Usando o controle de frame para demolir esquerdistas desonestos

19
103

Ao estudar Dinâmica Social, descobri algo que é usado em muitos jogos, de forma instintiva, intuitiva ou programada. Ao estudar a Psicologia Evolutiva e entender perfeitamente onde isso se encaixa, conseguimos notar por que certos grupos exercitam dominância sobre outros sem necessariamente usar a força física.

A consequência seria inevitável: isolar esse fenômeno social, observado em todas as espécies animais, que é o controle de frame.

Ao estudarmos o controle de frame, todas as técnicas executadas pelos esquerdistas, por exemplo, começam a ser vistas com outro olhar. E obviamente podemos fazer o controle de frame também e IGUALAR o jogo ou SUPERÁ-LOS.

Naturalmente, como eles estão levando vantagens ao implementar truques durante suas iniciativas, tremem de medo de perder esse controle pelo fato de que o CERNE do evento (o de controlar o frame) é o que está sendo estudado.

Mas eu não esperava que um deles reagisse de forma tão insana, perdendo todo e qualquer limite do ridículo, fantasiando a respeito de tudo. Enfim, mais uma tentativa de controle de frame esquerdista que desmascararei. No caso, a figura chama-se Bruno, com perfil humanista/neo ateu, o que, como já mostrei várias vezes aqui, é apenas uma variação do perfil esquerdista.

Parece que ele está enfurecido com o fato de que não só vou usar o controle de frame, como eles fazem, como também vou ENSINAR os conservadores a fazer o mesmo. É, ele tem motivos para estar preocupado.

Vamos investigar a tentativa de “refutação” dele já no novo paradigma de controle de frame?

Comecemos:

Agora ele tem a faca e o queijo na mão. Toda crítica que uma pessoa fizer à religião será respondida por ele, e por sua horda, como “Controle de Frame”. A Igreja protege membros pedófilos? É Controle de Frame. A moral religiosa tem falhas? É Controle de Frame. Ciência é razão? É Controle de Frame. Sabemos muito bem que Controle de Frame existe, mas agora ele será usado para rotular qualquer coisa que um ateu disser, assim como ele fazia com as falácias. TUDO será prontamente taxado como controle de frame, mesmo que não seja e mesmo sem provar isso. Isso é um atalho que poupa imbecis de debaterem de verdade.

Já errou tudo! Posso supor que, como neo ateu, a vida dele se baseia em tentar controlar o frame mentindo sobre os oponentes. Do meu lado o que posso fazer? Controlar o frame refutando todas as mentiras dele. Simples assim.

Ele diz que tenho “a faca e o queijo na mão”. Ele está certo nisso. Se ele tentar qualquer trucagem DURANTE as tentativas dele de controlar o frame, realmente tenho a faca e o queijo em minhas mãos. E qual o problema disso? Sou um especialista em auditoria e posso transferir conhecimento para identificação de fraudadores.

Vamos isolar as tentativas dele.

Ele diz que eu tenho uma “horda” que responde à qualquer crítica feita à religião. É uma tentativa dele mentir para a platéia, pois não há mensagens “defendendo a religião” desde que retornei aos meus posts. Aliás, é o contrário. O paradigma evolucionista que trago aqui DESAGRADA vários religiosos, especialmente os criacionistas.

Entretanto, ele afirmar a expressão “Igreja protege membros pedófilos”, e sem apresentar um argumento, é naturalmente uma tentativa de controle de frame. E já refutado.

A afirmação “ciência é razão” não necessariamente é uma tentativa de controle de frame, mas se Bruno fingir que “ele representa ciência” e “representa a razão”, obviamente seriam duas tentativas, e ambas refutadas. Pois o texto dele não demonstra um viés científico e nem racional. Aliás, nada do que ele escreve.

Em seguida, ele fica bravo e diz que identificar controle de frame seria um atalho para “poupar imbecis de debaterem de verdade”.

Mas ficar mentindo, criando espantalhos, que é SÓ o que Bruno sabe fazer, seria “debate de verdade”? É claro que não. Como vou mostrar aqui, não há um traço de debate no discurso dele, apenas propaganda bate-estaca sempre usando os mesmos truques, ressignificações, verbos não especificados, mudanças de modo e mudanças de categorias marotas. Em resumo, um prato cheio para um refutador.

O mais curioso é que ele acha que a refutação às mentiras dele é dizer “é controle de frame”. Nada mais falso. Controle de frame é a HABILIDADE a ser desenvolvida para, ao identificarmos TODAS AS MENTIRAS ditas por ele e a turma dele, executarmos um método afim de neutralizar/superar o poder psicológico criado pelo oponente durante a refutação às mentiras. Só isso.

Por outro lado, quando os religiosos usarem esse tipo de estratégia, eles estarão apenas se defendendo ou “falando ao coração”. Aaaaaaiii que meigo!!! Como criticar uma pessoa que usa uma estratégia suja que está se defendendo das pessoas que são realmente más e que ainda por cima se esconde sob o racionalizante estratagema neo-piegas de estar falando ao coração?

Ele tenta mentir dizendo que a estratégia de “falar ao coração” seria para “religiosos” (ele deveria ter dito conservadores, se fosse honesto). E, nesse caso, seria defesa.

Naturalmente, ele está fazendo simulação de falso entendimento, ou, de acordo com o guia de falácias, a falácia do espantalho.

Mas deixei claro em meu texto que “falar ao coração” seria refutar nossos adversários e apresentar nossas idéias e AO MESMO TEMPO transmitir essas refutações e idéias em uma LINGUAGEM ACESSÍVEL para o cidadão comum. Ou seja, ao invés de usar discursos empolados e complexos, transmitir a mensagem de forma a facilitar o ENTENDIMENTO. Não existe nada de piegas nisso.

Por exemplo, quando ele diz “Igreja protege pedófilo” e repete 600 vezes o jingle no Orkut ele não está usando um discurso complexo, mas sim “falando ao coração”. Não há nada de complexo nos jingles que Bruno profere em ritmo bate-estaca. Não há diferença entre a ação dele e a de um distribuidor de santinhos em eleição. Ele é um funcional de campanha esquerdista e faz seu trabalho proferindo frases de simples entendimento.

O que seria “falar ao coração” em uma refutação ao vigarista de esquerda? Simples. Bastaria dizer “quem disse que só há pedofilia na Igreja?”, e concluir com “ah, já sei, são os ateus radicais?”. Notaram? Frases simples, com nada de complexo.

É claro que o Bruno não gosta. Ele talvez esteja torcendo que para cada vez que ele proferir o jingle “Igreja é má, Igreja protege pedófilo”, os seus oponentes respondessem com um discurso complexo. Mas como esse discurso complexo NÃO SERIA OUVIDO pela massa, ele ganharia o jogo. Quando ele tentar mentir sobre a gente com discurso ACESSÍVEL para a massa, vamos chamá-lo de mentiroso, mostrar a mentira em um discurso TAMBÉM ACESSÍVEL para a massa. Assim, somente assim, tiramos dele a vantagem no jogo.

Logo, não existe nada de “piegas” em usar discurso acessível, que cravará mensagens no sistema límbico profundo da maioria da platéia (é a isso que chamei de “falar ao coração”).

Como prometi, mostraria que Bruno caiu em ao menos uma das duas opções: (1) ou errou em tudo e tentou me refutar atabalhoadamente, mostrando arroubos de insanidade, (2) está tentando controlar o frame mentindo em quantidade ainda maior do que faz normalmente. Ou até uma mistura das duas opções.

Sigamos:

Um escudo contra críticas poderoso e uma lança poderosa, simultaneamente. Quando os ateus fizerem, são os desonestos controladores de frame. Quando ele fizer, é um bravo guerreiro usando as únicas armas que dispõe para falar ao coração.

Onde é que em meu texto eu disse que “falar ao coração” seria estratégia somente dos conservadores? Notem que o sujeito está delirando a todo momento.

O que eu afirmei é exatamente o oposto. Eu disse:

  • (1) esquerdistas estão controlando o frame durante suas mentiras
  • (2) conservadores não estão controlando o frame enquanto refutam esquerdistas
  • (3) esquerdistas controlam o frame fácil por que “falam ao coração”
  • (4) logo, se não “falarmos ao coração” também, perderemos. Se “falarmos ao coração”, podemos vencer duelos com eles

Não há nada de muito complexo nisso aí em cima. Não é preciso usar um raciocínio complexo para entender isso.  Nesses momentos eu penso que não é possível Bruno ter se confundindo no entendimento. Aposto fortemente em desonestidade mesmo.

A melhor parte de seu discurso é onde ele começa a criar ficções:

[…] o Luciano Ayan talvez possa estar fazendo o verdadeiro Controle de Frame ao insinuar que ele é o paladino da honestidade intelectual que só usa táticas sujas para se defender de pessoas más e mesmo assim ele está apenas “falando ao coração”. Já os ateus e esquerdistas, ah..  são uns malvados que fazem a mesma coisa que ele mas mesmo assim são mals.

Quer dizer. Ele continua fingindo entender errado a expressão “falar ao coração”.

Entretanto, ele afirma que eu estaria me fazendo de “paladino da honestidade intelectual”. Mas eu não preciso fazer isso. Basta ele dizer se eu pratiquei uma MENTIRA (ao passo que ele praticou várias), que os leitores aqui poderão ver quem é mentiroso ou não. Estou me atentando aos fatos.

Em seguida, afirma que eu estaria usando “táticas sujas” e aí justificando-me.

Mas em que momento de meu texto eu falei em “táticas sujas”? Qual a relação entre CONTROLE DE FRAME e “táticas sujas”?

Vamos de novo com uma listinha, para que o Bruno não fique choramingando:

  • (1) esquerdistas são hábeis em mentir sobre o oponente, e os neo ateus, como são esquerdistas, vão pelo mesmo caminho
  • (2) mas as mentiras deles são facilmente internalizadas na mente da massa por causa do controle de frame
  • (3) conservadores devem refutar as mentiras do oponente, sejam eles marxistas, neo ateus, etc.
  • (4) mas a refutação de nada adiantará se não fizermos o controle de frame

Ou seja, a parte que seria “tática suja”, do Bruno e de todos esquerdistas, não é o CONTROLE DE FRAME, mas sim as mentiras proferidas. Logo, quando falo em refutá-los, não significa que tenhamos que mentir também. Mas simplesmente saber que, não adianta falar uma verdade sobre eles e se defender se NÃO FOR CONTROLADO O FRAME.

O engraçado é ele tentar dizer que eu tenho um framework, mas errando tudo:

Posso até levantar framework do Ayan aqui:
1) Projeção de paraíso em Terra –> Projeção do controle de frame como arma de manipulação
2) Simulação de que se pertence ao grupo que criará este paraíso –> Simulação de que pertence ao grupo dos céticos que não se deixam manipular
3) Definição de bodes expiatórios (que seriam aqueles que não deixam o paraíso ocorrer) –> Definição daqueles que usam o Controle de Frame por serem manipuladores, desonestos etc
4) Aplicação da mesma estratégia manipuladora com a desculpa que está apenas se defendendo e falando ao coração.
5) Obtenção do status de herói.

Notem que ele não fala coisa com coisa.

Eu não disse que o controle de frame seria “arma de manipulação”, mas sim para evitarmos que esquerdistas manipulem fatos a favor deles e mintam sobre nós e consigam internalizar esses truques na mente da massa. Aqui, ele tentou fazer um “encaixe”, mas creio que ele devia estar irritado e se perdeu.

Ele disse que eu “simulo pertencer ao grupo dos céticos que não se deixam manipular”. Ora, se é simulação ele pode fazer o teste e tentar mentir sobre mim, em minha presença, e ver se ele vai conseguir. Eu duvido que ele consiga.

Ele também disse que eu crio “bodes expiatórios”. Nem de longe. Eu cito os fatos. Além do mais, eu não afirmei em nenhum momento algo como “aqueles que usam o Controle de Frame por serem manipuladores, desonestos, etc.”. Enfim, o número de mentiras do esquerdista Bruno contra mim já ultrapassou a uma dezena até agora.

Ao dizer que o uso da expressão “falar ao coração” é uma tentativa de defesa, obviamente ele está de novo enrolando. Em momento algum eu citei que usar linguagem simples era desculpa para alguma coisa. Pelo contrário, o uso da linguagem simples é uma TÉCNICA. Só isso.

Quanto a “obtenção do status de herói”, não há nada disso em meu texto. Mais uma ficção que ele criou. Mas, talvez, ele me veja como um vilão. E os esquerdistas também. Nesse caso, têm razão.

Mas, como não podia deixar de ser, vejam um exemplo em que ele tenta controlar o frame:

Aliás, o LA não tem um pingo de ceticismo, ele apenas repete isso ad infinitum, o que pode ser realmente caracterizado como controle de frame. Um verdadeiro cético questiona as ideias que lhe são apresentadas para decidir se acredita nelas ou não. O LA decide no que não acreditar primeiro e depois questiona as ideias. Isso não é ceticismo, é defender sua crença + controle de frame para parecer cético.

Acho engraçado ele dizer que eu “não tenho um pingo de ceticismo”.

Só que até agora nenhuma das mentiras que ele tentou implementar conseguiu passar pelo meu crivo cético. Ou seja, ele mentiu dezenas de vezes, e peguei todas as mentiras. É exatamente isso que se espera de um cético.

Ele tenta dizer que “verdadeiro cético questiona as ideias que lhe são apresentadas para decidir se acredita nelas ou não”. E como ele provaria que eu não “questionei” as idéias que me são apresentadas? Será que ele leu minha mente? Seria ele um telepata? Que eu saiba, telepatia é das coisas mais fáceis de serem refutadas.

Portanto, se ele tenta controlar o frame fingindo que é o “consultor de ceticismo”, isso não vai funcionar aqui. Até por que eu não me rotulo como “cético”, mas com certeza tão crédulo como Bruno eu não sou.

Bravinho, ele disse o seguinte depois:

Eu entendi muito bem o que você escreveu, tanto é que li os dois textos cuidadosamente duas vezes.

Então ele seria um desonesto, e não um incapaz. Aha…

Depois, vem com uma versão light disso chamada de “Falando ao Coração”. Como você bem disse, ambos são apelos emocionais (e não argumentativos/racionais) que visam uma vantagem na mente do leitor que não seria possível de outras formas. Não é você que vive falando que coisas com as mesmas propriedades são a mesma coisa? Pois bem…

Mais uma mentira embutida. Eu não afirmei “leitor”, mas sim platéia QUANDO vamos falar com a massa. rs.

O leitor do meu blog é geralmente um leitor sofisticado, e para os quais eu não preciso “falar ao coração”. Mas, é claro, oriento-os a “falar ao coração”.

E não há nada de “light” no meu texto “Falando ao Coração”. Pelo contrário, ele mostra a realidade NUA E CRUA que mostra por que alguns esquerdistas levam vantagem em debate. E como vamos reverter a situação.

Bruno está incomodado com o fato de que agora SABEMOS como reverter o jogo de deles? É bom que ele continue assim.

Além disso, fica muito claro seu posicionamento ambíguo a cerca do tema: fazer Controle de Frame e Falar ao Coração são coisas boas ou não? Se são ruins, porque diz que vai fazer? Se são bons, você está lamentando os ateus terem aprendido a usá-lo antes de você? Não dá para entender qual é a sua.

Onde será que Bruno viu ambiguidade? Meu texto é claríssimo.

É claro que eu disse que não fazer controle de frame e nem falar ao coração (que é uma das formas de fazer controle de frame) é PÉSSIMO para os conservadores. E fazê-lo é o ideal. Onde é que está a ambiguidade?

É, Bruno, não há parágrafo em que o sr. não minta. Que coisa feia. Que educação recebeste dos pais?

Sigamos:

A única explicação possível para tamanha ambiguidade é que você quer controlar o frame para fazer parecer que isso é ruim na boca dos ateus mas é bom na sua. Você quer um aparato que te defenda de qualquer crítica ateísta (basta gritar Controle de Frame e sair correndo) mas ao mesmo tempo te sirva como arma de ataque (quando você irá gentilmente falar ao coração dos incautos). Será que você pode refutar que não foi ambiguo? Será que pode refutar que a minha interpretação para tamanha ambiguidade seja essa?

Mas de novo essa conversa?

Ora, não é possível que o Bruno não tenha entendido. Vou simplificar aqui, para a coisa ficar mais humilhante para ele:

  • (1) A vida dos esquerdistas (incluindo neo ateus) se resume a mentir sobre seus oponentes, nós, conservadores
  • (2) Para facilitar a aceitação de suas mentiras, eles encontraram um recurso que está sendo ótimo para eles: o controle de frame (na verdade, técnica antiga desde os tempos de Gramsci)
  • (3) Os conservadores passam um bom tempo se defendendo das mentiras dos esquerdistas
  • (4) Mas não adianta refutarem as mentiras do oponente, pois estes controlam o frame. Logo, não controlar o frame está sendo péssimo para os conservadores. E controlar o frame seria ótimo.

Será que preciso desenhar para ele parar de dizer bobagens como “Luciano quer parecer que frame é ruim pra nóis, e bom pra êlis“?

O engraçado é o seguinte:

E quanto a fingir que é cético? Não se trata de um Controle de Frame desonesto que visa apenas angariar seguidores? Até porque eu deixei bem claro que você NÃO é cético (será que você vai refutar isso também no seu apocalíptico próximo artigo? Será que você pode provar que é cético mesmo e que não está controlando frame para parecer um?

É claro que o sujeito perdeu o juízo.

Eu não preciso de “seguidores”. O que ensino aqui é um método. Simples e claro. E falo o papo reto para meus leitores: quer perder debates? Eu mostro como. Quer ganhar debates? Eu mostro como.

Como o Bruno quer continuar vendo conservadores perdendo debates, está irritadinho com meu post.

Daí fica dizendo que estou “fingindo que é cético”, mas demonstrei exatamente que meu ceticismo não deixou passar nenhuma mentira dele sobre mim. Ao mesmo tempo, Bruno criou ficções sobre meu ensino do controle de frame (aquele momento em que ele disse que eu queria “falar ao coração para que os outros me vissem como bonzinho” foi de dar pena), e a mente dele virou o verdadeiro fantástico mundo de Bob.

Aí ele fica enfezado pelo fato de que meu amigo viu que eu estava do lado dele. Vejam:

Fiquei até emocionado como você se colocou como um herói para seu amigo sequestrado. Um estratagema de dar inveja em Gramsci!

Que eu saiba, Gramsci era adepto de dizer mentiras contra os adversários, pois acreditava que não havia diferença entre verdade e mentira (eram “concepções burguesas”).

Agora, o fato de que meu amigo sequestrado me viu como alguém que estava do lado dele (e não um “herói”) parece incomodar ao Bruno. Mas fica um desafio aqui: em tudo aquilo que eu falei ao meu amigo, existe algo de mentira? Os comentários estão abertos para o Bruno tentar provar que eu menti.

Ou seja, se eu falei os FATOS para meu amigo, e por isso fui mais respeitado, controlei o FRAME.

Mas vejamos o Bruno tentando controlar o frame, e vou reassumir o controle de novo:

Uma pessoa honesta e verdadeiramente cética, assumiria uma posição não ambígua na pergunta a cima e arcaria com as consequências negativas ao seu comportamento (no primeiro caso) ou ao seu conjunto de crenças nada agnósticas (no segundo caso).

Bruno falar em pessoas “honestas” e “verdadeiramente céticas” chega a ser uma piada. Ele, apesar de neo ateu, é uma das pessoas mais crédulas que já vi. E cria muitas fantasias a partir do nada. E, em relação a honestidade, mostrei que o expertise dele é mentir.

O mais engraçado é ver ele tentar controlar o frame dizendo mentiras como:

  • (1) Luciano quer dizer que os esquerdistas são maus por causa do controle de frame
  • (2) Luciano quer dizer que os conservadores são bons por que ele quer “falar ao coração”
  • (3) Luciano quer dizer que controle de frame é bom se for usado por conservador, mas é mau se for usado por esquerdistas (*)

Enfim, todas mentiras seletivas, planejadas, arquitetadas, com o único intuito de não permitir que um debate ocorra. Essa é a missão de gente como Bruno. Ele quer inviabilizar o debate, e ainda tenta o estratagema de falsa proclamação de vitória ao dizer, sobre o item (3): “Meu argumento está ali no último parágrafo, claro e agudo como uma flecha no seu peito. ”

Ou seja, o argumento bombástico dele é mentir sobre o oponente, fingindo que eu estava atribuindo juízo de valor em estilo maniqueísta quanto ao uso do controle de frame, quando em meu texto afirmei exatamente o oposto. Disse que o controle de frame estava sendo útil aos esquerdistas, e que precisava ser útil para a gente também. No caso, se os esquerdistas mentem sobre a gente, e estão usando o controle de frame, vão levar vantagem. Se formos refutar as mentiras deles, mas não usarmos o controle de frame, vamos sair em desvantagem.

Não há nada de complicado nisso. E não há motivo para que Bruno fizesse tanta confusão.

E o que fiz neste texto? Refutei mentira por mentira, não deixei que nenhum estratagema passasse, nenhuma tentativa de carteirada (como o momento em que ele tentou dizer que era “cético de verdade”, e mostrei que era o oposto).

Refutar tudo isso e deixar claro ao leitor quem é o desonesto na questão. ISSO É CONTROLAR O FRAME.

Será que o Bruninho aprendeu agora? (Como esquerdista, se ele quiser retomar o frame, pela linha da desonestidade, conforme todos os esquerdistas fazem, ele terá que fazer simulações de falso entendimento, novas  mudanças de categoria, leituras de mente, fantasiar, etc.)

O controle de frame que eu fiz foi para mostrar eficiência ao eliminar da frente TODAS AS MENTIRAS que Bruno, meu adversário, disse sobre mim. Se ele quiser tentar implementar mentiras de novo, e se quiser ser eficiente, terá que tentar controlar o frame de novo.

É assim que funciona o jogo de frames.

Hoje para mim é basicamente um exercício de auditoria.

Anúncios

19 COMMENTS

  1. Muito bom, não deixou passar uma.O pior é o sujeito se fazendo de desentendido, ou ele é um semi-analfabeto ou muito desonesto, há mais motivos para pensar no segundo.

    E o pior de tudo é que depois de levar um “esculacho” desses o que esse animal fará?Vai refletir e pensar que talvez o outro lado tenha certa razão?Vai continuar na mesma posição mas admitir os erros e tentar refinar suas idéias?Aposto que não!

    O sujeito vai ficar pensando no ocorrido, vai engolir seco o que aconteceu aqui e depois vai ler um Sagan ou um Dawkins, aquela auto-ajuda básica para levantar o ego(sim o ego, aquele seu deus pessoal que exige que seja mimado e adorado constantemente) e depois irá repetir para si mesmo mil vezes “eu tenho a razão”,”eles são religiosos irracionais, meu discurso é superior”.Depois de um malabarismo mental torturante e muita auto-ilusão, irá esquecer o que se passou e irá repetir seus clichês ridículos em ritmo bate-estaca por aí até que você seja humilhado de novo.Quando isso acontecer é só repetir o processo.

    Mas foi ótimo esse sujeito aparecer, essa foi uma bela oportunidade para mostrar na prática o que você vinha dizendo e resultou em um belo post.Quem sabe até tirará esse Bruno dessa vida amargurada. 😉

  2. Luciano, quando vi seus 3 itens do framework esquerdista também pensei se você mesmo não se enquadraria neles.

    O Bruno estava meio confuso quando fez o dele, mas seria algo assim:

    1) Projeção de paraíso em Terra: o mundo livre do discurso esquerdista, onde bandidos são presos com rigor, o Estado é mínimo, os impostos são menores, etc.
    2) Simulação de que se pertence ao grupo que criará este paraíso: você se coloca como conservador cético, capaz de lutar contra os…
    3) Definição de bodes expiatórios: …esquerdistas, cujas políticas atrapalham a realização do tal paraíso.

    O que acha?

    • Acho nonsense.
      Primeiramente, eu não “projeto” um paraíso, pois não o acho viável. Não acredito em utopia alguma. E não estou achando que o mundo ficará livre do “discurso esquerdista”. Tanto acho isso que mostro forma de combatê-los.
      Em segundo, se eu não acredito no “paraíso”, não posso simular fazer parte e uma luta.
      E os esquerdistas não são “bodes expiatórios”. A culpa em geral é do ser humano. Esquerdismo é apenas UM MEIO pelo qual o ser humano obtém o poder. Mas não o único.
      Hmmm…

      • “Primeiramente, eu não “projeto” um paraíso, pois não o acho viável.”

        Ainda assim você fala sobre como o mundo seria melhor se as coisas fossem assim e assado e não da forma como os esquerdistas executam, como dá pra ver no caso do amigo sequestrado. A única diferença que vejo é que, em vez de alcançar o paraíso ao promover a “bondade intrínseca do homem”, você pensa em promovê-lo ao saber lidar com a maldade intrínseca.

        “E não estou achando que o mundo ficará livre do “discurso esquerdista”. Tanto acho isso que mostro forma de combatê-los.”

        Por “ficar livre” eu não quero dizer eliminá-lo, mas sim neutralizar sua influência sob as pessoas. Mostrar a forma de combatê-los apenas reforça a presença desse objetivo…

        “E os esquerdistas não são “bodes expiatórios”.”

        Ainda assim foi à política deles que você associou as consequências negativas no caso do sequestro, por exemplo.

        “A culpa em geral é do ser humano. Esquerdismo é apenas UM MEIO pelo qual o ser humano obtém o poder. Mas não o único.”

        O seu “conservadorismo cético” seria um outro meio, certo?

        O que eu realmente vejo como distinção relevante aqui é que um lado crê no homem bonzinho e o outro rejeita essa hipótese. Qualquer um dos dois pode justificar sua posição de forma honesta ou desonesta. Alegar que esquerdistas necessariamente mentem me parece uma tentativa sua de controle de frame desonesta (muitos deles podem até mentir muito, conforme você comenta em seus posts, mas não é condição necessária).

      • Há uma diferença entre mostrar que o contexto político (e não “o mundo”, pois as ambições de mudanças em nível mundial são dos esquerdistas) seria melhor do que “projetar um paraíso”. O que apontei são somente os fatos.

        Se há uma lei que proíbe as pessoas de usarem calção verde, apoiada pelos esquerdistas, e renegada pelos direitistas, ao falarmos que “se não fosse a implementação da lei que os esquerdistas apóiam, você poderia usar calção verde” isso ñao é uma PROJEÇÃO de paraíso, mas sim uma narração dos fatos.

        Preste atenção, pois é aí onde você está se perdendo. Ao passo que eu posso defender TODO o meu ponto de vista somente NARRANDO OS FATOS, o esquerdista, ao contrário, precisa IDEALIZAR um mundo hipotético para poder fazer sua campanha. A diferença é brutal.

        Isso torna toda essa sua afirmação a seguir inválida: “A única diferença que vejo é que, em vez de alcançar o paraíso ao promover a “bondade intrínseca do homem”, você pensa em promovê-lo ao saber lidar com a maldade intrínseca.”

        Erradíssimo. A diferença é que eu narro os fatos, através de conclusões lógicas, e o esquerdista faz uma projeção de um mundo que nem precisa ser viável, apenas que os outros acreditem que é.

        Em relação a “neutralizar sua influência sob as pessoas”, quanto aos esquerdistas, é um fato. Assim como os auditores tentam neutralizar os fraudadores, os testadores de software tentam neutralizar os bugs, os policiais tentam neutralizar as ações criminosas, um exército tenta neutralizar o efeito do outro, etc.

        Um ato para reduzir o efeito de um grupo OPONENTE não implica no uso do framework citado para os esquerdistas. Aliás, é preciso executar os TRÊS passos para configurar o esquerdismo.

        Você tenta dizer que eu quis CRIAR bodes expiatórios, dissendo isso: “Ainda assim foi à política deles que você associou as consequências negativas no caso do sequestro, por exemplo.”

        Atribuir responsabilidade NÃO É O MESMO que definir bodes expiatórios. Basta narrar os fatos. Eu narrei o fato. Basta mostrar que eu FALSIFIQUEI informações, o que não ocorreu. O recurso “definição de bode expiatório” é um TRUQUE que funciona desde que implementado o item 1, mas se há os fatos em mãos, o recurso não é configurado. Assim, não há elementos de item 1 e nem do 3 no que fiz.

        Outra tentativa sua seria dizer que o “conservadorismo cético” seria um meio para o ser humano obter o poder. Você foi textual ao dizer isso: “O seu “conservadorismo cético” seria um outro meio, certo?”

        Nem um pouco. O conservadorismo cético DUVIDA da “bondade natural” do ser humano, portanto acreditamos que quanto menos poder absoluto na mãos das pessoas, melhor. Por isso, duvidamos de estados inchados. Se alguém quer poder, que TRABALHE para isso.

        Você diz: “O que eu realmente vejo como distinção relevante aqui é que um lado crê no homem bonzinho e o outro rejeita essa hipótese.”. Realmente, essa é uma diferença que FAZ TODA A DIFERENÇA.

        Mais: “Qualquer um dos dois pode justificar sua posição de forma honesta ou desonesta.”. Não. Os conservadores PODEM mentir, mas para os esquerdistas, essa é uma condição necessária. Mostrarei o por que.

        Concluindo: “Alegar que esquerdistas necessariamente mentem me parece uma tentativa sua de controle de frame desonesta (muitos deles podem até mentir muito, conforme você comenta em seus posts, mas não é condição necessária).”

        Se todas as evidências apontam para um ser humano falível, o próprio CERNE do esquerdismo já precisa MENTIR fingindo que essa característica humana não existe. A partir daí, e de todas as alegações que eles façam, é possível ser conservador SOMENTE pelo fato de questionar as afirmações fantasiosas dos esquerdistas.

      • “Se todas as evidências apontam para um ser humano falível, o próprio CERNE do esquerdismo já precisa MENTIR fingindo que essa característica humana não existe.”

        Eu não sei quanto de bondade humana o esquerdismo supõe, nem quanto de perfeição eles vislumbram no paraíso. Alegar que o homem não falha NUNCA seria inustentável, de fato. Mas em relação ao seu comentário num post passado sobre “a história mostrar que o homem não melhorou, e sim que continua o mesmo” que seria o motivo pelo qual você combate a crença esquerdista na capacidade de melhora do homem, eu gostaria de saber o que você acha desse vídeo, aqui, por exemplo:

        http://www.youtube.com/watch?v=jbkSRLYSojo

        Acho que era a última dúvida que eu tinha.
        Obrigado pela atenção.

      • Há um equívoco muito sério aí em sua concepção. Quando eu falei que o homem “não melhora” é claro que eu falava nos aspectos morais. A mudança, é claro, é apenas no quesito tecnológico, medicinal, etc. E isso é evidente. Obviamente, a expectativa de vida aumenta, pois a ciência tem mais recursos. A economia também é muito mais ativa do que no tempo da monarquia (graças ao capitalismo, aliás), portanto existe muito mais riqueza. Mas o vídeo não prova aumento de “confiabilidade” no ser humano em direção a “empatia universal”. As duas guerras mundiais e os genocídios recentes (em termos historicos) estão aí para provar exatamente o que estou falando. Abs, LH.

      • Eu ainda tenho um pé atrás com a sua alegação de “a história mostrar que o homem não melhorou, e sim que continua o mesmo”, devido, talvez, à falta de eu ter visto uma defesa direta deste argumento em seu site (fica aí a sugestão de post, caso não tenha, até). E acabei de ler algo que reacendeu minha dúvida: matérias sobre o estudo realizado por Steven Pinker, que concluiu que estamos sim, melhores. Não achei ainda o texto original dele, mas uma das matérias é essa:

        http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/humanidade-e-mais-inteligente-e-menos-violenta-diz-estudo?page=1&slug_name=humanidade-e-mais-inteligente-e-menos-violenta-diz-estudo

      • Boa idéia a sua. Fazia tempo que eu precisava refutar essa picaretagem do Steven Pinker. Aliás, que tentativa de controle de frame essa? Vc diz que tenho uma alegação ao dizer que “o homem não melhorou moralmente”. Errado. A alegação é “o homem melhorou moralmente”. Alegação esta, sem provas. O empreendimento do Pinker, aliás, é digno de piada. Chega a ser um charlatanismo maior do que de Richard Dawkins. Mas refutarei-o em um post. Abs, LH.

      • “Aliás, que tentativa de controle de frame essa? Vc diz que tenho uma alegação ao dizer que “o homem não melhorou moralmente”. Errado. A alegação é “o homem melhorou moralmente”. Alegação esta, sem provas.”

        Você, claramente, acredita que o homem não melhorou, alegou e até apresentou justificativas* para isso no post “De questionador de neo ateus a conservador cético: o que aconteceu?”, no parágrafo que começa com “Agora vamos às crenças dos humanistas.” e no seguinte. O único controle de frame aqui, se há, seria um “somente humanistas têm o ônus da prova, conservadores jamais”.

        *tinha esquecido desse post quando falei sobre “ausência de defesa direta”.

        PS: muito bom o post sobre o Pinker.

      • Pode até ter parecido tentativa de controlar o frame, mas não foi. Eu entendo que, se apresentar alegações, eu também tenho o ônus da prova. Mas, em vista de duas guerras mundiais (que serão fichinha no caso de uma terceira), a alegação de que o ser humano “está ficando bom” é a alegação extraordinária. Abs, LH.

Deixe uma resposta