A crueldade dos gayzistas e por que deveríamos ajudar os gays não militantes

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Antes de começar, vamos definir aqui o que é o gayzista: é aquele homossexual que busca todas as oportunidades para fazer militância em relação à sua prática sexual. Como não fosse apenas isso, ele também tenta impor aos heterossexuais o seu estilo de vida.

Por causa dos gayzistas, temos aberrações como a luta pela PL 122, projeto de lei que tenta proibir as críticas ao comportamento homossexual. É o fim da liberdade de expressão nessa questão.

Hoje sabemos que é possível um casado criticar alguém por ser solteiro, ou um católico criticar alguém por ser evangélico. Mas os gayzistas querem que os gays não possam ser criticados.

No entanto, essa tentativa de se criar uma classe privilegiada não é algo que pareça interessar todos os gays.

Por exemplo, o cabeleireiro onde corto o cabelo. Ele é extremamente talentoso. E gay. Eu o trato com o devido respeito. Ele jamais veio com brincadeiras bobas para cima de mim. E eu jamais vi motivo algum para desrespeitá-lo.

Não estamos em situação de confronto, mesmo ele tendo uma opção sexual com a qual não concordo. Não há motivos para conflitos.

Esse cabeleireiro, pelo que é possível notar, tem um objetivo. Ele sabe que pertence a uma minoria. Ele quer viver sua vida em paz. E gostaria de não ser incomodado.

Entretanto, os gayzistas pensam de maneira oposta. Ao tentar transformar sua opção sexual em uma bandeira de militância, querem entrar em confronto com os heterossexuais, que, até o momento, estão passivos (epa, epa, estou falando no bom sentido) até demais nessa contenda.

Por exemplo, veja o que Luiz Mott afirmou: “Eu costumo falar: Nós precisamos de vocês, heterossexuais. Nós amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais: novos gays e novas lésbicas”.

Isso é claramente uma provocação de torcida. Se você já viu aquelas provocações que antecedem os clássicos de futebol, e que geralmente são estopins para a pancadaria, sabe do que estou falando.

O grande problema é que nessa batalha de provocação, os gayzistas querem chegar a um status onde não poderão ser criticados. Ou seja, bater pode. Mas na hora de apanhar, estão protegidos. E com certeza com militantes do naipe de Luiz Mott gritando: “Tá tudo dominado!”.

Existem alguns casos de agressão a gays atualmente. Não tenho informação para dizer se essas agressões são casos de homofobia ou apenas o fato de que gays, como heterossexuais, podem ser vítimas de crimes.

Mas suponhamos que alguns casos REALMENTE sejam agressões a gays pelo único fato de serem gays.

Não terão sido tais agressões motivadas pelas recentes provocações feitas pelos gayzistas?

Dia desses eu estava em um táxi, e havia uma manifestação de gayzistas na Avenida Paulista. O taxista disse: “Esses gays estão perdendo a vergonha na cara. Daqui a pouco vão nos proibir de sermos homens.”.

Note o dano que os gayzistas estão provocando à imagem de TODOS os gays.

Não seria aquele sujeito que agrediu os gays com uma lâmpada na Avenida Paulista alguém que tenha a mesma percepção que o taxista?

Esse é um exemplo de dano que grupos militantes que ALEGAM representar uma classe podem causar.

No ímpeto de sair para o confronto aberto com os heterossexuais conservadores, eles afirmam representar TODOS os gays. E aí começam a jogar os gays contra os heterossexuais, e vice-versa.

É nesse momento que podemos rotular a atitude de gente como Jean Wyllis e Luiz Mott de uma CRUELDADE contra os gays que querem viver sua vida em paz.

No exemplo do meu cabeleireiro, ele não está em confronto comigo. Mas Jean Wyllis e Luiz Mott estão em pé de guerra contra os conservadores, especialmente os religiosos. Mas até eu, que não sou religioso, estou me sentindo incomodado com a possibilidade de censura por parte deles.

Antes que alguém diga: “isso não é confronto, é apenas uma tentativa de mudar a lei”. Só que se uma lei foca em tirar a LIBERDADE de um grupo em benefício de outro, isso JÁ É um confronto.

Tecnicamente, os gayzistas estão para as torcidas organizadas que faziam badernas assim como  o gay não militante está para a torcida comum.

Mas ainda há algo mais danoso que os gayzistas podem fazer aos gays militantes.

Imagine que um sujeito horripilante e pobre seja iludido por um outro que afirme que basta ele ter um conjunto de comportamentos que poderá levar a Gisele Bundchen para a cama. Melhor ainda. Ter um relacionamento de longo prazo com ela.

É uma crueldade iludi-lo desta forma, não?

Pois é. Nessa luta por “igualdade de visibilidade” (ou seja, lutar para que casais gays sejam vistos DA MESMA FORMA que os casais tradicionais), estão naturalmente mentindo para os gays.

O fato é que assim como o ogro não vai acasalar com a Gisele Bundchen, os gays jamais serão similares aos heterossexuais.

A razão para isso é uma constatação óbvia observada biologicamente: o comportamento homossexual NÃO TEM FINALIDADE em termos evolutivos. Já o nosso garante a preservação da espécie.

O nosso comportamento é o padrão. O deles é de exceção.

Ao invés de lutar para que os gays pudessem viver em paz conformando-se com o fato de serem exceção (e isso não passa de uma constatação biológica), os gayzistas, pelo contrário, ficam iludindo os restantes dos gays dizendo-lhes que, em um “futuro brilhante”, todos os tipos de relacionamento serão vistos da mesma forma.

Isso, obviamente, é vender uma ilusão, que os fará sofrer mais ainda pelo fato de que sempre continuarão tendo um comportamento de exceção.

Elenquei dois motivos principais para lutarmos contra os gayzistas e convencermos os gays não militantes a se posicionarem contra eles também: (1) criação de um confronto desnecessário, que só trará danos aos gays, (2) venda de ilusões, o que só fará os gays sofrerem ainda mais a sua situação de exceção. Situação esta, que não vai mudar.

Por isso, nos posicionarmos fortemente contra os gayzistas é um ato de caridade em relação aos homossexuais não militantes.

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43 COMMENTS

  1. Por que estaria sendo criada uma classe privilegiada se os homossexuais só vão passar a figurar no mesmo artigo que já continha “raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” e agora passará a ter “condição de pessoa idosa ou com deficiência” além do “gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”? Essas outras aí também eram/serão “classes privilegiadas”?

    O tipo de argumento “biológico” que vejo aqui soa estranho. Alguns anos atrás e estar-se-ia falando sobre com as mulheres têm valor biológico de reprodução e nem tanto de sobrevivência, de modo que elas devessem ficar em casa sob as ordens do macho dominante e que essas militantes feministas estariam prometendo um paraíso na terra onde as mulheres seriam equiparadas aos homens.

    • O fato é que a lei PL 122 quer restringir situações “vexatórias” e de ambito “filosófico”, inclusive, ou seja, proibir as críticas. E sabemos que hoje em dia valorizamos a liberdade de expressão. A probição de discordancias “filosóficas” em relação à homossexualidade é um precedente perigoso para limitar a liberdade de expressão. Essa alteração está sendo proposta por causa da soliticação dos gayzistas: fato.

      E quando ao “argumento biológico”, você dizer que “soa estranho” não é uma refutação. Aliás, o que tem a hver citar que biologicamente as mulheres tem mais valor de replicação, e menos de sobrevivência, e derivar na idéia de que “elas devessem ficar em casa sob as ordens do macho dominante”.

      O fato é que as militantes feministas estão prometendo um paraíso em Terra mesmo. E causando cada vez mais infelicidades para as mulheres

      Abs, LH

      • Qualquer coisa que se diga que o PL “queira” em relação aos homossexuais se estende em relação a todas as outras classes que estavam e continuarão estando nos artigos alterados.

        Qual é a liberdade que os religiosos estão perdendo? A de reprimir homossexuais? Basta ver o vídeo abaixo que o colega trouxe: “A Igreja ama os homossexuais e só temos a dizer a você, homossexual: PARE DE SE MACHUCAR, PARE DE SE MALTRATAR, O PECADO NÃO LEVA NINGUÈM À FELICIDADE SÓ À MORTE. A Igreja não condena(?!) o homossexual”. Mas ok, bem fofinha a declaração. Pena que logo em seguida chama o reconhecimento do direito à união CIVIL de homossexuais, aprovada pelo STF, de vitória da militância gay? Quem é que tá querendo se intrometer na liberdade alheia mesmo? Será que os gays estão querendo tirar uma liberdade da religião ou é a religião que está tirando liberdades dos gays?

        “E quando ao “argumento biológico”, você dizer que “soa estranho” não é uma refutação.”

        Que bom que eu não me limitei a dizer só isso, não é mesmo? Ufa.

        “Aliás, o que tem a hver citar que biologicamente as mulheres tem mais valor de replicação, e menos de sobrevivência, e derivar na idéia de que “elas devessem ficar em casa sob as ordens do macho dominante”.”

        Quem tem que se aventurar na selva do mundo lá fora do trabalho competitivo são os homens, que têm mais habilidades de sobrevivência.

        “E causando cada vez mais infelicidades para as mulheres”

        Será?

      • Carlos morrigan, vamos lá

        Qualquer coisa que se diga que o PL “queira” em relação aos homossexuais se estende em relação a todas as outras classes que estavam e continuarão estando nos artigos alterados.

        Acho que aí a coisa fica PIOR ainda, pois aí é fim da liberdade expressão de qualquer crítica. Ou seja, casado não pode criticar solteiro, evangélico não pode criticar católico. é mais ou menso isso?

        Qual é a liberdade que os religiosos estão perdendo? A de reprimir homossexuais? Basta ver o vídeo abaixo que o colega trouxe: “A Igreja ama os homossexuais e só temos a dizer a você, homossexual: PARE DE SE MACHUCAR, PARE DE SE MALTRATAR, O PECADO NÃO LEVA NINGUÈM À FELICIDADE SÓ À MORTE. A Igreja não condena(?!) o homossexual”. Mas ok, bem fofinha a declaração. Pena que logo em seguida chama o reconhecimento do direito à união CIVIL de homossexuais, aprovada pelo STF, de vitória da militância gay? Quem é que tá querendo se intrometer na liberdade alheia mesmo? Será que os gays estão querendo tirar uma liberdade da religião ou é a religião que está tirando liberdades dos gays?

        Que “liberdade”? Ora, o casamento é entre homens e mulheres. Isso sabemos. E agora, vão aprovar casamento de alguém com video game? Ou casamento de alguém com travesseiro? Formas alternativas de casamento não são casamentos. Acho até que gays poderiam ter direitos similares a de casais gays, menos a adoção de crianças. Mas mesmo assim não é casamento.

        Que bom que eu não me limitei a dizer só isso, não é mesmo? Ufa.

        Vamos ver então o centro de seu argumento pró-feminismo.

        Quem tem que se aventurar na selva do mundo lá fora do trabalho competitivo são os homens, que têm mais habilidades de sobrevivência.

        Bobagem. Ningúem falou algo como “quem tem que se aventurar”. Na verdade, na selva do mundo de trabalho podem se aventurar tanto homens e mulheres. Mesmo assim, existe a natureza biológica da mulher, com a qual ela terá que lidar. Coisas como menor produção de testosterona, desejo por ter filhos e criá-los, etc.

        Não se muda a natureza de uma hora para outra.

        Mas onde em meu texto eu disse “onde” as mulheres teriam que permanecer?

        Seu erro grosseiro é o mesmo da maioria dos leigos em psicologia evolutiva. Entender como um processo ocorre NÃO SIGNIFICA defender que esse padrão é o ‘certo’. O fato de que as mulheres tem maior tendência a quererem ser mães e guardarem os filhos de forma mais próxima não implica que TENHAM que fazer isso. Hoje tem a opção de irem trabalhar e focar na carreira. mas o fato é que para os homens isso nao é opção. É regra.

        Será?

        Basta conhecer o básico de Dinâmica social para ver que as feministas estão criando uma pequena forma de paraíso… mas é para os homens. 🙂

        http://lucianoayan.com.br/2010/05/10/como-as-feministas-explicam-a-queda-da-satisfacao-feminina/

        E assim caminha a ingenuidade das massas de manobra de esquerdistas.

      • “Acho que aí a coisa fica PIOR ainda, pois aí é fim da liberdade expressão de qualquer crítica. Ou seja, casado não pode criticar solteiro, evangélico não pode criticar católico. é mais ou menso isso?”

        Sim e não. Se formos olhar pelo argumento que estão dando agora pra serem contrários à inclusão dos gays, de fato estar-se-ia minando a liberdade de expressão. No entanto, se considerarmos a existência dessas outras classes na lei e que mesmo assim elas não se tornaram privilegiadas, não parece que vai haver necessariamente o fim da liberdade de expressão.

        “Que “liberdade”? Ora, o casamento é entre homens e mulheres. Isso sabemos.”

        Não, isso DEFINIU-SE. Arbitrariamente. Ou será que tem em algum lugar do universo gravado que casamento só pode ser entre seres de sexos diferentes? Ou que seres do mesmo sexo não podem formar uma família?

        “E agora, vão aprovar casamento de alguém com video game? Ou casamento de alguém com travesseiro?”

        Não necessariamente. Mas se aprovassem, e daí?

        “Formas alternativas de casamento não são casamentos.”

        Só porque definiu-se assim.

        “Acho até que gays poderiam ter direitos similares a de casais gays, menos a adoção de crianças. Mas mesmo assim não é casamento.”

        E por que os casais gays não podem adotar crianças? (além de não poderem ser casados civilmente)

        “Hoje [as mulheres] tem a opção de irem trabalhar e focar na carreira.”

        Antes não tinham. O que eu estou dizendo é que poderia haver um discurso baseado em biologia para impedir que elas tivessem conquistado essa opção, da mesma forma que você quer justificar limitações às opções dos gays com o seu discurso biológico.

        Assim, não faz sentido você perguntar “em que parte do meu texto eu disse onde as mulheres deveriam ficar?”. Eu não disse que você falou esse tipo de coisa, perguntei por que esse discurso de agora não serviria pra legitimar esta outra postura.

        Eu entendo que o ponto da sua crítica à militância seja no fato de que ela tenta impor sua bandeira até mesmo aos seus semelhantes que não a deseja. Mas o que os gays estão fazendo é criar a liberdade de terem direito a direitos iguais aos dos héteros. O problema seria se os gays começassem a pressionar todos os gays que não quisessem exercer esse direito como se eles estivessem errados ao não fazê-lo. Mas isso não já não tem nada a ver com o PL 122.

      • C
        Sim e não. Se formos olhar pelo argumento que estão dando agora pra serem contrários à inclusão dos gays, de fato estar-se-ia minando a liberdade de expressão. No entanto, se considerarmos a existência dessas outras classes na lei e que mesmo assim elas não se tornaram privilegiadas, não parece que vai haver necessariamente o fim da liberdade de expressão.
        Talvez não exista somente por que não há interesses políticos em evangélicos fazerem guerra de processos contra católicos, ou casados começarem guerras de processos contra solteiros, ou mesmo jogadores de vídeo game começarem guerras de processos com aqueles que não jogam.
        Mas no caso atual temos um interesse específico em uma lei por causa do interesse de uma classe precisar de pretextos para guerras de processos contra outra.
        Não, isso DEFINIU-SE. Arbitrariamente. Ou será que tem em algum lugar do universo gravado que casamento só pode ser entre seres de sexos diferentes? Ou que seres do mesmo sexo não podem formar uma família?
        Ou será que nós, cidadãos que criamos a constituição, seguimos a lei natural, e defendemos um modelo de casamento que reflete o que se vê na natureza? O vergonhoso da ideologia gayzista é que ela visa achar que o casamento heterossexual é uma “construção arbitrária” do ser humano. Nada. Basta estudar a série “The Human Sexes” para entender o relacionamento entre homem e mulher, e pq esse relacionamento é a BASE de qualquer sociedade que se tornou civilização, para ver que não há “definições arbitrárias” para prejudicar os “pobres gays oprimidos”.
        Não necessariamente. Mas se aprovassem, e daí?
        Então teríamos que arrumar um nome diferente para o relacionamento tradicional. Obviamente, que o relacionamento entre homem e mulher, com ênfase na procriação e preservação da espécie, NÃO É DA MESMA CATEGORIA que o relacionamento entre gays, de homens com videogames, ou da mulher com o vibrador…
        Só porque definiu-se assim.
        E agora estão com inveja de uma definição feita para algo TOTALMENTE diferente do que os gays praticam?
        E por que os casais gays não podem adotar crianças? (além de não poderem ser casados civilmente)
        Mas aí uma criança seria criada em um ambiente sem referência de pai e mãe?
        Antes não tinham. O que eu estou dizendo é que poderia haver um discurso baseado em biologia para impedir que elas tivessem conquistado essa opção, da mesma forma que você quer justificar limitações às opções dos gays com o seu discurso biológico.
        Errado. Ninguém está justificando as opções dos gays por causa de discurso biológico. Estou apontando os fatos. O relacionamento entre homem e mulher é base de civilizações. Se fosse interrompido, civilizações teriam sido extintas. Isso é o óbvio. Negar isso é vender ilusões para os gays. Não são a mesma coisa e nunca serão. Lutar contra a contingencia humana é apenas vender ilusões para transformar os gays em massa de manobra.
        Assim, não faz sentido você perguntar “em que parte do meu texto eu disse onde as mulheres deveriam ficar?”. Eu não disse que você falou esse tipo de coisa, perguntei por que esse discurso de agora não serviria pra legitimar esta outra postura.
        Ninguém disse que a o discurso biológico LEGITIMA postura. O que eu disse é que existem DESEJOS NATURAIS nas mulheres, assim como existem DESEJOS NATURAIS nos homens. Eu falo de homens e mulheres normais, no sentido biológico/reprodutivo.
        Eu entendo que o ponto da sua crítica à militância seja no fato de que ela tenta impor sua bandeira até mesmo aos seus semelhantes que não a deseja. Mas o que os gays estão fazendo é criar a liberdade de terem direito a direitos iguais aos dos héteros. O problema seria se os gays começassem a pressionar todos os gays que não quisessem exercer esse direito como se eles estivessem errados ao não fazê-lo. Mas isso não já não tem nada a ver com o PL 122.
        Existem muitas coisas envolvidas na guerra intelectual entre gayzistas e conservadores. Uma delas é tentar legitimar a opção sexual e relativizá-la ao nível da opção heterossexual. Em seguida, ensinar isso nas escolas, com o dinheiro público, automaticamente fazendo troça dos cidadãos conservadores que pagam impostos. Com isso, estimular definitivamente um conflito aberto. Alguns conservadores (como exemplo os tazistas) podem achar que a guerra é contra todos os gays ao invés de ser contra os gayzistas apenas, não? É disso que falei.

      • “defendemos um modelo de casamento que reflete o que se vê na natureza?”

        Homossexualismo também existe na natureza. O que se faz é classificar a relação hétero de casamento, associar vários direitos aos casados e gerar a exclusão das relações homo desses direitos. Só porque eles foram “excluídos da natureza” num primeiro momento. É essa a arbitrariedade que vejo.

        “Obviamente, que o relacionamento entre homem e mulher, com ênfase na procriação e preservação da espécie”

        Gays também podem preservar a espécie, ao adotarem os ‘procriados’ abandonados. Mas você nega a eles essa utilidade também, hum…

        “Então teríamos que arrumar um nome diferente para o relacionamento tradicional”

        Por quê é necessário haver essa distinção? Para que certo grupo tenha certos direitos e certo grupo não tenha? Você falou, por exemplo, na “ênfase na procriação e preservação” que justificaria manter os homos numa categoria à parte e com menos direitos. Então casais héteros que não possam ou não queiram ter filhos, por não se adequarem à ênfase que você trouxe, deveriam estar nessa classe separada também?

        “Mas aí uma criança seria criada em um ambiente sem referência de pai e mãe?”

        Qual o problema?

        “O relacionamento entre homem e mulher é base de civilizações. Se fosse interrompido, civilizações teriam sido extintas.”

        O casamento gay não vai interromper o relacionamento hétero, vai? Você vai virar gay se os gays puderem se casar?

        Claro que existem diferenças biológicas entre homos e héteros. Assim como existem entre negros, brancos, homens, mulheres… Naquilo que o foco do movimento gayzista promete ignorar estas diferenças biológicas tornando a relação homo capaz das mesmas coisas que a hétero ele falha miseravelmente, e concordo contigo, mas naquilo que ele tenta eliminar o uso desses critérios biológicos como motivo para gerar exclusão de pessoas a direitos, ele está certo.

      • C.
        Homossexualismo também existe na natureza. O que se faz é classificar a relação hétero de casamento, associar vários direitos aos casados e gerar a exclusão das relações homo desses direitos. Só porque eles foram “excluídos da natureza” num primeiro momento. É essa a arbitrariedade que vejo.
        Mas jamais existiu um direito ao casamento gay. Essa luta por “direito” ao casamento gay está amparada onde? No desejo de acharem que são iguais aos casais heterossexuais?
        Gays também podem preservar a espécie, ao adotarem os ‘procriados’ abandonados. Mas você nega a eles essa utilidade também, hum…
        Ah, mas aí tirarão da criança a competitividade, pois faltará a ele uma base de educação. Algo como um pai e uma mãe….
        Por quê é necessário haver essa distinção? Para que certo grupo tenha certos direitos e certo grupo não tenha?
        Não é só para questão de direitos. É que são coisas totalmente diferentes. O relacionamento homem-mulher é o casamento, feito para a transferência dos genes para a frente. Você quer criar algo que não tem nada a ver com isso e chamar de casamento? Inventem outro termo, oras.
        Você falou, por exemplo, na “ênfase na procriação e preservação” que justificaria manter os homos numa categoria à parte e com menos direitos. Então casais héteros que não possam ou não queiram ter filhos, por não se adequarem à ênfase que você trouxe, deveriam estar nessa classe separada também?
        Temos dois detalhes aí. No caso de casais normais (homem-mulher), ainda temos o instinto de preservação de espécie (programados no hardware cerebral). Senão, é claro, nem haveria a atração. E, se o casal não tem filhos, obviamente na perspectiva evolutiva possuem menos sucesso. No caso, são um casal sem sucesso evolutivo. Simples.
        Mas ninguém falou em “menos direitos” ainda.
        Qual o problema?
        Se você não vê problemas em ausência de referenciais como um pai e uma mãe, sinto que seus referenciais são mais problemáticos que eu pensava…
        O casamento gay não vai interromper o relacionamento hétero, vai? Você vai virar gay se os gays puderem se casar?
        Como já disse, os gays jamais vão se tornar o PADRÃO. As leis que os gayzistas querem não vão mudar isso Logo, sua pergunta é desonesta intelectualmente. Mas mesmo que não sejam o padrão, não há motivos para ensinar ao meu filho que união entre gays é igual a união entre homem e mulher.
        Claro que existem diferenças biológicas entre homos e héteros. Assim como existem entre negros, brancos, homens, mulheres… Naquilo que o foco do movimento gayzista promete ignorar estas diferenças biológicas tornando a relação homo capaz das mesmas coisas que a hétero ele falha miseravelmente, e concordo contigo, mas naquilo que ele tenta eliminar o uso desses critérios biológicos como motivo para gerar exclusão de pessoas a direitos, ele está certo.
        Que direitos? Ter um casamento igual ao dos casais de verdade? Isso é ilusão e um desrespeito aos casais de verdade. Se ensinamos aos nossos filhos o que é uma família, nos moldes tradicionais, temos que rever nossos conceitos só pq os gayzistas não gostam de saber a verdade? (que são exceções a regra, nunca o padrão).

      • “Mas jamais existiu um direito ao casamento gay.”

        Isso foi só a reafirmação da posição arbitrária que eu havia apontado no parágrafo em questão…

        “Essa luta por “direito” ao casamento gay está amparada onde? No desejo de acharem que são iguais aos casais heterossexuais?”

        O direito é o de as pessoas formarem suas famílias da forma que quiserem.

        “Ah, mas aí tirarão da criança a competitividade, pois faltará a ele uma base de educação. Algo como um pai e uma mãe…”

        Na luta para impedir o casamento gay, “pai e mãe” viraram sinônimo e requisito para boa educação. Tem alguma demonstração disso? Será que a adoção por homos causa mais estrago até do que a criança não ser adotada e não ter pai nenhum? Que estragos seriam esses?

        “Se você não vê problemas em ausência de referenciais como um pai e uma mãe, sinto que seus referenciais são mais problemáticos que eu pensava…”

        Eu posso ver qual o problema se você parar de enrolar e mostrar qual é.

        “não há motivos para ensinar ao meu filho que união entre gays é igual a união entre homem e mulher.”

        É claro que é diferente. A lei não vai mudar a questão biológica. Mas isso é motivo para eles não terem direito sequer à união? Ou a adotar crianças? Ou será que gays também são biologicamente incapazes de adotar ou de viverem juntos perante o Estado?

        “Ter um casamento igual ao dos casais de verdade? Isso é ilusão e um desrespeito aos casais de verdade.”

        Eles nunca poderão ter um casamento igual ao dos casais “de verdade” porque não podem produzir filhos. Isso é biológico, não vai mudar e não sei se algum gay realmente tem essa expectativa. No entanto, se depender de gente com pensamento como o seu, não vão poder nem as coisas que são possíveis, como ter um filho adotado ou ter direitos como união de bens, reconhecimento no plano de saúde, etc..

        “Se ensinamos aos nossos filhos o que é uma família, nos moldes tradicionais, temos que rever nossos conceitos só pq os gayzistas não gostam de saber a verdade?”

        Você quer o direito de ensinar ao seu filho argumentos para retirar direitos dos outros? Que fofo.

      • Isso foi só a reafirmação da posição arbitrária que eu havia apontado no parágrafo em questão…

        Já mostrei que não há nada de arbitrário. Quer ver? Suponha que você crie frangos e galinhas. Vai querer “casais” gays no meio dos que você comprar ou vai preferir GALOS e GALINHAS, na real acepção da palavra?

        O direito é o de as pessoas formarem suas famílias da forma que quiserem.

        Família com pai e pai? rs.

        Na luta para impedir o casamento gay, “pai e mãe” viraram sinônimo e requisito para boa educação. Tem alguma demonstração disso? Será que a adoção por homos causa mais estrago até do que a criança não ser adotada e não ter pai nenhum? Que estragos seriam esses?

        Vamos ver um exemplo. Meu pai me ensinou ótima dicas de como pegar as garotas, isso quando eu era um adolescente. Mas minha mãe me deu ótimos conselhos para relacionamentos de longo prazo. Existem características que minha mãe possui que meu pai não, e vice-versa. Isso, é claro, é explicado biologicamente.

        Um exemplo está na série The Human Sexes, do Desmond Morris

        O que aprendi com meus pais (e minha mãe, e meu pai), está além da EDUCAÇÃO, mas sim a FORMAÇÃO completa. Que obviamente eu luto para dar sequência. Ou seja, os valores que aprendi com ambos, eu reproduzirei. Por exemplo, trato melhor minha namorada por causa de dicas que ouvi de minha mãe.

        É esse tipo de referencial, fundamental para a construção de uma vida orientada a gerar descendentes, que o filho adotado de casais gays jamais terá.


        Eu posso ver qual o problema se você parar de enrolar e mostrar qual é.

        Dei um exemplo acima. Estranho voce não ter notado.

        É claro que é diferente. A lei não vai mudar a questão biológica. Mas isso é motivo para eles não terem direito sequer à união? Ou a adotar crianças? Ou será que gays também são biologicamente incapazes de adotar ou de viverem juntos perante o Estado?

        Se quiserem adotar uma criança, o problema é da criança. O duro é que depois vai vir mais um enchendo o saco das pessoas que tiveram uma criação normal.

        Eles nunca poderão ter um casamento igual ao dos casais “de verdade” porque não podem produzir filhos. Isso é biológico, não vai mudar e não sei se algum gay realmente tem essa expectativa. No entanto, se depender de gente com pensamento como o seu, não vão poder nem as coisas que são possíveis, como ter um filho adotado ou ter direitos como união de bens, reconhecimento no plano de saúde, etc..

        Está vendo como você se precipitou? Eu acho que gays podiam compartilhar bens, fazer contratos de relacionamento, etc. Na questão do “plano de saúde”, já é outro problema. O plano de saúde é extendido à esposa pois esta cuida dos filhos. Mas isso por que é uma característica biológica dela. Portanto, as esposas devem ser protegidas, claro. O mesmo não vale para gays. Mas eles podem fazer planos de saúde individuais, sem problema algum.

        Observe que o “casamento gay” é uma grande bobagem.

        E mesmo fornecer direitos razoáveis (como o direito de um gay compartilhar seus bens com um parceiro) não significa que isso é um “casamento”.

        Você quer o direito de ensinar ao seu filho argumentos para retirar direitos dos outros? Que fofo.

        Retirar direitos não. Pois esses tais “direitos” são apenas solicitações políticas com apelo demagógico feitas por gayzistas.

      • “Retirar direitos não.”

        Seu argumento a seguir foi algo como “não há retirada de direitos, porque eles nem sequer têm tal direito”, mas quando enunciei o direito de as pessoas formarem suas famílias da forma que quiserem você se limitou a ridicularizar falando “Família com pai e pai? rs.”

        É, família com pai e pai. Ou mãe e mãe. rs.

        “Vai querer “casais” gays no meio dos que você comprar ou vai preferir GALOS e GALINHAS, na real acepção da palavra?”

        Não, porque provavelmente a intenção seria que os bichos procriassem. A única finalidade para a união de pessoas não é a geração própria de descendentes.

        “É esse tipo de referencial, fundamental para a construção de uma vida orientada a gerar descendentes, que o filho adotado de casais gays jamais terá.”

        Você só mostrou que pode ajudar, não que seja “fundamental”. Não tive contato com minha mãe e meu pai não me deu tais dicas (e nem deveria, dado que o casamento dele falhou) e isso não me impediu de ter uma namorada, nem de tratá-la bem, nem de termos um relacionamento longo.

        Também é bom notar que aquela criança que não for adotada por um casal hétero nem possa ser adotada por um casal homo, pode até não ter tal referencial pra virar pegador vindo dos pais, mas também não vai ter referencial nenhum de família, nem apoio financeiro adequado, etc, o que é bem pior.

        “Na questão do “plano de saúde”, já é outro problema. O plano de saúde é extendido à esposa pois esta cuida dos filhos. Mas isso por que é uma característica biológica dela.”

        Não sei qual a justificativa para o caso dos dependentes. Se for por “criação de filhos”, nada impede que o gay que cuida dos filhos fosse incluído como dependente.

        “E mesmo fornecer direitos razoáveis (como o direito de um gay compartilhar seus bens com um parceiro) não significa que isso é um “casamento”.”

        Eu acho que o que os gays querem é o direito de fazer todas as coisas que os casais héteros têm direito de fazer e cuja condição biológica deles (dos homos) é usada como justificativa para impedir seu acesso, apesar de ela ser irrelevante. “Ser casamento” ou não depende unicamente de o que se considera essencial ao conceito. Pode ser tanto 1) a heterossexualidade dos envolvidos quanto 2) a união de indivíduos para a vida em comum com ou sem interesse de procriação própria ou criação de filhos de terceiros.

        A segunda não exclui os indivíduos da primeira e mesmo assim contempla o essencial, por isso acho muito mais sensato adotá-la.

      • C

        Seu argumento a seguir foi algo como “não há retirada de direitos, porque eles nem sequer têm tal direito”, mas quando enunciei o direito de as pessoas formarem suas famílias da forma que quiserem você se limitou a ridicularizar falando “Família com pai e pai? rs.”

        Engraçado que existe ancestralidade no conceito de família, e POR ISSO ela se tornou uma unidade básica da sociedade. Engraçado vc não entender isso.

        É, família com pai e pai. Ou mãe e mãe. rs.

        E quem é a mãe no primeiro caso? E quem é o pai no primeiro caso? rs.

        Não, porque provavelmente a intenção seria que os bichos procriassem. A única finalidade para a união de pessoas não é a geração própria de descendentes.

        Biologicamente, é. Vá estudar psicologia evolutiva. Aliás, um relacionamento entre homem e homem é um SIMULACRO de relação de longa duração. Não tem nada a ver com a relação entre homem e mulher, também. Aliás, a estrutura da relação homem-mulher (até a monogamia) é estudada biologicamente.

        Você só mostrou que pode ajudar, não que seja “fundamental”. Não tive contato com minha mãe e meu pai não me deu tais dicas (e nem deveria, dado que o casamento dele falhou) e isso não me impediu de ter uma namorada, nem de tratá-la bem, nem de termos um relacionamento longo.

        Agora, entende-se pq vc não valoriza tanto o contato com sua mãe. Não sei o que aconteceu. Mas o padrão é que se tenha. As mães tem mto a ensinar, inclusive os pais. Eu não disse que pessoas que não tiveram uma estrutura normal de família NÃO TENHAM CONDIÇÃO de terem namoradas. Agora, note o interessante. Eu, por ter tido o privilégio de ter uma educação sólida, dou valor a essa sequência. Já você não dá tanto valor. Hmm… Notou que a tal lei de “igualdade gay” favorece um grupo (esquerda) contra o outro?

        Também é bom notar que aquela criança que não for adotada por um casal hétero nem possa ser adotada por um casal homo, pode até não ter tal referencial pra virar pegador vindo dos pais, mas também não vai ter referencial nenhum de família, nem apoio financeiro adequado, etc, o que é bem pior.

        E, assim que adotada por um casal gay, perde a chance de ser adotada por um casal normal. Tsc…

        Não sei qual a justificativa para o caso dos dependentes. Se for por “criação de filhos”, nada impede que o gay que cuida dos filhos fosse incluído como dependente.

        Acho que vc nem parou para estudar a origem da criação da lei de dependentes, não?

        Eu acho que o que os gays querem é o direito de fazer todas as coisas que os casais héteros têm direito de fazer e cuja condição biológica deles (dos homos) é usada como justificativa para impedir seu acesso, apesar de ela ser irrelevante. “Ser casamento” ou não depende unicamente de o que se considera essencial ao conceito. Pode ser tanto 1) a heterossexualidade dos envolvidos quanto 2) a união de indivíduos para a vida em comum com ou sem interesse de procriação própria ou criação de filhos de terceiros.

        Notem o que ele escreveu aqui: “A condição biológica dos heterossexuais é considerada irrelevante”…
        Esse é o tipo de noção bizarra com a qual estamos lidando.
        Daí ele, na hora de definir casamento, CRIA DOIS CONCEITOS, sendo que um só tem a relação com o outro na questão de “união” e nada mais.
        Mas, com dois conceitos tão diferentes, como ensinaríamos aos nossos filhos qual o OBJETIVO de uma vida em família, do que é ser um homem, etc.?
        E aí que a turminha resolveu criar a lei PL 122, na qual o comportamento sexual NÃO PODE ser criticado.
        Agora, no final, você deu sustentação a todos os meus argumentos contra a PL 122.
        Você, assim como toda a esquerda, quer REMODELAR o conceito de família.
        Com o casamento gay, mtos gays vão se casar e achar que são “família” como as outras. Vão até adotar crianças, pois isso já é permitido por lei.
        Os casais normais verão isso e falarão “que zona é essa?”
        Aí, basta uma lei como a PL 122 para dar uma forcinha aos gays nesse confronto ideológico.
        Se existisse um grupo que REALMENTE se interessasse pelos gays, não ficariam com essas tolices de “militância gay”. Iriam lutar para garantir direitos jurídicos, como compartilhamento de bens, etc., e sem essas provocações de chamarem o relacionamento deles de “casamento”.
        Caso contrário, que suportem as críticas. 🙂

      • “Eu, por ter tido o privilégio de ter uma educação sólida, dou valor a essa sequência. Já você não dá tanto valor. Hmm… Notou que a tal lei de “igualdade gay” favorece um grupo (esquerda) contra o outro?”

        Você ainda pode continuar achando importante (e não duvido que seja, só que não é fundamental e a ausência não vai necessariamente causar os estragos que justificariam a impossibilidade da adoção). Ao proibir a adoção por “gente que não dá tanto valor a essa sequência” você é que está impondo os seus valores a outro grupo…

        “E, assim que adotada por um casal gay, perde a chance de ser adotada por um casal normal. Tsc…”

        Verdade. Mas será que ela prefere arriscar “ser adotado por gays” x “esperar por héteros e correr o risco de não ser adotado por ninguém”?

        “Acho que vc nem parou para estudar a origem da criação da lei de dependentes, não?”

        Não, conforme eu mesmo disse. Falei a partir do que você trouxe.

        “Mas, com dois conceitos tão diferentes”

        A única diferença entre eles é a heterossexualidade/homossexualidade dos envolvidos. A questão da finalidade já é aberta no conceito atual, já que héteros podem se casar mesmo se não puderem ou não quiserem ter filhos ou quiserem adotar.

        “Mas, com dois conceitos tão diferentes, como ensinaríamos aos nossos filhos qual o OBJETIVO de uma vida em família, do que é ser um homem, etc.?”

        Os héteros poderão continuar tendo o mesmo objetivo com a família que sempre tiveram. Não entendi sua preocupação.

        “E aí que a turminha resolveu criar a lei PL 122, na qual o comportamento sexual NÃO PODE ser criticado.”

        Isso é ruim. Se o PL realmente for usado da forma como se teme que será, você talvez não pudesse estar defendendo o que está defendendo agora. Esse tipo de limitação à liberdade de expressão é inadmissível. O problema, penso eu, é que o pensamento religioso empurrou algumas questões morais no ordenamento jurídico tirando direitos dos gays e agora eles não só estão retomando estes direitos como também tentando tirar o da outra parte até de manifestar sua opinião. Excessos de ambos os lados =/.

        E também não vejo todo esse potencial no PL, pois ele não revoga, por exemplo, o inciso VI do artigo 5º da Constituição, que é cláusula pétrea, aliás.

      • C

        Você ainda pode continuar achando importante (e não duvido que seja, só que não é fundamental e a ausência não vai necessariamente causar os estragos que justificariam a impossibilidade da adoção). Ao proibir a adoção por “gente que não dá tanto valor a essa sequência” você é que está impondo os seus valores a outro grupo…

        Aí que está. Acho que até proibir seria um excesso. Mas devia ser feito um esforço para priorizar a adoção por casais normais. Mas, se não for possível, que eles adotem. Não é algo que me incomode…

        Verdade. Mas será que ela prefere arriscar “ser adotado por gays” x “esperar por héteros e correr o risco de não ser adotado por ninguém”?

        Deveríamos avaliar o histórico de alguns filhos adotados por gays. Por exemplo, em um casal normal, as vezes a mulher deixa a carreira (um pouco) de lado para cuidar dos filhos. O marido foca ainda mais na carreira (para dar o sustento). Como isso ocorreria com um casal gay?

        A única diferença entre eles é a heterossexualidade/homossexualidade dos envolvidos. A questão da finalidade já é aberta no conceito atual, já que héteros podem se casar mesmo se não puderem ou não quiserem ter filhos ou quiserem adotar.

        A própria abertura no conceito atual é uma exceção. E não um padrão. Se quiser ver a experiência, veja como se sente uma mulher chegando aos 40 que ainda não teve filhos próxima a outras mulheres na mesma idade que tiveram os seus. É, meu amigo, estudar a Dinâmica Social tira muitas de nossas ilusões sobre o “liberalismo”.

        Os héteros poderão continuar tendo o mesmo objetivo com a família que sempre tiveram. Não entendi sua preocupação.

        Vejamos. Um professor vai ensinar o conceito de “família”, na visão da esquerda. Aí o filho chega em casa e pergunta para o pai: “O professor me disse que meus amiguinhos podem ter pai e mãe, ou dois pais, ou duas mães. Como isso?”

        Aliás, tive uma idéia. Os cais podem até se “casar”. Mas e o MATRIMÔNIO? 🙂

        Isso é ruim. Se o PL realmente for usado da forma como se teme que será, você talvez não pudesse estar defendendo o que está defendendo agora. Esse tipo de limitação à liberdade de expressão é inadmissível. O problema, penso eu, é que o pensamento religioso empurrou algumas questões morais no ordenamento jurídico tirando direitos dos gays e agora eles não só estão retomando estes direitos como também tentando tirar o da outra parte até de manifestar sua opinião. Excessos de ambos os lados =/. E também não vejo todo esse potencial no PL, pois ele não revoga, por exemplo, o inciso VI do artigo 5º da Constituição, que é cláusula pétrea, aliás.

        Eu não vejo que os religiosos “tiraram” direitos dos gays. Pois o casamento gay nunca foi um direito e não era solicitado isso. O “casamento gay” é uma DEMANDA NOVA, que agora está obtendo o status de direito em vários países. Portanto, os religiosos não podem ser acusados de “tirar o direito” dos gays.

        O “casamento gay” é apenas isso: uma nova demanda, motivada por interesses políticos. Podiam muito bem chamar de “acordo de união estável” ou coisa do tipo, mas não, quiseram partir para o confronto ideológico a partir da redefinição de categorias.

        Mas como eu falei, podemos dizer para os nossos filhos do valor do matrimônio (palavra que os gays não poderão usar), e dizer que se apropriaram do termo “casamento” por questões políticas. Acho que, no final, seria melhor que tivessem ficado na deles e lutado por alguns direitos básicos. Poderiam até chamar os adotados de tutelados, como se fosse um solteiro cuidando de um menor. Mas, não, foram para cima do termo “filho adotivo”. Nisso, avançaram território. Este é o problema.

        O questionamento filosófico é onde a questão deverá ser travada. Mas sim a possibilidade de um grupo poder criticar o outro, a coisa fica fácil para quem está redefinindo regras. E quanto ao inciso VI, do artigo 5º, ele diz “VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”. Note que ele fala que é garantido ‘na forma da lei’ o exercício dos cultos religiosos.

        Basta aplicar a PL 122, que a crítica ao homossexualismo não seria protegida pela constituição.

      • “Deveríamos avaliar o histórico de alguns filhos adotados por gays.”

        Sim…

        “Por exemplo, em um casal normal, as vezes a mulher deixa a carreira (um pouco) de lado para cuidar dos filhos. O marido foca ainda mais na carreira (para dar o sustento). Como isso ocorreria com um casal gay?”

        Pode ser o caso de o marido largar a carreira e a mulher se focar nela também. Qualquer um dos dois pode passar a cuidar dos filhos e acho que isso vale da mesma forma no casal gay.

        “veja como se sente uma mulher chegando aos 40 que ainda não teve filhos próxima a outras mulheres na mesma idade que tiveram os seus.”

        O que eu veria? (se possível, com dados estatísticos)

        ““O professor me disse que meus amiguinhos podem ter pai e mãe, ou dois pais, ou duas mães. Como isso?””

        – “Como isso” o quê, meu filho? Familias podem ter várias configurações. A forma como a nossa está estruturada é a mais adequada do ponto de vista biológico, mas nada impede que outros formem suas famílias de formas diferentes.

        “Aliás, tive uma idéia. Os cais podem até se “casar”. Mas e o MATRIMÔNIO?”

        No dicionário que eu olhei “matrimônio” está como sinônimo de “casamento”, só. O que você quer dizer? Seria o “casamento religioso, perante Deus”? Se esse é o problema basta os gays fundarem uma religião que acredita num Deus que permite os homossexuais hahaha.

        “Portanto, os religiosos não podem ser acusados de “tirar o direito” dos gays.”

        Mas de “se opor a que consigam” não escapam.

        “O “casamento gay” é apenas isso: uma nova demanda, motivada por interesses políticos. Podiam muito bem chamar de “acordo de união estável” ou coisa do tipo, mas não, quiseram partir para o confronto ideológico a partir da redefinição de categorias.”

        Será que a treta toda é só mesmo por causa do nome? Se estivessem propondo um “acordo de união estável” com direito a adoção e outros direitos, não estariam os religiosos falando sobre a “tentativa gay de se equiparar ao casamento usando como distração um nome novo”? Apesar de os religiosos negarem, parece haver uma militância da parte deles também.

        “Basta aplicar a PL 122, que a crítica ao homossexualismo não seria protegida pela constituição.”

        Ainda assim, por ser cláusula pétrea, o inciso não pode sofrer restrição de direitos. Naquilo que a legislação tornar “menos inviolável” a liberdade de consciência e de crença ela é inconstitucional.

        O “na forma da lei” também traz o art. 208 do Código Penal.

        Quer dizer, tem toda uma estrutura aí balizando o PL. Agora se vai mesmo ser usada nos eventuais processos levados à justiça, aí realmente não temos como saber.

      • C

        Pode ser o caso de o marido largar a carreira e a mulher se focar nela também. Qualquer um dos dois pode passar a cuidar dos filhos e acho que isso vale da mesma forma no casal gay.

        Não deixa de ser divertido. Mas, como MODELO de família, complicado, não?

        O que eu veria? (se possível, com dados estatísticos)

        Eu já citei um artigo com dados estatísticos falando da infelicidade feminina atual, não? Em contraste, com o AUMENTO da felicidade masculina…

        – “Como isso” o quê, meu filho? Familias podem ter várias configurações. A forma como a nossa está estruturada é a mais adequada do ponto de vista biológico, mas nada impede que outros formem suas famílias de formas diferentes.

        Essa seria a democracia. Você criaria seu findo achando NORMALÍSSIMA a viadagem. Já outros, não…

        Eu acho justíssimo isso. Você cria seus filhos do jeito que você quiser. É um tipo de educação que meu filho não irá receber.

        No dicionário que eu olhei “matrimônio” está como sinônimo de “casamento”, só. O que você quer dizer? Seria o “casamento religioso, perante Deus”? Se esse é o problema basta os gays fundarem uma religião que acredita num Deus que permite os homossexuais hahaha.

        Ihh… complicou pro teu lado aí…

        “A palavra matrimônio, ainda que seja compreendida como sinônimo de casamento, é referente exclusivamente à união entre um homem e uma mulher, uma vez que deriva de mater, matris (mãe) no latim clássico.” (Wikipedia)

        Mas de “se opor a que consigam” não escapam.

        Espere. Antes você dizia de “direitos serem retirados”… Estou notando truque de controle de frame no ar.

        Será que a treta toda é só mesmo por causa do nome? Se estivessem propondo um “acordo de união estável” com direito a adoção e outros direitos, não estariam os religiosos falando sobre a “tentativa gay de se equiparar ao casamento usando como distração um nome novo”? Apesar de os religiosos negarem, parece haver uma militância da parte deles também.

        Pelo que eu saiba, travestis sempre fizeram a festa no Brasil, como Roberta Close e Rogéria. Mas estes jamais tentaram partir para confronto ideológico. E o ser humano é um animal linguístico. Truques de politicamente correto, modificações na linguagem, são apenas trucagens, como sabemos. Para o CONFRONTO político.

        Ainda assim, por ser cláusula pétrea, o inciso não pode sofrer restrição de direitos. Naquilo que a legislação tornar “menos inviolável” a liberdade de consciência e de crença ela é inconstitucional.

        Claro que não. Alguém não poderá dizer que “Acredita que negros são sujos”, por exemplo, sem ser punido por racismo. Não adianta o cara citar o inciso VI do artigo 5º…

        Entretanto, acho que é justo isso, pois raça não é algo que se escolhe, e o racismo é abominável. Daí os gayzistas quererem a mesma proteção similar aquela nos casos de racismo…

        O “na forma da lei” também traz o art. 208 do Código Penal. Quer dizer, tem toda uma estrutura aí balizando o PL. Agora se vai mesmo ser usada nos eventuais processos levados à justiça, aí realmente não temos como saber.

        Esse “não temos como saber” é um dos problemas. Esquerdistas adoram fazer experiência. Mas será que podemos nós, conservadores, saber que, AO PRIMEIRO CASO de conservador punido somente por criticar a homossexualidade, após a implantação da PL 122, está aberta guerra declarada entre gays e heterossexuais?

        Como eu já disse, essas “experiências” de remodelação da sociedade feitas pela esquerda geralmente dão em m…

      • “Espere. Antes você dizia de “direitos serem retirados””

        Não posso ir assimilando o que você falar e eu concordar?

        “Eu já citei um artigo com dados estatísticos falando da infelicidade feminina atual, não? Em contraste, com o AUMENTO da felicidade masculina…”

        Havia uma machismo extremo, combatido por um feminismo extremo. Como o próprio artigo diz, a infelicidade atual se deve ao ajuste em que a mulher está se adaptando a tudo que ela conquistou. O importante é que agora ela conquistou o poder de optar, que antes não tinha.

        “Ihh… complicou pro teu lado aí…”

        Na verdade ficou bom pra ambas as partes, não? Os héteros continuam tendo seu nome especial intocável (matrimônio) e os gays ficam só no casamento. Os direitos, que são o que realmente importa pra causa gay (pelo menos o que eu acho que deve ser), estão pra todos.

        “Entretanto, acho que é justo isso, pois raça não é algo que se escolhe, e o racismo é abominável.”

        Aí é aquela discussão de se “gay escolheu sentir atração pelo mesmo sexo” ou não.
        Considerando que eu não escolhi gostar do sexo oposto nem poderia escolher gostar do mesmo sexo agora, não vejo porque pensar que eles poderiam simplesmente escolher gostar do sexo oposto.

        “Alguém não poderá dizer que “Acredita que negros são sujos”, por exemplo, sem ser punido por racismo”

        Mas você quer poder dizer que “gays são sujos” sem ser punido? Ou, adaptando melhor, que “Gays são promíscuos”, por exemplo? (promiscuidade no sentido usual de ter vida sexual desregrada, vários parceiros etc).

      • C

        Não posso ir assimilando o que você falar e eu concordar?

        Ok. Justo. Sigamos.

        Havia uma machismo extremo, combatido por um feminismo extremo. Como o próprio artigo diz, a infelicidade atual se deve ao ajuste em que a mulher está se adaptando a tudo que ela conquistou. O importante é que agora ela conquistou o poder de optar, que antes não tinha.

        Será que havia um machismo extremo? Ou apenas uma situação que era um “acordo” entre ambas as partes, até que surgiu o feminismo para remodelar tudo?

        Além do mais, a mulher conquistou, por exemplo, pressão por posição social. Se ela quer lutar no mercado de trabalho, ela tem que ser PRESSIONADA por resultados também, certo? Mas aí vem a decisão: “será que invisto na carreira ou vou para ser uma mãe de família?”. Aí vem as feministas e ENCHEM O SACO dela, por querer ser uma mulher “do lar”. As que ficam no meio do caminho podem pensar: “vamos lá, vou investir na carreira”. Aí chegam aos 40, perdem o poder de fertilidade. Já não são mais atraentes. E os caras, com 40, estão à toda.

        Aí vem a pergunta: será que, em média, estão gostando dessa nova vida? Vemos o que a pesquisa diz.

        Tem um vídeo interessante, de um PUA, a respeito disso:

        Não sei se vc percebeu, mas quanto mais o feminismo avança, MELHOR ESTÁ SENDO para os homens. Não para as mulheres. (Detalhe: acho que as mulheres tem que ter direito de lutar no mercado de trabalho, claro, mas a imposição e busca por igualdade de posições são outros 500…)

        Na verdade ficou bom pra ambas as partes, não? Os héteros continuam tendo seu nome especial intocável (matrimônio) e os gays ficam só no casamento. Os direitos, que são o que realmente importa pra causa gay (pelo menos o que eu acho que deve ser), estão pra todos.

        Esperamos que os gays não queiram agora proibir o uso da expressão matrimônio rss…

        Aí é aquela discussão de se “gay escolheu sentir atração pelo mesmo sexo” ou não.
        Considerando que eu não escolhi gostar do sexo oposto nem poderia escolher gostar do mesmo sexo agora, não vejo porque pensar que eles poderiam simplesmente escolher gostar do sexo oposto.

        A questão é outra: o racismo é abominável pois é praticado contra alguém que NÃO TEM OPÇÃO. É diferente por exemplo de religião ou opção sexual, algo que a pessoa tem direito a escolha.

        Mas você quer poder dizer que “gays são sujos” sem ser punido? Ou, adaptando melhor, que “Gays são promíscuos”, por exemplo? (promiscuidade no sentido usual de ter vida sexual desregrada, vários parceiros etc).

        Vamos melhorar então o que eu falei. Se alguém disser “sou contra o comportamento negro”. Mas espere… “negro” não é atributo de comportamento, mas de raça.
        Agora, dizer “sou contra o comportamento gay” é bem diferente, pois homossexualismo é um comportamento, não uma raça.

        Querer dar aos homossexuais a mesma proteção dada a um grupo por causa de raça é o fim da picada.

      • “Será que havia um machismo extremo?”

        Creio que sim, pois a mulher que saía de casa para trabalhar era mal vista. Até hoje vemos estudos sobre como as mulheres ganham menos do que um homem que desempenhe a mesma função, sabemos também que havia certas funções, as mais “nobres”, que eram exclusivas de homens. Por exemplo: “Foi ela [Eugênia Brandão] quem abriu caminho para as mulheres repórteres na imprensa, até então, o ofício da reportagem era exercido somente por homens. Às mulheres restava o cargo de folhetinistas, cronistas, poetisas, ensaístas, mas jamais repórteres.”

        “(Detalhe: acho que as mulheres tem que ter direito de lutar no mercado de trabalho, claro, mas a imposição e busca por igualdade de posições são outros 500…)”

        Sim, a imposição é a parte extremista do feminismo. Só falta agora haver o equilíbrio em que a mulher, verdadeiramente, é livre pra escolher dentre o que foi conquistado.

        “A questão é outra: o racismo é abominável pois é praticado contra alguém que NÃO TEM OPÇÃO. É diferente por exemplo de religião ou opção sexual, algo que a pessoa tem direito a escolha. (…) Querer dar aos homossexuais a mesma proteção dada a um grupo por causa de raça é o fim da picada.”

        Mas a pessoa tem direito à escolha da sua opção sexual? A atração que sentimos pelo mesmo sexo ou pelo sexo oposto realmente se trata de “opção” sexual?

        “Se alguém disser “sou contra o comportamento negro”. Mas espere… “negro” não é atributo de comportamento, mas de raça. Agora, dizer “sou contra o comportamento gay” é bem diferente, pois homossexualismo é um comportamento, não uma raça. ”

        Você poderia dizer que é contra o comportamento dos negros e contra o comportamento dos gays, mas de todo jeito isso parece associar a esses grupos um padrão de comportamento (tipo “negros são preguiçosos” ou “gays são promíscuos”, o que a princípio seria preconceituoso, certo?). O que seria o “comportamento gay”? Talvez você esteja pensando na militância gay, mas aí realmente não é porque eles são gays, mas porque são militantes, políticos. Talvez esteja pensando no aspecto de que ser gay seja pecado, mas isso é a crença religiosa, supostamente respeitada pelo PL (art. 3º dele, mas tem tantas propostas diferentes que nem sei mais).

      • C

        Creio que sim, pois a mulher que saía de casa para trabalhar era mal vista. Até hoje vemos estudos sobre como as mulheres ganham menos do que um homem que desempenhe a mesma função, sabemos também que havia certas funções, as mais “nobres”, que eram exclusivas de homens. Por exemplo: “Foi ela [Eugênia Brandão] quem abriu caminho para as mulheres repórteres na imprensa, até então, o ofício da reportagem era exercido somente por homens. Às mulheres restava o cargo de folhetinistas, cronistas, poetisas, ensaístas, mas jamais repórteres.”

        Esse tipo de resposta sua me fez notar que estou diante de um progressista. Não sei se você é marxista, mas é progressista. O que vemos é uma cabeça formatada a “projetos” de remodelação da sociedade em busca da fuga da contingência humana. Farei um texto específico citando várias idéias que vc está lançando, e como sugiro o lançamento de ceticismo sobre todas as suas crenças.
        Mas voltando a sua resposta.
        O fato de uma mulher sair de casa para trabalhar há 100 anos e ser “mal vista” não configura um machismo “extremo”. Nem machismo aliás. Vejamos. Hoje se um sujeito aparece com uma garota é visto de uma forma diferente pelas mulheres. Se aparece sozinho, é visto como “menos pegador”. Isso também é “feminismo extremo”? Claro que não. São sensações naturais no jogo de acasalamento, presentes na natureza.
        Agora, um exemplo de machismo seria alguém tentar proibir uma mulher de sair à rua, somente pela força maior do homem em relação a mulher.
        Uma rotina que os esquerdistas usam para provar “preconceito” ou “machismo” ou “racismo” ou qualquer variação é assim: “hoje tal categoria ganha menos que outra, exercendo a mesma função, logo há preconceito”. (Vou criar um post sobre essa rotina também)
        Mas quem disse que isso configura preconceito? Por exemplo, uma mulher exercendo o cargo de analista de sistemas poderá ter, em 5 anos, passado 1 ano fora por causa de 2 filhos que teve. Nesse período, deixou de disputar novas oportunidades. Enquanto isso, um colega, analista de sistemas, poderá ter, nos mesmos 5 anos, disputado as oportunidades que a garota não teve (por que ela esteve fora). Esse é um dos exemplos que explica pq as vezes uma mulher, na mesma função que o homem, pode até ganhar menos. Não há nada de machismo nisso, mas sim a natureza humana.
        Notou que em seus “projetos” para remodelação da sociedade você esquece de pensar em vários detalhes?

        Sim, a imposição é a parte extremista do feminismo. Só falta agora haver o equilíbrio em que a mulher, verdadeiramente, é livre pra escolher dentre o que foi conquistado.
        Claro que não. Não há feminismo se não houver essa imposição. Para o feminismo ter sucesso, é preciso que a mulher IGUALE opções. Enquanto algumas estiverem querendo ser mães de família, e outras querendo a busca profissional, obviamente teremos a média salarial no mercado de programadoras, por exemplo, ganhando 4.000 reais, e enquanto isso programadores ganhando 5.500. (os números não são reais, mas apenas exemplificação)
        Outro erro é achar que vai existir o “equilíbrio”. Lutas políticas não são focadas na “busca do equilíbrio”. Enquanto um grupo tiver vantagens a obter, vão se criando demandas, mesmo baseadas em “projetos” bizarros.
        Mas a pessoa tem direito à escolha da sua opção sexual? A atração que sentimos pelo mesmo sexo ou pelo sexo oposto realmente se trata de “opção” sexual?
        Não há escolha. Atração NÃO É escolha. Nisso concordamos.
        Mas há 10 minutos chegou uma assistente jurídica em meu escritório. Uma delícia. Vestidinho apertadinho. E melhor, lançando vários IOIs. (Indicators of Interest)
        Minha vontade foi fazê-la sentar em meu colo. Mas não fiz nada. Mantive a compostura, por questões profissionais.
        Ou seja, se atração não é uma escolha, comportamento é. E o comportamento pode ser criticado.
        Você poderia dizer que é contra o comportamento dos negros e contra o comportamento dos gays, mas de todo jeito isso parece associar a esses grupos um padrão de comportamento (tipo “negros são preguiçosos” ou “gays são promíscuos”, o que a princípio seria preconceituoso, certo?). O que seria o “comportamento gay”? Talvez você esteja pensando na militância gay, mas aí realmente não é porque eles são gays, mas porque são militantes, políticos. Talvez esteja pensando no aspecto de que ser gay seja pecado, mas isso é a crença religiosa, supostamente respeitada pelo PL (art. 3º dele, mas tem tantas propostas diferentes que nem sei mais).
        Vamos melhorar ainda mais.
        Alguém diz: “Não concordo com alguém ser negro. Ser negro é errado.”. Mas como? A pessoa não tem opção.
        Agora, alguém pode dizer “Não concordo em alguém transar com homem” ou “Não concordo com o L.H. resolver pegar todas as minas do escritório”. Isso é crítica a comportamento.
        É de natureza totalmente diferente da crítica a alguém pela questão de raça.
        E quanto a sua objeção “talvez esteja pensando no aspecto de que ser gay seja pecado”.
        Eu não sou religioso. Não estou avaliando “pecados”, mas sim preservando as relações sociais que ajudaram não só a nossa sociedade a ser sólida como também nossa espécie a ser bem sucedida.

      • Desculpe a demora.

        “O fato de uma mulher sair de casa para trabalhar há 100 anos e ser “mal vista” não configura um machismo “extremo”. Nem machismo aliás. (…) um exemplo de machismo seria alguém tentar proibir uma mulher de sair à rua, somente pela força maior do homem em relação a mulher.”

        E não era o que acontecia? Não só pela força, mas também pela própria imposição psicológica em que o homem detêm o poder econômico e exerce tal poder mantendo a mulher submissa. E isso nem está tão ulrapassado assim. Em cidades do interior ainda vemos homens com esse tipo de pensamento; é só ligar no Datena à tarde e frequentemente passa relatos de mulheres que foram agredidas e cujos maridos não as deixam sair de casa nem ter independência.

        “Esse é um dos exemplos que explica pq as vezes uma mulher, na mesma função que o homem, pode até ganhar menos.”

        Esse exemplo que você expôs narra uma situação em que o homem conquistou a diferença salarial ao longo do tempo, mas nem sempre é assim. Em muitos casos, o salário INICIAL de cada um já é diferente. E em relação aos casos em que a mulher estuda mais e ganha menos? (Estatísticas: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/mulheres-estudam-mais-e-ganham-menos-no-pais-20091009.html)

        “Para o feminismo ter sucesso, é preciso que a mulher IGUALE opções.”

        O que estou dizendo é que, para conseguir CHEGAR A TER OPÇÕES, o feminismo foi necessário.

        “se atração não é uma escolha, comportamento é. E o comportamento pode ser criticado. Agora, alguém pode dizer “Não concordo em alguém transar com homem” ou “Não concordo com o L.H. resolver pegar todas as minas do escritório”. Isso é crítica a comportamento.”

        Seus exemplos não são paralelos. Enquanto no segundo caso critica-se o LH resolver pegar TODAS as minas DO ESCRITÓRIO (ou seja, o comportamento dele no ambiente de trabalho), no primeiro a crítica resume-se a “transar com homem”, o que é nada mais do que a atração que o sujeito tem. Criticar alguém pela atração que ele sente, uma vez que concordamos que atração não é escolha, é a mesma coisa que críticas racistas. “Ora, não tenho nada contra a atração dele ser homossexual, só contra ele transar com pessoas do mesmo sexo rsrsrs”.

        Para a comparação ficar honesta, deveria ser I) Criticar alguém por ele transar com homem x criticar alguém por ele transar com mulher e II) Criticar o cara por pegar todos os homens do escritório x criticar o cara por ele pegar todas as mulheres do escritório. Só II é, verdadeiramente, uma crítica a um comportamento.

        “Não estou avaliando “pecados”, mas sim preservando as relações sociais que ajudaram não só a nossa sociedade a ser sólida como também nossa espécie a ser bem sucedida.”

        Esse argumento da preservação de relações sociais é falacioso, porque, como já comentamos, assume que a ‘aceitação’ do homossexualismo atrapalharia os héteros, então é preciso ser contra para “zelar pelo desenvolvimento da espécie”. Como concordamos, atração não é escolha. Os héteros não passarão a ser homos (e vice-versa) se for mais tolerado.

      • C.

        E não era o que acontecia? Não só pela força, mas também pela própria imposição psicológica em que o homem detêm o poder econômico e exerce tal poder mantendo a mulher submissa. E isso nem está tão ulrapassado assim. Em cidades do interior ainda vemos homens com esse tipo de pensamento; é só ligar no Datena à tarde e frequentemente passa relatos de mulheres que foram agredidas e cujos maridos não as deixam sair de casa nem ter independência.

        O fato de ter homens com pensamentos de dominação (e mulheres também) não implica em “machismo” da sociedade. Não há relação entre presença em empregos e feminismo. Aliás, a presença de mulheres em empregos foi forçada pela necessidade de mão de obra. Sua definição de “machismo” está elástica demais. Me lembra até um outro debatedor que quis relacionar Espártacus com liberdade dos escravos quase 1.800 anos depois.

        Esse exemplo que você expôs narra uma situação em que o homem conquistou a diferença salarial ao longo do tempo, mas nem sempre é assim. Em muitos casos, o salário INICIAL de cada um já é diferente. E em relação aos casos em que a mulher estuda mais e ganha menos? (Estatísticas: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/mulheres-estudam-mais-e-ganham-menos-no-pais-20091009.html)

        Sua citação não mostra “casos” de uma mulher que estuda mais e ganha menos. Fala de estudo MÉDIO geral, e ganho geral menor. Mas, mesmo com um estudo maior, é possível que a mulher opte por ter filhos em um determinado momento. Sua explicação não serve como refutação para a informação que postei e NÃO COMPROVA machismo no mercado de trabalho.

        O que estou dizendo é que, para conseguir CHEGAR A TER OPÇÕES, o feminismo foi necessário.

        Claro que não. O feminismo militante é um movimento recente, POSTERIOR ao tempo em que as mulheres ingressaram no mercado de trabalho.

        Seus exemplos não são paralelos. Enquanto no segundo caso critica-se o LH resolver pegar TODAS as minas DO ESCRITÓRIO (ou seja, o comportamento dele no ambiente de trabalho), no primeiro a crítica resume-se a “transar com homem”, o que é nada mais do que a atração que o sujeito tem. Criticar alguém pela atração que ele sente, uma vez que concordamos que atração não é escolha, é a mesma coisa que críticas racistas. “Ora, não tenho nada contra a atração dele ser homossexual, só contra ele transar com pessoas do mesmo sexo rsrsrs”.

        Errado. Meu exemplo segue valendo. Eu mostrei que alguém não pode deixar de ser criticado por um ato SOMENTE por que ele se origina da atração. Mas, posso eliminar esse teu desvio de foco fácil. Suponha que eu resolva sair com todas as mulheres que me atraiam, sendo um polígamo. Eu poderia ser criticado por isso MESMO se minha ação gerou de uma atração. Da mesma forma, um homossexual poderá ser criticado por sair com um homem, pois, como eu disse, o fato de um ato ser gerado a partir de uma atração não significa que ele nãop ossa ser criticado.

        Para a comparação ficar honesta, deveria ser I) Criticar alguém por ele transar com homem x criticar alguém por ele transar com mulher e II) Criticar o cara por pegar todos os homens do escritório x criticar o cara por ele pegar todas as mulheres do escritório. Só II é, verdadeiramente, uma crítica a um comportamento.

        Totalmente desnecessária sua tentativa de forçar a barra. O fato é que, (1) se o relacionamento de um homem com homem está no mesmo nível do relacionamento homem e mulher, (2) o relacionamento de um homem com várias mulheres também poderia estar no mesmo nível do relacionamento monogâmico homem-mulher. Note que são os “liberais” que querem tornar as definições elásticas. Logo, comportamento pessoais consensuais gerados a partir da atração não poderiam ser criticados. O exemplo do “ambiente de trabalho” até poderia ser, mas o sujeito poderia pegar várias mulheres que conheceu no ambiente de trabalho e levá-las para um motel. E seria um ato gerado a partir da atração, portanto sem poder ser criticado. Certo?

        Esse argumento da preservação de relações sociais é falacioso, porque, como já comentamos, assume que a ‘aceitação’ do homossexualismo atrapalharia os héteros, então é preciso ser contra para “zelar pelo desenvolvimento da espécie”. Como concordamos, atração não é escolha. Os héteros não passarão a ser homos (e vice-versa) se for mais tolerado.

        Você tenta realizar uma ampliação indevida. Seu truque é dizer que a única forma pela qual as “relações sociais seriam prejudicadas” seria por “atrapalhar os heterossexuais, forçando-os a serem homossexuais”. Mas nem de longe isso é necessário para que as relações sociais sejam prejudicadas. Por exemplo, o casamento gay estabelecido irá gerar dificuldades na educação dos filhos. Teremos problemas com professores pregando que o “casamento gay é legal, igual ao casamento normal”, e aí teríamos que limpar a mente das crianças, em relação à lavagem cerebral sofrida na escola.

      • “Sua definição de “machismo” está elástica demais.”

        “Minha” definição de machismo é a crença na superioridade masculina, que coloca as mulheres em posição de submissão ao comando masculino. E “minha” definição de feminismo é a busca pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. Então não vejo como “O fato de ter homens com pensamentos de dominação” não implica em machismo da sociedade se machismo é exatamente esse tipo de pensamento de dominação do gênero masculino sobre o feminino.

        Quais as suas definições?

        “Eu mostrei que alguém não pode deixar de ser criticado por um ato SOMENTE por que ele se origina da atração.”

        Não estou entendendo.
        Você é contra a crítica quando o indivíduo não pôde e não pode escolher ser outra coisa (como no caso do racismo);
        Concordamos que a atração hétero e a homo não são escolhas;
        Então por que pode-se fazer críticas sobre isso?

        Acho que já está errado desde a questão do racismo. Não é porque o negro “não pode ser outra coisa” que ele não pode ser criticado. O critério é outro. Porque se formos levando adiante isso, daqui a pouco vamos estar falando “ora, mas o sujeito não escolheu ser pedófilo, então não podemos criticá-lo”.

        “Mas nem de longe isso é necessário para que as relações sociais sejam prejudicadas. Por exemplo, o casamento gay estabelecido irá gerar dificuldades na educação dos filhos. Teremos problemas com professores pregando que o “casamento gay é legal, igual ao casamento normal”, e aí teríamos que limpar a mente das crianças, em relação à lavagem cerebral sofrida na escola.”

        Há quem chamaria de lavagem cerebral os professores pregarem que casamento gay não é legal…
        Pelo que conversamos até agora, a única diferença entre o casamento homo e o hétero é a incapacidade dos homos de gerarem descendentes. Mas há casais héteros que não podem/não querem ter filhos e nem por isso proibe-se o casamento deles. Você falou sobre a inaptidão do casal homo para orientar o filho nas relações hétero, mas nem todo casal hétero orienta os filhos também (e quando os filhos são gays, aliás?). Enfim, critica-se os gays pela ausência de uma excelência de suportes que não está presente nem nos casais héteros.

      • C.
        “Minha” definição de machismo é a crença na superioridade masculina, que coloca as mulheres em posição de submissão ao comando masculino. E “minha” definição de feminismo é a busca pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. Então não vejo como “O fato de ter homens com pensamentos de dominação” não implica em machismo da sociedade se machismo é exatamente esse tipo de pensamento de dominação do gênero masculino sobre o feminino. Quais as suas definições?
        Já existe igualdade de direitos entre homens e mulheres, e isso independe do feminismo. Ora, se as mulheres tendem a se sentirem atraídas por homens dominantes, se um sujeito executa a dominação, isso não é machismo. É um mecanismo de acasalamento plenamente natural. Como eu já previa, todas as fontes que eu citei sobre Dinâmica Social você ignorou. Ignorou até o vídeo que eu postei falando da restrição natural para uma mulher ser atraente em termos de fertilidade.
        Considerar esses aspectos da natureza não é machismo, pois nada está sendo imposto. Assim, um sujeito agir de forma dominante, e com isso atrair mais mulheres, não implica em machismo.
        Dizer que uma mulher é “inferior” por ser mulher, implica. Mas, pelo visto, desde os tempos da Bíblia a mulher não é tratada como “inferior”.
        Não estou entendendo. Você é contra a crítica quando o indivíduo não pôde e não pode escolher ser outra coisa (como no caso do racismo); Concordamos que a atração hétero e a homo não são escolhas; Então por que pode-se fazer críticas sobre isso?
        Já falei que não estou fazendo críticas sobre a atração, mas sim sobre o fato consumado, pois alguém poderá ter atração mas não consumar o fato. É totalmente diferente do racismo. Ninguém por exemplo se sente atraído a pertencer a uma cor, e depois se torna desta cor. Se atração não é uma escolha, comportamentos resultantes da atração o são. Tecnicamente, o homem é biologicamente programado para estuprar. Mas não o faz. Pois, mais uma vez, atração não é o mesmo que executar o comportamento resultante da atração.
        Acho que já está errado desde a questão do racismo. Não é porque o negro “não pode ser outra coisa” que ele não pode ser criticado. O critério é outro. Porque se formos levando adiante isso, daqui a pouco vamos estar falando “ora, mas o sujeito não escolheu ser pedófilo, então não podemos criticá-lo”.
        Isso é uma falácia da conseqüência de tua parte. Se a atração por crianças não é uma opção, o ATO de transar com crianças o é. Portanto, pedofilia é criticada. A atração é irrelevante, pois não lemos as mentes das pessoas. O critério para se proteger alguém pro questão de raça é totalmente diferente daquele para se proteger alguém por comportamento sexual.
        Há quem chamaria de lavagem cerebral os professores pregarem que casamento gay não é legal…
        Engraçado que a família normal é a base da sociedade… E, além disso, tem suporte biológico. RS. Não adianta fantasiar. O que os esquerdistas tem na cabeça é um “projeto” que nada tem a ver sequer com natureza. É uma construção demagógica, que só visa prometer aos gays aquilo que eles jamais terão, em termos biológicos.
        Pelo que conversamos até agora, a única diferença entre o casamento homo e o hétero é a incapacidade dos homos de gerarem descendentes.
        Existem muito mais diferenças. Por exemplo, um casal é composto de um homem, que tem comportamento masculino, e uma homem, que tem comportamentos femininos. O brinquedo dela é de abrir, o do homem é de armar. Existem várias diferenças. Ensinamos isso aos nossos filhos.
        Mas há casais héteros que não podem/não querem ter filhos e nem por isso proibe-se o casamento deles.
        Seria um casamento que não atendeu aos princípios reprodutivos, biologicamente falando. Em termos de evolução, é nulo. Respeita-se, claro, mas sabemos que falta algo. Mas o casamento normal, em situações normais, é focado em gerar uma família.
        Você falou sobre a inaptidão do casal homo para orientar o filho nas relações hétero, mas nem todo casal hétero orienta os filhos também (e quando os filhos são gays, aliás?). Enfim, critica-se os gays pela ausência de uma excelência de suportes que não está presente nem nos casais héteros.
        Errado. A tal “excelência de suportes” pode não estar presente em alguns casais normais. Mas não é a regra. Mas com certeza não estará presente em um “casal” homossexual. De novo, segue a venda de ilusões por questões puramente políticas. É a isso que se resume a luta pelo casamento gay. Meu papel aqui é expor a fragilidade deste discurso.

      • “Ora, se as mulheres tendem a se sentirem atraídas por homens dominantes, se um sujeito executa a dominação, isso não é machismo.”

        Ah, sim, se a mulher gosta de apanhar do marido ou de ser mantida dependente dele, tudo bem então. É natural.
        Mas será que os gays gostam de serem excluídos de certos direitos também?

        “Mas, pelo visto, desde os tempos da Bíblia a mulher não é tratada como “inferior”.”

        Bom, na própria Bíblia, em Gênesis 3:16, Deus submete a mulher aos desejos do marido.
        Desde os tempos da bíblia a mulher não ser tratada como inferior? Acho que você ignorou o que eu falei sobre restrições que as mulheres tinham para ocupar certos cargos ou certos espaços sociais.

        De qualquer forma, é irrelevante a situação atual das mulheres (embora eu tenha aprendido bastante sobre o assunto ao discutir contigo), pois o feminismo só entrou na conversa porque eu perguntei se o discurso de diferença biológica para negar o casamento gay não poderia ser usado para negar direitos às mulheres também, por exemplo.

        “Como eu já previa, todas as fontes que eu citei sobre Dinâmica Social você ignorou. Ignorou até o vídeo que eu postei falando da restrição natural para uma mulher ser atraente em termos de fertilidade.”

        nemli rs.
        O argumento de 50min em inglês eu realmente não vi todo, pois ele elenca vários rituais de diferenciação de homens x mulheres, alguns baseados em mitos. Não entendi o que você quis com esse vídeo.
        O da atração feminina eu vi e concordo, então não tenho nada a acrescentar.

        “Considerar esses aspectos da natureza não é machismo, pois nada está sendo imposto.”

        O problema é só quando o “aspecto da natureza” é completamente irrelevante para uma restrição que se quer impor. É esse o critério da discriminação: mulheres são diferentes de homens. Essa diferença é relevante na hora de escolher contratar um dos dois para um cargo? Se sim, a escolha não é discriminatória, se não (e o critério sexual ainda assim é usado), aí sim temos discriminação. Exemplo: para trabalhar como guarda num presídio feminino, o gênero do guarda (que terá que fazer revistas, por exemplo) é importante; para um cargo de assistente jurídico, não, então se valer desse critério nesse último caso seria discriminação. O mesmo se aplicaria em relação a héteros/homos (e a diferenças de raça, de religião, deficientes…) no exemplo acima.

        Héteros e homos são diferentes. Mas essa diferença é relevante na hora de determinar quem pode constituir família ou não? Se sim, então tudo bem. Se não, então quando alguém se vale dela, está sendo discriminatório. Será que é “sim” ou “não”? Vejamos.

        “Existem muito mais diferenças.”

        E aí você cita que o casal é composto por um homem e uma mulher, cada um com suas particularidades de gênero. Caso isso não tenha sido só uma ridicularização bobinha, não entendi o ponto. É óbvio que há essa diferença e a incapacidade do casal homo de gerar descendentes é relacionada a ela.

        “Respeita-se [casais héteros que não podem/não querem ter filhos], claro, mas sabemos que falta algo.”

        Pois é. Mas não se fala que “eles não podem casar porque casamento é uma outra categoria”.
        E não vejo o mesmo “respeito” ao casamento gay, sendo que a ele falta O MESMO que ao anterior.

        “A tal “excelência de suportes” pode não estar presente em alguns casais normais. Mas não é a regra. Mas com certeza não estará presente em um “casal” homossexual.”

        Falso. Os suportes não se limitam à orientação sexual. Há o suporte financeiro, o suporte afetivo, a orientação (social, moral, etc)… todos possíveis de serem fornecidos ao adotado pelo casal homo. O casal homo pode não conseguir dar orientação sexual ao filho hétero, (e tal orientação, como já discutimos, é útil, mas não fundamental e ele não a obteria não sendo adotado, de qualquer forma). Mas o casal hétero também, pelo mesmo raciocínio, não poderia dar a orientação sexual ao filho homo.

        “Meu papel aqui é expor a fragilidade deste discurso [luta pelo casamento gay].”

        E meu papel (já que por alguma razão é importante declararmos quais as nossas atuações) é questionar os argumentos que você apresenta para justificar a fragilidade do casamento gay. Até agora, o critério que apareceu foi I- a incapacidade reprodutiva e II- a ausência de orientação sexual ao filho hétero.

        Quanto a I, ela também ocorre em casais héteros, mas seu casamento não é impedido por isso.
        Quanto a II, mais específica para o caso da adoção, tal ausência não compromete fundamentalmente o desenvolvimento do indivíduo e há os outros suportes que os casais gays podem oferecer assim como os héteros. Até agora seus dois motivos estão bem frágeis e, se está certo o que eu falei acima sobre irrelevância do critério adotado para julgar a situação, tais critérios portanto não passam de um discurso discriminatório e preconceituoso.

        *estou usando o termo “discriminatório” no sentido pejorativo, de discriminar injustamente.

      • C.

        Ah, sim, se a mulher gosta de apanhar do marido ou de ser mantida dependente dele, tudo bem então. É natural.
        Mas será que os gays gostam de serem excluídos de certos direitos também?

        Quem confundiu dominância com agressão? Eu falei em dominância, e não em agressão. O que você tentou se chama ampliação indevida.

        Aliás, em relação a “gays excluídos de certos direitos”, também temos os polígamos excluídos do direito ao casamento com várias mulheres. E também temos críticas de mulheres. Elas dizem : “esse cara é um pegador”. Mas a monogamia não é arbitrária? Logo, nenhuma opção oriunda da atração poderia ser criticada certo?

        Bom, na própria Bíblia, em Gênesis 3:16, Deus submete a mulher aos desejos do marido.

        E no que isso resulta em discriminação “injusta”?

        Desde os tempos da bíblia a mulher não ser tratada como inferior? Acho que você ignorou o que eu falei sobre restrições que as mulheres tinham para ocupar certos cargos ou certos espaços sociais.

        O curioso é que as restrições para se ocuparem certos espaços sociais poderia ser feita exatamente para proteção das mulheres… Isso ainda não comprova machismo.

        O argumento de 50min em inglês eu realmente não vi todo, pois ele elenca vários rituais de diferenciação de homens x mulheres, alguns baseados em mitos. Não entendi o que você quis com esse vídeo.

        Engraçado é que os rituais baseados em “mitos” são apenas reproduções de desejos e técnicas de acasalamento baseado nas diferenças biológicas entre homens e mulheres. O vídeo mostra que não há nada de “arbitrário”. Se há uma arbitrariedade, ela vem da natureza biológica.

        Parece que você não gosta muito de darwinismo, certo?

        O problema é só quando o “aspecto da natureza” é completamente irrelevante para uma restrição que se quer impor. É esse o critério da discriminação: mulheres são diferentes de homens. Essa diferença é relevante na hora de escolher contratar um dos dois para um cargo? Se sim, a escolha não é discriminatória, se não (e o critério sexual ainda assim é usado), aí sim temos discriminação. Exemplo: para trabalhar como guarda num presídio feminino, o gênero do guarda (que terá que fazer revistas, por exemplo) é importante; para um cargo de assistente jurídico, não, então se valer desse critério nesse último caso seria discriminação. O mesmo se aplicaria em relação a héteros/homos (e a diferenças de raça, de religião, deficientes…) no exemplo acima.

        O problema é que o esquerdista tende a dizer “é discriminação” por critérios puramente arbitrários. No seu exemplo, você não mostrou quando a escolha é discriminatória ou não. Assim fica fácil debater.

        Héteros e homos são diferentes. Mas essa diferença é relevante na hora de determinar quem pode constituir família ou não? Se sim, então tudo bem. Se não, então quando alguém se vale dela, está sendo discriminatório. Será que é “sim” ou “não”? Vejamos.

        O curioso é que você está tão preocupado com o direito dos homossexuais, mas está se esquecendo do direito dos “machos naturais”. Por exemplo, aqueles que querem acasalar com várias fêmeas sem serem acusados de adultério. Estes estão sendo PROIBIDOS de ter o direito de transar com quantas mulheres quiserem sem consequencias… Oh…. que arbitrário. 🙂

        E aí você cita que o casal é composto por um homem e uma mulher, cada um com suas particularidades de gênero. Caso isso não tenha sido só uma ridicularização bobinha, não entendi o ponto. É óbvio que há essa diferença e a incapacidade do casal homo de gerar descendentes é relacionada a ela.

        O problema é que, como já disse, se uma mulher não tem filhos, para ela FALTA ALGO. Muitas podem até pirar por causa disso. Provavelmente aí é que surja a idéia da adoção. Isso é claramente visto na natureza. Cadelas podem adotar filhos de outras cadelas. Existem até cadelas que perderam a cria e adotam a cria de outra. Note bem… CADELA…

        Considerar o relacionamento entre dois machos da mesma forma e atribuir a eles as mesmas necessidades é uma gozação.

        Pois é. Mas não se fala que “eles não podem casar porque casamento é uma outra categoria”. E não vejo o mesmo “respeito” ao casamento gay, sendo que a ele falta O MESMO que ao anterior.

        Eu não vejo o mesmo “respeito” em relação ao casamento de um sujeito com várias mulheres, também não vejo o mesmo “respeito” em relação ao casamento de um sujeito com uma cabra…

        Falso. Os suportes não se limitam à orientação sexual. Há o suporte financeiro, o suporte afetivo, a orientação (social, moral, etc)… todos possíveis de serem fornecidos ao adotado pelo casal homo. O casal homo pode não conseguir dar orientação sexual ao filho hétero, (e tal orientação, como já discutimos, é útil, mas não fundamental e ele não a obteria não sendo adotado, de qualquer forma). Mas o casal hétero também, pelo mesmo raciocínio, não poderia dar a orientação sexual ao filho homo.

        Vejamos os problemas em seu argumento: O casal heterossexual também não poderia dar a orientação sexual ao filho que quer transar com iguanas?

        O curioso é que a família normal é a CÉLULA BÁSICA da sociedade. Vocês, esquerdistas, querem inverter tudo. O curioso é que o argumento de vocês para “afrouxar” a definição de casal só vai até um “casal” homem-homem, mas “homem com várias mulheres” ou “homem com animal” vocês ignoram, certo? É claro que o argumento de vocês sequer existe.

        E meu papel (já que por alguma razão é importante declararmos quais as nossas atuações) é questionar os argumentos que você apresenta para justificar a fragilidade do casamento gay. Até agora, o critério que apareceu foi I- a incapacidade reprodutiva e II- a ausência de orientação sexual ao filho hétero.

        Errado. Não foram esses critérios apenas. O principal deles é o fato de que o referencial para o casamento é a relação entre homem e mulher com ênfase em criar família. No caso de uma mulher infértil, no máximo teríamos exceção à regra.

        Já a definição de casamento (ao menos no ocidente) não foi criada para as seguintes relações:

        – homem com várias mulheres
        – homem com homem
        – mulher com mulher
        – homens e mulheres com animais

        Você pode até tentar “afrouxar” a definição de casamento para incluir tudo, mas seria, é claro, um empreendimento que nada tem de argumentativo, apenas tons demagógicos.

        Quanto a I, ela também ocorre em casais héteros, mas seu casamento não é impedido por isso. Quanto a II, mais específica para o caso da adoção, tal ausência não compromete fundamentalmente o desenvolvimento do indivíduo e há os outros suportes que os casais gays podem oferecer assim como os héteros. Até agora seus dois motivos estão bem frágeis e, se está certo o que eu falei acima sobre irrelevância do critério adotado para julgar a situação, tais critérios portanto não passam de um discurso discriminatório e preconceituoso.

        Sua trucagem não funciona aqui. Sua objeção em relação a I é derrubada pelo fato de que já disse (mais de uma vez) que o casal não gerar filhos é uma exceção. Não legislamos pela exceção, mas pela regra.

        Em relação à adoção, no item II, temos o fato do horror da mulher que não é capaz de gerar filhos, e portanto ela não conseguir exercer sua função biológica. A adoção pode diminuir este drama.

        Tal situação não ocorre a um “casal” de homens, pois ao não gerar um filho, nenhum deixou de ter a sensação natural de “ficar fértil e cuidar de um filho”.

        A adoção, neste caso, passa a ser apenas um capricho para alimentar uma fantasia ingênua de que um casal gay é igual a um casal heterossexual.

        Portanto, meus critérios (que não são apenas esses) continuam bem sólidos.

        O casamento gay é como o casamento de um homem com uma cabra…

      • “Quem confundiu dominância com agressão? Eu falei em dominância, e não em agressão. O que você tentou se chama ampliação indevida.”

        Eu não falei só em agressão física. Na verdade, não importa a forma como a dominãncia é feita, o ponto é o seu argumento de que “as mulheres gostam/se sentem atraídas, então tudo bem”, que falha, de qualquer forma, já que gays provavelmente não gostam de serem “dominados” (terem seus direitos reduzidos). O que você tentou se chama fuga do foco.

        “E também temos críticas de mulheres. Elas dizem : “esse cara é um pegador”. Mas a monogamia não é arbitrária? Logo, nenhuma opção oriunda da atração poderia ser criticada certo?”

        Bom, eu já disse que o critério não é esse de opção oriunda da atração, pois aí nem pedofilia poderia ser criminalizada.

        “E no que isso resulta em discriminação “injusta”?”

        Qual foi a justeza da discriminação, então?

        “Engraçado é que os rituais baseados em “mitos” são apenas reproduções de desejos e técnicas de acasalamento baseado nas diferenças biológicas entre homens e mulheres. O vídeo mostra que não há nada de “arbitrário”. Se há uma arbitrariedade, ela vem da natureza biológica.”

        Eu não estou negando que haja diferenças biológicas entre os indivíduos. A questão é o quanto é legítimo se basear nessas diferenças pra retirar direitos de alguns indivíduos.

        “No seu exemplo, você não mostrou quando a escolha é discriminatória ou não.”

        Não? Tem 2 exemplos, cada um mostrando quando seria e quando não seria. O que mais você quer?

        “Considerar o relacionamento entre dois machos da mesma forma e atribuir a eles as mesmas necessidades é uma gozação. Tal situação não ocorre a um “casal” de homens, pois ao não gerar um filho, nenhum deixou de ter a sensação natural de “ficar fértil e cuidar de um filho”.”

        Se gays não têm necessidade de adoção, esse é um motivo a menos pra não ser contra a ideia. Afinal, mesmo se fosse legalizado, se eles não têm essa necessidade não adotariam, certo? 🙂

        “A adoção, neste caso, passa a ser apenas um capricho para alimentar uma fantasia ingênua de que um casal gay é igual a um casal heterossexual. ”

        Os casais gays querem igualdade de direitos, não igualdade biológica. Igualdade de direitos é possível, logo serem iguais ao casal hétero em relação a direitos não é “fantasia ingênua”.

        “Sua objeção em relação a I é derrubada pelo fato de que já disse (mais de uma vez) que o casal não gerar filhos é uma exceção. Não legislamos pela exceção, mas pela regra.”

        Na verdade o que não se faz é fazer das exceções regra, mas não é o caso aqui, já que os casamentos “alternativos” não seriam tornados regra. Sua trucagem não funciona aqui.

        “Em relação à adoção, no item II, temos o fato do horror da mulher que não é capaz de gerar filhos, e portanto ela não conseguir exercer sua função biológica. A adoção pode diminuir este drama.”

        Então já fica liberada a adoção pelo casal gay mulher-mulher, certo? Afinal, as DUAS estariam enfrentando o “horror” de não poderem ter filhos juntas e a adoção remediaria tal “drama”. Seu argumento é falho porque supõe que a adoção seja necessidade unicamente da mulher, mas homens também podem querer adotar.

        “Aliás, em relação a “gays excluídos de certos direitos”, também temos os polígamos excluídos do direito ao casamento com várias mulheres.”
        “O curioso é que você está tão preocupado com o direito dos homossexuais, mas está se esquecendo do direito dos “machos naturais”. Por exemplo, aqueles que querem acasalar com várias fêmeas sem serem acusados de adultério.”
        “Eu não vejo o mesmo “respeito” em relação ao casamento de um sujeito com várias mulheres, também não vejo o mesmo “respeito” em relação ao casamento de um sujeito com uma cabra… ”
        “O curioso é que o argumento de vocês para “afrouxar” a definição de casal só vai até um “casal” homem-homem, mas “homem com várias mulheres” ou “homem com animal” vocês ignoram, certo?”
        “Já a definição de casamento (ao menos no ocidente) não foi criada para as seguintes relações:

        – homem com várias mulheres
        – homem com homem
        – mulher com mulher
        – homens e mulheres com animais”

        Falácia. Expõe a legalização da poligamia como se fosse uma consequência indesejável do meu argumento pró casamento gay pra que eu desista dele. Mas não vejo nenhuma indesejabilidade. O caso do casamento com animais é diverso, pois eles não têm a capacidade de consentir e o casamento (a prática sexual, especificamente) pode lhes causar danos.

        “Você pode até tentar “afrouxar” a definição de casamento para incluir tudo, mas seria, é claro, um empreendimento que nada tem de argumentativo, apenas tons demagógicos.”

        Conjecturar sobre supostas motivações por trás de um argumento não é refutação a eles.

        “Portanto, meus critérios (que não são apenas esses) continuam bem sólidos.”

        Firme igual prego na areia =D

      • Eu não falei só em agressão física. Na verdade, não importa a forma como a dominãncia é feita, o ponto é o seu argumento de que “as mulheres gostam/se sentem atraídas, então tudo bem”, que falha, de qualquer forma, já que gays provavelmente não gostam de serem “dominados” (terem seus direitos reduzidos). O que você tentou se chama fuga do foco.

        Detalhe que é a décima vez que você executa a rotina de “redução de direitos dos gays”, como se existisse algum direito pré-estabelecido do gay se casar. Como já disse, a instituição casamento foi feita para abarcar o relacionamento homem-mulher com foco na geração de filhos. Por isso é unidade básica da sociedade.

        Mas o fato é que você trouxe o “machismo” para a discussão, e muitos dos pontos que você citou não eram machismo.

        Bom, eu já disse que o critério não é esse de opção oriunda da atração, pois aí nem pedofilia poderia ser criminalizada.

        Mas se as mulheres gostam de caras pegadores, por que algumas outras CRITICAM este cara? Não é uma ABERRAÇÃO igual à crítica à homossexualidade? rs.

        Qual foi a justeza da discriminação, então?

        Simples. O fato de que é uma ilusão acharem que serão um casal similar ao casal heterossexual.

        Eu não estou negando que haja diferenças biológicas entre os indivíduos. A questão é o quanto é legítimo se basear nessas diferenças pra retirar direitos de alguns indivíduos.

        Sua paralaxe cognitiva é tamanha que você continua com o ritmo bate-estaca de fingir que gays tem o “direito retirado” a se casar. Possuem tanto “direito retirado” quanto os polígamos possuem, ou os zoófilos

        Este truque seu é fingir que um direito pelo qual você luta JÁ É UM direito, e portanto você reclama de “direito retirado”.

        Melhor desistir dessa rotina, pois já está ficando ridículo para teu lado.

        Não? Tem 2 exemplos, cada um mostrando quando seria e quando não seria. O que mais você quer?

        Seus “exemplos” não são exemplos. Você escreveu: “O problema é só quando o “aspecto da natureza” é completamente irrelevante para uma restrição que se quer impor. É esse o critério da discriminação: mulheres são diferentes de homens. Essa diferença é relevante na hora de escolher contratar um dos dois para um cargo? Se sim, a escolha não é discriminatória, se não (e o critério sexual ainda assim é usado), aí sim temos discriminação. Exemplo: para trabalhar como guarda num presídio feminino, o gênero do guarda (que terá que fazer revistas, por exemplo) é importante; para um cargo de assistente jurídico, não, então se valer desse critério nesse último caso seria discriminação. O mesmo se aplicaria em relação a héteros/homos (e a diferenças de raça, de religião, deficientes…) no exemplo acima.”

        Falta agora descrever eventos DE EXEMPLO mostrando a tal “discriminação”.

        Você só disse “é relevante” ou “não é relevante”.

        isso não serve como exemplo.

        Se gays não têm necessidade de adoção, esse é um motivo a menos pra não ser contra a ideia. Afinal, mesmo se fosse legalizado, se eles não têm essa necessidade não adotariam, certo? 🙂

        Poderiam estar adotando filhos apenas por questões de políticas. Mais uma vez, eles estão sendo feitos de massa de manobra pela esquerda. Já expliquei isso. Sua tentativa de desvio de foco não serve…

        Os casais gays querem igualdade de direitos, não igualdade biológica. Igualdade de direitos é possível, logo serem iguais ao casal hétero em relação a direitos não é “fantasia ingênua”.

        Sempre será uma fantasia ingênua. Sempre vão olhar para os casais heterossexuais e ver que NÃO POSSUEM ESTA característica. Não geração descendentes e isso não será exceção, mas sim a regra do casamento gay.

        Na verdade o que não se faz é fazer das exceções regra, mas não é o caso aqui, já que os casamentos “alternativos” não seriam tornados regra. Sua trucagem não funciona aqui.

        Aqui você tentou enrolar somente para distrair a platéia. Já está perdidinho.

        Então vamos avaliar:

        – se um casal heterossexual não pode ter filhos,e ainda assim se casar, será uma exceção a regra. mas o casamento foi feito com enfase na criação de uma família e transmissão de genes.
        – se um casal gay se casar e não pode ter filhos, não será uma exceção a regra, mas sim a REGRA. assim como o casamento com animais.

        Então já fica liberada a adoção pelo casal gay mulher-mulher, certo? Afinal, as DUAS estariam enfrentando o “horror” de não poderem ter filhos juntas e a adoção remediaria tal “drama”. Seu argumento é falho porque supõe que a adoção seja necessidade unicamente da mulher, mas homens também podem querer adotar.

        mas como ela enfrentaria o “horror” de não poder ter filhos se nem o ritual de ACASALAMENTO com um macho ocorreu? heheheheh

        É claro que citei a situação em que uma mulher acasala com um macho, e, infelizmente, ainda assim não consegue ter filhos.

        Seu desespero por mudar a realidade é tanta que você tenta fantasiar que o relacionamento de lésbicas é igual o acasalamento natural hahahaha

        Falácia. Expõe a legalização da poligamia como se fosse uma consequência indesejável do meu argumento pró casamento gay pra que eu desista dele. Mas não vejo nenhuma indesejabilidade. O caso do casamento com animais é diverso, pois eles não têm a capacidade de consentir e o casamento (a prática sexual, especificamente) pode lhes causar danos.

        Falsa identificação de falácia. Você NÃO VAI DESISTIR da causa gayzista, pois é de esquerda. E portanto está doutrinado a repetir as rotinas que estou expondo aqui.

        Ou seja, você não vê “indesejabilidade” de casamentos baseado em poligamia? O engraçado é que não há movimentos por isso.

        em relação a “casamento com animais”, bastaria resolver a situação usando a rotina de esquerda que você usou: “A necessidade do consentimento é arbitrária”.

        Além do mais, poderiam ser criadas categorias de relacionamentos, podendo também proibir penetrações agressivas, como de homens contra gatos. Mas e mulheres com cachorros?

        Note que o truque seu foi chamar de “arbitrária” uma regra com ênfase na tradição + necessidade biológica.

        E isso deveria valer então para qualquer modificação no que chamamos de “casamento”.

        Conjecturar sobre supostas motivações por trás de um argumento não é refutação a eles.

        Não é. mas facilita na identificação das rotinas. Se achamos os interesses por trás de um tipo específico de criminoso, fica mais fácil achar os padrões de ações de crime.

        Firme igual prego na areia =D

        Mas não sou eu que tenho que apelar para rotinas manjadas de gritar “o casamento homem-mulher é arbitrário”. rs.

        É você que está sendo obrigado a repetir as rotinas.

  2. “lutar para que casais gays sejam vistos DA MESMA FORMA que os casais tradicionais”

    Luciano, o argumento de um e-mail que o Olavo leu no último True Outspeak me parece uma argumentação ou refutação de ótima qualidade para essa história de “normalizar” as questões gays, mais especificamente, o casamento. É mais ou menos assim:

    O matrimônio é sustentado por 3 pilares:

    1) Gênero = homem / mulher
    2) Número = 2
    3) Espécie = humana

    Ou seja, somos seres humanos (3) não nos casamos com cabras e jumentos, apenas com humanos. Como a espécie humana não se divide em 3 ou 4 gêneros (2), nos casamos com entre os 2 que temos, homem e mulher (1).

    Tudo isso do ponto de vista biológico: o alicerce dos três pilares é a reprodução ou de acordo com a bíblia ‘Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra’

    Caso decidamos abalar o (1) pilar do gênero homem/mulher acabamos por agitar o alicerce e abalar o pilar do número (2) e da espécie (2). Quando se permite o casamento homem + homem, o casamento já não tem mais função biológica, reprodutiva, mas apenas o que chamarei por conveniência de lazer / hobbie. Se podemos nos casar por lazer e sem fins reprodutivos podemos nos casar nós 3, nós 4, e porque não 327 pessoas[?]; e por que não nos casarmos com cavalos e cabritos, ou até como objetos inanimados só “por farra” (lazer / hobbie)? (você viu os coreanos e japoneses que se casaram com travesseiros, vide-games, bonecas infláveis etc? Um absurdo!)

    Obviamente os gays são apenas massa de manobra para essa mutação louca na sociedade que instituirá casamentos múltiplos e com “não-humanos”.

    • Já imaginou essas figuras sobre a proteção de uma PL 122? hahahaha… Chega a mãe e diz: “filho, que absurdo casar com o travesseiro”. 3 a 5 anos de cadeia :~

  3. Olá Luciano. Antes de mais nada, gostaria de dizer que minha posição política é libertária (Estado mínimo e liberdades individuais) e reconheço a importância dos conservadores como freios morais na evolução das idéias. Mas neste caso, não consigo entender o porquê de tanta discussão sobre um assunto ao meu ver óbvio.

    Admito que odiaria saber que um filho meu é gay, saber que não poderia ensiná-lo como pegar mulheres, espalhar pros amigos que meu filho pega todas, etc., e se fosse daqueles afetados, ia levar uns bons safanões. Mas a partir do momento em que ele dissesse que é gay, pode ter certeza que eu daria total apoio a ele, pois acho que ser HOMEM é muito mais que apenas pegar mulher: é honrar a palavra, é defender a justiça (principalmente perante PeTralhas), é defender seu nome e sua família, é trabalhar pra produzir riqueza e levar a sociedade pra frente. E dito isto, conheci um casal homossexual que dava de 10 a zero em qualquer outro por aí, mas que eram tratados como cidadãos de segunda linha. Não eram tratados como estando dentro de um relacionamento perante a lei, nem podiam adotar crianças em conjunto (ainda bem que isto vem mudando). Daí eu te pergunto: por que tanto canalha aí que não honra o que te no meio das pernas pode casar, e homossexuais que são HOMENS de verdade, como os que conheci, não podem? Há algo de errado aí.

    Resolvi comentar, pois me senti ofendido com a frase “Você, assim como toda a esquerda, quer REMODELAR o conceito de família.”

    Pois bem, infelizmente meu pai biológico não foi HOMEM suficiente pra acompanhar meu crescimento, e acabei sendo criado pela minha mãe e pela minha avó, até esta falecer quando eu tinha uns 10 anos. Me desculpe a exaltação, mas quem é você pra dizer que eu, minha mãe e meu irmão não formamos uma família? E esquerda é o caralho! Não venha querer me comparar com Lulas e Dilmas!

    .
    .
    .

    O que eu vejo é que você quer impor ao resto da sociedade seu modelo de família. Concordo que ele seja o melhor modelo, mas o que você parece não entender é que não é o único, assim como a minha família avó-mãe-criança infelizmente não teve a figura do pai, uma família mãe1-mãe2-criança também pode não ter. Qual a desqualificação em se chamar a ambos de família? E se você acha errado uma família sem pai, ensine seu filho a não abandonar mulheres grávidas, mas não venha querer monopolizar o que é família e impor isto ai resto de nós, pois isto não é uma teocracia.

    “Eu acho que o que os gays querem é o direito de fazer todas as coisas que os casais héteros têm direito de fazer e cuja condição biológica deles (dos homos) é usada como justificativa para impedir seu acesso, apesar de ela ser irrelevante [nestes casos].” [2]

    “Aí que está. Acho que até proibir seria um excesso. Mas devia ser feito um esforço para priorizar a adoção por casais normais. Mas, se não for possível, que eles adotem. Não é algo que me incomode…”

    Então porque disse antes que “Acho até que gays poderiam ter direitos similares a de casais gays, menos a adoção de crianças.” Não te encomoda, mas você é contra?

    “Não há escolha. Atração NÃO É escolha. Nisso concordamos.
    Mas há 10 minutos chegou uma assistente jurídica em meu escritório. Uma delícia. Vestidinho apertadinho. E melhor, lançando vários IOIs. (Indicators of Interest)
    Minha vontade foi fazê-la sentar em meu colo. Mas não fiz nada. Mantive a compostura, por questões profissionais.
    Ou seja, se atração não é uma escolha, comportamento é. E o comportamento pode ser criticado.”

    Excelente exemplo. Me ajudou a entender um pouco mais o discurso religioso.
    Mas então, visto que religião também é comportamento, eu acho injusto eu poder dizer que todo gay é pedófilo e que tenho o direito de demití-lo ao saber que ele é gay, mas eu não poder dizer que todo padre/muçulmano/espírita é pedófilo e que tenho o direito de demití-lo ao saber que ele é padre/muçulmano/espírita.

    “Por exemplo, o casamento gay estabelecido irá gerar dificuldades na educação dos filhos.”

    Como? Somente porque você não aceita que existam outros tipos de família?

    Desculpe pela exaltação, mas francamente, comparar com a esquerda só perde em comparar diretamente com Hitler.

    • Paulo
      Mas neste caso, não consigo entender o porquê de tanta discussão sobre um assunto ao meu ver óbvio.
      Um texto que publiquei recentemente mostra as conseqüências.
      http://lucianoayan.com.br/2012/01/12/uma-razao-pratica-para-irmos-contra-a-pl-122/
      E dito isto, conheci um casal homossexual que dava de 10 a zero em qualquer outro por aí, mas que eram tratados como cidadãos de segunda linha. Não eram tratados como estando dentro de um relacionamento perante a lei, nem podiam adotar crianças em conjunto (ainda bem que isto vem mudando). Daí eu te pergunto: por que tanto canalha aí que não honra o que te no meio das pernas pode casar, e homossexuais que são HOMENS de verdade, como os que conheci, não podem? Há algo de errado aí.
      Assim como você pode dizer que um casal homossexual dá de 10X0 em alguns casais heterossexuais, alguém poderia dizer que um casal onde o marido é polígamo dá de 10X0 em alguns casais monogâmicos. Mas isso envolveria mudar todo o nosso padrão cultural, e REFERÊNCIA. Qual é a REFERÊNCIA base de família? Um sujeito com várias mulheres, ou um sujeito fiel a uma? Um cara com uma mulher ou um cara com um outro cara? Um cara com mulheres ou um cara com animais?
      O problema de criar novos referenciais por PROJETO é que devemos saber qual é a base para educar os filhos. Se “casal” pode ser qualquer união, então teríamos que ficar projetando novos referenciais todas as vezes.
      Resolvi comentar, pois me senti ofendido com a frase “Você, assim como toda a esquerda, quer REMODELAR o conceito de família.” Pois bem, infelizmente meu pai biológico não foi HOMEM suficiente pra acompanhar meu crescimento, e acabei sendo criado pela minha mãe e pela minha avó, até esta falecer quando eu tinha uns 10 anos. Me desculpe a exaltação, mas quem é você pra dizer que eu, minha mãe e meu irmão não formamos uma família?
      E quem disse que não formavam uma família? A diferença é que, em certo momento, seu pai se ausentou. Só que, se teu pai procurasse outro homem, você nem estaria aqui debatendo comigo…
      A diferença é gritante.
      O que eu vejo é que você quer impor ao resto da sociedade seu modelo de família.
      Não há “imposição”. Há uma natureza biológica que LEVA o ser humano a esse tipo de família. Esse é o padrão. O resto é exceção. Homens com cabras, homens com homens, homens com videogame… não estão no padrão. Claro que precisam ser respeitados como seres humanos, mas quererem ser “iguais” como a forma de família que é o que garantiu o sucesso de nossa espécie é gozação…
      Qual a desqualificação em se chamar a ambos de família? E se você acha errado uma família sem pai, ensine seu filho a não abandonar mulheres grávidas, mas não venha querer monopolizar o que é família e impor isto ai resto de nós, pois isto não é uma teocracia.
      Seu discurso está cheio de emoção. Comoveria algum incauto. Mas EM UM DADO MOMENTO você pertenceu a uma família. E isso o permite debater aqui. Em modelos “alternativos”, você não estaria aqui.
      Então porque disse antes que “Acho até que gays poderiam ter direitos similares a de casais gays, menos a adoção de crianças.” Não te encomoda, mas você é contra?
      A mesma distância que vejo entre casamento gay e casamento heterossexual, é a que existe entre casamento heterossexual e casamento de humanos com animais. Não são a base de uma sociedade. Devem ser respeitados, mas que não exijam tratamento de “similaridade”, pois não são.
      Excelente exemplo. Me ajudou a entender um pouco mais o discurso religioso.
      Eu não sou religioso. E avalio todas as relações homem-mulher pelo aspecto darwinista… Meu objetivo de estudo é Dinâmica Social.
      Mas então, visto que religião também é comportamento, eu acho injusto eu poder dizer que todo gay é pedófilo e que tenho o direito de demití-lo ao saber que ele é gay, mas eu não poder dizer que todo padre/muçulmano/espírita é pedófilo e que tenho o direito de demití-lo ao saber que ele é padre/muçulmano/espírita.
      Mas afirmar que “todo gay é pedófilo” é uma informação não comprovada assim como “todo padre é pedófilo”. Você não verá aqui eu afirmando coisas como “todo gay é pedófilo”. E nem apoio a demissão injusta de gays.
      Como? Somente porque você não aceita que existam outros tipos de família?
      O curioso é que até o seu tipo de família não era uma família “alternativa”. Em um dado momento do tempo, você teve um pai biológico e uma mãe biológica… Nem tudo deu certo, mas você nasceu… Já é uma diferença considerável se fôssemos comparar o seu pai escolhendo “acasalar” somente com homens.

      • Obrigado pela resposta. Eu gostaria de me concentrar somente em um ponto:

        “E quem disse que não formavam uma família? A diferença é que, em certo momento, seu pai se ausentou.”

        Errado, não houve um pai. Ser pai não é somente engravidar uma mulher e sumir logo após. Se fosse, eu poderia dizer que na família mãe1-mãe2-criança também há um pai, só que ausente, já que a criança dificilmente seria um clone, sem um pai biológico.

        Acho que seu principal erro é não admitir que um casal homossexual pode sim constituir família.

        “O curioso é que até o seu tipo de família não era uma família “alternativa”. Em um dado momento do tempo, você teve um pai biológico e uma mãe biológica… Nem tudo deu certo, mas você nasceu… Já é uma diferença considerável se fôssemos comparar o seu pai escolhendo “acasalar” somente com homens.”

        Irrelevante. Você conhece alguém que não tenha pai ou mãe biológica? Talvez você se refira ao ato da concepção. Mas então como ficam os bebês de proveta?

        Uma mãe que adotou um filho com seu cônjuge, e este logo após morreu, não teria o direito perante a lei de ser considerada uma família, ela e seu filho, até que conseguissem um novo pai para a família?

        Uma mãe solteira, como a minha, não poderia dizer ela e seu filho constituem família, já que na certidão de nascimento da criança não constava o pai?

        Quer você queira, quer não, existem outros tipos de família diferente da padrão, e não é fechando os olhos do seu filho a este respeito que vai resolver algo. Pode ensiná-los que o melhor modelo é o padrão pai-mãe-crianças, no que eu concordo plenamente, mas daí dizer que os outros não são famílias já é puro autoritarismo, na minha opinião.

  4. Olá Luciano, posso pegar esse texto e fazer um vídeo? Darei os créditos.
    Concordo com o seu pensamento nesse texto.
    Eu penso que Deus deu o livre arbítrio e que o homem pode fazer suas escolhas, porém não concordo com o que os gayzistas querem fazer com a lei pl122.
    É como você disse acima, podemos muito bem vivermos em paz com os gays, mas o que os gayzistas estão propondo é guerra.

      • Obrigado pela permissão, vou ver se consigo postar já amanhã o vídeo.
        Mas estou preocupada quanto a citar os nomes dessas pessoas acima. Será que os sujeitos poderão entrar em ações judiciais, contra mim?

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