Um homocético sai do armário

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Fonte: Ace Prensa

“Homocéptico é aquele que não odeia nem tem medo dos homossexuais, mas não partilha dos seus pressupostos chave.

Sempre achei estranho o termo “homofobia”. Para muitas pessoas significa ter preconceitos contra, ou inclusive odiar, os homossexuais. A Wikipédia define-o como “um tipo de atitudes e sentimentos negativos para com a homossexualidade e para com as pessoas identificadas ou tidas como homossexuais”.

Assinado por Peter Saunders (Data: 13 Julho 2011)

De acordo com esta definição, a autora e activista a favor dos direitos humanos Coretta Scott King, num discurso de 1998, pôs ao mesmo nível a homofobia, “o racismo e o anti-semitismo e outras formas de intolerância”, na base de que “desumaniza um amplo grupo de pessoas, nega a sua humanidade, a sua dignidade e o seu carácter de pessoa”.

É compreensível, pois, que ninguém goste de ser classificado de “homófobo” (…) Contudo, quando o termo foi usado pela primeira vez, significava, na realidade, algo muito diferente. A palavra “homofobia” foi impressa pela primeira vez num artigo publicado no dia 23 de Maio de 1969 num tablóide americano Screw, usada para referir o medo do homem heterossexual de que outros pudessem pensar que era gay. Também foi usada para descrever o medo da pessoa que “saía do armário” para se declarar homossexual.

Estas definições correspondem muito mais ao sentido literal. Afinal, uma fobia é um medo: claustrofobia, aranhofobia e acrofobia são medos aos espaços fechados, às aranhas e às alturas, respectivamente.

A homofobia de hoje

Para muita gente, “homofobia” é, na realidade, medo de “ser acusado de intolerância, preconceito ou discriminação contra os homossexuais”. Este medo, que é cada vez mais comum, leva as pessoas a manterem uma atitude defensiva para evitar ser alvo de desaprovação ou publicidade negativa. Isto pode levar a mudar a própria posição em público, fingindo adoptar opiniões de acordo com o consenso progressista prevalente, negar activamente as próprias convicções, ou simplesmente abster-se de expressar a própria opinião quando se discute o tema.

Este tipo de “homofobia” está a tornar-se cada vez mais comum entre os pertencentes a confissões que defendem que o sexo fora do casamento está mal (a maioria das religiões mundiais) e não é difícil mencionar exemplos de pessoas, com frequência importantes, nas quais esta condição se encontra muito arraigada.

Para as pessoas que não odeiam os gays, nem se sentem molestadas por eles, nem os temem, simplesmente pensam que o sexo entre pessoas não casadas (incluso entre pessoas do mesmo sexo) é moralmente erróneo, necessitamos de outro termo. Gostaria de propor o termo “homocéptico”, termo que, todavia, não é de uso comum e, portanto, está aberto a uma redefinição.

Em que não acredita o homocéptico

O Urban Dictionary define o “homocéptico” como “um membro da sociedade que não odeia homossexuais, mas que geralmente não concorda com o princípio da homossexualidade em termos éticos e morais”.

Gostaria de ampliar esta definição para acrescentar “ao que é céptico sobre os pressupostos chave do movimento gay”, crenças como:

  • a homossexualidade está geneticamente determinada
  • a orientação sexual não se pode mudar;
  • a orientação sexual é uma característica biológica como a raça, o sexo e a cor da pele;
  • os sentimentos de atracção pelo mesmo sexo devem ser aceites e seguidos;
  • oferecer ajuda aos que querem resistir a esses sentimentos ou suprimi-los é sempre erróneo.

Naturalmente, se uma pessoa aceita esses pressupostos chave, pensará que aquele que não os aceita é ignorante, intolerante, cheio de preconceitos, ou inclusivamente imoral. Pode mesmo pensar que tais pessoas não deveriam ocupar cargos públicos, expressar publicamente as suas opiniões nem ocupar nenhum emprego que tenha a ver com aprovar, promover ou facilitar a intimidade entre pessoas do mesmo sexo.

Mas, se tem dúvidas sobre a verdade de alguma dessas crenças – e suspeita que podem dever-se mais a pressupostos ideológicos que a provas -, então pode alegar que não é “homófobo”, mas “homocéptico”.

Peter Saunders foi Director de Saúde Pública do Reino Unido e secretário-geral do Christian Medical Fellowship, uma organização britânica de 4.500 médicos e 1.000 alunos de medicina. Uma versão completa deste artigo está no seu blog, Christian Medical Comment.

Meus comentários

Como diria o Braga, do blog perspectivas, vamos todos redefinir a linguagem politicamente correta.

Nada de homofobia, até por que isso não faz sentido. É infantil ter “medo” e “aversão” a gays. Mas podemos não concordar que este é o estilo de vida adequado.

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4 COMMENTS

  1. “Homofobia”, na acepção que a militância pró-gay tenta impor, é só mais um truque linguístico. Ou melhor, “novalinguístico”. Aliás, as crianças deveriam ler “1984” e “A Revolução dos Bichos na Escola”, nessa ordem…

    O chamado gayzismo é só mais uma das franjas do esquerdismo, ainda que a maioria dos gays (militantes ou não) não saiba disso (ou não admita).

    Sobre o tema, peço permissão para divulgar os seguintes links, todos do blog “O Brasil e o Universo”:
    http://obrasileouniverso.blogspot.com/2011/04/ultima-tentacao-de-bianca-o-pl-122-06-e.html
    http://obrasileouniverso.blogspot.com/2011/05/deterioracao-do-debate-publico-no.html
    http://obrasileouniverso.blogspot.com/2012/01/um-cavaleiro-de-triste-figura-as.html

    O “Thiago – RJ” dos comentários de lá sou eu.

    Abraço!

    • “Novilingua”… Tirou a definição da minha boca :), realmente nós estamos vivendo a predição política/ditatorial de george orwell…

      É duro ver que hoje quem era o “normal” de 10 anos atrás, é chamado de “homófobo” e temos que redefinir isso de novo com “homocético”, é assim mesmo, infelizmente, aceitemos e sigamos combatendo a insanidade cruel dessa gente…

  2. O grande problema de ser homocétio, é que na maioria das vezes estamos sendo pontuais quando na verdade, deveríamos ser referência… :-/
    As grandes redes sociais são largamente influênciadas por ativitas gays e neo-ateistas, que com argumentos “politicamente corretos” tem sido taxados como “heróis” pela público desses meios, enquanto uns poucos gatos pingados tentam rebater os armumentos tendênciosos e cheio de intolerância feito por eles são crucificados por não ter apoio algum do demais usuários das redes sociais.
    Isso se aplica a todos os assuntos que tratem do ambito religioso cristão, enquanto o “lado negro” se une para defender seus ideais, os ditos “bonzinhos” tomam atitude isoladas sem ao menos pedir apoio, esta é a explicação de não estarmos sendo eficazes e o porque que agora temos que engolir aprovação de leis como o casamento homosexual.
    Quem quiser conferir me adicionem no face que eu passo perfil dos “agitadores” para que possam ver com os seus próprios olhos do que eu estou falando.
    Meu perfil: http://www.facebook.com/profile.php?id=1005363373

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