Estratégia de Esquerda: Mijando no território adversário

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Cachorros possuem um faro impressionante, e por isso fazem marcação territorial urinando em lugares. Quando existem dois cachorros na casa, um deles poderá ir urinar em locais que são o território de outro. Aquele que conseguir urinar em mais lugares diferente estará mandando a mensagem de que ele é quem manda.

Para os cães, esse é obviamente um comportamento instintivo. Todas as outras espécies possuem estratégias de marcação de território diferentes.

Assim como nas demais espécies animais, seres humanos também lutam por marcação de território. Isso inclui não apenas indivíduos em relação a outros indivíduos, mas também grupos gregários contra outros grupos gregários. E, como já falei antes, esquerdistas são um grupo gregário e conservadores outro.

A forma de ampliar seu território, e portanto a base de propaganda, é naturalmente, como os cães, ir mijar em território adversário. Ou, muitas vezes em território neutro.

A aplicação desta estratégia ocorre em vários níveis, por exemplo:

  • Uma nação em relação a outra nação
  • Um cultura em relação a outra cultura (e muitas vezes sustentando a luta entre nações)
  • Um grupo gregário em relação a outro (isso envolve a guerra ideológica)

Vamos imaginar como isso funciona no caso de uma cultura em relação a outra.

Suponha por exemplo um país que tenha como cultura padrão o ateísmo, enquanto um outro tenha a religião cristã. Para nosso exemplo, chamemos os países de A (ateu) e C (cristão).

Considere agora que o país A não está deixando ocorrer a ampliação de cristianismo em seu território. Mas está inserindo, gradativamente, doses maciças de ateísmo no país C. Sendo de interesse do país A ampliar seu território, digamos que o pais A está mijando no território adversário, e portanto ampliando seu poder sobre o outro. O neo ateísmo, hoje presente nas sociedades ocidentais, é EXTREMAMENTE OFENSIVO, baseado em discurso de “higienização” (contra religiosos) é feito em sociedades de maioria cristã.

É por isso que a tendência atual é um enfraquecimento gradativamente do Ocidente, com um fortalecimento muito grande de países como China e Rússia, além das nações islâmicas. Eles estão mijando em território adversário, enquanto que seu território continua impenetrável às influências culturais do Ocidente.

Mas este é apenas um exemplo explicando como isso ocorre em um nível mais amplo.

Se os grupos, comunidades ou nações fossem blocos isolados, obviamente não teríamos essa situação. Mas eles interagem e precisam, de acordo com as contingências, ampliar seus territórios. (E quando falo em territórios, falo não só em territórios físicos como também territórios intelectuais)

Um exemplo claro disso é a existência da Teologia da Libertação nas Igrejas, movimento crescente no Brasil.

A situação era a seguinte. O território de difusão de idéias esquerdistas não era tão amplo, pois, quando o cidadão ia para as igrejas, relembrava os aprendizados bíblicos, que defendem coisas como moral sólida e direito a propriedade. A religião cristã, inclusive, defende a desconfiança em relação ao homem, o que vai contra uma das estratégias centrais da esquerda, “A Crença no Homem”.

Para reverter isso, era preciso inserir idéias marxistas, mas criar uma maquiagem de religião, de forma inclusive até a criar um núcleo de padres pregando uma versão bizarra de cristianismo, repleta de ressignificações com ênfase no marxismo, para ENTRAR NA IGREJA.

Ou seja, a Teologia da Libertação é um exemplo desta estratégia. O território está ampliado.

O potencial disso é considerável, pois muitos cristãos estão em uma Igreja demonstrando crença nesses padres, que na verdade estão usando o espaço para inserir doutrinação marxista.

E como sabemos que a estratégia está em execução?

É mais simples do que parece, embora dê algum trabalho para se fazer o mapeamento.

Os marxistas entraram na Igreja através da Teologia da Libertação, mas religiosos tradicionais não entrarão em territórios comandados por eles. Como, por exemplo, os sindicatos.

Quer dizer, eles ENTRAM EM SEU TERRITÓRIO, na ampliação do território deles, mas você não entra no território deles. Logo, eles ampliam o território deles, enquanto que o seu território é diminuído.

A configuração deste cenário, de forma intencional, é uma configuração, portanto, desta estratégia.

Como eu falei que isso ocorre em vários níveis, vamos aquele que mais tem sido de particular interesse de estudo: a guerra intelectual no ambiente virtual. (Até porque um blogueiro está atuando neste cenário)

Por exemplo, este blog representa a direita. Outros blogs representam a esquerda.

Esquerdistas muitas vezes tentam postar aqui, mas nos principais blogs esquerdistas a participação de conservadores é vetada.

Neste caso, temos então a ampliação de território esquerdista, e consequente diminuição de território de direita.

ATENÇÃO IMPORTANTE: Muitas vezes esquerdistas deixam conservadores participarem em suas comunidades, mas somente aqueles que são low profile. Um high profile não é permitido. Já os high profile de esquerda tentam participar em comunidades conservadores e muitas vezes conseguem. Neste caso, os low profile não contariam como “marcação de território”, somente os high profile. Portanto, este cenário, no qual esquerdistas inserem seus debatedores high profile em comunidades de direita, mas somente deixam debatedores low profile de direita participarem em suas comunidades, configura esta estratégia também.

Voltando…

Uma dica especial aos donos de comunidades ou blogs com ênfase política e/ou doutrinária (de qualquer tipo de doutrina), é notar se participantes de grupos adversários estão participando para MARCAR TERRITÓRIO, enquanto que nas comunidades deles participantes de seu grupo são vetados.

A cada vez que a participação deles for tolerada, e ele estiver sendo desaforado ou realizando propaganda extensiva, é uma VITÓRIA AUTOMÁTICA da esquerda sobre a direita.

Entende-se essa estratégia pelo fato da esquerda ser muito focada em militância. Os esquerdistas funcionais tem MISSÕES A CUMPRIR, e a principal delas é tentar propagar as idéias de esquerda em qualquer ambiente na maior quantidade possível.

Só que o discurso feito dentro da casa deles nem é tão necessário, pois os esquerdistas já possuem esta crença. Eles precisam sair, organicamente, e tentar participar em fóruns abertos, pois estariam ampliando seu poder de propaganda.

É por isso que muitos esquerdistas tentam postar aqui e são vetados. Normalmente, deixo-os postar somente o suficiente para pegar a propaganda deles e desmascará-la.

Essa é uma estratégia de difícil contenção, pois muitos esquerdistas acusarão você de “censura”, como se fosse sua obrigação dar espaço a eles. Na verdade não é.  Eles já possuem os territórios deles para postarem em relação ao que quiserem.

Alguém poderia dizer que esta estratégia é basicamente a guerra de posição, já contida na estratégia gramsciana. Nem tanto, pois a estratégia gramsciana é sutil. Esta aqui não.

Nesta estratégia, um esquerdista poderá entrar em uma comunidade de religiosos (como é feito às vezes na “Perguntas Cristãs Complicadas”) e postar que a “religião é um câncer para o mundo”. Claramente uma propaganda agressiva e ofensiva. E, de acordo com esta estratégia, está sendo feita em território adversário, o que configura uma marcação de território.

Está sendo dito, subliminarmente, que o religioso é tão frágil que podemos chegar na casa dele e ofendê-lo, e ele será obrigado a deixar. Caso ele não deixe, basta protestar: “estou sofrendo censura”.

Como há um freio moral em conservadores (e religiosos, em sua maioria, são conservadores), é possível que estes deixem o esquerdista continuar postando. Mas, em contrapartida, a tentativa de postar uma mensagem agressiva e/ou incisiva contra os esquerdistas nas comunidades deles será sumariamente proibida.

É por isso que não podemos confundir nosso freio moral (que os esquerdistas não possuem) com ingenuidade total.

Note também que há uma diferença entre marcar espaço em um território neutro e marcar espaço em território DO OUTRO. No caso do território ser neutro a guerra de posição, já abordada pela estratégia gramsciana, é executada. Podemos dizer até que no caso da estratégia de mijar no território adversário teríamos uma ampliação a guerra de posição para adentrar à casa do outro e gerar um efeito psicológico mais poderoso, que é o de que a campanha de esquerda não pode ter limites, e de que o território do outro está “dominado”.

Quer dizer, o esquerdista fala em seu território, em territórios neutros e, VITÓRIA TOTAL, na casa dos conservadores.

Dentro desse ponto de vista, imagine agora a seção de comentários de sites como Deus Lo Vult, Mídia sem Máscara, Quebrando o encanto do Neo-Ateísmo, Instituto Millenium e outros. No caso da guerra de posição, estes seriam territórios como outro qualquer. Nesta estratégia, são prioritários para a participação de esquerdistas, que tentarão ser desaforados, sarcásticos, provocadores, etc.

É justamente por isso, pelo fato de que contra-atacamos não iniciativas espontâneas, mas ações estratégicas (e, tenham certeza, eles contabilizam pontos ao contarem vantagem a respeito dessas participações em comunidades deles), é que devemos tolerar a participação de esquerdistas em nossos territórios apenas se estes tiverem o comportamento de um lorde inglês.

À menor tentativa de provocação, ofensas, ataques gratuitos, discursos ad nauseam ou provocações sem sentido,  bana-os sem dó. Conscientize os donos de comunidades que ainda são ingênuos e os deixam participar de que estão sendo vítimas basicamente de uma estratégia deles para garantir espaço em território oponente.

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