Rotina: Comunismo dos genocídios é uma deturpação

13
441

Geralmente, quando comunistas são questionados a respeito dos mais de 100 milhões de mortos em nações como Rússia, China, Cambodja e outras, eles afirmam algo do tipo:

  • “O que você critica não é o comunismo, mas sim uma deturpação do mesmo.”
  • “O marxismo de verdade jamais ocorreu. O que se viu ali foi uma deturpação das idéias de Marx.”
  • “O estado de Marx não devia existir, pois o povo deveria ser auto-regulado.”

Esse discurso de defesa tem uma estrutura básica: Dizer que coisas como genocídios na Rússia e China não são eventos causados pelo comunismo, pois “o comunismo não é totalitário, já que é sociedade sem classes”.

Em tese, tudo muito bonitinho, não fosse o fato de que o próprio marxismo já previa a Ditadura do Proletariado, que faria a estatização dos meios de produção por meios revolucionários internos. Um exemplo seria a Rússia. Marx também dizia que esta Ditadura do Proletariado serviria, enfim, para criar essa sociedade sem classes, e então transferir o poder ao povo. *suspiros*

Vamos transcrever como é então a teoria marxista APLICADA:

  1. O ser humano é bom, mas a sociedade é corrupta, portanto corrompe o homem. (by Rousseau)
  2. Sendo assim, instala-se a Ditadura do Proletariado.
  3. Esta Ditadura do Proletariado corrige as chagas sociais, e, em seguida, com as chagas sociais já corrigidas, o homem bom viverá no mundo bom, pois esta Ditadura do Proletariado transferirá o poder ao homem, todos agora bons.

Não dá para dourar a pílula, mas esses são os fatos. É exatamente essa a proposta marxista. Só que a premissa 1 é assumida pela população, e então executa-se o passo 2, perfeitamente conforme diz Marx. Isso é exatamente o que ocorreu na Rússia, na China, no Cambodja…

E por que o passo 3 não ocorreu? É claro que o ser humano não é “bom”. Ele contém elementos de empatia, é claro, mas também contém elementos predatórios. São esses elementos unificados que fizeram com que nossa espécie se tornasse um sucesso evolutivo. Isso significa que a premissa 1 estava errada.

Para entender o quão absurda é a justificativa dos marxistas que tentam se eximir de culpa, vamos imaginar uma sociedade tribal que ainda não tenha ouvido falar do Viagra.

Eis que chega um pajé e diz que o pinto do homem é igual o dente. Ou seja, deve-se perder o primeiro dente para o segundo nascer mais forte. O pessoal acredita nisso e então todos cortam os seus pintos, segundo orientação do pajé. A teoria dele é mais ou menos assim:

  1. O pinto é igual ao dente, portanto ao se perder um, nascerá um novo mais forte, que terá ereções sempre que quiser, mesmo que o sujeito tenha 90 anos
  2. Sendo assim, cortam-se os pintos (o primeiro que nasceu nele)
  3. Depois de algum tempo, pintos novos nascerão, em lugar do pinto cortado, e o sujeito dará prazer eterno às suas amadas

O problema é que o pinto novo não nasce e os índios ficam revoltados. Alguns anos depois, cercam o pajé e cobram-lhe explicações. O pajé diz: “O problema é que minha idéia foi deturpada, pois na minha idéia os pintos são fortíssimos quando substituem o anterior”. Os índios não engolem a explicação e colocam o pajé na fogueira…

O que aconteceu aí? Será que realmente a teoria do pajé estava deturpada? Ou a premissa dele é que era furada? É claro que a premissa do pajé era uma barca furada por completo, pois os índios fizeram o processo certinho, cortando os seus pintos do jeito que o pajé falou para fazer.

Exatamente da mesma forma, na teoria de Marx, uma premissa foi assumida (a de que o homem é bom, a sociedade é que o corrompe), portanto no passo 2, esses homens bons montariam a Ditadura do Proletariado. Os passos seguintes seriam a transferência do poder aos homens bons. (Essa transferência do poder, no entanto, é igual esperar que vá nascer um pinto novo a partir da extirpação do primeiro…)

Logo, o que ocorreu nos países totalitários não foi uma deturpação do marxismo, mas sua sua implementação à risca. Apenas os passos finais previstos por Marx não ocorrem pois a premissa da bondade inerente humana era, naturalmente, uma fraude intelectual.

Em todo debate que o esquerdista usar a rotina “Comunismo dos genocídios é uma deturpação”, você pode até dar esse exemplo do pajé, ou criar um novo exemplo, desde que sirva para ridicularizá-lo.

Até por que qualquer adulto que acredite na “transferência do poder ao povo” depois de ocorrer uma Ditadura do Proletariado tem mais é que ser motivo de chacota mesmo.

Anúncios

13 COMMENTS

  1. E aí Luciano, fico feliz que tenha voltado, fazem falta na internet pensamentos conservadores/direitistas inteligentes, independentes e bem fudamentados e, acima de tudo, honestos.

    “Meu escritório é na praia, eu tô sempre na área, mas eu não sou da sua laia não”, e mesmo assim respeito muito o que você faz, porque contribui muito para o debate político/cultural, tanto pra quem milita de um lado ou do outro, como pra quem gosta de ler coisas boas, aprender e aperfeiçoar seu próprio raciocínio. Tem muita gente (de esquerda e de direita) por aí que gosta de “parecer” inteligente mas tem a agudeza de um machado cego XD

    A propósito, não podia usar um exemplo menos “almodóvar” não?? ouch…
    Bom retorno e boa sorte!

  2. Muito bom Luciano, sua analogia foi ótima.

    Todo mundo que estuda economia sabe que o ambiente de concorrência é melhor para o consumidor e que o monopólio é uma porcaria, pois não tendo concorrencia a empresa pode cobrar o que bem entender pelo seu produto.

    No entanto porque é tão dificil para os marxista entender que tudo que defendem é o monopólio do poder(econômico, bélico, midiático…) para o estado e uma vez que o estado tenha tanto poder, não haverá qualquer meio para contrapô-lo e acreditar que um estado assim irá entregar poder ao povo é cair no conto do vigário.

  3. O comunismo não foi uma boa idéia que deu errado;
    foi uma má idéia. (Richard Pipes)
    ——————————— ————————————-
    “The classes and the races too weak to master the new conditions of life must give way… They must perish in the revolutionary holocaust”

    – Karl Marx ( Marx People’s Paper, April 16, 1856, Journal of the History of Idea, 1981 )

    “As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário.”

    The chief mission of all other races and peoples, large and small, is to perish in the revolutionary holocaust. -Karl Marx Die Neue Rheinische Zeitung NZR January 1849

    “A missão principal de todas as outras raças e povos, grandes e pequenos, é a perecer no holocausto revolucionário”

    And as for the Jews, who since the emancipation of their sect have everywhere put themselves, at least in the person of their eminent representatives, at the head of the counter-revolution — what awaits them?” -Karl Marx , NRZ 17. Nov. 1848

    Quanto aos judeus, que desde a emacipação de sua seita têm se metido em tudo o quanto é coisa, pelo menos na figura de seus representantes eminentes, à frente da contra-revolução — o que esperar deles?

    “Let us consider the actual, worldly Jew — not the Sabbath Jew, as Bauer does, but the everyday Jew. Let us not look for the secret of the Jew in his religion, but let us look for the secret of his religion in the real Jew. What is the secular basis of Judaism? Practical need, self-interest. What is the worldly religion of the Jew? Huckstering. What is his worldly God? Money. Very well then! Emancipation from huckstering and money, consequently from practical, real Jewry, would be the self-emancipation of our time…. We recognize in Jewry, therefore, a general present-time-oriented anti-social element, an element which through historical development — to which in this harmful respect the Jews have zealously contributed — has been brought to its present high level, at which it must necessarily dissolve itself. In the final analysis, the emancipation of the Jews is the emancipation of mankind from Jewry”. -Karl Marx, Zur Judenfrage , 1844

    Vamos considerar a realidade, o judeu mundano — não o judeu sabático, como dizia Bauer, mas o judeu comum. Vamos dar uma olhada para o segredo do judeu em sua religião, mas vamos olhar para o segredo de sua religião em um judeu de verdade. Qual é a base secular do judaísmo? Necessidade prática, interesse próprio. Qual é a religião do judeu do mundo? Usura. Qual é o seu Deus mundano? O dinheiro. Muito bem então! Emancipação da usura e do dinheiro, consequentemente da [necessidade] prática, verdadeiro judaísmo, seria a auto-emancipação do nosso tempo… Reconhecemos o judaísmo, portanto, como um elemento anti-social orientado para o presente, um elemento que, através do desenvolvimento histórico — e nesse aspécto prejudicial os judeus tem contribuido com zelo – foi levada aos níveis mais elevados, que torna necessária a dissolução. Em ultima análise, a emancipação dos judeus significa é a emancipação da humanidade do mundo judaico.

    Money is the jealous god of Israel, in face of which no other god may exist. Money degrades all the gods of man — and turns them into commodities. The bill of exchange is the real god of the Jew. His god is only an illusory bill of exchange. The chimerical nationality of the Jew is the nationality of the merchant, of the man of money in general.”
    – Karl Marx, “On the Jewish Question”, 1844.

    Dinheiro é o deus ciumento de Israel, diante do qual nenhum outro pode existir. Dinheiro degrada todos os deuses do homem — e transforma-os em commodities. A moeda de troca é o deus verdadeiro do judeu. Seu deus é a única moeda de troca ilusória. A nacionalidade quimérica do judeu é a nacionalidade do comerciante, do homem endinheirado em geral.

    “This young lady, who instantly overwhelmed me with her kindness, is the ugliest creature I have seen in my entire life, with repulsive Jewish facial features.”
    – Karl Marx to Antoinette Philips (Letter, 24 March 1861)

    Esta jovem mulher, que imediatamente tomou conta de mim com sua bondade, a criatura mais feia que já vi em toda a minha vida, com feições faciais judias repulsivas.

    “…the very cannibalism of the counterrevolution will convince the nations that there is only one way in which the murderous death agonies of the old society and the bloody birth throes of the new society can be shortened, simplified and concentrated, and that way is revolutionary terrorism.”
    – Karl Marx, “The Victory of the Counter-Revolution in Vienna,” Neue Rheinische Zeitung, 7 November 1848.

    (…) o canibalismo da contra-revolução convencerá as nações de que existe apenas uma caminho para as agonias asssassinas de morte da velha sociedade e da sangria agonia do nascimento da nova sociedade podem ser abreviadas, simplificadas e concentradas, e este caminho é o terrorismo revolucionário”.

    Long before me bourgeois historians had described the historical development of this class struggle and bourgeois economists, the economic anatomy of classes. What I did that was new was to prove:
    (1) that the existence of classes is only bound up with the particular, historical phases in the development of production,
    (2) that the class struggle necessarily leads to the dictatorship of the proletariat,
    (3) that this dictatorship itself only constitutes the transition to the abolition of all classes and to a classless society.

    Marx, Letter to Weydemeyer (1852)
    Muito antes de mim os historiadores burgueses tem descrito o desenvolvimento histórico da luta de classes, e os economistas burgueses, sobre a anatomia da economia de clases. O que eu fiz de novidade foi provar:
    [traduzirei apenas o ídem 2] (2) que a luta de classes conduz naturalmente à ditadura do proletariado

    “Every provisional political set-up following a revolution requires a dictatorship, and an energetic dictatorship at that.”
    – Karl Marx, Neue Rheinische Zeitung 14. Sep. 1848

    Toda política provisória pós-revolução requer uma ditadura, e uma ditadura enérgica!

    Fonte: http://omacartista.blogspot.com/2011/08/datena-esquerda-festiva-em-horario.html

    Usar uma dessas frases de Marx, apologéticas do terrorismo, ditadura, antissemitismo e genocídio podem complementar a refutação; deixando claro com as palavras do próprio Marx que o que se seguiu foi obediência a cada loucura que ele escreveu e não liberdade poética assassina. E a frase de Pipes para concluir ou como premissa pode causar um grande efeito.

  4. “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (V. I. Lênin)

    “Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (V. I. Lênin)

    “O comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos.” (Mao Dzedong)

    “O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)

    “Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos.” (Che Guevara)

    “Aos slogans sentimentalistas da fraternidade, opomos aquele ódio aos russos, que é a principal paixão revolucionária dos alemães. Só conseguiremos garantir a Revolução mediante a mais firme campanha de terror contra os povos eslavos.” (Friedrich Engels)

    “A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário… Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contra-revolução.” (Karl Marx)

    • Sobre a última citação de Marx, penso que ele livrou a barra dos húngaros, poloneses e alemães não por razões filosóficas de seu sistema, mas porque estavam cheios de judeus, que sempre trazem um elemento de subversão, de revolução e de corrupção nas sociedades onde se instalam, como o prova a História, por terem negado o Logos encarnado. Como o ódio de Marx era voltado principalmente contra Deus, ele sabia que aquele povo, do qual ele fazia parte (mesmo sendo um suposto ateu) era instrumental nos seus planos de revolução mundial e destruição da civilização cristã.

  5. Na mosca! Não há argumento mais irritante dos defensores da “verdadeira democracia” do que dizer que tais regimes nunca foram comunistas. É de me preencher com uma fúria fora desse mundo.

    Quando alguém vier com esse papo, digam que Hitler também deturpou o verdadeiro nazismo. Mussolini deturpou o verdadeiro fascismo.

    Pra finalizar, digam que o verdadeiro capitalismo ainda não foi implantado no mundo, e que devíamos lutar para a implantação do mesmo, ao invés de desejar seu fim. Afinal, o capitalismo pressupõe que todos têm oportunidade de enriquecer e se tornarem bem sucedidos, além de liberdade para comprar o que quiser. Se isso não está ocorrendo, é por que não ocorre capitalismo!

  6. Os covardes e criminosos comunistas globais, quando existia a União soviética, aplaudiam que aquilo era o “paraíso na terra” e hoje criminosamente dizem que aquilo foi “deturpação do marxismo! Esses bandidos são os mais perigosos assassinos na terra, cuidado!

Deixe uma resposta