O fundamentalismo doentio de Daniel Sottomaior

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Na página inicial da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior lança seu show de ilusionismo, quase hipnótico. Milton Eriksson, um dos promotores da ressignificação, iria adorar. Para mim, é apenas um passatempo de busca de trucagens.

Como agnóstico, posso dizer com gosto que essa figurinha nem de longe me representa. E no dia em que eu precisar de representação deste nível, a coisa vai estar feia. E bota feia nisso.

Mas voltando ao texto, que foi publicado na Folha de São Paulo, sob o título “O fundamentalismo nosso de cada dia nos dai hoje”.

Segundo Ives Gandra, em recente artigo nesta Folha (“Fundamentalismo ateu”, 24/11), existe uma coisa chamada “fundamentalismo ateu”, que empreende “guerra ateia contra aqueles que vivenciam a fé cristã”. Nada disso é verdade, mas fazer os religiosos se sentirem atacados por ateus é uma estratégia eficaz para advogados da cúria romana. Com o medo, impede-se que indivíduos possam se aproximar das linhas do livre-pensamento.

Sottomaior afirma que “não é verdade” a afirmação de que “fundamentalistas ateus” estariam empreendendo “guerra ateia contra aqueles que vivenciam a fé cristã”.

Claro que é verdade, em todos os níveis. O ateísmo de Richard Dawkins é um ateísmo focado em retórica de ódio contra os religiosos. Neste texto, “A Retórica do Ódio – Parte 1 – O Enigma do Ódio” (aliás, preciso dar sequência a esta série), Sam Harris diz o seguinte: “Então, ridicularização pública é um princípio. Uma vez que você deixa de lado o tabu que é criticar a fé e exige que as pessoas comecem a falar com sentido, então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas fará nós começarmos a rir na cara das pessoas que acreditam aquilo que Tom DeLays, que Pat Robersons do mundo acreditam. Nós vamos rir deles de uma maneira que será sinônimo de excluí-los do nossos salões do poder.”

Só isso já refuta a simulação de inocência de Sottomaior. Lembremos a afirmação “não há guerra de ateus contra religiosos”. Com certeza há. Uma guerra cultural. E mostrei provas.

Agora, a coisa começa a ficar mais divertida, e realmente confesso que ele se empenhou em combinar vários truques de uma vez:

É bom saber que os religiosos reconhecem o dano causado pelo fundamentalismo, mas resta deixar bem claro que essa conta não pode ser debitada também ao ateísmo.

É aqui que vou começar a mostrar a vocês o que é CONTROLE DE FRAME, e como essa é uma técnica que os esquerdistas DOMINAM, e que, se quisermos esmagá-los em debates, temos que dominar também. (Não significa que tenhamos que falsificar conceitos como eles fazem, mas sim saber demolir cada tentativa de falsificação e colocá-los em seus devidos lugares)

O Controle de Frame é a arte de DOMINAR o uso das ressignificações a seu favor. Simples assim. E as ressignificações são “métodos utilizados em neurolingüística para fazer com que as pessoas possam atribuir ‘novo significado’ a acontecimentos, fatos ou conceitos pela mudança de sua visão de mundo.”

A essência do texto do Sottomaior é o uso da ressignificação. E ele fará várias vezes.

Vejamos. Ele tenta modificar o fato real, que é o “ataque de vários neo ateus a religiosos” (o que já está mais do que comprovado) e ressignifica para “fazer os religiosos se sentirem atacados por ateus”. Neste caso, seria o Ives Gandra o culpado.

Se aceitarmos a idéia de Sottomaior, ele controlou o frame. E está obtendo benefício com isso.

No caso de alguém refutar o texto dele na Folha, bastaríamos reverter a tentativa dele controlar o frame. Basta mostrar o fato dizendo que não é preciso “fazer religiosos se sentirem atacados por ateus”, e daí em diante só mostrar as evidências de que os ataques ocorrem.

Mas existem mais tentativas dele, como abaixo:

Os próprios simpatizantes dos fundamentos do cristianismo, que pregam aderência estrita a eles, criaram a palavra “fundamentalista”. Com o tempo, ela se tornou palavrão universal. O que ninguém parece ter notado é que, se esses fundamentos fossem tão bons como querem nos fazer crer, então o fundamentalismo deveria ser ótimo!

Nova tentativa de controlar o frame!

Notem que ele pegou a expressão “fundamentalista”, que é aderência aos princípios fundamentais, e RESSIGNIFICOU para o termo “fundamentalista” usado por anti-religiosos para definir aqueles “fanáticos por uma crença a ponto de atacarem o outro grupo”.

Até o momento temos o significado original de fundamentalismo, que pode ser aplicado tanto a ateus quanto a religiosos, que é “aderência estrita a fundamentos”. Ou seja, pode-se estar aderente ao fundamento da não existência de Deus ou até da dúvida da existência em Deus, ou aderente ao fundamento da existência de Deus, ou mesmo da ressurreição de Cristo. Quer dizer, basta existir um paradigma, e aderência a este paradigma, para alguém poder ser fundamentalista. Isso no sentido ORIGINAL da expressão!

Entretanto, o sentido pejorativo, aquele usado por neo ateus, foi USADO DA MESMA FORMA por Ives Gandra.

Marotamente, Sottomaior finge não perceber isso, e começa a tentar confundir o leitor.

Veja a sequência:

Reconhecer o fundamentalismo como uma praga é dizer implicitamente que a religião só se torna aceitável quando não é levada lá muito a sério, ideia com que enfaticamente concordam centenas de milhões de “católicos não praticantes” e religiosos que preferem se distanciar de todo tipo de igrejas e dogmas.

Uau! Nova tentativa de controlar o frame.

Para facilitar, vamos utilizar duas siglas aqui: S1, para significado original de fundamentalismo, e S2, para significado pejorativo.

Em S1, temos o significado de alguém aderente a determinados princípios. Em S2, um grupo que é aderente aos seus princípios de maneira tão doentia a ponto de odiar qualquer outro que não é aderente a ele. Ou seja, islâmicos que odeiam cristãos, cristãos que odeiam islâmicos, evangélicos que odeiam católicos, católicos que odeiam evangélicos e… ateus que odeiam religiosos. Simples assim.

O truque de Sottomaior é exatamente o seguinte: no momento em que Gandra atribui aos neo ateus o significado S2, ele finge que na verdade o significado era o S1, que é a simples aderência a uma crença. E então simula que Gandra “reconhece o fundamentalismo como uma praga”. A partir daí só surgem desonestidades como fingir que o religioso teria dito que “religião só se torna aceitável quando não é levada muito a sério”.

Mas na verdade Ives Gandra não criticou o fundamentalismo S1, somente S2.

E notem que Sottomaior não cansa das trucagens, logo a seguir:

Já o ateísmo é somente a ausência de crença em todos os deuses, e não tem qualquer doutrina. Por isso, fundamentalismo ateu é um oximoro: uma ficção ilógica como “círculo quadrado”.

Se vocês observarem, ele tenta controlar o frame a favor dele sempre ressignificando. Espero que, na quarta vez em que mostro o truque em um único texto, vocês já tenham pego o “jeitão” da coisa. Não há algo de intelectual a ser analisado no discurso neo ateu, e sim um exercício de puzzle no qual temos que achar os truques por parágrafo. Não há parágrafo sem truques extremamente desonestos.

Veja, com atenção, esse exemplo sintomático: ele tenta enganar o leitor dizendo que ateísmo é “ausência de crença em todos os deuses” e “sem qualquer doutrina”. Mas Gandra não se referia “aos ateus”, mas aos “ateus militantes”. Esses é que foram chamados de fundamentalistas ateus.

Ora, se ateísmo é só “ausência de crença em todos os deuses”, uma ressignificação igualmente desonesta poderia ser feita para dizer que teísmo é só “ausência de crença em no discurso central ateísta”. Logo, duas expressões “ausência de crença” poderiam ser similares e todo mundo então não teria CRENÇA ALGUMA, bastaria ressignificar.

Vejam a que nível ele chega.

Mas, quebrando a tentativa de controle de frame dele, o fato é que é ateísmo é tanto “ausência de crença em deuses” como teísmo é “ausência de crença no centro do discurso neo ateu”. Uma maneira ressignificada e desonesta de dizer “eu não acredito em Deus” e, respectivamente, “eu acredito em Deus”.

Que neo ateus tenham feito tal ressignificação e a utilizem como mantra já é sintomático de que neo ateus são sim fundamentalistas do tipo S2, exatamente aqueles denunciados por Ives Gandra.

Vamos seguir:

Gandra defende uma encíclica papal dizendo que “quem não é católico não deveria se preocupar com ela”. No entanto, quando ateus fazem pronunciamentos públicos preocupa-se tanto que chama isso de “ataque orquestrado aos valores das grandes religiões”. Parece que só é ataque orquestrado se for contra a religião. Contra o ateísmo, “não se preocupem”.

Se existem vários grupos neo ateus juntos para tentar tirar crucifixos das repartições públicas, obviamente esse é um “ataque orquestrado”, e novamente Ives Gandra está correto, ao contrário de Sottomaior. Como não tem evidência de “inexistência de ataque orquestrado”, ele inventa um factóide, tentando simular que para Ives Gandra está ok “ataque orquestrado contra ateísmo”. Mas não existe nada disso no texto de Gandra.

Aqui não há ressignificações mais, e sim apenas uma mentira. É o tal negócio. Se neo ateu não faz truques, então apela para a mentira. Sempre é assim.

Mais:

Aparentemente, para ele os ateus não têm os mesmos direitos que religiosos na exposição de ideias.

Mais uma vez, ele tenta inventar uma intenção que não existe em Ives Gandra. Na verdade, neo ateus tem pleno direito de expor suas idéias. O que parece é exatamente o oposto. Sottomaior parece achar que os religiosos não tem o direito de expor suas idéias. Mesmo quando estes reconhecem fatos cabais, o de que ateus raivosos estão unidos contra a religião e, por isso, é natural que os religiosos se conscientizem disso.

Sigamos:

A religião nunca conviveu bem com a crítica mesmo. Já era hora de aprender. Se há ateus que fazem guerra contra cristãos, eu não conheço nenhum. Nossa guerra é contra ideias, não contra pessoas.

Mas o que vimos é exatamente o contrário.  É Sottomaior, neo ateu, que não está convivendo bem com a crítica de Gandra, e escreveu um dos textos recordistas de desonestidades da Internet.

Desesperadamente, ele diz que “não conhece nenhum” ateu em guerra contra cristãos, o que é evidência anedota, e, pior, vindo da parte interessada. É um discurso tão válido quanto o Nem, traficante preso no morro, dizer que “não vi nenhum tráfico de drogas ocorrendo aqui”. Sinceramente, Sottomaior, está cada vez mais fácil te desmascarar!

Em seguida, ele diz que a guerra é “contra idéias”, não “contra pessoas”, mas o discurso de Sam Harris, apoiado em uníssono pelos neo ateus, diz exatamente o oposto. A ridicularização é “contra pessoas ” para “tirá-las dos círculos do poder”. Portanto, a alegação de inocência de Sottomaior vai para o ralo de novo.
O show não pára:

Os ateus é que são vistos como intrinsecamente maus e diuturnamente discriminados pelos religiosos, não o contrário. Existem processos movidos pelo Ministério Público e até condenação judicial por causa disso.

Não existem evidência de que “ateus são vistos como intrinsecamente maus” em maior quantidade do que “teístas são vistos como intrinsecamente maus” pelos grupos adversários. Aqui, é alegação sem evidências. Não serve.

E o fato de “processos movidos” ou “condenação” não dá nenhuma evidência de que exista maior discriminação de religiosos contra ateus do que de ateus contra religiosos.

Quer dizer, o ceticismo já não existe mais em Sottomaior… Ele vai alegando, alegando, inventando factóides, e resta a ele torcer para não ser questionado. Para ele, é uma pena que estou aqui…

Mais:

O jurista canta loas ao “respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade”, mas aqui também pratica o oposto do que prega: ele está ao lado da maioria que defende com entusiasmo que o Estado seja utilizado como instrumento de sua própria religião.

Aqui é de novo tentativa de ressignificação. O fato de preservar os valores da religião majoritária, e que é base cultural para um país, NÃO IMPLICA usar o estado como instrumento da religião. Pelo contrário, a preservação de valores não interfere no estado laico. *bocejos*

Agora ele apela ao drama:

Para entender como se sente um ateu no Brasil, basta imaginar um país que dá imunidade tributária e dinheiro a rodo a organizações ateias, mas nenhum às religiosas; que obriga oferecimento de estudos de ateísmo em escolas públicas, onde nada se fala de religião. Um país que assina tratados de colaboração com países cuja única atividade é a promoção do ateísmo; cujos eleitores barram candidatos religiosos; que ostenta proeminentes símbolos da descrença em tribunais e Legislativos (onde se começam sessões com leitura de Nietzsche) e cuja moeda diz “deus não existe”.

É nesse ponto em que eu vejo que diferença fez eu ter aprendido na infância que é importante ter VERGONHA NA CARA. Além disso, ter DIGNIDADE e HONRA.

Sottomaior parece não entender características assim. Meu caráter, por exemplo, mostraria que se eu fosse teísta e estivesse em um país de cultura ateísta, NÃO IRIA DAR A MÍNIMA. O raciocínio de alguém minimamente digno seria: “é a cultura deles”.

Estou em um hotel esses dias, e vi uma Bíblia aqui. Não fiquei choramingando pelos cantos e pensei: “é a cultura da região”.

Eu não sou nem ateu e nem teísta, e não me incomodo em ver pessoa cantando músicas religiosas em um país de cultura cristã, da mesma forma que não me incomodo em ver uma moeda dizendo “Deus não existe” em um país de cultura ateísta.

Se ele se sente mau em viver em um país de cultura cristã, isso é um PROBLEMA DELE, que teria sido resolvido com uma educação de qualidade oferecida pelos pais dele. Com uma educação baseada em valores de qualidade, ele talvez aprenderia a respeitar a cultura dos outros, principalmente se esta cultura fornece as bases de um país.

Mas é uma ilusão achar que esquerdistas entendem o significado de coisas como honra e dignidade.

A conclusão dele não poderia ser mais pífia:

E depois os fundamentalistas que fazem ataque orquestrado somos nós.

Claro que é um fundamentalista. Mas não apenas o fundamentalista de aderência aos princípios do ateísmo. Sottomaior é fundamentalista do pior tipo, do tipo a que Ives Gandra se referia.

Isso não é um problema dos ateus, mas sim um problema dos neo ateus e humanistas seculares.

Sottomaior tem tamanho ódio dos religiosos que mente sem parar e executa truques em ritmo de bate-estaca (como mostrei aqui, só de ressignificação foram umas 5 ou 6 tentativas, todas absurdamente desonestas).

E, com a maior cara de pau, ainda tenta se fazer de “coitadinho” ou “vítima de opressão”. Opressão esta que não existe. Pois, se existisse o mínimo traço de opressão a “neo ateus”, Sottomaior teria tomado uma cuspida no olho, no mínimo, por ser tão desonesto.

Mas essa desonestidade patológica que esmiucei neste texto é um sintoma óbvio que ele é um fundamentalista. Do tipo mais perigoso.

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21 COMMENTS

  1. Luciano, com a sua perspicácia, você percebe claramente os estratagemas utilizados, nas entrelinhas, por neo ateus como o tal Sottomaior. Com a sua imensa acuidade intelectual, você visualiza, acuradamente, todas as fraudes e desonestidades dialéticas capciosamente perpetradas por gente, como o já citado esquerdista gramsciano.

    Mas, na minha opinião, a sua maior virtude e grandeza reside na forma magistral e habilidosa de desmascarar essa gente, expondo os ardis com eles que, malandramente, trapaceiam nas idéias, distorcem os fatos, transmutam significados e mentem descaradamente.

    Esse seu artigo desmonta, brilhantemente, a armadilha intelectual engendrada pelo esquerdista-neo-ateu-gramsciano, Sottomaior, fazendo-o cair, humilhado e desmascarado, na própria arapuca.

  2. Como diz aqui em Minas Gerais, NÉ PUSSIVE!!!
    Esse Sottomayor tá beirando a psicose de tanta mentira que ele contou naquele texto.
    Me lembrou aquela série de vídeos bem antiga, do Sottomayor num progama de TV, falando cada asneira e infantilidade, que era de dar dó do sujeito.

  3. Muito bom, tem tanta coisa que eu deixaria passar se não fosse sua análise minuciosa, parabéns.Quando eu descobri seu site ele já estava em hiato, mas lendo os textos antigos dá para perceber uma melhora.Gostaria que qualquer dia você indicasse a bibliografia que gerou esse aprimoramento.
    Abraços.

    • Lance, obrigado pelas palavras. Cara, em termos de livros vou indicar algumas literaturas não usuais.
      – Jogos Políticos nas Empresas
      – Office Politics
      – Arguing with Idiots, de Glenn Beck
      – Games People Play, de Eric Berne
      – Todos os livros de Ann Coulter e Olavo de Carvalho
      E muitos outros.
      Mas nessa abordagem em ADICIONO um componente que no restante do material político eu não vejo, que é o uso do ceticismo. E quanto a isso eu uso as fontes tradicionais de ceticismo, incluindo Carl Sagan (mas eu filtro e elimino as bobagens humanistas, por exemplo)
      Para se ter uma idéia, leio muito sobre Psicologia Evolutiva, de Desmond Morris a Richard Dawkins (menos Deus um Delírio).
      Um dia eu farei um post só com dicas de leitura.
      Abraços, LH.

  4. Desonestidade por desonestidade seu texto ganha de longe do texto que critica.
    E se está tão convencido dos seus argumentos,não vejo problemas,pois o que não
    existe no seu texto é uma justificativa lógica e racional para adotar o tão aclamado
    “respeito pela cultura dos outros”.Respeito pelo respeito não se justifica,você critica
    a tal da esquerda(aliás na sua cabecinha ateus ou “neo” ateus são todos de esquerda)
    mas usa um argumento só encontrado no meio deles. “Os valores cristãos são a base
    da sociedade”. Isso é justificativa para preservá-los todos? Ideias ruins tem sim que ser
    eliminadas,chame isso de guerra e fundamentalismo o quanto quiser,o que está em
    jogo não é o respeito às ideias,pois estas não precisam disso,elas não tem sentimentos.
    São as pessoas que devem ser valorizadas e apreciadas,e essa função pode até ser
    exercida por muitos que se dizem religiosos,mas não há um bem que essas pessoas
    façam em nome da religião que não possa ser feito sem a influência imunda dos defeitos
    que a própria religião traz como bagagem,e que acabam apagando boa parte do bem
    que realmente poderia ser feito.

    De um ateu não esquerdista, que não precisa julgar de desonesto quem pensa diferente
    sem apresentar nenhuma evidência para isso.

    • Só deixei seu post passar para te humilhar, pois você é tão desonesto quanto o Sottomaior.

      Se meu texto ganha “de longe de desonestidade”, o curioso é que você não mostrou manipulações que teriam sido feitas por mim. Em relação a teu líder Sottomaior, mostrei mais do que 10 manipulações desonestas em um único texto.

      Portanto, o que temos em você é um ateu choroso e revoltado por ter visto seu líder desmascarado. Vai chorar na cama que é lugar quente.

      Quando você diz que “respeito pelo respeito não se justifica” tenta fingir que eu teria dito isso em meu texto, e jamais fiz isso. Eu não cobrei teu respeito à religião, e estou cagando e andando se você a respeita ou não. Eu mostrei que os religiosos tem tanto direito de se incomodar com os ataques anti-religiosos, assim como os ateus tem o direito de se incomodar com ataques anti-ateus. Ora, bolas, qual o motivo de teu choro?

      O engraçado é que você parece não ter firmeza de opinião em nada que diz. Aprenda uma coisa: se quer debater, TENHA UM FOCO.

      Portanto, meu texto não se propôs a dar uma justificativa lógica e racional “para adotar o tão aclamado ‘respeito pela cultura dos outros'”. Ao tentar fingir que eu disse isso, você mentiu também. (Está explicado. Discípulo de Sottomaior está tentando seguir o chefe.)

      Outra mentira tua. Você diz que afirmo que ‘ateus ou “neo” ateus são todos de esquerda’. Vá mentir na casa do c…. Eu não disse “ateus são todos de esquerda” mas sim “neo ateus são todos de esquerda”. Quando você tenta enrolar o leitor fingindo que eu falei “ateus e neo ateus” está claramente tentando enrolar a platéia.

      Se eu digo que “Os valores cristãos são a base da sociedade”, não significa que estou dizendo que isso é MOTIVO PARA PRESERVÁ-LOS. Pare de ser desonesto. Isso significa que eu disse que é justificável que os cristãos fiquem incomodados quando neo ateus tentam ELIMINAR esses valores.

      Quando você diz que “ideias ruins tem sim que ser eliminadas”, o mesmo vale para os neo ateus. Se as idéias dos neo ateus são ruins, temos que eliminá-las, oras. A guerra é de lado a lado.

      Quando você diz que “o que está em jogo não é o respeito às ideias,pois estas não precisam disso,elas não tem sentimentos”, isso não está em oposição a nada do que escrevi, pois eu não pedi teu “respeito” a ideia alguma. Aliás, quem te disse que eu espero qualquer tipo de atitude de neo ateus? Eu espero O PIOR de vocês, assim como espero o PIOR de qualquer tipo de fraudador…

      Meu texto não é focado em PEDIR coisas a neo ateus. Não se iluda.

      Aqui mais uma.

      Se você diz que a religião tem “influência imunda”, isso é papo de neo ateu esquerdista, portanto é o que esperamos ouvir de você. Mas um desabafo neo ateu não é um argumento.

      O mais engraçado é quando você diz que é um “ateu não esquerdista”.

      Claro que é um esquerdista. É um humanista. E, como já mostrei várias vezes, todo humanista é um esquerdista. Talvez você não seja comunista (não tenho certeza), mas não é o fato de não ser comunista que prova que você não é esquerdista.

      Enfim, mostrei que você é desonesto, mente compulsivamente, exatamente igual Sottomaior. Se vier com trucagens de novo, nem adianta postar, pois o post não vai passar.

      • “Vá mentir na casa do c….”

        Huahuahauhauahua…

        Não só esta parte entre parênteses mas todo o texto de refutação foi bom demais. Não deixou nenhuma brecha e fez um sub-artigo. Ou seja, esta refutação é uma extensão da refutação do Sottomaior no presente artigo. Bem legal!

  5. Infelizmente Daniel está sózinho nessa, não consegue formar um grupo sólido, pois para isso precisaria
    de de muito dinheiro e o mais dificil é reunir ateus que acredite em um lider e colaborem , tambem não consegue recursos publicos pois somos uma minoria que não interessa aos politicos, pois não temos votos suficiente para eleger ninguem, mas que estamos caminhando para um rumo perigoso não resta dúvida, pois a junção das duas piores coisas que existem, a religião e a politica,estão nos levando a um caminho sem volta.

  6. O seu texto, da forma mais deliberada possível, tenta fazer as mesmas ressignificações, à qual você acusa o Daniel Sottomaior de utilizar-se descaradamente. Mas se a pessoa tem domínio de suas faculdades cognitivas, e tem domínio de hermenêutica, perceberá que o vosso texto é apenas uma concentração de ódio, e subseqüente tentativa de cegar as pessoas em relação aos que professam o ateísmo. Não é pelo de ser ateu, que peremptoriamente a pessoa tenha de fazer parte de uma dita “esquerda” ou “direita” (rótulos tão genéricos quanto a sua visão em relação aos descrentes). E se muitos perceberem com calma, você utiliza-se de neurolinguistica reversa, no que diz respeito a forma lírica como o texto vem a se estruturar. Utilizando-se de apelos emocionais, e de uma pseudo-defesa com cunho antropológico, você visa descreditar os ateus mediante esse fator. O único que realmente está tentando empregar uma guerra contra pessoas é o senhor Luciano Ayan. Ainda mais, você paga um papel ridículo ao culpar a LHS. A prova maior que o secularismo não influência nos valores de uma sociedade, está à vista nos países da Europa onde os índices de criminalidade são baixos. À exemplo temos a República Tcheca, Eslovênia, Noruega, Finlândia, Islândia, Suécia e dentre outros, são sociedades que provam a honestidade e deveres de um povo, mesmo que esse não venha a se relacionar com os preceitos religiosos.

    • Rafael,

      Obviamente, você tenta mentir o tempo todo. Você disse que tento “fazer as mesmas ressignificações”, mas não prova-as. Também finge que ataco “os ateus”, o que é mentira. REfutei os neo ateus, e não os ateus. Eu não disse que “ateus são de esquerda”, mas não “neo ateus são de esquerda”. Putz! Descobri umas 3 ou 4 mentiras tuas até agora. Quer que eu prossiga mostrando tua desonestidade? Toda e qualquer tentativa em que modificou o termo “neo ateu” por “ateu” é uma prova de que você é desonesto. Esse é o perfil dos esquerdistas. Aliás, os países europeus são seculares, mas possuem uma origem cultural… religiosa. Se hoje a esquerda implementou a anti-religiosidade em vários países de lá, isso não significa que é por causa da anti-religião que ficaram sem violência. Aqui é um discurso falacioso teu. Tente outra, Rafael. Abs, LH

      P.S.: A parte em que você tentou ler minha mente e disse que “nota-se ódio” é tão ridícula que não merece comentários. Leitor de Sottomaior é isso aqui. Aparece aqui, mente o tempo todo e acha que está fazendo presença. Está só confirmando mais meu post.

      • Luciano,

        Lendo o teu texto eu realmente não sei em que mundo – ou país – tu vives ultimamente ! Indepente das considerações “técnicas” a respeito do texto do Sottomaior, ou das considerações técnicas dele a respeito do texto do Ives, a VERDADE é que se você se manifestar “ateu” ou “agnóstico” em qualquer círculo social deste país será olhado com espanto, desdém e até hostilidade ! E isso se intensifica quanto maior ou mais importante for o círculo social que se estiver analisando ! Então, tu até podes ter acertado “tecnicamente” sobre o que Sottomaior tentou fazer, te confesso que isso realmente não me interessa, mas tuas palavras tentaram distorcer a realidade social, cultural e política em que vivemos neste país !

        Pode-se dizer que tu construiu um texto em sofisma, algo tão antigo quanto a filosofia grega, e que nesse objetivo/significado do teu texto tu utilizou “modernas” técnicas como o tal “controle de frame”. Balela para lá e para cá, tudo não passou de so-fis-ma !

        Quanto ao texto do Sottomaior, é bem plausível que ele tenha propositalmente confundido o significado de “fundamentalista” – entre crer em “fundamentos” e aderir a práticas de “fanatismo”. Mas a coisa toda só fica nisso: tua SUPOSIÇÃO ! Para provar essa suposição tu utilizas as mesmas técnicas que acusas ele de usar, então não é prova de nada ! Vazio…

        Por outro lado, temos a realizadade de um grande jurista brasileiro se dar ao trabalho de escrever extenso texto cujo principal fundamento (aqui no sentido de base, origem, tá?) é classificar ateus e agnósticos com agressores, de um lado, e os fiéis ou crentes como agredidos, de outro. Essa é a QUESTÃO CENTRAL ! Todo o resto é retórica, pode ser tua ou do Sottomaior, com o agravante que tu abusou do sofismo… 🙂

        Em um país que deveria ser “laico”, vemos que um grande jornal dá espaço para alguém publicar um texto com esse objetivo/significância. E que alguém IMPORTANTE se dedica a esse tema, como se fosse a origem para os problemas que aqui vivenciamos. Ou seja, encontra-se COMPROVADO aí o que eu disse no parágrafo acima: quanto maior e mais importante o círculo social, mais intensa se vê a discriminação contra ateus e agnósticos ! O Brasil tenta de todos os modos se mostrar respeitador de “todas as religiões”, mas tu só será respeitado se tiver uma… Caso contrário vais ser espezinhado, humilhado e discriminado. Onde tu vives não tem isso ?! Que bom para ti, mas nós que vivemos no Brasil e não temos uma “religião” ou “crença” não temos essa sorte. É um grande país onde os crentes – católicos, evangélicos, umbandistas – aprenderam a se respeitar e conver entre si, passam na rua e se cumprimentam amistosamente, sempre com a máxima de “cada um crê do seu jeito”. Muito bom isso, por um lado não temos aqueles grandes conflitos tipo judeus / palestinos, ou ainda católicos / protestantes na Irlanda. Tudo funciona bem, até tu aparecer e dizer que não acredita em deus, não acredita nas práticas que se usam para mistificá-lo e adorá-lo. Aí o caldo entorna…

        Então, sugiro ao amigo que vá para a rua e diga abertamente que é “agnóstico” (mas deixe claro que é uma forma de dizer “não acredito em deus”) e comece a sofrer na pele as reações que advirão ! Aí talvez tu escrevas um texto mais adequado a nossa realidade, sem recorrer a sofismas, e que venha a trazer algum conteúdo e significado a questão em voga.

        Abraço.

      • Regis faz todo um cirquinho, mas que não se sustenta…

        Lendo o teu texto eu realmente não sei em que mundo – ou país – tu vives ultimamente ! Indepente das considerações “técnicas” a respeito do texto do Sottomaior, ou das considerações técnicas dele a respeito do texto do Ives, a VERDADE é que se você se manifestar “ateu” ou “agnóstico” em qualquer círculo social deste país será olhado com espanto, desdém e até hostilidade!

        Qual o problema em ser olhado com espanto e desdém? Até quando se tem um gosto musical diferente da maioria, isso acontece. Por exemplo, vá em um local popular e experimente dizer que gosta de Michel Teló. Agora experimente dizer que gosta de Memento Mori. Isso não é sinônimo de discriminação. Eu sou ateu, e entendo perfeitamente que os cristãos achem isso estranho.

        mas tuas palavras tentaram distorcer a realidade social, cultural e política em que vivemos neste país !

        Demonstre em qual trecho de meu texto há tal distorção…

        Quanto ao texto do Sottomaior, é bem plausível que ele tenha propositalmente confundido o significado de “fundamentalista” – entre crer em “fundamentos” e aderir a práticas de “fanatismo”. Mas a coisa toda só fica nisso: tua SUPOSIÇÃO ! Para provar essa suposição tu utilizas as mesmas técnicas que acusas ele de usar, então não é prova de nada ! Vazio…

        Já errou! Toda a base dos textos de Sottomaior é baseada nos autores neo ateus, que fazem esse truque de rótulos (fundamentalista=fanático). Aliás, Sottomaior usa o argumento “É bom saber que os religiosos reconhecem o dano causado pelo fundamentalismo, mas resta deixar bem claro que essa conta não pode ser debitada também ao ateísmo.”, o que deixa claro que não foi SUPOSIÇÃO de minha parte. Ele tenta implantar os rótulos em seus adversários, conforme falei.

        Por outro lado, temos a realizadade de um grande jurista brasileiro se dar ao trabalho de escrever extenso texto cujo principal fundamento (aqui no sentido de base, origem, tá?) é classificar ateus e agnósticos com agressores, de um lado, e os fiéis ou crentes como agredidos, de outro.

        Qual o problema em um cristão escrever um texto acusando os ateus de agressores? Isso só poderia ser invalidado se NÃO EXISTISSEM textos ateístas acusando teístas de agressores. Portanto, aqui sua afirmação é irrelevante em seu “case”.

        Em um país que deveria ser “laico”, vemos que um grande jornal dá espaço para alguém publicar um texto com esse objetivo/significância. E que alguém IMPORTANTE se dedica a esse tema, como se fosse a origem para os problemas que aqui vivenciamos. Ou seja, encontra-se COMPROVADO aí o que eu disse no parágrafo acima: quanto maior e mais importante o círculo social, mais intensa se vê a discriminação contra ateus e agnósticos!

        Mais bobagem. O fato do Ives Gandra denunciar os ateus:
        1 – não viola nenhum princípio do estado laico (demonstre que isso é contra o estado laico)
        2 – não significa discriminação contra ateus e agnósticos

        Eu, como ateu, não me senti atingido pelo texto do Gandra.

        Enfim, você não comprovou discriminação contra ateus.

        O Brasil tenta de todos os modos se mostrar respeitador de “todas as religiões”, mas tu só será respeitado se tiver uma… Caso contrário vais ser espezinhado, humilhado e discriminado. Onde tu vives não tem isso ?! Que bom para ti, mas nós que vivemos no Brasil e não temos uma “religião” ou “crença” não temos essa sorte… Tudo funciona bem, até tu aparecer e dizer que não acredita em deus, não acredita nas práticas que se usam para mistificá-lo e adorá-lo. Aí o caldo entorna…

        Já fiz esse “teste” várias vezes e nenhuma vez o caldo entornou. Não tente nos enrolar com esse vitimismo. Não há discriminação contra ateus no Brasil. Aliás, o Brasil é um país que respeita bem a negação À religião. Nunca fui “espezinhado, humilhado e discriminado” pelo meu ateísmo. Na boa, não é aqui que você vai conseguir enfiar goela abaixo dos outros seus truques de vitimismo.

        Ah, mas você não é “convidado para reuniões de cristãos”. E daí! Reuniões específicas de ateus também não convidam cristãos. Isso não significa discriminação, mas gregarismo. Se você se incomoda com tão pouco, teu problema é carência emocional, e não comprovação de discriminação contra ateus.

  7. Olá Luciano!

    Não sei se você viu esse vídeo do Olavo de Carvalho, mas ele diz miutas coisas sobre o ateísmo militante que você já vinha dizendo há muito tempo aqui no blog. Confira:

  8. Esse blog está acabando com a minha vida. Não consigo fazer mas nada!! Apesar de que eu tive alguma dificuldade de acompanhar o raciocínio na primeira leitura. Realmente esses truques passam “despercebido” quando não são analisados com uma lupa cética bem polida.

    Agora, eu tomo a ousadia para fazer um sugestão com relação a um trecho, ei-lo: “[…] então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas fará nós começarmos a rir na cara das pessoas[…]”

    Eu acredito que a concordância ficaria melhor se a expressão fosse reescrita para: “[…] então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas fará com que comecemos a rir na cara das pessoas […]”.

  9. sim é verdade, esses dias entrei na pagina do ATEA porque vi as ideias serem “pregadas” de forma bem incisiva, com palavras as vezes até de baixo calão, agredindo e ridicularizando ao extremo religiões, não concordo com algumas praticas de religiosos, nem de neo-ateus como o sottomaior, entrei na pagina para exigir respeito e mais seriedade na hora de tratar do assunto, e não só isso!, assim como o dinheiro que entra na associação e que ninguém sabe de que forma é usado também, critiquei,critiquei, após isso logicamente fui recebido a “tiros” e “pedradas”, o que resultou no meu banimento da pagina, mas, naum foi isso o que mais me marcou,o que fiquei mais horrorizado!, foi como me responderam,como me xingaram, e me ridicularizaram de várias formas, e quando cobrei exatamente o que eles “lutam” que é igualdade e democracia, a resposta que me veio foi “A PAGINA DA ATEA NÃO TEM NENHUMA OBRIGAÇÃO EM POSSUIR CARÁTER DEMOCRÁTICO”, hahahahaha!, é ai que paro pra pensar, que a igualdade a qual o senhor Daniel Sottomaior busca não é a verdadeira igualdade, e sim querer “enfiar garganta abaixo” suas ideias e querer mudar a todo custo a cabeça de TODOS fazendo assim de qualquer pessoa um ATEU, o que ele quer não é respeito ou um espaço aos ateus na sociedade e sim todo o controle da mesma.

  10. Cara, você é um babaca. Este é um comentário exatamento no nível deste pretenso paper que você regurgitou. Caso produza algo com um mínimo de consistência, terei prazer em comentar, aqui.

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