Silas Malafaia dá um safanão argumentativo no picareta Jean Wyllis

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Segundo o Notícias Gospel, Silas Malafaia (como sempre, bom argumentador), colocou Jean Wyllis em seu devido lugar. Leia abaixo:

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) acredita que pastores e padres devem ser impedidos de usarem o espaço de programas de TV e rádio para falarem que o homossexualismo é uma doença e que os gays podem ser “curados”.

Ele disse que os religiosos “são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado”. Para ele, contudo, o problema é o uso de concessões públicas para “demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual” e sugere que isso seja considerado crime como o racismo. O assunto rapidamente passou a ser comentado nas redes sociais e gerou reações de apoio e também críticas, principalmente no Twitter.

O novelista Aguinaldo Silva apoiou o deputado: “Concordo com Jean Wyllis: instituições que dizem curar gays devem ser processadas por estelionato. Eu, por exemplo, conheço vários gays que disseram estar ‘curados’. O problema é que todos eles tiverem recaídas. Também conheci vários heteros que disseram: ‘dessa água não beberei!’. Mas beberam”, afirmou ele no Twitter

O pastor Silas Malafaia entrou no debate. Afirmou que a homossexualidade é uma questão comportamental e não pode ser comparada ao racismo. Suas declarações foram postadas no seu perfil do Twitter para rebater os argumentos de Jean Wyllys, a quem o pastor classificou de “mentiroso de marca maior”.

Malafaia também negou que há igrejas que prometem a cura dos gays. “Os pastores pregam a libertação de qualquer tipo de pecado. São os próprios homossexuais que pedem ajuda para serem libertos”, afirmou.

O pastor apontou várias coisas que o deputado “finge que não sabe”:

1. Que ninguém nasce homossexual.

2. É uma questão comportamental, portanto não se pode comparar a racismo. Vamos ter que fazer leis para todos os comportamentos do ser humano.

3. Crime de injúria já esta previsto em lei seja para homossexuais, seja para heterossexuais.

4. Criticar homossexuais, evangélicos, ou seja lá quem quer que seja, é principio basilar do Estado Democrático de Direito.

Wyllys reagiu pelo Twitter e escreveu que sua bíblia são as “cláusulas pétreas da Constituição Cidadã”. Sem citar diretamente o pastor, Wyllys afirmou que é a Constituição que “garante a pluralidade dos homens e mulheres e a laicidade do Estado, fundamental para a diversidade religiosa”.

Jean Wyllys continua defendendo o projeto de Lei que criminaliza a homofobia, conhecido por PL 122. Ele considera que as mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy deixaram o texto “defasado”. “O próprio texto cria um novo tipo penal e reduz a homofobia a uma mera questão de agressão e assassinatos, né. Como se a homofobia se expressasse apenas e tão só nessa forma letal”, escreveu.

O pastor Malafaia tem sugerido uma consulta pública para que os brasileiros digam se apoiam ou não a união afetiva entre homossexuais. “O medo de Jean Wyllys: Uma consulta popular nas próximas eleições para o povo decidir se apoia ou não a união homoafetiva. Ele já sabe qual ė o pensamento da sociedade Brasileira: NÃO!”.

Por fim, o pastor afirmou que “o grupo social mais intolerante da pós modernidade são os homossexuais, que querem calar e criminalizar a opinião. É só ler o famigerado PLC 122 que ele defende, para confirmar todas as minhas palavras”.

Meus comentários

Silas Malafaia fez muito bem!

Como eu sempre digo, quando lidamos com desonestos intelectuais, é inútil somente refutarmos os argumentos deles. O ideal é, depois da refutação, deixarmos claro para a platéia que eles são INTELECTUALMENTE DESONESTOS e MENTIROSOS. Simples assim.

A situação dos gayzistas está passando dos limites.

É claro que é um ambiente de provocação explícita.

Oras, hoje em dia os religiosos aturam livros como “Deus, Um Delírio”, em que a prática religiosa é considerada NOCIVA, e ao mesmo tempo um gay não pode ser criticado?

Vamos realizar a situação: se o sujeito resolve ir na Igreja e um neo ateu resolve criticá-lo por isso, a lei permite. Mas se ao invés de ir na Igreja, largar a religião e for dar o rabo, não pode ser criticado. Se eu entendi bem a idéia dos gayzistas, não passa disso. (Se algum esquerdista a favor dos gayzistas quiser demonstrar que estou errado, a caixa de comentários deste blog está livre DESDE QUE não sejam feitas provocações infantis e ofensas)

Portanto, já passou da hora de aumentarmos o tom de voz ao falarmos com eles. Agora, o negócio é meter o dedo na cara e chamar de safado A CADA mentira que eles proferirem.

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37 COMMENTS

  1. Eu realmente estava esperando o assunto homossexualismo em sua nova fase, Luciano.
    Agora que está mais forte o darwinismo, e creio que em questões de biologia também, há as fortes teorias científicas que apontam para o homossexualismo ser algo incurável, pois natural naquele determinado ser, por ex., pelo fato de questoes hormonais ainda na gestação.
    O bule voador é especialista em listar artigos cientificos que atestam o homossexualismo de uma pessoa ser incúrável e natural (portanto normal). Tudo bem que tal site não presta, e eu realmente estava com vontade fazer uma análise “bule acadêmico”, mas não há como negar que tais coisas (e da maneira que sao feitas) sao muito persuasivas.

    Para além disso, é bem verdade que os únicos que não podem ser criticados são ateus e gays, um belo exemplo dessa maldita censura está aqui: http://networkedblogs.com/s6SZY

    • Yuri,

      Cuidado com essa falácia:
      1. Homossexualismo é incurável e natural
      2. Logo, homossexualismo é normal.

      O fato de algo ser natural não implica nada em termos de moralidade. Há criminosos, estupradores, homocidas, pedófilos, irremediáveis; daí não se segue, de modo algum, que tal comportamento seja “normal”. A questão da moralidade não é resolvida apontando a origem de determinada conduta.

      Abraço,

      • Yuri,

        O vitorgrando já refutou sua falácia mas eu quero reforçar.

        Antes de mais nada frisar que não acredito que homosexualismo seja biologico, genético ou mesmo doença, mas sim o desvio comportamental adquirido e que pode sim ser revertido desde que a pessoa queira.

        Mesmo que homosexualismo fosse genético e incurável o que eu não acredito de jeito nenhum, isto não significa que seja normal porque existem N doenças genéticas, incuráveis como por exemplo o daltonismo(quase sempre é genética).
        Quer dizer agora que daltonismo é normal quando é genético e por ser incurável?

  2. Esse talusinho do Jean Wilis, só fica ai pagando uma de “bonzão”, por que a maior parte tando do meio político tanto pela mérdia (oooooopppppsss quero dizer mídia), ai fica fácil falar as BOSTAS que quer, pois não vai ter (pelo menos na grande mídia ou mérdia mesmo), nenhum tipo de crítica ou “repressão”, mais ele já parou pra pensar ( se é que ele consegue isso), e se fosse ao contrário? E se estivessem criando uma lei, que de uma certa maneira viesse a criminalizar o homossexualismo? E que fosse penalizar todos que viesem a ser contra ou criticar por exemplo o teísmo ( já que ele acredita tanto que só os teístas que “perseguem” e “discrimina” os homossexuais),hein? Quem sabe assim tanto ele, quanto a sua galerinha gaysista, poderiam ver que do jeito que eles querem que essa lei funcione, a liberdade de um vai ser totalmente RETIRADA, pra que só o outro grupo ( nesse caso os gays) tenham a sua “liberdade” ( que na verdade é FOLGA mesmo)!!!!!!!!!!!

  3. Bom dia Luciano

    Caso o tempo lhe seja generoso, o amigo poderia indicar alguns livros de estudo religioso / teológico que corroborem com a proposta desse site? Me refiro aos livros da contemporaneidade como os de Craig, pois não conheço muitos autores desse gênero. Fiquei interessado devido a magnífica seção de estudo dos estratagemas neo-ateístas. Se for possível, indique também “livros que fizeram a sua cabeça”. Caso já o tenha feito [indicado bibliografia do gênero] peço que por favor encaminhe o link.

    Obrigado desde já
    Abraço, boas festas para você e sua família

    • Olá meu caro,

      Para ser sincero, meu estudo religioso é bem limitado. rs. Acredito que o Snowball tenha uma base religiosa mais forte, e noto isso pelo estilo dele. (http://teismo.net/quebrandoneoateismo)

      Mas os livros que são mais influentes para mim eu posso passar, sem problemas. Vamos a eles:

      – Darwinian Conservatism, de Larry Arnhant (http://www.amazon.com/Darwinian-Conservatism-Societas-Larry-Arnhart/dp/0907845991/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1325372812&sr=8-1)
      – todos os livros de Ann Coulter (gosto mto do estilo dela)
      – The Art of Political War, de David Horowitz
      – todos os livros recentes de John Gray, especialmente “Cachorros de Palha”
      – O Mundo como Vontade e Representação, de Schopenhauer
      – Dialética Erística, de Schopenhauer
      – A Violência e o Sagrado, de Rene Girard
      – The Conservative Mind, de Russel Kirk (*)
      – Pensamento Crítico e Argumentação Sólida, de Sérgio Navega
      – Pensamento Crítico: O Poder da Lógica e da Argumentação, de Walter Carnielli
      – Lógica: Pensamento Formal e Argumentação, de Alaor Caffe Alves
      – Tratado da Argumentação: a Nova Retórica, de Chaim Perelman

      (*) Aliás, ouvi que esse está para ser lançado em português, e não vejo a hora

      De primeira, acho que seriam esses os mais relevantes.

      Um grande abraço e feliz 2012,

      LH

  4. A coisa grave nem é alguem (politicamente correto) associar que chamar homossexualismo de pecado é o mesmo que chamar de doença e sim esse mesmo canalha proibir um homossexual que DESEJA mudar seu comportamento (e admite que pode mudar) de se tratar, E ainda acabar com a carreira de um psicologo que ajude-o a se tratar (pois é obrigado a fazer-lo se aceitar como gay e viver gay e que ele não vai mudar se quiser)…

    Eu estou vomitando de nojo diante do caos em nossos dias

    • “(pois é obrigado a fazer-lo se aceitar como gay e viver gay e que ele não vai mudar se quiser)”

      O problema da psicóloga (acho que estamos falando do mesmo caso) ter sido impedida de exercer a profissão foi o fato de oferecer um tratamento curativo a algo que não é conclusivo. É eu oferecer uma cura ou possibilidade de mudança permanente para algo que nem sei exatamente a origem, nem tenho estudo para tal. Isso é justamente se aproveitar da situação que alguns homossexuais se encontram, agir desonestamente prometendo algo que ela não pode fazer.
      A pessoa pode querer mudar, mas o psicólogo não tem base suficiente para dizer que pode mudar. É esse o problema. Usando um exemplo de patologia: uma pessoa pode querer deixar de ser esquizofrênica, o máximo que o psicólogo pode fazer é ajudar a minimizar as crises, mas não dizer que pode curar ou impedir que tenha novas crises.

      • Só uma coisa. A mudança de postura sexual é plenamente mutável. Um exemplo são os padres que podem mudar de uma orientação heterossexual (ou homossexual) para um estado de celibato. Assim como um padre pode sair do heterossexualismo para o celibato, um gay poderia sair da homossexualidade e ir para o heterossexualismo. Creio que é esse o princípio da coisa.

  5. O problema em alegar que algo é natural não significa absolutamente nada em nível de moralidade. Se há tendência natural não quer dizer que seja boa ou deva ser evitada. Comportamento é uma inclinação que pode ser natural ou não. Qual se alega que uma tendência é comportamental não está dizendo que é voluntária ou deliberativa. Natural significa que há uma disposição na origem em agir de certa modo, mas não que a ação seja boa ou ruim. A morte, picada de cobra, tsunami e câncer são naturais.

    • Eu nasci com a tendência natural para matar pessoas. E: vivo procurando meios para subir em prédios e tentando matar as pessoas com snipers sem que elas vejam. Como é natural: então, é moralmente permitido.

      Como é o nome disso mesmo? Ah é: redução ao absurdo.

  6. Uma das piores coisas que existem é uma pessoa, em nome da liberdade psicológica, sem moral instituída, sem freios, criar uma lógica do tipo “é ódio/não é ódio”, em outros casos usando os termos preconceito, discriminação e intolerância – bem como seus opostos -, um raciocínio bem binário e simplista, para usar contra outra pessoa. Alguém que usa esse tipo de discurso não consegue pensar uma outra pessoa ou si mesma para além daquilo que ela quer incriticavelmente e do momento presente. O que me parece um egoísmo psicótico. P. ex., se alguém, uma pessoa A critica a pessoa B, B não consegue pensar em algo mais além disso, de modo que a pessoa A tem de aceitar a outra, B, completamente como ela é, largando, para isso, dos próprios princípios e do que acha certo, se juntando à filosofia da outra, ao passo que a outra, ou eja, a pessoa B, não tem que fazer concessão alguma. Como isso não pode ser o cúmulo do subjetivismo? Como isso não pode ser o auge dos valores morais medidos pós-factualmente, isto é, em termos do que a outra pessoa faz para mim, e não pré-factualmente, ou seja, como princípios, normas, coisas imanentes ao outro, não a mim? Como se uma pessoa, qualquer que ela seja, não pudesse ser mais do que aquilo em que está sendo criticada no momento. Essa gente acha que o homossexual se reduz à sua sexualidade, não podendo, por isso, ser criticado, e, caso criticado, não possa ser amado e aceito por outros fatores. É óbvio que sua pessoa é mais do que seu sexo. De modo que, ainda que não se concorde com sua sexualidade, é vastissimamente possível andar com ela, comer na mesma mesa que ela… basta pensar nos pontos em comum. Se assim fosse, ninguém precisaria ter tanto medo de abordar, em conversas, com o seu próximo aquilo que um não gosta no outro.

  7. Quem está cometendo um crime contra a intelectualidade é esse cidadão chamado Silas Malafaia! Eu gostaria que me apontasse um estudo conclusivo afirmando que a homossexualidade é simplesmente um comportamento aprendido, ou seja “ninguem nasce homossexual” Me prova que isso sé verdade que eu não critico o Silas. Ele não é psicólogo? Sou psicólogo, Analista do Comportamento e nunca li nada que defina se é filogenético ou ontogenético. Nem na psicologia, nem na Neurociência, nem em canto nenhum. Então, são apenas falácias.

    • Quem afirma que já se nasce homossexual e, a partir disso, argumentam que a homossexualidade deveria ser considerada comum são vocês, portanto, é VOCÊ que tem que provar que alguém nasce homossexual.

  8. Silas Malafaia bom argumentador? Tá aí um vídeo para quem quiser mudar de idéia…
    http://www.youtube.com/watch?v=Mx1-lDFxSJQ
    É bom incluir o próprio Silas na lista de pessoas a meter o dedo na cara e chamar de mentiroso a cada mentira que disser.
    Aqui uma pequena lista das fraudes que eu achei:
    -Diz que a evolução não pode ser observada.
    -Diz que “Inorgânico não gera orgânico”.
    -Diz que Evolução significa expansão de energia.
    -Diz que 2ª Lei da Termodinâmica refuta a Evolução.
    -Diz que uma espécie não gera outra.
    -Diz que não existem formas transicionais.
    -Diz que o Neanderthal é o primeiro símio. (!!!)
    Fique à vontade para pedir que eu indique os segundos do vídeo em que ele disse isso, não estou postando agora para meu comentário ficar mais enxuto.
    Realmente, Silas consegue chegar ao nível “Richard Dawkins” de argumentação.

    Quanto à discussão sobre a homossexualidade ser comportamental ou não, acho totalmente irrelevante para a inclusão na Lei 7716/89, pois outras discriminações além do racismo, inclusive por comportamento, já são combatidas por essa lei. Vejamos o primeiro artigo:

    Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97).

    É bem óbvio que religião está mais para comportamental do que para “genético”, pois ninguém nasce católico ou evangélico. A questão que eles deveriam ter discutido é se a discriminação por orientação sexual merece a mesma punição que a discriminação por religião. Se sim, é só incluir a primeira na mesma lista em que está a segunda. Não haveria nada de “acabar com a liberdade de expressão” nisso.

    • O Silas é um bom argumentador, DESDE QUE não saia fora de seu riscado. Está claro que ele é um leigo em biologia. Mas em assuntos legais, ele vai muito bem.Por exemplo: livros como “Deus, um Delírio” deviam ser motivo de prisão? Ali ele faz crítica à prática da religião. Eu acho que não haveria motivo para prender críticos da religião, apenas combatê-los no campo das idéias. Agora, se a crítica à prática homossexual é proibida, quais práticas também serão proibidas? A Lei PL 122 abre brechas bizarras.

      • Ele tentou invalidar tudo o que o Silas falou sobre homossexuais atacando o que ele falou sobre darwinismo, notou a tática torpe “pega-trouxa”? Hehe

      • Luciano, acho que ele é o mesmo desastre argumentativo quando quer falar de lei. É um leigo falando como se fosse autoridade no assunto.
        Por exemplo, ele chegou a dizer que liberdade de orientação sexual “é a primeira porta para a pedofilia”, sendo que a pedofilia é justamente um crime CONTRA a liberdade sexual!
        Veja aqui: http://www.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/hotsite/PL-122/
        Ele até disse outras bobagens aí, se quiser eu aponto todas.
        Essa distinção entre “criticar as pessoas” e “criticar as condutas” não está em lugar algum do projeto de lei. Nenhum dos artigos proíbe a crítica da conduta homossexual, assim como hoje a lei nº 7.716 (que a PL 122 vai alterar) não proíbe a crítica à conduta religiosa. É mais uma invenção da mente fértil dele que o todo mundo fica repetindo por aí.
        No Artigo 8ª do PL, para uma manifestação de pensamento configurar crime tem que ser “ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória”. O padre (ou o neo-ateu, uma vez que o mesmo artigo se aplica a discriminação religiosa) teria que falar algo muito feio para ser enquadrado na lei. Não é só criticar a religião, ou a prática homossexual.
        Ou seja, no seu exemplo a lei NÃO PERMITIRIA que o neo-ateu fizesse algo que o “homofóbico” fosse proibido de fazer, já que a proteção envolve tanto a liberdade religiosa quanto a de orientação sexual.
        Veja na página 5:
        http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=45607
        É o mesmo crime para quem discrimina religiosos ou homossexuais.
        Se em algum artigo do PL 122 estiver escrito “É crime criticar a prática homossexual”, por favor me avise.

        Quanto ao igorgitirana, eu usei o que ele disse sobre evolução para refutar a idéia de que ele seja um BOM ARGUMENTADOR, sendo que eu especifiquei isso na primeira linha. Assim, sua declaração não vale nada. Agora procure na PL 122 onde está escrito que criticar a conduta homossexual é crime para ver o quão honesto é o Silas Malafaia.

  9. Rapaz eu acho que cada um tem o direito de fazer o que quiser com sua vida. Se o cara é chegado a ”dar o rabo”, como o autor fez questão de frisar no texto, porque eu deveria impedir tal prática?

    Eu concordo que a aprovação do PL 122 vai contra a constituição e fere a liberdade de expressão. Mas percebam que os homossexuais são uma MINORIA na sociedade e estão mais sujeitos a atitudes violentas do que as demais pessoas. Ainda vivemos em um país que não aceita relações homo-afetivas, portanto eles fazem parte de um grupo mais vulnerável à violência.

    Creio ser necessário reformular essa lei, de modo que não seja incostitucional ao mesmo tempo que fornece proteção aos baytolas.

    • Ricardo, a punição para ações violentas contra gays já SÃO PREVISTAS na constituição. Não há mudança de lei a ser feita para isso. Abs, LH.

      • Eu sei, o que quero chamar atenção é que homossexuais fazem parte de um grupo social mais vulnarável à violência, visto que há ainda preconceito vigente na sociedade. Sou contra a PL 122, mas acho que os gays precisam de uma lei que garantam mais protação a eles, não concorda?.

    • Todos grupos são vulneráveis à violência sejam maioria ou minoria…

      A única maneira de você falar que os homossexuais “estão sendo perseguidos e exterminados” é se pelos dados estatísticos a quantidade de crimes contra gays for proporcionalmente maior a crimes contra outros grupos, O que nunca foi o caso…

      Agura vc sabe como a midia pode influenciar a cabeça das pessoas brutalmente, pois você mesmo foi influenciado por toda essa campanha midiática para noticiar até quando um gay mata outro como crime de homofobia (seria isso homofobia mútua? XD)

    • Ricardo você está enganado.

      É preciso apenas cumprir a lei que já é vigente.

      No Brasil está tendo cerca de 50.000 homicídios de PESSOAS por ano, é o país mais violento do mundo.

      E porque você acha que temos que fazer leis para supostamente defender os gays sendo que o brasileiro em geral não tem segurança

      No link abaixo você encontra as estatísticas divulgadas pelo movimento gay e demonstra como elas são fraudulentas.

      http://homofobianaoexiste.wordpress.com/

  10. Leo,

    Você escreveu o seguinte: “ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória”.

    Quer dizer, se alguém diz que a crítica é vexatória, já estaria enquadrada na lei, não? Assim, dizer que a prática de religião é um “delírio” ou o comportamento gay algo “anormal”, já estariam enquadrados na lei, certo?

    Abs,

    LH

    • Luciano, depende de como os magistrados vão interpretar “vexatória”, lembrando que essa parte seria acrescida como o parágrafo 5º do Artigo 20 da Lei 7.716, que hoje é:
      “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
      Pena: reclusão de um a três anos e multa.”

      -Numa interpretação muito ampliativa (qualquer ação minimamente vexatória configura o crime), teria-se inconstitucionalidade por ser muito restritiva à liberdade de expressão. Ou seja, essa interpretação não seria cabível e seria rechaçada pelos tribunais superiores (por súmulas do STF e jurisprudência, por exemplo). Mas mesmo nessa interpetação aberta,
      a mera crítica da prática homossexual não é algo automaticamente vexatório (não basta que a “vítima” se sinta assim, o juiz tem que julgar com base no cidadão médio), portanto a crítica do Silas continua sem fundamento. Eu concordo com você que Dawkins não precisa ir para a cadeia.

      -Numa mais restritiva, a ação vexatória teria que se enquadrar no Artigo 20 além de ser vexatória. Assim, na parte de “discriminação ou preconceito”, pela lei 7.716 entendem-se esses termos por diversas condutas como impedir acesso a lugares, vagas de emprego ou de escola e serviços. Se Dawkins dissesse que “religiosos são doentes mentais, logo devem ser barrados em entrevistas de emprego” isso seria crime tanto na lei atual quanto no PL, por mais restritiva que seja a interpretação. Eu acho que essa é a interpetação que vai prevalecer caso a lei seja aprovada.

      Nessa matéria de Direitos Fundamentais é assim mesmo: direitos entram em choque e é difícil demarcar onde um direito deve ser protegido em detrimento de outro, por isso os tipos legais são abertos, para permitir que o julgador decida.
      Se o Silas (ou os fãs do Dawkins, ou qualquer pessoa que ache que a inclusão do parágrafo 5º seria interpretada pelos tribunais de forma muito restritiva à liberdade de expressão) seria o caso de se colocar contra a inclusão desse parágrafo especificando esse problema e DEMONSTRANDO que os juízes poderiam fazer essa interpretação. Seria assim uma crítica LEGÍTIMA. Isso seria um problema de técnica legislativa, não de conduta dos grupos homossexuais. Mas isso em muito pouco se relaciona com as críticas que ele fez:

      -Ele disse que “homofobia” não pode ser comparada ao racismo pela homossexualidade ser comportamental.
      >Sem fundamento, pois a Lei 7.716 equipara a discriminação racial à religiosa, sendo a última comportamental.

      -Ele disse que a lei vai dar tratamento diferente aos críticos dos homossexuais em relação aos críticos dos religiosos:
      >Errado, pois o PL equipara as discriminações religiosa e de orientação sexual, e ele omite esse “detalhe”.

      -Ele levantou a questão da união homoafetiva:
      >Red herring, em nada se relaciona ao PL 122.

      -Ele levantou a questão do crime de injúria:
      >Seria o caso então de revogar a proteção contra a discriminação religiosa na Lei 7.716. Mas injúria não é o mesmo que incitar a discriminação.

      -Ele disse que a PL que “criminalizar os contrários à prática homossexual”:
      >Em lugar algum da PL está escrito que a mera crítica à prática é crime por si só. Por mais abertamente que seja interpretado “vexatória”, dizer que é contra a bíblia não configura crime (realmente a bíblia é contra, nenhum juiz poderia exigir que o pastor omitisse isso). Lembrando que não basta que a vítima se sinta “envergonhada” para a haja o crime, o juiz deve julgar com base em critérios jurídicos mais objetivos.

      Por fim, vou deixar minha opinião: não vejo problema a princípio em equiparar a discriminação por opção sexual à discriminação religiosa. Se o termo “vexatório” pode ter ficado muito aberto, então a lei teria que ser melhor redigida, para não prejudicar a liberdade de expressão. Mas enquanto gente como Silas continuar propagando desinformações, como eu mostrei que ele está fazendo, é dífícil trazer esse tipo de discussão para a esfera popular.

      Abraços!
      Leo

      • leo,

        Note que você afirmou que “depende de como os magistrados vão interpretar ‘vexatória'”. Se a interpretação está aberta, ponto para a militância.

        Você afirmou também o seguinte: “Se Dawkins dissesse que “religiosos são doentes mentais, logo devem ser barrados em entrevistas de emprego” isso seria crime tanto na lei atual quanto no PL, por mais restritiva que seja a interpretação. ”

        Mas isso é dito abertamente pelos neo ateus, que afirmam que religiosos não deveriam ser cientistas. Ou que isso “prejudicaria” o exercício da prática científica.

        Mas vejamos o centro do artigo de Malafaia:

        “1. Que ninguém nasce homossexual.
        2. É uma questão comportamental, portanto não se pode comparar a racismo. Vamos ter que fazer leis para todos os comportamentos do ser humano.
        3. Crime de injúria já esta previsto em lei seja para homossexuais, seja para heterossexuais.
        4. Criticar homossexuais, evangélicos, ou seja lá quem quer que seja, é principio basilar do Estado Democrático de Direito.”

        Se ele disse que o crime de injúira já está previsto, ele matou toda sua objeção. Logo, a adição de um item que “depende de como os magistrados vão interpretar vexatória”, só ajuda a militância de esquerda, que, como sabemos, precisa de brechas na lei.

        Abs,

        LH

      • Eu concordei que a objeção contra a parte do “vexatória” seria legítima, se você achar que ficou muito aberto e que vai dar brechas para censura. Mas não é isso que o Silas alegou. Ele patinou em outras objeções absurdas, como nos exemplos que eu dei. Por mais aberta que estivesse a palavra “vexatória”, não cairia no caso que ele falou de “proibir QUALQUER crítica ao comportamento homossexual”, mesmo dependendo da interpretação dos magistrados.
        Se os neo-ateus disseram isso… bom, a situação deles mesmo quanto à lei ATUAL (Artigo 20 da Lei nº 7.716) está feia e eu não vou defendê-los. Hehehe…
        Quanto aos pontos 1 e 2, eu refutei, pois a lei EQUIPARA discriminação “de nascença” à discriminação comportamental. Não há sentido em fazer essa distinção, é irrelevante. Mais um erro grosseiro do Silas, ou um Red Herring.
        Quanto ao ponto 3, NEM TODAS as incitações de discriminação são também injúrias, e nem todas as injúrias são discriminação (Art. 140, § 3º do CP).
        No caso que você citou no artigo, de A LEI permitir que o sujeito critique quem vai à igreja e proibir de criticar quem seja homossexual, está errado pois a lei nova (PL 122) daria a MESMA proteção para os dois casos. Você pode até falar que os juízes seriam mais rigorosos para um lado ou outro, mas sua questão foi quanto ao aspecto DA LEI. Nesse caso eu acho que o Silas INDUZIU você ao engano ao OMITIR que a proteção da lei nova abrangeria tanto os religiosos quanto os homossexuais. Talvez alguns religiosos seriam até a favor da lei nova por aumentar a proteção a eles (na parte do “vexatória”) e complicar a vida dos neo-ateus, mas ele não poderia perder esse pessoal.
        Por fim se você acha que a parte do “vexatória” vai dar problemas (eu penso que não, mas depende da cabeça dos magistrados), eu recomendaria ser especificamente contra a adição do parágrafo 5º ao Artigo 20 da Lei nº 7.716, que faz parte do PL 122, mas não é essencial a ele. Essa adição encontra-se no Artigo 8º do PL (não é todo o artigo 8º). Recomendo também pesquisar pareceres jurídicos (Silas não é jurista, assim como não é biólogo, e fala como se fosse). Lembrando que esse parágrafo atrapalharia até os neo-ateus, pois a proteção seria equiparada Veja o novo Artigo 20 no PL:
        “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.”
        E o novo parágrafo 5º, referente ao artigo anterior, que você pode criticar:
        “§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica; (NR)”
        Se o § 5º ficou muito aberto, vá fundo, critique. Mas não recomendo ir na onda do Silas, pois ele dá argumentos bem absurdos, como eu mostrei aqui.
        Boa sorte!
        Abraços!
        Leo.

      • Leo,

        No momento em que citei o item “vexatória”, me esqueci de uma parte pior: “de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.

        Mas o que seria “filosófica”? Algo que deixaria os gays “vexados” do ponto de vista “filosófico”?

        Está justificada aí a crítica do Silas Malafaia. Pois essa expressão já seria o suficiente para proibir QUALQUER crítica ao comportamento homossexual.

        Em relação aos neo ateus, na verdade a jogada é mais fácil de entender.

        Hoje, existe militância neo ateísta, assim como gayzista. Como é um momento onde a militância está forte nos lados deles, a lei PL 122 não teria efeito algum contra neo ateus, pois não haveria militância para iniciar uma tática de guerra assimétrica conhecida como “guerra de processos”. Isso, por exemplo, é o que neo ateus fizeram em relação ao Datena, mas os religiosos não fazem contra neo ateus.

        Eu estou ciente de que a PL 122 abrange não apenas os gays, mas no momento atual, não é necessária uma lei que proíba situações “vexatórias” de “ordem filosóficas” contra quaisquer grupos.

        Ademais (portanto, não é parte central do meu argumento), do jeito que está, e na situação de militância atual (aliás, pq será que o PT está tão interessado nessa lei AGORA?), tal lei só vai beneficiar os grupos de esquerda.

        Abs,

        LH

  11. Meus caros,
    sempre tive em mente a questao da falácia da natureza para tal assunto.
    Numa investigação para tentar descobrir a causa de tal gafe cheguei a uma possivel hipótese.
    N religiosos dizem ser o homossexualismo anti natural ou não natural. Só que o conceito de natural ou natureza usado pelos religiosos é (acredito) filosófico.
    Quando aparecem pesquisas dizendo que é natural ou é a natureza daquele individuo ser homossexual, o sentido do termo não é mais o mesmo.

    Portanto, acredito que para o assunto não tenhamos que tratar apenas do ponto de vista da falácia naturalista, mas também do conceito de “natureza” “natural”.
    Há uma confusão intencional aí, e como de costume, cabe ao lado mais honesto explicar as coisas.
    Haja paciência e disposição!

    Não que eu seja grande, mas se eu que estava de alerta caí no jogo, tenho motivos para crer que muitos outros cairão.

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