tanto dinheiro nas mãos de bandidos de rua quanto perde nas mãos do estado inchado.

E sempre devemos lembrar dos que são CÚMPLICES do imposto criminoso estatal.

É por isso que Olavo de Carvalho está certo ao dizer que há muito mais que “divergência de idéias” entre nós e os esquerdistas.

Há uma discussão entre pessoas honestas e que trabalham contra pessoas que lutam para implementar idéias genocidas e criminosas.

Fato: os esquerdistas são cúmplices morais não só de assassinato, como também de roubo.

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4 COMMENTS

  1. “E esse é o tipo de gente que diz “lutar por um mundo mais justo”.”

    E consideram que “do mundo”, não faz parte o Papa; já que o papa não se pode intrometer nesse “mundo”.

    Eles é que decidem o que é o mundo. Assim, mesmo matam, roubem e censurem; serão sempre justos. Basta dizer que a vítima “não tinha que se meter nos assuntos do mundo”.

    Bem entendido: malucos deste tipo, acham-se “o mundo”.

  2. Nuno Dias

    pois que venha o ódio de Dawkins é algo evangélico comparando com este…

    Você está muito cheio de draminhas.

    Eu apenas falei os fatos.

    Basta contabilizar o que o cidadão paga de impostos durante o ano todo do que em média o que um cidadão perde de dinheiro na mão de assaltantes de rua.

    Onde se perde mais dinheiro?

    É uma questão matemática.

    Esse dinheiro perdido na mão do governo não é revertido proporcionalmente.

    Mas na lógica o governo deveria NOS SERVIR, e não nós servirmos ao governo.

    Na questão do assassinato, todas as ideologias da mentalidade revolucionária (humanismo, nazismo, comunismo) trabalham com a criação de bodes expiatórios.

    As consequências disso no passado são evidentes, e gente como você (humanista) não pode negar que as consequências DIRETAS desse tipo de iniciativa não existiram. Está tudo lá, registrado nos livros de história (basta estudar a Revolução Bolchevique e a Segunda Guerra Mundial)

    Como você não pode negar que é cúmplice desse tipo de iniciativa, lhe basta choramingar e se fingir de coitadinho.

    Apontar os fatos não é “ódio”.

    Simplesmente estamos evitando que VOCÊS destilem seu ódio contra nós.

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