Guerra ideológica em rede: uma vitória, uma derrota e uma incógnita

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Assim como os norte-americanos tiveram que lutar por sua liberdade no passado, todas as sociedades ocidentais hoje têm que fazer o mesmo.

Grande parte dos conflitos atuais estão ocorrendo em embates ideológicos.

Os eventos recentes no cenário nacional mostraram exemplos claros, explícitos, de como nós (da direita) podemos ganhar, perder ou até estar em um estado de “empate” nessas lutas.

Os três eventos que falo aqui são:

  • Uso das forças armadas para contra-ataque à violência do tráfico de drogas no Rio de Janeiro (a vitória)
  • Pressão sofrida pela Universidade Mackenzie na questão “homofobia” (a derrota)
  • O retorno do discurso de controle da mídia por Franklin Martins (a incógnita)

Vamos a eles.

A vitória

Sabemos que todos os esquerdistas adoram os criminosos.

Sob a fachada de “Direitos Humanos” (quando o que eles praticam é apoio ao “direito dos manos”), eles querem exercer pressão psicológica sobre toda a sociedade quando morre um bandido, mas ignoram os fatos quando um policial ou cidadão decente é morto. (No máximo, eles se manifestam se a morte vier de alguém das “minorias oprimidas”)

O detalhe é que os recentes conflitos nos morros cariocas, relacionados ao tráfico de drogas, resultaram em um cenário de guerra civil.

De início, os marginais faziam o que queriam, queimando vários carros e executando crimes.

Mas isso não durou muito, pois a força policial revidou à altura e invadiu a favela Vila Cruzeiro.

A coisa esquentou ontem (dia 26/11), quando o exército aportou nas ruas do Rio de Janeiro, auxiliando a Polícia Militar e as Forças Especiais (incluindo o BOPE) a tomar os territórios das mãos dos traficantes.

A grande vitória não é essa, no entanto, mas sim ver a POPULAÇÃO APLAUDIR  a presença do exército.

Cada incursão vitoriosa aos morros AUMENTA a popularidade dos policiais e das forças armadas perante a população.

E isso é tudo que os esquerdistas não querem.

Como exemplo, vamos avaliar algumas manifestações deles irritados com o fato de criminosos serem colocados para correr, vindas da comunidade do Orkut “Direitos Humanos”.

Abaixo está a declaração do forista José Carlos, praticamente redefinindo a expressão relativismo:

O que é ser bandido? O que é roubar? Toda vez que eu me benefício em detrimento do meu próximo eu estou sendo bandido, isso é roubar. Conclusão: No brasil não existe esse papo de cidadão de bem. TODO MUNDO É LADRÃO NO BRASIL. Tudo que o brasileiro faz é sempre pensando em passar a pernar no seu próximo. Isso é roubar. Ir pra rua roubar uma carteira com dez reais é muito menos grave do que muitas condultas de homens que se dizem cidadãos de bem. Como sair dirigindo porre é botar a vida dos outros em risco. Mas tem que tem um bode expiatório, claro, é justamente esses ladrão pobre que está na rua. Muitos de vocês que falam em punição mas cheiram o cu de muitos bandidos de verdade que estão arrebentando com a sociedade.

Um tal de Juruna (fake, é claro) concordou plenamente:

É mesmo… e depois de tudo o que o povo decente passou na mão dessa polícia corrupta, a mídia passa a idéia de que todos estão apoiando. Os bandidos pelo menos reagem ao mando e desmando desses políticos e policiais autoritários. O povo em geral, pacífico e escravizado, obedece a tudo e se humilha inertemente nas infinitas filas desse Estado corrompido e elitizado.

Francisco também já veio executando agenda:

O estado está tentando diminuir um pouco a sua ausência de décadas nas comunidades pobres com o uso de fuzil.

Conclusão: estão irritadíssimos.

E tem mais é que ficar irritados mesmo!

Os esquerdistas não tem MORAL para aparecer na TV e criticar a ação da polícia.

Enfim, o clamor popular causado em FAVOR da ação policial é uma RETUMBANTE VITÓRIA da Direita nessa guerra em rede.

Neste momento, os lados estão claros: “Bandido é bandido, e merece ser tratado como bandido, e a população em massa está a favor disso, aos esquerdistas resta o choro!”.

Nós, da direita, precisamos aproveitar esse momento a nosso favor.

A derrota

Por outro lado, a esquerda conseguiu uma vitória de bom porte na questão da “homofobia”.

Como já citado aqui, o truque da esquerda e dos humanistas é chamar coisas como declarar que “o homossexualismo não é correto” de homofobia.

Nada disso. Na verdade, homofobia é uma aversão aos gays, de maneira doentia. Algo que levaria alguém a cometer atos violentos contra os gays.

Não existe nada disso na declaração de alguém que, por suas crenças focadas na valorização da família, diz que “homossexualismo é pecado”.

Como os humanistas lutam para a erradicação da religião, eles precisam de pretextos para criminalizar o cristianismo. Nada melhor para eles do que impedir que um dos pilares da crença cristã, a valorização da família, seja limitada pelo fato de que os cristãos teriam que ser proibidos de criticar os “casais” gays. Já os esquerdistas precisam também da redução da influência da religião, e por isso a implementação humanista é totalmente apoiada por eles. Os esquerdistas também precisam da aliança com os grupos gayzistas, pois todo grupo que se alimenta de um rancor injustificado contra uma maioria é combustível para os ideais revolucionários.

Com isso, o evento de um jovem batendo com uma lâmpada fluorescente na cabeça de um homossexual que andava pelas ruas foi o pretexto para a mídia começar o escândalo.

A partir daí, o evento foi tachado como homofóbico. (Mas quando um heterossexual é agredido por gays, como mostrei no link citado, o ato não é considerado como heterofóbico)

Foi o motivo para atiçar as massas gayzistas contra as instituições cristãs, em particular o Mackenzie, que divulgou em um texto sua opinião contrária ao homossexualismo. (Veja a matéria em que o Mídia sem Máscara apoiou o Mackenzie aqui)

Os esquerdistas marcaram pontos nos seguintes itens: “Quem não nos apóia é homofóbico” e “As instituições cristãs apóiam a homofobia”.

Naturalmente, as duas expressões são mentirosas, mas foram repetidas em tamanha intensidade que os esquerdistas fizeram seus pontos ao cravá-las na mentalidade de muitas pessoas (geralmente os indecisos dentro dessa contenda intelectual).

A ridícula ausência de reação por parte dos conservadores (a Universidade Mackenzie, por exemplo, se calou) é o que auxiliou os gayzistas (e seus pares humanistas e esquerdistas) conseguirem essa vitória.

Uma sugestão é que na próxima vez que algum desses vier gritando “homofóbico” em direção à instituições relevantes que estão do nosso lado, que estes metam PROCESSO na cara de quem faz isso.

Se alguém não é homofóbico, não tem que se defender somente por dialética, mas principalmente por vias de processo.

A incógnita

Um terceiro item da guerra em rede entre nós e eles é um dos mais críticos, mas ainda não podemos dizer quem ganhou.

Aliás, se eles vencerem, aí sim é que será uma vitória de larga escala da parte deles.

Esse conflito refere-se em relação ao projeto de controle de imprensa do PT.

O ministro da Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins, aproveita seus últimos dias no cargo para tentar à todo custo aparecer na mídia o máximo possível exatamente para divulgar seus planos de controle da mesma.

Seus discursos, naturalmente, tem a clara intenção de servir de motivação aos seus militantes, na mídia e nas redes sociais, a agirem.

Disse Martins:

Vamos nos desarmar. Nenhum setor tem o poder de interditar a discussão. Está na agenda. Será feita, ou num clima de entendimento ou de enfrentamento. Ela vai acontecer de qualquer jeito.

Essa própria confiança acima, tentando criar a idéia de que aquilo que pelo que se luta é inexorável, é um dos recursos que a esquerda usa há muito tempo. O próprio Marx era um especialista nesse tipo de recurso.

Mas na verdade, não sabemos se os petralhas ganharão ou não.

Outro fator é que nesse conflito até alguns esquerdistas (do PSDB) não estão a favor do controle da mídia. (Mesmo que Fernando Henrique Cardoso tenha dado algumas declarações suspeitas durante a semana)

Mesmo assim, não podemos duvidar da energia que os petralhas depositarão nas redes sociais e na mídia, sempre usando os mesmos truques. (O principal deles será este aqui)

Nós sabemos que todos esquerdistas amam mais do que tudo conseguir o poder de forma totalitária, seja para eles ou principalmente para os seus líderes.

Se Franklin Martins conseguir implementar um controle de mídia a ponto de usá-lo para cercear a liberdade dos órgãos de imprensa que sejam contra o governo petralha, a esquerda mais extrema terá obtido a sua vitória maior.

Como até alguns esquerdistas estão criticando esse projeto, não sabemos se eles conseguirão seu intento.

Justamente por isso, temos que ficar vigilantes, pois o preço da liberdade é a eterna vigilância.

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4 COMMENTS

  1. Essa ação das Forças Armadas e da Polícia Militar nas favelas do Rio, e consequentimente o exito das operações realizadas, faz cair de vez por terra a tese de que para acabar com o narcotráfico é necessário a legalização das drogas.
    Eu tinha lido uma reportagem na revista Veja uma vez sobre a violência no Rio, e lá tinha uma entrevista com um ex-chefe da polícia de Los Angeles, EUA. Lá esse ex-policial contou que o problema do narcotrafico e das gangues em Los Angeles e em outras cidades dos EUA, foi solucionado justamente quando se investiu na polícia e a sugetão que esse ex-policial deu para acabar com a violência no Rio, foi justamente essa que estamos acompanhando na TV.

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