Técnica: Simulação de luta por falsos direitos

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Esta é uma técnica usada por todo e qualquer esquerdista aderente a “movimentos sociais” que simulem a luta “pelas minorias”.

Daí para fingir que a causa é legítima, chamam sua luta de “busca por direitos”.

O problema é que em muitos casos eles não tratam de “direitos”, mas sim de requisições que eles GOSTARIAM que se tornassem direitos.

Vamos a um exemplo simples do que é um direito.

É reconhecido em nossa sociedade o direito à propriedade.

Se alguém invade a casa de outrém, e este tem o reconhecimento legal de sua propriedade, é possível buscar na justiça a reparação, ou indenização, ou qualquer forma de ação legal.

Neste caso, temos a luta por um direito. Uma luta legítima.

Agora, no extremo oposto, imaginemos a pedofilia.

Ninguém tem razão ao alegar o “direito à pedofilia”, pois nem de longe isto é um direito.

Hoje em dia muitos adeptos de movimentos gays defendem o sexo com crianças e sua respectiva legalização. Mas isso não é uma luta por um direito. No máximo, uma ambição. Uma tentativa de se tornar um desejo algo que fosse reconhecido como um direito.

E o mesmo se aplica no caso do casamento gay.

Diariamente, ideólogos gayzistas, humanistas e esquerdistas dizem que lutam pelos “direitos gays”, ao pedir coisas como casamento gay, adoção de crianças por homossexuais e daí por diante.

Mas, novamente, isso não são lutas por direitos, pois o que eles pedem não é algo que lhes pertence de direito. Na verdade é o oposto.

Em termos de estrutura, o estratagema se resume a fingir que estamos diante de um direito (portanto, seria uma requisição legítima), quando na verdade estamos diante de desejos de converter algumas intenções políticas em um direito (e nesse caso, o máximo que existe é uma intenção política).

A refutação é bem simples: sempre que um ideólogo protestar que está “lutando por seus direitos”, devemos checar se realmente aquilo que ele reclama é um direito.

Quase sempre não é.

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10 COMMENTS

  1. Olá, Luciano.

    Esse estratagema já havia sido denunciado por Olavo de Carvalho. É como você disse: a pessoa cria a idéia que já existe um direito e passa a reclamá-lo retroativamente como se ele já existisse e não estivesse sendo dado. Isso é aplicado bastante por partidos políticos, inclusive. Parece que isso foi sistematizado no livro “Hegemonia e Estratégia Socialista”, de Ernesto Laclau.

    Abraços,

    Snowball

    Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo

    http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/

  2. Parece que sua opinião sobre esse assunto mudou Luciano, seria bom uma atualização nesse aqui.

    Ou você continua achando que o casamento gay não é um direito?

      • Agora que vi sua resposta. No caso de direitos, li o livro do Benjamin Wilker (10 livros que estragaram o mundo) e ele discorre sobre o hobbesianismo, que seria justamente a técnica desmascarada por você aqui, que é tratar qualquer demanda como “direito”, como se tudo e qualquer coisa, por mais absurda que seja, possa se tornar um direito, então o leviatã vai se alimentando desses desejos, até engolir seus suplicantes quando chega a ser um gigante.

        No caso eu vejo como temerário o avanço do extremismo gayzista, ao ponto de ver acontecer o que já ocorreu na europa, ou seja, gays passarem a usar o Leviatã contra os que se opõem a seus planos tirânicos, como obrigar igrejas a casá-los, ou pessoas com princípios cristãos a atendê-los em festas de casamento.

        Você continua mantendo a posição de que o “casamento” gay pode descambar para a tirania?

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