Ministra britânica muçulmana adverte para ‘secularismo militante’. Enquanto isso os humanistas difamam…

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Fonte: Terra

LONDRES, 14 Fev 2012 (AFP) -Uma ministra britânica advertiu para o crescimento de um “secularismo militante” na sociedade europeia, argumentando durante uma visita ao Vaticano que o continente não deve ignorar suas raízes cristãs.

“A Europa precisa se tornar mais confiante em relação ao seu Cristianismo”, disse a primeira ministra muçulmana britânica e membro da Câmara dos Lordes, Sayeeda Warsi, em um discurso na Pontifícia Academia Eclesiástica em Roma.

Durante a visita que marca os trinta anos desde que a Inglaterra restabeleceu relações diplomáticas com o Vaticano, ela disse que esforços para criar igualdade e promover os direitos das minorias não devem exigir que os países “apaguem suas heranças religiosas”.

Warsi reproduziu comentários do papa Bento XVI durante sua visita ao Reino Unido em 2010 de que a religião estava se tornando “marginalizada”, e as preocupações do arcebispo de Canterbury de que a fé era menosprezada.

“Por séculos, o Cristianismo na Europa inspirou, motivou, fortaleceu e melhorou nossa sociedade. Políticos devem dar lugar à fé na vida pública”, disse.

O diretor-executivo da Associação Humanista Britânica, Andrew Copson, condenou suas alegações, classificando como “ultrapassadas, injustificadas e discriminatórias”.

“Em uma sociedade cada vez menos religiosa e, ao mesmo tempo, mais diversificada, precisamos de políticas que enfatizem o que nos une como cidadãos e não o que nos divide.”

Os comentários de Warsi ocorrem em meio a um debate contínuo sobre o papel do Cristianismo na vida pública britânica, levantado novamente na semana passada por uma decisão judicial de que a prefeitura não poderia mais realizar orações cristãs antes de reuniões.

Ateus questionaram as declarações sobre a sociedade britânica e na terça-feira publicaram um depoimento indicando que, apesar de a maioria dos britânicos realmente se considerarem cristãos, seu posicionamento está longe de ser forte.

O censo de 2001 mostrou que 72% dos britânicos se consideravam cristãos, mas uma pesquisa feita pouco depois do censo de 2011 –os resultados do último ainda não foram publicados– sugeriu que esse percentual caiu para 54.

A estimativa da Ipsos Mori com 1.136 pessoas que se declararam cristãs descobriu que apenas 30% desses achavam que tinham fortes crenças religiosas e 74% acreditavam que a religião não deveria ter um papel especial nas políticas públicas.

Meus comentários

Prestaram atenção na notícia acima?

Se não, eu aponto um detalhe fundamental: A ministra britânica Sayeeda Warsi é MUÇULMANA, e entende que esforços para criar igualdade e promover os direitos das minorias não devem exigir que os países “apaguem suas heranças religiosas”.

Ela está sendo lúcida neste aspecto, pois cada país possui uma herança cultural, e não é preciso apagá-la para se implantar o estado laico.

Essa observação vem a calhar depois que no dia 10 foram proibidas orações no início das sessões das câmaras municipais. (A decisão ocorreu a propósito de uma ação movida pelo vereador ateu Clive Bone, alegando estar incomodado pelas orações na Câmara de Bideford, em clara implementação da estratégia Guerra de Processos)

Se antes os muçulmanos tinham fama de intolerantes, ao menos essa fama não recai sobre Sayeeda.

Entretanto, como sói ocorre nesses casos, o diretor-executivo da Associação Humanista Britânica, Andrew Copson saiu bradando que as afirmações da ministra eram “ultrapassadas, injustificadas e discriminatórias”. O primeiro adjetivo é claramente uma falácia ad antiquitatem, o segundo é uma alegação de que a posição é injustificada (por que? ah, por que ele disse que é) e o terceiro configura apenas o uso da estratégia Sensibilidade Artificial Histérica.

Quer dizer, em vez de argumentar, o sujeito sai xingando-a de “discriminadora”. Mas como, se ela é uma muçulmana respeitando os direitos dos cristãos pelo valor cultural que a religião cristã possui? Seria o mesmo que se eu viajasse para o Islã e apoiasse a manutenção da cultura islâmica por lá. Não há um traço de discriminação no que a ministra falou, apenas uma denunciação caluniosa e torpe por parte do humanista Copson.

Copson, cinicamente, ainda afirma: “Em uma sociedade cada vez menos religiosa e, ao mesmo tempo, mais diversificada, precisamos de políticas que enfatizem o que nos une como cidadãos e não o que nos divide.”

Ué, é possível existir mais divisionismo do que arrogantemente proibir cristãos de rezarem?

É, não tem jeito. Humanistas, mesmo que aleguem “lutar pela humanidade e tolerância”, jamais serão tolerantes com aqueles que pensam diferentemente deles. Pior que isso, usarão todas as estratégias mais desonestas possíveis em seus conflitos com oponentes, e, fingindo-se de vítimas, usarão de denunciação caluniosa (como chamar a ministra de “discriminadora”, ou de usar “afirmações discriminatórias”, o que dá no mesmo).

A grande ironia é que recentemente humanistas fizeram o maior dramalhão no Brasil contra o fato de um dono de bar não tolerar beijo gay em seu estabelecimento. Mas ao mesmo tempo, lá na Inglaterra, protestam contra a mera prática da oração em espaços públicos.

Resumo da ópera: para o humanista, o beijo gay é mais sagrado que uma oração.

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