Técnica: Eu não sou comunista

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Última atualização: 21 de janeiro de 2011 – [Índice de Técnicas][Página Principal]

Geralmente, em debates, esquerdistas e humanistas tentam confundir a platéia com este truque, que ocorre sempre que identificamos o perfil esquerdista deles.

Antes de falar do estratagema em si, é importante dizer o que significada, para nós, identificar o perfil esquerdista da outra parte.

Quando debatemos com um humanista, por exemplo, identificamos vários elementos em comum com todos os esquerdistas, pois os próprios humanistas são os originadores do esquerdismo. E o mesmo vale para qualquer tipo de esquerdista, mesmo que não se identifica como humanista.

Identificar esse perfil FACILITA O NOSSO TRABALHO, pois combatemos um tipo de discurso com vários padrões em comum, como por exemplo:

  • Simulação de apoio à causa de minorias, para ter uma desculpa para o estado inchar (pois este passaria a ser o protetor das minorias)
  • Discurso anti-religioso
  • Ódio absoluto a qualquer manifestação de pensamento conservador
  • Aliança nas principais causas da agenda humanista/esquerdista: apoio ao casamento gay, doutrinação escolar, tolerância ao crime, etc.

Além de todos esses itens, ainda temos a totalidade da mentalidade revolucionária nestas pessoas. Lembremos o que configura a mentalidade revolucionária:

  • (a) promessa de um futuro utópico, inexorável
  • (b) ausência completa de julgamento moral para os atos do grupo que defende essa idéia, pois ela é tão bela que os fins justificam os meios
  • (c) remodelação do conceito de ser humano, na busca do super-homem
  • (d) ambições globais
  • (e) sensação de ser um agente da luta por esse futuro

Obviamente, fica fácil de classificar essas pessoas.

É exatamente por isso que um seguidor de Richard Dawkins, um eleitor do Obama ou um militante do PT estão todos na mesma categoria: esquerdista.

E por esse mesmo motivo eles não querem ser identificados. Fugindo dessa identificação, eles tentariam dizer que são “diferentes” daqueles cujo comportamento identificamos. (Mas não se deixe enganar, pois o modelo de comportamento deles é sempre o mesmo)

E para fugir dessa identificação, eles dizem, ao serem classificados como “esquerdistas”, que “não são comunistas”.

O truque deles está em um erro de categoria, que tenta enganar a platéia fingindo que a ÚNICA FORMA de esquerdismo seria o comunismo.

Vejamos o que seria uma variação deste truque, ao realizar a situação de uma pessoa sendo classificada como torcedor de futebol. Ele poderia responder: “Eu já disse que não torço para o Corinthians!”.

O problema é que ninguém o havia acusado de ser torcedor do Corinthians, mas sim de ser torcedor de futebol. Ele pode torcer para o Flamengo, Santos, Internacional ou qualquer outro time (portanto, sem torcer para o Corinthians) que ele continuaria sendo um torcedor de futebol.

Da mesma maneira, alguém pode ser esquerdista, mas ser um adepto do globalismo humanista, social democracia, liberalismo obamista ou mesmo o marxismo. Ele pode combinar um ou mais desses rótulos, mas nem de longe necessita todos eles para ser um esquerdista.

Portanto, alguém dizer que “não é comunista” não o livra da situação de continuar sendo um esquerdista, e ter o seu comportamento e discurso mapeado de acordo com o discurso esquerdista.

É por isso que, quando alguém diz “não sou comunista”, após ter sido acusado de esquerdista, respondo em seguida: “Mas quem foi que te chamou de comunista aqui?”.

Em seguida, é só mandar pastar, para evitar que ele atrapalhe o debate.

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8 COMMENTS

  1. Estou pesquisando exemplos dos 38 estratagemas de Schopenhauer em “Como vencer um debate sem precisar ter razão”. Numa primeira lida do seu texto, já identifiquei 3 de cara. Incrível! Obrigada por facilitar meu trabalho de pesquisa! 😉

    “Identificar esse perfil FACILITA O NOSSO TRABALHO, pois combatemos um tipo de discurso com vários padrões em comum, como por exemplo”
    32) RÓTULO ODIOSO: Tornar suspeita, reduzir a afirmação do adversário. Os “ismos”,(como em fanatismo, espiritismo, etc…); 1) “Ah, isto nós já sabemos; 2) Categoria refutada e pode não haver palavra verdadeira.

    “É por isso que, quando alguém diz “não sou comunista”, após ter sido acusado de esquerdista, respondo em seguida: “Mas quem foi que te chamou de comunista aqui?”.”
    8) ENCOLERIZAR O ADVERSÁRIO: Encolerizar o adversário, pois ele não será capaz de se raciocinar corretamente. E o tratando com insolência, desprezo.

    “Em seguida, é só mandar pastar, para evitar que ele atrapalhe o debate.”
    38) ÚLTIMO ESTRATAGEMA: Quando o adversário for superior no conhecimento, nos tornamos insultuosos, grosseiros. Ofensas pessoais declara que a partida está perdida. Argumentum ad personam, deixamos de
    lado o objeto da discussão para atacarmos ao nosso adversário. É usada com frequência.

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