Técnica: Conservadores odeiam as minorias

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Essa técnica se baseia em uma ampliação indevida visando criar um sentimento de repulsa em relação aos conservadores.

Como dificilmente os argumentos para “defesa” de minorias dos esquerdistas se salva, essa foi a solução que encontraram para levantar um red herring no debate.

Por exemplo, quando um conservador apresenta argumentos contra o racismo cometido por alguns negros, isso incomoda aos esquerdistas. (O racismo neste caso envolve coisas como usar camisas “100% negro”, mas coibir iniciativas de alguém usar camisas “100% branco”, ou seja, o fornecimento de privilégios para um grupo em detrimento do outro)

Como a argumentação esquerdista é geralmente muito ruim, não raro envolvendo clichês como “no caso do negro não é racismo, pois eles estão só se rebelando contra séculos de opressão”, eles partem para criar uma ficção sobre o oponente, dizendo algo como “este conservador odeia os negros”.

É aí que está a ampliação indevida, pois o esquerdista aqui exagera a afirmação “não se deve privilegiar certos grupos” com “odiamos estes grupos”.

O mesmo exemplo vale para a questão da causa gay, hoje um frisson para eles.

Querem, mais do que tudo, tornar o homossexual alguém que NÃO PODE ser criticado. Mas ao mesmo tempo, a heterossexualidade, assim como alguém que optou por qualquer profissão (ex. advogado, médico), ou mesmo alguém que optou por uma religião, PODE ser criticado.

Isso é naturalmente um privilégio injustificável e em relação ao qual não é possível realizar uma boa argumentação. Em suma, vencer um esquerdista em debate quando ele defende o privilégio da causa gay é fácil demais.

Aí ele novamente usaria o estratagema, afirmando “você odeia os gays”, ou até o chavão do momento, “você é homofóbico”.

Entretanto, em praticamente todas as situações, como nos dois exemplos anteriores, não passa da ampliação indevida.

Não existe um argumento lógico que derive a rejeição a privilégios dados a um grupo em ódio a esse grupo.

Quando tentarem esse estratagema, a minha recomendação é desafiar o oponente em retorno.

Eu geralmente questiono da seguinte forma: “Desafio você a encontrar, em qualquer coisa que escrevi, algo que demonstre o ódio ao grupo em questão”.

A tendência é que o esquerdista fuja do debate ou mude o foco da discussão. Mesmo assim eu prossigo no desafio: “Ué, cadê suas evidências de que eu prego ‘ódio’ contra o grupo? Vamos. Estou esperando”.

E, claro, se ele não cumprir os requisitos do desafio, podemos chamá-lo de termos como mentiroso e safado, em alto e bom tom.

É exatamente o tipo de situação em que podemos fazê-los pagar o preço de suas declarações. Nesse caso, é o preço da ridicularização.

P.S.: Em tempo, nós, conservadores, não odiamos minorias. É o contrário. Todos, independente de pertencer a um grupo minoritário ou majoritário, que se juntarem na causa da luta contra o estado inchado e os altos impostos SÃO NOSSOS ALIADOS.

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11 COMMENTS

  1. Olá, Luciano.

    ótimo post.

    Na universidade em que estudo se tenta muito usar esse estratagema. E, em relação aos gays qualquer coisa é homofobia. Não há jeito, falou alguma coisa é homofobia.

    Abraços,

    Paulo

  2. Oportuno o assunto, e calhou de hoje eu ter meditado a respeito do mesmo em virtude de um twitt do Frei Betto. Eu não sigo o Frei Betto, mas acabei lendo porque ele foi retuitado por alguém que eu sigo e, entre outros pensamentos esdrúxulos, o Betto sai com esse aqui: “Ao longo da vida preferi correr o risco de errar com os oprimidos do que pretender acertar com os opressores.”
    Frei Betto deixa de lado a questão da verdade e da razão e coloca de forma direta que o importante é estar do lado dos oprimidos, se eles estão certos ou errados, isso se descobre depois de associar-se a eles. A demência de tal atitude é flagrante, mas talvez a pessoa que aja desta forma esteja tão contaminada pelo discurso esquerdista, que transforma qualquer minoria em coitados oprimidos, que não é capaz de enxergar mais nada. Talvez se eles se lembrassem que nenhum grupo social se torna opressor de repente e por acaso, mudassem de idéia. Estes grupos começam inicialmente como minorias oprimidas e excluídas e através da autovitimização sistemática e algumas outras estratégias, vão ganhando simpatia da população até que conseguem seu objetivo: mandar nos outros, oprimir. Foi justamente isso que aconteceu com os nazistas, por exemplo, mas o Frei Betto jamais vai concordar, as minorias e excluídos que ele defende sempre serão os coitadinhos, não sei até onde vai a ingenuidade de quem pensa assim ou se tudo não passa de má fé. Só Deus sabe.

  3. Nossa, esta é um tecnica simples e muito usada mesmo. Até na escola onde estudei, já usaram desta tecnica. Vou até postar no meu blog, com os devidos creditos claro.

  4. Vamos alá Carvalho:
    Ora, porra!
    O q há de tão sacrossanto em chupar a piroca do outro e ser enrabado, q isso não possa ser criticado? Criticar o cristianismo o Luiza Mott pode, criticar a conduta heterossexual, os discípulos do Luiz Mott, podem, criticar a proibição da pedofilia, os ativistas pederastas, q nem o Luiz Mott, isso podem.
    Onde estão os direitos dos bandidos, estupradores, homicidas, então? Na parada gay temos bizarrices como um marmanjo mijando no outro, mas experimente fazer METADE disso com sua esposa na avenida paulista. Veja o q te acontece. Essa corja de vagabundos não estão em busca de direito algum, estão em busca de DITADURA. O principal mentor da lei anti-homofobia é um pederasta imundo chamado Luiz Mott q se orgulha de ter transado com 500 homens. Ora, se um heterossexual transasse com 500 mulheres certamente estaria passível de críticas. Pois um sujeito q transa com 500 pessoas não é digno de confiança devido a instabilidade e desequilíbrio mental. Mas o filho da puta tem cargo público e recebe apoio do PT. Agora querem q acreditemos q esta loucura seja sacrossanta. Isso é satânico! O diabo andou ocupado para conseguir perverter a lei! O Brasil está virando um pandemônio!

  5. kkkk
    em uma argumnetação sobre as cotas, disseram que eu odiava negros, respondi dizendo o que o Luciano disse: “Copie e cole aqui qualquer trecho onde eu faça menção que odeio negros, ou que pregue ódio contra eles”
    Sabe o que me responderam ? “Isso aqui não é prova de matemática, não vou repetir oq vc disse”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só pode ser piada mesmo

  6. Mas um post antigo Luciano, dessa vez você se declarou conservador, embora você, hoje, se declare neo-iluminista, queria apenas entender a mudança.

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