De volta dos mortos!

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Pois é gente, pode até parecer que eu morri! Mas não é vero. Realmente, fiquei muito (e bota muito nisso) tempo sem postar.

Uns 7 meses.

Mas tenho minhas justificativas.

Inicialmente, eu tinha perdido a minha senha. E, como não sou muito paciente, pensei “vou pegar depois”. E sempre protelava. Ademais, ocorreu-me uma “mudança de perspectiva”.

Calma, gente, eu não virei esquerdista. Muito pelo contrário.

O fato é que eu realmente estava gostando muito de postar em companhia de outros bloguers teístas, e, de uma hora para outra, acabei praticamente “me convertendo”.

Por isso, com o tempo, o objetivo deste blog acabou mudando um pouco.

Se observarem como o blog era em seu início, eu adotava uma postura secular. Na verdade, era motivado pelo meu neo agnosticismo. (Algo que tinha aprendido com o R.A. Wilson)

Post vai, post vem, interações vão, interações vem, e eu comecei a gostar MUITO de alguns argumentos teístas, de vários foristas com quem interagi neste período.

E aí eu já estava me “convertendo” ao catolicismo, e até comecei a pensar sob este paradigma.

Mas o fato é que em meu período de hiato fiz várias reflexões, e uma delas: GENTE, NÃO ADIANTA, EU NÃO SOU CRISTÃO, NÃO TENHO O PARADIGMA CRISTÃO, NÃO TENHO FÉ, et coetera…

E comigo agora o papo é reto: eu sou agnóstico. Simples assim.

Era antes, deixei de ser por um período, e voltei a ser um agnóstico como nos velhos tempos. Estou de volta às raízes.

E está aí mais um motivo para o meu sumiço: como eu ia explicar para meus leitores que simplesmente LARGUEI a crença? Como eu não seria mais reconhecido como um autor teísta?

Seja lá como for, pensei “quer saber de algo? vou voltar a postar, mesmo que alguns não gostem de minha decisão”.

Eis que alguém poderia objetar: se o Luciano não é mais um teísta, ele vai largar as críticas a Richard Richard e patrulha?

É exatamente o oposto.

Richard Dawkins na minha perspectiva é um HUMANISTA SECULAR. É da mesma raça que Sam Harris, Daniel Dennett, Steven Pinker, Paul Kurtz, Christopher Hitchens, etc.

E a totalidade dos humanistas seculares são apenas um batalhão de suporte à esquerda como um todo. Tanto que cada um dos humanistas se divide em marxista, progressista ou social democrata. Ou uma mistura dos três.

A lógica deles é a mesma. Uma ingênua e perigosíssima crença no homem.

Se eu não tenho uma forte crença em Deus, pelo menos não tenho motivos para dizer que a crença nele é injustificada.

Mas a crença em que o homem poderá, por sua ação, levar a humanidade a um paraíso na Terra é injustificada. Essa crença é tratada por mim praticamente como se fosse doença venérea. O humanismo, tanto quanto o esquerdismo, devem ser motivo de nojo.

Entendo que neste aspecto a tonalidade deste blog, agora em meu retorno (e postarei em boa quantidade), não mudará.

E trarei um adicional: um FORTÍSSIMO embasamento na teoria darwinista. Sim, isso mesmo! Estou cada vez mais empolgado com o estudo do darwinismo. Em especial a psicologia evolutiva, que eu renegava. Hoje é meu ramo preferido do estudo darwinista.

Esta será a nova tonalidade deste blog. Um blog focado em aplicação do CETICISMO de maneira ferrenha contra toda a esquerda e o humanismo (especialmente o humanismo secular).

Minha base não será apenas o uso de um framework de ceticismo, mas especialmente a psicologia evolutiva.

Me darei ao luxo de até usar Richard Dawkins como base de consulta, em especial “A Grande História da Evolução” e “O Maior Espetáculo da Terra – As Evidências da Evolução”.

Como é? Luciano Ayan admirando Dawkins?

Não. Ele é APENAS UMA das minhas várias fontes, que incluem Robert Wright, Franz de Wall, Douglas J. Futuyma, Stephen Jay Gould, Matt Ridley e, especialmente, Desmond Morris.

Mas é justamente com o próprio conhecimento darwinista como um todo que posso demolir outras crenças de Dawkins, como o gene egoísta e a memética.

Steven Pinker, por exemplo, me serve como base de conhecimento para ajudar a demolir o mito do “nobre selvagem”, que daria sustentação a todo o humanismo e o marxismo.

Mas é a mesma base de conhecimento que me permite demolir o próprio Pinker quando ele escreve uma coisa tosca como “The Better Angels of Our Nature: Why Violence Has Declined”, em que ele abandona o seu lado cientista e vira um ideólogo humanista de segunda categoria.

Bem… para um retorno é só.

Já deu para notar minha mudança de tom.

Estou muito mais satisfeito com essa abordagem.

Creio que meus argumentos se tornaram mais poderosos, além do fato de que agora NÃO HÁ CRENÇAS QUE EU PRECISE defender.

Se há uma definição de alguém que em termos argumentativos é um cético em toda a sua abordagem, este sou eu.

Carl Sagan se dizia ser cético, mas defendia a crença em ETs. Richard Dawkins alegava ser cético, mas alegava crenças como fim do gregarismo com o fim da religião, todo o “core” humanista e até os memes. Pinker é mais um. Dizia ser um “cético científico”, mas lançou um livro em que diz que estamos ficando mais “bonzinhos”.

No passado também passei por essa situação. Ao mesmo tempo em que aplicava meu ceticismo, eu tinha que defender algumas crenças. Até usei um paradigma secular de discurso, mas sempre tinha que aturar sempre me pedindo “evidências” por minhas crenças.

Agora, o que tenho a oferecer é basicamente isso: um questionamento ferrenho, sistemático e metodológico, sem renegar as principais fontes de conhecimento científico atual (aliás, usando esses conhecimentos como base).

Que o jogo recomece!

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48 COMMENTS

  1. Mais cético do q nunca. Mas já não será mais um trunfo para Cristo? Vamos esperar por uma nova conversão de Luciano Ayan.
    À demais, ótimo retorno. Estamos de olho no privilégio de lermos novas informações deste mestre.

    • Mestre, Jeremias?

      Nada mal para quem considera os agnósticos como pessoas ignorantes e que projetam esta ignorância diante da crença/descrença alheia. E eu que pensava que você realmente odiava a hipocrisia… aqui temos uma atitude contraditória deste princípio que você tanto preza! Lamentável!

  2. Penso que ninguém precisa viver com farpas na mente, já tive as minhas e sei como é incomodo. Encontre-me justamente nos debates, nos quais fui muito ajudado por você e seu blog.

    De Deísta, ( que me acreditava ultimamente ), ando pensando no espiritismo. Afinal, parti dele, e em dois anos de debates compreendo que tudo que ”reaprendi” sempre esteve lá.

    Penso que a moral do cristo é perfeita, me considero um cristão que rejeitou o cristianismo, justamente por achar que os ensinos de Jesus devem ser praticados e não interpretados.

    Penso que está nascendo uma nova religião, e essa não pode se sustentar em bases rotas, o prédio todo deve ser demolido e reconstruído sob uma fundação inabalável. A ”missão” do ateísmo militante é demolir esse prédio podre e seus dogmatismos.

    Uns semeiam a eira, outros arrancam as pedras e ervas daninhas.

    Ademais, parabéns pela atitude, muitos podem não entende-la, mas isso é lá com eles e suas convicções arraigadas.

  3. Olá Luciano,

    Salve Maria!

    Sei que não vou te converter, pois é Deus quem converte aos que O permitem entrar em sua morada. No entanto quero te apresentar algumas referências que podem ajudá-lo a sanar dúvidas com relação à fé católica, ou no mínimo deixá-lo curioso.

    http://padrepauloricardo.org/
    Este é o site do Padre Paulo Ricardo. Contém muitas palestras e cursos (maioria em áudio/vídeo) sobre a Igreja Católica. Vale a pena acompanhar.

    http://youtu.be/l8x_SeLxpD8
    Primeiro vídeo sobre a Teologia do Corpo, do Papa João Paulo II. Apresentado pelo Padre Paulo Ricardo também, são vários vídeos, todos disponíveis no youtube. E o livro dessa teologia está disponível no site acima.

    Sal da Terra
    É um livro (não achei disponível na internet) onde um ateu faz uma entrevista com o Cardeal Ratzinger (atualmente Papa Bento XVI).

    http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm
    Aqui tem disponível os livros do Catecismo da Igreja Católica. Se não quer ler o livro completo, vale a pena ler o compêndio para ter uma noção da fé católica.

    E como o 9 disse, os ensinamentos de Cristo devem ser praticados sim, como diz na Carta de São Tiago, no Evangelho segundo São Mateus 7, 21-23 e 25, 31-46.

    Qualquer erro aqui cometido é devido à mim, não à Igreja, muito menos à Deus.

    Paz!

  4. Agora você adotou a estratégia do periquito de estimação: joga alpiste e merda pra tudo quanto é lado da gaiola, mas todo mundo gosta porque é bonitinho. Quando eu bati o olho aqui lá eu tive que correr na wikipedia para confirmar: “Since agnosticism is a position on knowledge and does not forbid belief in a deity, it is compatible with most theistic positions.” Ou seja, não faz sentido dizer que deixou de ser agnóstico quando começou a acreditar e nem que só voltou a ser agnóstico quando “largou a crença”. Mal voltou e já está confundindo termos e deixando seu posicionamento pessoal propositalmente ambíguo.

    Afinal, só um leitor bem distraído para não ficar com um nó na cabeça ao ler essas três frases no mesmo texto:

    “como eu ia explicar para meus leitores que simplesmente LARGUEI a crença?”
    “eu sou agnóstico. Simples assim.”
    “Se eu não tenho uma forte crença em Deus, pelo menos não tenho motivos para dizer que a crença nele é injustificada.”

    Você alega que não tem uma crença forte em Deus, logo AINDA tem uma crença nele, logo é uma inverdade que LARGOU a crença.

    E a maior marca de um agnóstico é classificar a crença na existência de Deus como injustificada. Nada justifica que se acredite nisso, portanto não é um conhecimento. A wikipedia é bem clara: “In the strict sense, however, agnosticism is the view that human reason is incapable of providing sufficient rational grounds to justify knowledge of whether God exists or does not.” Então, não tem como um agnóstico dizer que não tem motivos para afirmar que a crença em Deus é injustificada, pois é exatamente isso que um agnóstico deveria pensar.

    Qual o próximo passo? Fingir que se converteu de novo para depois ficar jogando na cara dos ateus que o ceticismo leva ao teísmo e não ao ateísmo?

    E esse pepo de agnóstico me fez lembrar a história de dois garotos vizinhos que estavam em guerra, cujas batalhas se resumiam a jogar pedras uns nos outros. Mas entre as casas havia um muro e eles quase nunca conseguiam acertar um outro, pois tinham que jogar a pedra por de cima do muro. Um belo dia, um dos garotinhos resolveu subir em cima do muro, para que ficasse mais fácil acertar pedras. No início, ele era imbatível. Mas ele não contava com a astúcia de seu adversário, que se recompôs rapidamente e numa jogada de mestre contra-atacou com um pedrada que acertou em cheio, derrubando o garoto de cima do muro.

    • 1- Uma crítica técnica em um post pessoal? É algo no mínimo hilário, mas beirando ao psicopático…
      E outra, faz bastante tempo que o Luciano afirmava ser um agnóstico teísta cristão. Ele só largou o “teísta” da jogada. (Afinal, doublethinking é uma marca da humanidade, kkk)

      2- Para todos os efeitos, tu definiste agnosticismo forte. Nele, a crença é injustificada. Talvez a melhor palavra seria “crença irracional”. Mas enfim, tais termos são definidos a torto e a direito por aí, é difícil saber quem tem razão 😉

      3 – “Qual o próximo passo? Fingir que se converteu de novo para depois ficar jogando na cara dos ateus que o ceticismo leva ao teísmo e não ao ateísmo?”
      Tentativa de leitura mental? Ou apenas uma bola de cristal quebrada? Recicla um pouco…

      • Sim, uma crítica técnica a um post pessoal. É algo perfeitamente natural e não é hilário e nem psicopático como você gostaria. O que eu fiz foi apontar uma contradição no que ele tinha feito com o nome que ele deu a isso. Sobre essa história de agnóstico cristão, em momento algum ele falou sobre isso, então fico muito feliz em saber que uma pessoa diferente consegue ler a mente do Ayan e responder por ele. Mas já que você tocou no assunto, a frase “Since agnosticism is a position on knowledge and does not forbid belief in a deity, it is compatible with most theistic positions.” foi retirada do artigo da wikipedia justamente sobre Agnosticismo Cristão.

        Em segundo lugar, eu não defini Agnosticismo Forte, eu defini Agnosticismo. A passagem “In the strict sense, however, agnosticism is the view that human reason is incapable of providing sufficient rational grounds to justify knowledge of whether God exists or does not.” foi retirada do artigo sobre Agnosticismo (termo geral), mas também pode ser encontrada uma passagem semelhante no artigo sobre Agnosticismo Cristão. A diferença entre agnosticismo forte e fraco está na possibilidade futura de conhecimento. Ambos concordam que não é possível tratar qualquer divindade como conhecimento HOJE, mas os agnósticos fracos acreditam que talvez um dia seja possível e os fortes acham que jamais será possível.

        Então, meu caro, TODOS os agnósticos, SEM EXCEÇÃO, tratam a crença em divindades como algo injustificável (e não como algo irracional). A diferença é que alguns acham que essa crença pode vir a ser justificável algum dia (ag. fraco) enquanto outros acham que não (ag. forte) e outros ainda preferem acreditar em deuses mesmo assim (ag. teísta) enquanto outros preferem acreditar que não existem mesmo assim (ag.ateísta). Quer um conselho? Antes de sair por aí acusando os outros de terem errado uma definição, consulte uma fonte antes e procure saber mais sobre o assunto, para não passar vergonha.

        Por fim, não entendo essa neurose que vocês têm de sair gritando “leitura mental” e “bola de cristal” ao menor sinal de fogo. Me responde uma coisa, o que você acha que está refutando com isso? Porque eu estava simplesmente a fazer uma provocação ao Ayan e não tentando argumentar sobre o caráter dele. Do ponto de vista intelectual, não tem o que refutar naquele trecho. E para piorar, eu mesmo mostrei que quem fez leitura mental foi você, pois foi você que tentou montar um argumento sobre algo que o Ayan não declarou.

        Então fica mais esperto um pouquinho. E releia o meu comentário e veja o quanto as colocações do Mestre do Jeremias são inconsistentes entre si e com as definições de agnosticismo.

      • É claro que o que ele disse é contraditório! E é assim justamente por ser um post pessoal. Não se exige esmero literário em algo deste tipo, mas sim nos textos comuns do blog. (Você nem leu a parte do doublethinking?)
        Fica ainda bastante sem-sentido um post técnico, do tipo caça-falácia+provocações+baratas, para um “retorno dos mortos”. Mas OK, quis provocar, teve sua chance. Vamos ver se surtiu efeito (a minha bola de cristal precisa de baterias novas).

        Quando eu falei sobre “crença irracional” eu estava corrigindo o Luciano, e não você. Afinal, foi ele quem falou que a crença não é sem justa causa, quando a melhor palavra seria “irracional” ou quem sabe “não plausível”.

        Ele pode nunca ter falado de seu agnosticismo cristão aqui no blog, mas ele já comentou sobre sua postura religiosa há muito tempo atrás em comunidades no Orkut. Logo, não há “leitura mental” aqui – apenas uma pequena desinformação da sua parte…

        E sim, respondi que você cometeu leitura mental porque foi isto mesmo que ocorreu – ainda que tenha sido uma provocação óbvia de vossa parte, não se podia deixar passar.

        Quanto a definições de agnosticismo, eu deixo este ponto com você (até porque não é isto que está em disputa).

        Enfim, que voltem os jogos!

    • Etâ povo que precisa ler Wittgenstein. Essas definições de agnóstico e ateu do Flew nunca funcionam logicamente, mas, vocês nem sabem a origem (essas definições de ateu forte ateu fraco não é tradicional, é uma reformulação conceitual do ateísmo, já que nenhum ateu na história da filosofia tinha conseguido justificar o ateísmo melhor do que os cristãos justificavam o teísmo, vide a ‘Coleção História da Filosofia do G. Reale; o problema dessas definições é as contradições proposicionais das mesmas), néh?

      Primeiro, tens noção temporal de alguma coisa?

      É perfeitamente razoável pensar assim:

      1. Era agnóstico, mas na data tal me converti ao catolicismo.

      2. Depois de algum tempo como católico, percebi que não consegui ser católico, voltei a ser agnóstico.

      Qual é o problema? Defendes um “calvinismo” hehe agnóstico ou ateu? Algo do tipo: se é ateu uma vez é para sempre? Ou se é agnóstico uma vez é para sempre?

      Ah, qual é a pedrada que irá nos acertar em cheio?

    • “Qual o próximo passo? Fingir que se converteu de novo para depois ficar jogando na cara dos ateus que o ceticismo leva ao teísmo e não ao ateísmo?”

      Não precisamos, como Cristãos e teístas, que o Luciano faça isso por nós: a história está cheia de gente que era atéia e se converteu ao cristianismo…. hehe

  5. Infelizmente argumentos racionais não convertem ninguém.
    Enquanto não tiveres uma experiência real com Deus, serás agnóstico, independente de quão bons (ou não) sejam os argumentos Kalam, Ontológico & cia.

    De qualquer forma, desejo inteligência e força de vontade na denúncia do movimento humanista.

    • Não necessariamente, uma boa experiência filosófica, deixa muita gente convertida à algo.

      Sou convertido à tradição cristã por conversão mais filosófica, do que pela ‘chamada’ experiência com Deus: ninguém sabe me dizer o que é isso, além de que sempre partem para alguma mística para tentar dizer, aí entra a lógica no meio e não vai dar muito certo.

  6. “Steven Pinker, por exemplo, me serve como base de conhecimento para ajudar a demolir o mito do “nobre selvagem”, que daria sustentação a todo o humanismo e o marxismo.” Pelo contrário, Nem todo marxista tem esta idéia como central nas suas argumentações. A escola de Frankfurt não parte deste “Eldorado” como meta a ser atingida. Cuidado nas generalizações apressadas. Forte abraço.

  7. “NÃO HÁ CRENÇAS QUE EU PRECISE defender.” Como? E com base no quê você se posiciona para criticar as teorias alheias?. Um cético deve ter suas crenças para poder julgar as dos outros. Hegel nos mostrou isso muiíssimo bem na Fenomenologia do Espírito. A postura cética é impossível. A não ser se voc~e for um górgias da vida, para quem a o ser não é. Mas daí é outra história. Forte abraço

    • A postura cética pode ser possível sim. Hegel não fez isto tão bem. É só não generalizar a palavra ceticismo a todos os assuntos como se o cético não acreditasse em nada, não é este o caso.

      O agnóstico é cético, apenas, e tão somente, neste sentido (no sentido da defesa da seguinte proposição): não sei se há algum Deus. Para isto ele não precisa ter outras crenças em relação a este mesmo foco, e objetivo. Ele não é – epistemologicamente – obrigado a ser ateu ou teísta. Ele é cético assim, e somente assim: não sei se há algum Deus.

      A postura cética é possível em termos de proposição. Hegel não é bom nesse assunto, o que ele entende por ceticismo, não é o ceticismo que o Luciano afirma ter.

  8. D. Teckel
    “Mestre, Jeremias?”

    Sim. Mestre.

    “Nada mal para quem considera os agnósticos como pessoas ignorantes e que projetam esta ignorância diante da crença/descrença alheia.”

    Não sou eu quem considera os agnósticos ignorantes diante da crença/descrença alheia. São os próprios agnósticos, filho. A definição de agnosticismo já trás isto. Não é nenhuma ofensa, filho.

    “E eu que pensava que você realmente odiava a hipocrisia…”

    E vc não errou ao achar isto. Eu realmente odeio a hipocrisia.

    “aqui temos uma atitude contraditória deste princípio que você tanto preza! Lamentável!”

    E qual é a contradição entre odiar hipocrisia e considerar um agnóstico, um mestre? Só no seu mundinho restrito, mesmo.
    E mais, há pouco tempo vc não queria a divulgação da minha identidade e a do Snowball por toda a internet? Então, como ousa tentar dar lição de moral? Não percebe o seu descaramento? Agora está sendo desmascarado diante de todos. Bem feito!

  9. Bem Vindo de Volta Luciano, que bom saber que está devolta no blog! Só não vai ficar afastado assim de novo hein? Rsrsrsrsrsrs!!!!!!! Há, e PARABÉNS pelo seu blog, até as postagens que li aqui, to achando o seu blog EXELENTE!!!!!

  10. Bem-vindo de volta, Luciano. Senti falta da vida e do movimento, necessárias às referências na internet, neste blog tão importante.

    Os comentários toscos criticando seu agnosticismo só provam que os neoateus querem defender uma crença irracional na inexistência de Deus, a ponto de nem conseguirem entender o que é analisar um argumento com ceticismo, ou mesmo o que é agnosticismo.

    Tem todo o meu apoio.

    Grande abraço.

  11. Olá Luciano!

    Fiquei feliz por essa sua volta ao blog! Teve tanta merda esquerdista sendo noticiada e eu pensando “putz, queria ver um artigo do Luciano sobre isso”, mas Graças a Deus você voltou!
    Eu Rezo a Cristo pelo seu sucesso nessa luta contra as mentiras e os sofismas esquerdistas!
    Sucesso!

  12. Haha! Fantástico.
    Convenhamos, é realmente mais fácil atacar certas coisas sem ter que defender outras. Basta mostrar que o buraco é beeemm maior. rsrs
    De qualquer forma, vivo em constante vigilância já que – como li que Chesterton escreveu certa vez – um dos tres passos para a conversão ao cristianismo (catolicismo) é passar a defendê-lo.
    Que nosso agnosticismo não pague pela defesa da verdade e do bom senso!

    • Yuri,

      defesa da ‘verdade’?

      Que verdade?

      Não há verdade proposicional no agnosticismo.

      Sei que és um agnóstico, assim como o Luciano também é agora. Mas, só de provocação filosófica,

      ‘que verdade?

      Quando ao bom senso vou colocá-lo apenas contra os malucos do neo-ateísmo, com a postura – dos mesmos – metafísica-materialista: “TUDO é material, apesar de não termos verificação empírica para tal” – afirmação tosca e absurda.

      Elucidando,

      A – agnóstico

      T – teísta

      AT- ateu

      A – não sei se há algum Deus.

      T – sei que há algum Deus.

      AT – não há Deus, ou deuses.

      O significado de ‘algum’ aqui é extremamente complicado, se tú queres dizer por ‘verdade’ aqui, queres dizer apenas no sentido de que é verdade:

      a postura epistêmica e pessoal do agnóstico?

      Ou seja, que é verdade, que você, como Yuri, não sabe se há algum Deus? Ou é algo além disso?

      Paulo Júnio de Oliveira

      • Paulo,
        No caso, a verdade é aquilo que posto no blog, que é basicamente mostrar a mentira atéia.
        Penso que meu blog não deixa de ser uma defesa da verdade, mas nada com relação a Deus ou deuses, a coisa está muito mais para o plano lógico e histórico.

  13. Então você voltou, e ninguém me avisou? Mas que cambada de *****s 😀

    Mas tudo bem, vosso “psicologismo darwinista” (ou o que for) será perdoado 🙂
    CONTANTO QUE você *não* se torne um membro da igrejinha do Daniel Sottomaior ;-P

    Saudações decembrinas,

    JMK.

  14. Luciano Ayan, você já leu alguma coisa do autor e teólogo apologeta, Vincent Cheung? Aconselho que o leia e reconsidere sua posição agnóstica. (www.vincentcheung.com ; na parte “library” os textos sobre pressuposicionalismo, teologia sistemática e questionamentos ao empiricismo, além dos outros textos dele da área apologética, muito bons, uma defesa sistemática acurada das doutrinas bíblicas, não esse lixinho herético de livre-arbítrio.)

    • Cheung? Não vale o que pesa nem o que seus fanboys dizem.

      Os questionamentos dele acerca dos alicerces do agnosticismo não são nem um pouco novos (e duvido que ele tenha cacife para refutar a defesa de Alvin Plantinga ou a Critica da Razão Pura de Kant) e nem um pouco sólidos (ou mesmo para discutir o Evil Problem).

      Ele não é nada além de um determinista metido a cristão. Apenas mais um apologista calvinista de péssima categoria, que pressupõe o determinismo exaustivo para daí negar o livre arbítrio.
      É como supor que 10 é falso! Uma graça!

      Lixinho herético de livre arbítrio? Hah, já deu pra ver o nível da lavagem cerebral… Só falta queimar as bruxas de Salém!

  15. Paulo, Snowball, Pedro M., Jairo – se não me engano -, Éverton Shy, Francisco Razzo outros que talvez minha falha memória não esteja permitindo de lembrar suas conhecidas presenças… além do próprio Luciano. Todo mundo voltou à ativa aqui com “a volta do que não foi” (Luciano) que só faltava eu mesmo reaparecer. Pois bem, cá estou, SEUS LINDOS!

    Err… tentando continuar com a seriedade aqui: realmente Luciano, você fez falta. No começo do seu sumiço, eu estava achando apenas que você tinha tirado mais uma folga em algum resort ou casa de repouso ou algo do tipo. Os dias, semanas e meses foram passando e nada do seu retorno. Boatos começaram a aparecer então: alguns conhecidos pensaram que você havia desistido da guerra (árdua, por sinal); outros começaram achar que a “lenda urbana” dos seus “fakes” era de fato verdadeira e que por conta disso você havia sido desmascarado; alguns, mais exagerados (a saber: eu), acharam inclusive que você havia sido capturado, torturado, morto, empalado, esquartejado E queimado por “hordas” neo-atéias gayzistas abortistas esquerdistas em conluio com o Foro de São Paulo sob apoio de George Soros (Desciclopédia FTW!). Junto com essa provável calamidade, outras desgraças de igual magnitude ocorreram como psicopatas no Rio de Janeiro e Noruega, a morte de Steve Jobs, o também sumiço de Snowball, Dilma alcançar popularidade maior até que Lula sem fazer porcaria nenhuma e tendo ministro saindo até pelo ladrão – literalmente -, “Duke Nukem Forever” se revelar uma bela duma bosta após 12 anos de espera, o Morbid Angel lançar uma ATROCIDADE auditiva – “Illud Divinum Insanus” – justamente com o retorno de David Vincent nos vocais, o sucesso de Michel Teló e como sua música “Ai se eu te pego!” representa “os valores da cultura popular para brasileiros de todas as classes” (quem disse isso foi o pessoal da Época: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://edgblogs.s3.amazonaws.com/fazcaber/files/2011/12/capa.jpg&imgrefurl=http://colunas.revistaepoca.globo.com/fazcaber/2011/12/29/capa-da-semana-michel-telo/&h=1005&w=763&sz=88&tbnid=8qqjqZRr04EX6M:&tbnh=90&tbnw=68&prev=/search%3Fq%3Dmichel%2Btel%25C3%25B3%2B%25C3%25A9poca%2Bcapa%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=michel+tel%C3%B3+%C3%A9poca+capa&docid=zVXJ76sALj6AhM&hl=pt-BR&sa=X&ei=bPIxT4KFD4SygweM_62uDg&ved=0CEYQ9QEwBA&dur=1532)… Enfim, os tempos ficaram mais sombrios que de costume, as esperanças desvaneceram-se no ar, o desespero adquiriu maior controle, o Restart provou que as coisas SEMPRE podem piorar, o –

    Err… droga, me empolguei de novo!

    Mas, contudo, no entanto, porém, todavia E entretanto, soube do nada que Snow havia retornado e, de lugar algum, também vi que Luciano havia retornado fazia tempos. E cá estava eu, como um marido traído, sendo o último a saber! (É a ultima analogia horrenda e esdrúxula que eu realizo aqui, prometo!)

    Sério agora: não fiquei muito surpreso com a sua retomada ao Agnosticismo. É, afinal de contas, uma “filiação”, digamos assim, que um leitor fissurado em Robert Anton Wilson teria. Se fiquei decepcionado? Bobagem! Tenho n motivos para não julgá-lo negativamente com relação a isso – e, subjetivamente falando, até considero isso positivo sob também n aspectos que não discutirei aqui. Creio ser de bom tom ressaltar o quanto me surpreendeu de forma feliz o fato de, pelo menos aqui, você não ter sido atacado pelos “antigos companheiros de luta”. Posso muito bem demonstrar – e creio não ser o único – que, se fosse pelo lado contrário na imensa parte dos casos, a reação seria bem diferente…

    Enfim, é MUITO BOM saber que você está de volta, firme e forte – além de ver aqui que, justamente os melhores entre nós (na minha opinião que NÃO será exposta) continuam também na ativa de forma inabalável. Isso só reforça, pessoalmente, todo o nosso afinco de forma mútua nesse “bom combate”

    Bem-vindo de volta Luciano! E pode continuar contando com esse esquizofrênico que vos fala como nos velhos tempos! xD

    P.S.1.: Por falar nisso, já tenho até mais um livro em separado para você. Quando terminar de lê-lo eu o envio 😉

    P.S.2: Como eu faço mesmo para escrever em negrito, sublinhado e itálico mesmo?

    P.S.3: É bem improvável que em um dia adquira, assim como o PS Vita, o PS4, mesmo o PS2 e assim por diante – e isso não tem nada ver com o post, obviamente u.u

    • Grande Acauã,

      Fico feliz também com o seu retorno, e suas pesquisas sempre foram muito úteis.

      Agora rpz… motivado pelo seu comentário, fui ouvir o disco novo do Morbid Angel. É realmente de perder a fé na humanidade.

      Para colocar em negrito, sublinhado e itálico tem umas dicas aqui neste link:

      http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080723214552AAQWonq

      (veja a resposta da Mell)

      Em relação ao que você falou sobre a mudança de orientação filosófica, concordo contigo. Se eu fosse neo ateu e virasse religioso iam me crucificar. Ao contrário, por ser religioso e deixar de sê-lo, fui muito bem recebido pelos religiosos leitores deste blog. Realmente, essa observação que você fez é bem salutar.

      Quanto ao livro, desde já agradeço. Aliás tenho algumas novidades que vou passar para a frente, quando conversarmos no MSN te falo.

      Em relação a “PS Vita, “PS4” e “PS2”, wtf?!?!?!?! (rs)

      Grande abraço, meu amigo

      LH

  16. Interessante essa parte do texto, para mim que estou na fenda que você esteve, essa parte faz todo o sentido:

    “No passado também passei por essa situação. Ao mesmo tempo em que aplicava meu ceticismo, eu tinha que defender algumas crenças. Até usei um paradigma secular de discurso, mas sempre tinha que aturar sempre me pedindo “evidências” por minhas crenças.”

    Me parece realmente inteligente igualar a sua crença (ou falta dela) a quem você está debatendo a fim de tornar o debate mais “igual”.

    Eu ainda continuo achando que em termos gerais o agnosticismo e o deísmo são mais confortáveis que o ateísmo e teísmo, porém entendo sua tomada de posição. Queria um dia poder conversar contigo sobre as coisas que rolaram desde aqueles tempos de orkut.

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