O realismo das ficções científicas conservadoras: A Hora da Escuridão e Battleship

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O trailer acima é do filme Battleship, que vai estrear no Brasil nos idos de 2012. Pelo que se nota, está na mesma linhagem de “Guerra dos Mundos”, “Independence Day” e o recente “Batalha de Los Angeles”.

Se já viram, agora notem este trailer abaixo, de “A Hora da Escuridão”, que estréia neste próximo final de semana no Brasil:

Eu sei que ambos os filmes são cinema pipoca e nem de longe produções cerebrais. (Isso que eu não assisti a nenhuma delas, mas vou assistir)

O que me importa aqui é que os dois filmes mostram basicamente o óbvio. Em suma, aquilo que aconteceria caso existissem civilizações alienígenas que tivessem alcançado um nível tecnológico maior que o nosso e entrassem em contato com nossa civilização.

Até Steven Spielberg caiu na real e dirigiu “Guerra dos Mundos” em 2005. Em 1977, Spielberg fez um filme, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, em que os alienígenas entravam em contato conosco, e isso era feito para “compartilhamento de experiências”.

É preciso de uma ingenuidade doentia para acreditar que, nesta hipótese de existir uma civilização alienígena com maior potencial tecnológico em relação a nossa, que esta civilização entrasse em contato conosco para “compartilhar experiências para ganho mútuo”.

De onde tiram essas idéias? Obviamente, é do paradigma humanista. Hegel achava que a humanidade estava caminhando para um cenário de “total empatia”. Ou seja, todos se “veriam” uns nos outros, e portanto nem sequer governo seria necessário.

Esse pessoal deve achar que, se uma civilização de outro planeta também tivesse evoluído, viriam entrar em contato conosco mostrando sua total “empatia”.

Carl Sagan, por exemplo, em seu projeto S.E.T.I., queria “contato” com espécies alienígenas. O pensamento era um só: “o quanto não poderíamos aprender com eles?”

O fato é que, se existissem tais civilizações, e estas nos encontrassem (e considerando a possibilidade de serem mais avançadas tecnologicamente), o que veríamos é similar ao que aconteceu com a chegada de Colombo na América. E nos estaríamos no lugar dos índios.

Mas, como nenhuma evidência de vida alienígena apareceu até o momento, não há motivo para pânico.

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11 COMMENTS

  1. Depois daquelas peitchólas ucranianas ali em baixo eu lembrei da tal revolução sexual dos anos 60 “don’t make war, make love”.O que você achou dela?Fez parte da estratégia da esquerda ou foi algo espontâneo?

    Abraço.

  2. Ih, o pior é que para começo de conversa mesmo que existisse uma civilização alienigena “brutalmente” tecnológica ela estaria a uma distância impossivel de ser atravessada em menos de 4mil anos (na velocidade da luz), fora isso como uma civilização saberia exatamente que aqui tem vida? E por aí vai, sugiro o livro “invasão alienigena” que faz uma critica extensa a hipotese da existência de aliens e que eles estão nos visitando:

    http://considereapossibilidade.wordpress.com/2011/03/18/livro-invasao-alienigena-de-gary-bates-fasciculo-001-para-download/

    • Mas se a civilização fosse brutalmente avançada, talvez eles pudessem trapacear fazendo uma curvatura no tempo para chegar rapidamente até nós. Os físicos contemporâneos sabem como fazer isso, mas não têm tecnologia suficiente disponível.

      • Desta vez o Igor está certo, os caras ACHAM que sabem 😛 Com a obsessão pelo materialismo, eles não admitem a possibilidade de espaços-tempos “não materiais”, e como conseqüência, 1) não percebem que a relatividade, EM-SI-MESMA, *não* exige um limite superior para a velocidade, e 2) negam a priori a possibilidade de um “livre-trânsito” entre as espécies de espaço-tempo.

        E já que a ordem é botar lenha na fogueira 😀

        3) Por que os ateuzóides fãs dos “deuses-astronautas” sempre perguntam “quem criou Deus”, mas nunca perguntam “quem criou os extra-terrestres”? 😉

        4) E se os supostos “criadores da humanidade” fossem não ETs, e sim *INTRA-terrestres*? O_o

  3. Luciano, o que eu vou pedir pode parecer estranho, mas eu poderia sugerir a você fazer um post mostrando sua opnião a respeito da liberdade de expressão? Obviamente, você já deixou bem claro que é a favor dela, mas eu gostaria que você tocasse em pontos mais delicados neste post, por exemplo: defendendo uma total liberdade de expressão, seria errado censurar alguém que poste vídeos neo-nazistas na internet; seria errado que uma pessoa fosse processada porquê chamou um negro de “macaco”, ou porque disse gostar das idéias de Mussolini. Seria censura fechar sites que defendem que deve-se acabar com o “tabu” de que a pedofilia é algo errado. Como vê, imagino que sejam pontos que pessoas que se dizem “defensoras da liberdade de expressão” não costumam “lembrar” quando vão soltar suas frases inflamadas. Claro que eu sei que fazer um post assim seria muito polêmico, e compreenderei perfeitamente caso você prefira não publicar algo do tipo, é apenas uma sugestão, e cabe a você decidir se quer fazer esse post ou não. Eu também gostaria de deixar bem claro que não sou nazista, nem tenho qualquer relação com as idéias defendidas por Hitler, entre outras. Mas acho que se queremos viver numa sociedade totalmente livre, devemos defender a liberdade de expressão de idéias com as quais não concordamos.

  4. Luciano, não acha q há uma estratégia política por trás de tanto frenesi, bombardeio de marketing, chegada da nova era, 2012, fraudes ufólogas, religião raeliana, produções cinematogáficas, enfim, a arte em geral e todos os meios de comunicação, e tudo com o objetivo de preparar as massas para um golpe fulminante com ajuda da tecnologia e da ciência comprada, para q todos achem q estamos recebendo orientação de extra-terrestres para a aceitação de uma N.O.M.??

  5. Concordo com o colega.

    Comentário 100% spoiler => Os quadrinhos e a adaptação para os cinemas de Watchmen tratam desse tema: falsa ameaça alienígena. Durante a Guerra Fria, na iminência de um holocausto nuclear dos gigantes URSS e EUA, um louco decide simular uma falsa invasão alienígena causando terror para unir os dois blocos contra um inimigo comum, criando uma nova ordem mundial de suposta paz.

    Se fôssemos dar nomes aos bois:
    EUA: capitalismo
    URSS: comunismo
    E o sujeito da nova ordem mundial: o socialista fabiano

    Estranhamente autor de Watchmen adora ocultismo e é um esquerdista alucinado.

    Voltando para a realidade…
    A fraude chamada aquecimento global, o calendário dos ciclos – sem fim de mundo, mas fim de ciclos – dos maias, os filmes apocalípticos, o pecado original remanejado para significar os crimes do homem contra Gaya (a tal hipótese Gaya) ferida que fará sua vingança, financiamento do terrorismo, enfim, isso e mais um pouco somado ao cenário descrito pelo colega, faz parte dos planos de criar insegurança e então limitar as liberdades.

    2012 pode ser o ano mais perigoso para a humanidade por estar envolto em inúmeros mitos infundados, ainda mais em tempos de Obama e de possível vitória no “candidato do Putin” Ron Paul…
    caso os globalistas decidam fazer algo semelhante a Watchmen, o que não é impossível, utilizando-se de um mito, do medo do fim, do desespero, para uma nova ordem mundial, não querendo ser pessimista mas já sendo: estamos perdidos.

    Abraço

    • “Estranhamente autor de Watchmen adora ocultismo e é um esquerdista alucinado.”

      Você fala de Alan Moore? Ele é ocultista, anarquista e escreve ótimos quadrinhos! Constantine foi uma criação dele – na verdade o quadrinho é Hellblazer. E, bem, Hellblazer é ocultismo em sua essência master!
      Mas Watchmen foi meio que uma crítica à sociedade da Guerra Fria. Veja também ‘V de Vingança’.

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