Sequência do post anterior: Muçulmana do governo britânico diz que secularistas são intolerantes

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Fonte: Paulopes

A baronesa muçulmana Sayeeda Warsi (foto), ministra sem pasta do governo britânico, acusou a militância do secularismo de ser “profundamente intolerante”.

“O secularismo demonstra traços semelhantes aos regimes totalitários, como negar às pessoas o direito a uma identidade religiosa”, afirmou Sayeeda, que é líder do partido conservador. “Eles [os militantes] temem o conceito de identidades múltiplas.”

Sayeeda é a representante do primeiro ministro David Cameron de uma delegação britânica que será recebida pelo papa Bento 16 nesta quarta-feira (15).

A muçulmana elogiou os valores cristãos, dos quais, segundo ela, a Europa não pode abdicar. “Esses valores fazem parte da nossa vida pública, cultura, economia, arquitetura e linguagem.”

Para ela, só se pode ter uma sociedade mais justa quando as pessoas se sentem fortes “em sua identidade religiosa”. “A Europa se sente mais confortável com o seu cristianismo.”

Ela lamentou que os autores da Constituição Europeia não tivessem feito qualquer menção a Deus ou ao cristianismo.

E o resultado é que agora, na avaliação da baronesa, “os militantes da secularização estão tomando conta da sociedade”. E o sinal disso, segundo ela, por exemplo, é que cada vez mais há restrição à exposição de símbolos religiosos em edifícios públicos e ao financiamento de escolas religiosas.

“As religiões estão sendo colocadas para fora da esfera pública.”

Meus comentários

O dono do blog Paulopes é ultra-ateu e um dos anti-religiosos mais fanáticos que já vi. Mas ao menos o blog dele serve para alguma coisa.

Todos os dias ele posta notícias com ênfase em difamação de religiosos, distorção de notícias relacionadas a religião e agendamento anti-religioso (por exemplo, se ocorrer um crime, e o praticante for cristão, publica-se a notícia como “Cristão mata…”, de acordo com a teoria da agenda, de McCombs e Shaw), dentre outros truques.

Mas não há melhor lugar para estudar a mente humanista (especialmente a mente humanista secular) do que lá. Está até melhor que o Bule Voador para uma avaliação experimental do comportamento dos leitores de Dawkins.

Se você entender aquele blog como um laboratório da mente anti-religiosa (a seção de comentários é impagável, sempre mostrando uma turba em fúria concordando com tudo, tudo mesmo, que for feito contra religiosos, e bradando coisas como “segurar uma Bíblia em público é crime contra estado laico”), pode ter boas diversões.

E às vezes o Paulopes traduz notícias lá de fora, e no caso desta ele ajuda a complementar o meu post anterior, “Ministra britânica muçulmana adverte para ‘secularismo militante’. Enquanto isso os humanistas difamam…”

A “grande” refutação deles à ministra: “é uma ministra sem pasta”. É mole?

Os comentários irritadiços da turma de Dawkins prometem uma boa diversão.

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7 COMMENTS

  1. Já começou:

    Bruno: “O discurso desta senhora é falacioso ao extremo. Beira ao cinismo. O fato de não haver símbolos religiosos expostos em instituições públicas é uma evidência de RESPEITO a diversidade religioso e não um sinal de “estado ateu”. E esse tema dos “valores cristãos” também é bem discutível. Onde estava esses valores nas Cruzadas, na Inquisição, na perseguição aos Judeus e nos séculos de escravidão dos negros pelos Cristãos europeus? Milhões de pessoas perseguidas, sequestradas, vendidas, torturadas e mortos…. ” (discurso de Dakwins detected)

    Luciano Cequinel: “Acho que ela resumiu bem a história toda com a frase “As religiões estão sendo colocadas para fora da esfera pública.” É essa a ideia, porra!” (ele confessa o totalitarismo)

    Druckgeister: “Ou esses militantes pró-religião são muito burros ou muito mal intencionados, pois eles parecem que nunca conseguem entender o que é Estado laico, isso quando não soltam um ‘Estado laico não é a mesma coisa que Estado ateu’, como se a laicidade exigida pelas pessoas fosse uma proibição à religiosidade alheia.” (ele esqueceu que teve proibição recente de orações)

    Avelino Bego: ““As religiões estão sendo colocadas para fora da esfera pública.” Ótimo! Se não gostou, pode ir ao Irã…” (se foi feito contra religios, o humanista achará correto)

    Luciano, o comportamento deles é previsível demais. Tens razão.

  2. Eles não tem lógica alguma, veja abaixo:

    Cláudio: “Ela pode mostrar o rosto, é muçulmana e está agradecendo aos cristãos? Hauhauhauhauh”auhauha… Desculpa Paulo, meu melhor argumento é rir mesmo.” (O Luciano já mostrou aqui que por causa das Cruzadas, hoje temos o Ocidente, e por isso ela não precisa usar burca se viver no Ocidente)

    Linguagem e poesia – Bruno de Andrade: “Cláudio tem razão. Nas condições em que ela viveria, sequer poderia expor-se para afirmar sua posição. Se lhe foi dado esse direito, é porque vive numa sociedade democrática e secularizada.” (Mas a democracia foi criada por cristãos e em uma sociedade cristã ela não é obrigada a usar burca)

  3. Baixaria sem limites.

    Claudio de novo: “Aqui no Brasil deixaríamos milhares de clitores mutilados com a desculpa de “respeito a outras culturas” provavelmente.”

    O nível é muito baixo.

  4. Olha, tenho quase certeza que os esquerdistas são os “demônios políticos”, por tais razões:

    *A única arma dos demônios é a mentira (inclui aí as meias-verdades, os sofismas, as falacias e as tentações, que são baseadas nos fatores já citados) e é impressionante que essa é a maior arma dos esquerdistas, a propaganda mentirosa;

    *Os demônios são os tentadores e acusadores, eles te seduzem e induzem (com mentiras, falácias e sofismas) a cair nas tentações, e quando você cai, eles te cobrem de acusações maliciosas. No caso dos esquerdistas, eles te seduzem a aceitar as promessas ilusórias deles, e quando você cai nelas e se estrepa (como está acontecendo com Espanha e Grécia), eles caem em cima com acusações maliciosas dizendo que você é o único culpado de todo o mal causado;

    *Os demônios te seduzem com mentiras e promessas falsas na sua fantasia, mas quando você descobre a verdade e luta contra essas tentações demoníacas, os demônios ficam furiosos e causam a maior arruaça com idéias absurdas e acusações falaciosas sobre a sua pessoa. Em relação aos esquerdistas, se você não cai no engodo deles, eles ficam furiosos e caem em cima de você com todo o tipo de patrulhamento ideológico que puderem, te acusando de coisas que você não é e descendo para a completa baixaria.

    Pra quem quer saber mais sobre como os demônios atacam a nossa fantasia e nos tentam, tem esse artigo do Deus lo Vult, sobre o Discernimento dos Espíritos de São Inácio de Loyola:

    http://www.deuslovult.org/2010/07/31/do-discernimento-dos-espiritos-santo-inacio-de-loyola/

    Na minha opinião, eu acho que o comportamento dos militantes esquerdistas pode ser bem compreendido se fizer um paralelo com o comportamento dos demônios. Mas fica aí a dica de estudo.

    • Acho que até pra quem for ateu ou agnóstico conservador, seria interessante fazer um pequeno paralelo entre os esquerdistas e os demônios, no quesito comportamento.
      Materiais (relatos, entrevistas e livros) de padres exorcistas como Pe. Fortea e Pe. Gabrielle Amorth, seriam excelentes para entender como os demônios agem.
      Procurem também sobre a História de Santo Antão, um monge de deserto que travou uma luta intensa contra os demônios.
      Tem um site excelente que conta a vida de Santo Antão: http://www.cot.org.br/igreja/santo-antao.php

      • Obrigado pelos links, vou consultá-los A.S.A.P. Quanto aos demônios esquerdistas, aproveito para destacar a incrível ingenuidade e incoerência deles, resultante do materialismo fanático e dogmático ao qual se submetem: “eu não acredito em demônios e nem no Diabo, logo os demônios e o Diabo não existem”. Nem o Prof. Xavier seria tão poderoso assim 😀 Outra variação da “onipotência espiritual” 🙂 deles: “se o Diabo existe, então ele só consegue influenciar quem não nega sua existência”.

        Porém concordo que apenas de um certo ponto-de-vista, digamos, “intelectual”, é que esses baderneiros podem ser classificados como “divertidos”. Como já observou o personagem Leib Naphta do romance “A Montanha Mágica”, a ingenuidade não implica inocuidade.

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