Usando a provocação do adversário para motivar teístas e conservadores

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Wanderley Luxemburgo já foi um excelente técnico. O melhor do Brasil, talvez.

Hoje em dia já foi superado por outros.

Mas não posso deixar de reconhecer seus méritos na época em que ganhou vários títulos pelo Palmeiras.

O vídeo acima (infelizmente sem som) mostra o primeiro jogo da decisão do título paulista de 1993 entre Palmeiras X Corinthians.

Entretanto, nesse jogo, quem se sagrou vencedor foi o Corinthians, com um gol de Viola.

O problema (para o Corinthians) é que o centroavante comemorou o gol imitando um porco, símbolo do Palmeiras.

Logo de cara, os palmeirenses ficaram ofendidos. E deixaram que esse incômodo fosse passado aos jogadores do time durante a semana, nos dias que antecederam o jogo de volta.

Como Luxemburgo era muito esperto, de imediato realizou uma palestra na qual usou a gravação da imagem da comemoração de Viola para INCENTIVAR os seus jogadores a entrarem em campo mordidos no segundo jogo.

Quem acompanhou a segunda partida, na qual o Palmeiras reverteu o placar com juros, pode se lembrar da garra mostrada pelos jogadores em campo. Eles entraram na partida não só para vencer  jogo, mas para REVIDAR a provocação feita por Viola anteriormente.

O resultado foi a vitória palmeirense por 4×0, como pode ser visto abaixo:

Quem gosta de futebol, deve saber que hoje em dia, há muitos treinadores que chegam até a TOMAR MEDIDAS para que seus jogadores não provoquem os do time adversário antes de partidas relevantes.

O motivo já fica evidente: eles não querem dar MOTIVAÇÃO ADICIONAL ao adversário.

Seja lá como for, esse exemplo mostra que em duelos ideológicos, há algo que podemos aprender (e muito) com o futebol.

A guerra em rede entre direita e esquerda é uma luta pelo poder, na qual os esquerdistas querem dar o poder a estadistas de estado inchado que enfiarão a mão no seu bolso (para obter altos impostos), e nós, direitistas, não queremos que isso aconteça.

Os esquerdistas querem usar esse dinheiro público para doutrinar as suas crianças com as ideologias deles, e nós, claro, somos prejudicados por isso. Portanto, somos oponentes.

Os esquerdistas querem calar a boca do religioso, inclusive redefinindo a expressão “estado laico” por “laicismo radical” (como no exemplo visto aqui). Nós, é claro, se deixarmos que eles nos calem estaremos dando a vitória a eles.

Esses pontos levantam a seguinte questão: o lado oponente faz sucessivas provocações contra nós por que tem a oportunidade de fazê-lo. E nós não temos tanto espaço assim para revide (ainda).

Mas e se atuarmos no estilo “Luxemburgo 93” para usar essas provocações e deslealdades do oponente a nosso favor? (Isso que eu não acho a provocação do Viola algo desleal ou desonesto. A provocação dele foi simplória e ingênua, ao contrário das provocações esquerdistas/humanistas, que tem cunho ideológico, com foco na obtenção do poder)

Nesse caso, poderíamos pegar o exemplo da gritaria de Mitch Kale e seu amiguinho quando parlamentares haitianos rezaram no plenário.

Poderíamos comentar esse fato em comunidades cristãs e conservadoras e dizer: “Quem esses dois vagabundos pensam que são para querer nos proibir de rezar? Devemos rezar quando tivermos vontade e se eles reclamarem temos que falar na cara deles: ‘Vou continuar rezando e você, filho da puta, vai ficar quietinho aí’. E vocês, vão ficar calados quanto à essa provocação dos dois? Com certeza eles estão rindo nas costas de vocês enquanto não recebem o revide”.

Ou então no exemplo dos recentes protestos dos gayzistas em frente ao Mackenzie. Da mesma forma, podemos chegar em uma comunidade cristã e dizer: “Estão vendo? Essa escória não quer que você nem sequer continue achando o homossexualismo errado. Eles querem, na verdade, ensinar aos seus filhos que homossexualismo é correto. Mas muitos cristãos merecem, pois eles vão protestar na frente do Mackenzie e poucos cristãos revidaram. E agora, vão continuar ficando quietos? Eles vão se deliciar enquanto usam o dinheiro público para doutrinar seus filhos. E agora?”

No filme “Coração Valente”, William Wallace diz: “todos os homens morrem, mas nem todos os homens realmente vivem”.

A menção era ao fato de que muitos eram vilipendiados, dia e noite, e se calavam. Eles não passavam de zumbis ruminando as cenas de humilhações que sofreram.

Os bons técnicos de futebol hoje fazem o contrário. Eles pensam: “Aha, quer ofender e provocar? Legal. Essa provocação feita por vocês vai gerar frutos”.

Hoje em dia, muitas ofensas feitas pelo oponente não podem ser respondidas na hora. Isso seria inviável.

Como na época em que vários jornalistas realizaram a campanha de pânico moral contra a Igreja Católica.

Mas já que não é possível revidar no momento, poderíamos capitalizar em cima dessas provocações, usando-as para MOTIVAR aqueles do nosso lado que estão biologicamente vivos, mas espiritualmente mortos.

Por exemplo, veja este diálogo hipotético entre um jornalista e um técnico de futebol:

  • JORNALISTA: É verdade que seus jogadores estavam em uma noitada e disseram que o seu adversário de domingo, o time Y, devia estar na segunda divisão?
  • TÉCNICO DO TIME X: De jeito algum. O nosso adversário é um time grande, e deve ser respeitado.
  • JORNALISTA: Mas o técnico do time Y disse que ouviu isso e eles vão dar uma resposta em campo.
  • TÉCNICO DO TIME Y: Ele é espertinho, e quer motivar o time dele. Ele é malandro. Mas nós não falamos nada, e ele não pode provar. Quero reafirmar aqui: nós respeitamos o time deles, achamos que é um time grande e o jogo será dificílimo.

Diálogos assim são comuns no futebol, e servem como EVIDÊNCIA de que o uso da provocação adversária para motivação do lado adversário realmente funciona.

E em nossa militância, temos que usar as técnicas que funcionam.

Eu chamaria essa técnica de “Capitalização em cima da provocação do adversário”.

Como exemplo, imagine um blog de humanistas que lance acusações infundadas e difamações contra religiosos. Essas ofensas são parte de uma propaganda. No caso, para deixar o exército ideológico deles motivado.

Mas as mesmas frases poderiam ser parte de uma propaganda do nosso lado. Aí a idéia é tirar muitos cristãos e conservadores da zona de conforto e estimulá-los ao combate ideológico.

Se aprendermos com o futebol, podemos redefinir em alguns anos (ou talvez mais de uma década) a forma como a ofensa e a difamação lançada pelo esquerdista contra nós é trabalhada.

Hoje eles fazem em grandes quantidades, e não capitalizamos em cima dessas ofensas.

O que defendo aqui, em pleno estilo “Luxemburgo 93”, é transformar a ofensa deles em algo a nosso favor. Algo como “Aha, provocou e ofendeu? Deixe estar.”.

Poderíamos até pensar no futuro em criação de blogs com compilações de ofensas de diversos tipos feitas por eles.

E a partir daí, quanto mais ofenderem, mais motivados nós nos tornaríamos.

E aí, somente aí, eles passariam a pensar duas vezes antes de perderem a dignidade enquanto falam da gente.

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5 COMMENTS

  1. “Poderíamos até pensar no futuro em criação de blogs com compilações de ofensas de diversos tipos feitas por eles.”

    Caro Luciano,

    penso em criar uma página no teismo.net só com as ofensas TOP’S dos ateus.

    Seria bom acumular tirinhas, e vídeos, e comentários com referências para mostrar o tamanho da dignidade deles.

    Abraços

    teismo.net

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