Onde está a “nova empatia” dos fraudadores da Internet?

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Fonte: Terra

O número de notificações de incidentes de segurança na internet no Brasil aumentou quase três vezes em 2011, saltando para quase 400 mil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br).

O estudo mostra que as notificações de tentativas de fraude totalizaram 40.381 no ano passado, correspondendo a um aumento de 30% em relação a 2010. As notificações sobre “cavalos de Tróia”, utilizados para furtar informações e credenciais, estiveram pouco acima de 2010, com crescimento de 1,5%.

Em 2011, notou-se o aumento de 78% nas notificações de ataques a servidores web em relação a 2010, em são exploradas vulnerabilidades em aplicações web, para então hospedar páginas falsas de instituições financeiras, “cavalos de Tróia”, ferramentas utilizadas em ataques a outros servidores web e scripts para envio de spam ou scam.

“Notamos que em 2011 o número de notificações de casos de páginas falsas que não envolvem bancos e sites de comércio eletrônico foi três vezes maior do que o de 2010”, afirma em nota Cristine Hoepers, analista de segurança do CERT.br.

Meus comentários

O que esses números provam? Simples: basta dar brecha ao ser humano que as fraudes ocorrerão. Enfim, é a natureza humana. Não há nada a ser feito senão investir cada vez mais em segurança.

É aquilo que tenho afirmado: não existe nada de “nova empatia”, conforme alguns esquerdistas empolgados têm comemorado erradamente após a divulgação do livro de Steven Pinker sobre os “melhores anjos de nossa natureza”.

Caso existisse “nova empatia”, poderíamos ir gradativamente reduzindo os investimentos em segurança da informação. Pelo contrário, temos que investir a cada dia mais.

Não vejo como a ilusão de que o homem irá cada vez mais “se ver no próximo” a ponto de não atingir danosamente os outros (criando enfim a fraternidade universal), sobreviveria diante dos números apresentados.

Me aponte um Gerente de Segurança da Informação e eu lhe apontarei alguém que não nutre esperanças patéticas a respeito da espécie humana.

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2 COMMENTS

  1. Luciano, olha o que esse caboclo disse de você na comunidade “Os Céticos Querem Saber”.

    “Difícil dizer que o sujeito está errado em não confiar no homem.

    Mas a menor razão não se sustenta na alternativa que ele apresenta.

    Senão que ele ou prefere simplesmente fugir do homem em uma ideia abstrata e romântica, tornando-o um homem tanto quanto ou ainda mais nojento, ou que ele é um absoluto hipócrita, pois nada mais faz que escolher que grupo de homens e quais ideias, produzidas por homens, sejam aquelas que ele decidiu não chamar de nojentas.

    Na verdade, este sujeito crê no homem ainda mais do que os humanistas, pois endeusa uma ideia criada por eles, alçando-a ao nível abstrato e mais fundamental que pode imaginar.

    Ele ama o que o homem imaginou, e, nesse sentido, é um coitado por conseguir se enganar ao ponto de dissociar esta ideia da civilização, passando a denegrir seus próprios criadores. É um tolo ingênuo, um sujeito tão doente quanto a doença venérea que ele escreve no próprio texto.”

    • Marcelinho,

      Esse é o tal de Mateus? Entrei lá e vou demoli-lo.

      O engraçado é que o sujeito não entendeu nada do que foi postado aqui.

      Vamos lá.

      Mas a menor razão não se sustenta na alternativa que ele apresenta.

      Ele não demonstrou qual é a alternativa apresentada…

      Senão que ele ou prefere simplesmente fugir do homem em uma ideia abstrata e romântica, tornando-o um homem tanto quanto ou ainda mais nojento, ou que ele é um absoluto hipócrita, pois nada mais faz que escolher que grupo de homens e quais ideias, produzidas por homens, sejam aquelas que ele decidiu não chamar de nojentas.

      Errou em tudo. Não existe isso de “fugir do homem”, mas entendê-lo como ele é. Daí ele diz que se não confiamos na idéia de que o homem irá criar um paraíso em Terra, então eu AMARIA uma idéia alternativa. O cara tira isso de onde senão da fantasia?

      Na verdade, este sujeito crê no homem ainda mais do que os humanistas, pois endeusa uma ideia criada por eles, alçando-a ao nível abstrato e mais fundamental que pode imaginar.

      O engraçado é afirmar “endeusa uma idéia”, que ele não afirma qual é. E se eu “creio no homem”, ele deveria demonstrar qual a crença.

      Ele ama o que o homem imaginou, e, nesse sentido, é um coitado por conseguir se enganar ao ponto de dissociar esta ideia da civilização, passando a denegrir seus próprios criadores. É um tolo ingênuo, um sujeito tão doente quanto a doença venérea que ele escreve no próprio texto.

      O sujeito aí deve usar alguma droga muito, mas muito pesada.

      Olha só..

      “ama o que o homem imaginou” <- de onde ele tirou isso?
      "dissociar esta idéia da civilização" <- de onde ele tirou isso?
      "passando a denegrir seus próprios criadores" <- como é?
      "ingênuo" <- qual a ingenuidade se o framework aqui é de descrença no homem?

      Ao que parece, o Mateus é um humanista, com vergonha de ver o humanismo ser demolido, e tem ESPERANÇA de que eu tenha uma crença tão forte como a dele. Como não tenho, ele projeta a própria crença dele em mim.

      Repetirei essa demolição na frente dele.

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