Jared Lee Loughner e Tea Party? OU Como a esquerda redefine a expressão “mentir sobre o oponente”

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É notícia em voga o tiroteio que matou seis pessoas e deixou ferida a deputada democrata Gabrielle Giffords nos Estados Unidos.

O mais bizarro, por sua vez, é como a esquerda americana (assim como a mídia brasileira de esquerda, por tabela) perdeu qualquer noção de dignidade ao tentar atribuir o crime ao Tea Party, como pode ser visto no texto publicado no UOL, “Esquerda Americana Critica Retórica Bélica do Tea Party após tragédia no Arizona”.

Veja abaixo:

O tiroteio que deixou seis mortos e uma deputada democrata gravemente ferida no último sábado no Arizona indignou a esquerda americana, que denunciou a “retórica envenenada” dos ultraconservadores como um dos elementos que podem ter desencadeado a tragédia.

O senador democrata de Illinois, Richard Durbin, disse no domingo à cadeia de televisão CNN que alguns slogans do movimento ultraconservador Tea Party durante as eleições legislativas de novembro podiam levar a “pessoas instáveis a pensar que atos de violência são aceitáveis”.

Durbin citou frases utilizadas por Sarah Palin, ícone da direita norte-americana, dirigidas à deputada vítima do ataque, Gabrielle Giffords, que conseguiu sua cadeira na Câmara dos Representantes por uma estreita margem no Arizona frente a um candidato do Tea Party.

Uma das seis vítimas mortas no ataque, Christina Taylor Greene, nasceu em 11 de setembro de 2001

Palin tinha declarado a seus partidários, em linguagem bélica: “não retrocedam, recarreguem [suas armas]” ou inclusive “considere os colégios eleitorais como alvos”. Posteriormente, Palin defendeu o uso destes slogans dizendo que se tratava de metáforas na luta eleitoral.

Sem estabelecer um vínculo direto entre as declarações de Palin e o ataque do sábado, o senador Durbin, que as qualificou de “retórica envenenada”, afirmou que a imprensa deveria sentir-se obrigada a dizer que tais slogans “ultrapassam os limites”.

“Talvez sejam aceitáveis do ponto de vista da Constituição americana, mas não deveriam ser uma retórica aceitável, e não deveríamos divulgá-la no rádio e na televisão”, completou Durbin, em referência à primeira emenda da Constituição que garante a liberdade de expressão.

O senador republicano do Tenessee Lamar Alexander rejeitou a insinuação segundo a qual Palin poderia ser indiretamente responsável pela tragédia, formulando ao mesmo tempo um chamado contra a violência política.

“Deveríamos ser muito prudentes quanto a imputar as ações de um indivíduo mentalmente perturbado a um grupo particular de americanos que têm suas próprias convicções políticas”, declarou Alexander à emissora CNN.

Alexander afirmou que o atirador, Jared Lee Loughner, 22, lia Karl Marx e Hitler e tinha queimado a bandeira norte-americana, “o que não corresponde ao típico perfil de um membro do Tea Party”.

Sarah Palin divulgou no sábado uma breve mensagem no Facebook, apresentando suas “sinceras condolências” às vítimas do tiroteio.

Rebecca Mansour, que trabalha em sua equipe de campanha, defendeu-se no domingo de qualquer responsabilidade no ataque. “Não temos absolutamente nada a ver com isso”, afirmou em declarações a um programa de rádio.

Gabrielle Giffords, alvo de violentas críticas do Tea Party, em especial por sua oposição a uma controversa lei sobre imigração e por seu apoio à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama, tinha recebido várias ameaças durante a campanha.

Clarence Dupnik, xerife (democrata) do condado que inclui o distrito de Giffords, denunciou no sábado a deterioração do clima político que, na opinião dela, aumenta o risco de tais ameaças.

“Todas essas declarações ácidas que inflamam as paixões do público americano, transmitidas por gente que faz delas uma profissão, talvez seja liberdade de expressão, mas têm consequências”, disse Dupnik durante coletiva de imprensa em Tucson.

Dupnik voltou ao tema no domingo. “Creio que a retórica do ódio, o desafio do governo, a paranoia sobre os atos do governo, e as tentativas de exacerbar (os sentimentos) do público todos os dias, 24 horas, tem um impacto nas pessoas, sobretudo de desequilíbrio”, afirmou.

Meus comentários

Como sói ocorre nesses casos, o dramalhão da esquerda já começou.

O que revela uma extrema falta de sensibilidade desse pessoal, pois ao invés de renderem homenagens à morta, preferem capitalizar em cima da tragédia.

O problema é que tal capitalização é feita através de mentiras deliberadas, com o único intuito de criar uma sensação de ódio contra os conservadores.

A técnica liberal é exatamente o famoso estratagema “Acuse-os do que fazemos”, de Lênin.

Eles sabem que estão fazendo campanhas de ódio, dedicam sua vida à isso, e para disfarçar acusam seus oponentes de fazê-lo.

E qual a evidência dos esquerdistas?

Discursos de Saran Palin dizendo “não retrocedam, recarreguem” ou “considere os colégios eleitorais como alvos”.

Quer dizer, alguém de direita afirma a expressão “alvos”, e o sujeito já extrapola para “alvos militares”.

O grande problema em todo esse chororô desonesto é que o assassino, Jared Lee Loughner, não tem nenhuma filiação com movimentos conservadores e nem com Tea Party.

É exatamente a situação oposta: Loughner era ateu militante, leitor de Ayn Rand, adorava o anarquismo, e tinha como seus livros de cabeceira Mein Kampf, de Hitler, e Manifesto Comunista, de Marx.

No dia em que isso virar influência direitista, então eu terei virado comunista.

A acusação da esquerda em tentar associar o Tea Party com o assassinato da deputada é uma das atitudes mais torpes da política recente.

Chega a superar em vileza e falta de dignidade até mesmo a acusação da “bolinha de papel” feita pelos petralhas em cima do José Serra.

Se rotulá-los de safados e desonestos por causa desse tipo de atitude é o que eles chamam de “retórica de ódio”, então não adianta espernearem, pois enquanto continuarem mentindo temos toda a moral para identificarmos a falta de caráter em seus atos.

Se alguém vier mentindo tentando associar Loughner ao Tea Party ou ao conservadorismo, não somente podemos chamá-los de picaretas.

Quiçá até uma cuspida no olho seria um revide justo!

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14 COMMENTS

  1. Claro que ocorreram homenagens à morta. O mesmo senador falou sobre isto várias vezes, o caso é que a tua transcrição não está completa. Temos que analisar com muita cautela o que está acontecendo lá. Tem muito esquerdista querendo guerra também. A coisa toda está uma balbúrdia….

    • O estranho é enquanto deviam estar focados em torcer pela recuperação da deputada (pensei que tinha morrido, mas não morreu, felizmente), ficam já tentando capitalizar em cima do incidente. Poutz, se era para serem mentirosos, que ao menos deixassem isso para um pouco depois, tentando mostrar ao menos um pouco de empatia. Enfim, muito bizarra a postura da esquerda nesse episódio.

  2. Irmão Ayan:
    Sei que este “comentário” é off-topic, mas não há espaço na caixa do seu formspring.

    A questão é relativa à fábula das notas escolares, que se usa para mostrar a estupidez que é o igualitarismo socialista. Aquela em que a filha universitária confronta o pai de direita, e esse lhe pergunta como vão as notas da faculdade. A menina diz que está com média alta (às custas de muito esforço e nenhuma vida social) e o pai lhe pergunta pela nota de uma colega, que está com nota baixa mas nem esquenta e só faz farrear. O pai lhe sugere que divida a nota com a tal colega, a pretensa socialista se revolta e o pai lhe diz “Bem vinda à direita”.

    A pergunta é:
    “O que diria esse pai a essa filha se ela disse algo nas seguintes linhas:
    – Para a vadia da Fulana nada, mas para o meu colega Sicrano que estuda no curso noturno, é arrimo de família e está para bombar por meio ponto, eu passaria meio ponto meu alegremente. Ele passa (raspando, mas passa e já está de bom tamanho) e eu continuo com média alta.”

    In corde Jesu semper
    Pax et bonum.

    • Caro Sizenando, sei que a pergunta não é para mim e sim para o Luciano, mas se permite chegar a uma conclusão questionativa, seria a atitude dessa garota que passaria voluntariamente meio ponto para seu colega Sicrano merecedor um exemplo da caridade cristã superior ao altruísmo estatal forçado comunista?

      In corde Jesu semper
      Pax et bonum

    • O problema não é a divisão em si, mas a divisão feita de forma involuntária. Se eu trabalhei e consegui X e um outro não, não podem apontar uma arma para minha cabeça e me obrigar a dar X/2 para o que não trabalhou. Mas se eu quiser livremente, sem problemas.

      Vejamos o que o Luciano diz.

      Abraços,

      Snowball

      • Caríssimo Snowball:

        Em tese sua resposta é perfeita. Eu sei disso, você sabe disso, nós conservadores sabemos disso. Mas não imagino que esse conceito entraria na cabeça de alguém que não fosse inicialmente conservador.

        Por enquanto, peço licença ao Acauã para usar a resposta dele. Mas aguardo e agradeço a resposta do Luciano e dos demais foristas.

        In corde Jesu semper
        Pax et bonum.

    • Olá Sizenando,

      Eu concordo com a opinião do Acauã abaixo. E isso responde ao eterno truque deles de “justiça social”. Mas será que é realmente justiça dividir com pessoas que não tem mérito?

      Abs,

      LH

      • Irmão Ayan:

        Dividir com quem não tem mérito DEFINITIVAMENTE NÃO é justiça nem aqui nem na China (hmmm… acho que na China seria… rsrsrs), ainda mais quando se trata de uma divisão forçada (conforme nos lembrou muito oportunamente o forista Snowball). Você sabe disso, eu sei disso, nós conservadores sabemos disso. O nó da questão é: quem não é conservador costuma não saber disso, o que pode tirar um tanto do poder de fogo de respostas construídas sobre esse dado.

        O fato é que eu estava mesmo procurando uma resposta como a do Acauã, que tem um “gancho” melhor para puxar a menina da fábula (e pessoas em situação mental parecida) para a conclusão de “bem vinda à direita” (digamos que uma resposta mais ‘dirigida a esse público-alvo’).

        Grato a todos pelas valiosas colaborações.

        In corde Jesu semper
        Pax et bonum.

      • Ao meu ver, a questão de as outras pessoas terem mérito ou não é somente parte do problema. O pior são aquelas pessoas que acreditam que o Estado é capaz de assegurar tal “justiça social”. É muita ingenuidade acreditar que burocratas vão dar valor ao dinheiro suado ganho por outras pessoas, principalmente depois de tantos escândalos devidos a desvios e benefícios indevidos…
        E o pior é que ainda tem muito ateu que parece conclamar o Estado como novo deus…

        Ainda gostaria de fazer algumas perguntas, caso alguém se interesse em responder.
        Alguém poderia me informar se existe algum consenso no movimento Tea Party sobre os seguintes temas?

        1. Aborto;
        2. Direitos dos homossexuais (casamento, adoção);
        3. Laicidade do Estado (ensino de religião em escolas públicas, frases como “este é um país cristão”, etc.);
        4. Ensino da Evolução nas escolas;
        5. Racismo;
        6. Xenofobia.

        Me considero um libertário de direita, e vi um discurso de um político americano ligado ao movimento que, ao meu ver, foi fantástico.Poderia até concordar com o movimento, independentemente da sua posição a respeito do aborto, e na falta de algo melhor. Mas jamais concordaria com um movimento racista.

    • Olá Snowball,

      De jeito algum. mas realmente esses dias as coisas andaram corridas, mas agora tudo voltou ao normal. Tive até que usar a espiral do silêncio (rs) para demitir uns 3. Agora que saíram uns sabotadores de projeto, consegui arrumar a casa em uma divisão da empresa, e voltarei a ter mais tempo para blogar.

      Grande abraço,

      LH

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