Rótulo: Liberal

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Última atualização: 22 de dezembro de 2012 – [Índice de Rótulos][Página Principal]

Em relação a este rótulo, provavelmente você já o viu quase todas as vezes em que um esquerdista do perfil progressista (visto em especial nos Estados Unidos, mas presente em todas as culturas) discursando.

Automaticamente, ele se proclama “liberal”. Isso, aliás, se tornou inclusive um costume popular, especialmente nos Estados Unidos. Entretanto, o liberalismo, originado nas idéias de John Locke e Adam Smith, inclui coisas como liberdade de pensamento, liberdade religiosa, estado de direito, governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada e livre mercado.

Quase todos esses itens são negados pelos “liberais” do perfil progressista. Por exemplo, eles querem um governo com muitos poderes, em oposição ao governo limitado. Eles querem regulação do governo no mercado, ao invés do livre mercado. Eles aceitam o discurso de pessoas que invadem terras, ao invés de defender a propriedade privada. Eles querem proibir direitos básicos de religiosos, ao tentar inclusive proibir a prece em locais públicos, ao invés de liberdade religiosa. Eles são os principais proponentes do politicamente correto, visando limitar a liberdade de pensamento, em oposição aos princípios de liberdade de pensamento e consciência. Eles dão privilégios a grupos sociais somente pelo apelo político, ao invés do estado de direito.

Enfim, não há nada relacionado ao liberalismo filosófico nas idéias dos “liberais”. Sendo assim, por que eles usam o rótulo “liberal”?

A explicação é bem simples e fácil de entender: ao chamarem a si próprios de “liberais”, eles criam um efeito psicológico nos ouvintes de que eles lutariam pela “liberdade” (e, como mostrei, é exatamente o contrário).

Esse efeito psicológico é o suficiente para que eles tomem a dianteira no debate.

Até Ann Coulter, que é conservadora, caiu nesse truque, e aceita chamá-los, de liberais, como pode ser visto no livro lançado por ela em 2004, “How to Talk With a Liberal If You Must”.

Embora as críticas de Coulter sejam ótimas e ela tenha sucesso em refutar com facilidade o discurso esquerdista, ela caiu nesse controle de frame específico deles: aceitar o rótulo auto-imposto por eles de liberais.

E como sair deste truque? Muito fácil.

Primeiramente, sempre que estiver em um debate com eles, quando utilizarem o rótulo “liberal” para si próprios, esteja pronto a mostrar, de forma breve (para facilitar o entendimento da maioria da platéia) que eles NÃO TEM NADA de liberal.

Assim, minha sugestão é, ao ler “Sou liberal”, responda com “Não, você não é. É o oposto”, e em seguida mostre as diferenças, de forma rápida.

Em seguida, ao invés de chamá-lo de “liberal” chame-o de “esquerdista”. Simples assim.

Esquerdista é o rótulo que compreende todo o sistema de pensamento deles. Eles são a favor do estado inchado, do uso do politicamente correto para implementar controle de consciência, da tolerância ao crime, dos impostos altos, do controle governamental sobre nossas escolhas (inclusive quanto ao direito de usarmos ou não armas), etc.

Chamá-los de “liberais”, inclusive, é um contra-senso, que não tem outra finalidade que não lhes dar vantagem automática em debate.

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9 COMMENTS

  1. Esse artigo veio a calhar, ainda mais por que eu vi recentemente como foi a tática de Lênin para ter domínio até mesmo no partido comunista quando ele estava em desvantagem usando o efeito propagandístico/psicológico dos mencheviques e bolcheviques.

    Basicamente, dentro do partido comunista, somente uma minoria de partidários apoiavam suas ideias totalitárias, ao passo que a maioria queria a implantação de um governo mais democrático, o que Lênin fez? Chamou essa maioria de menchevique (que significa minoria) e o grupo dele, chamou de bolchevique (que significa maioria)…

    Ou seja o esquerdismo é mau-caratismo puro não tem jeito

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