Cabeleireiro se nega a atender governadora que é contra o casamento gay: e agora, gayzistas, como fica?

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Fonte: Virgula

O cabeleireiro Antonio Darden resolveu defender a comunidade gay e se recusou a atender a governadora do Novo México, Susana Martinez, que se posiciona contra os direitos dos homossexuais.

Ela é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e defende que a Constituição dos Estados Unidos precisa de uma emenda que proíba tal ato. Em virtude disso, Daren, que já foi responsável por preparar o cabelo da governadora em três ocasiões diferentes nos Estados Unidos, disse não à assessoria da política, que propunha uma quarta visita ao salão.

“Não tem muito tempo que os assessores da governadora ligaram querendo marcar uma nova visita ao meu salão. Por causa de suas posições e seus pontos de vista sobre o casamento gay eu disse a seus assessores que não a atenderia. Ligaram no dia seguinte, perguntando se eu tinha mudado de ideia e eu disse não novamente”, contou o cabeleireiro ao KOB News.

Darden, que vive junto com seu parceiro há 15 anos, disse que está determinado a lutar pelos seus direitos, mesmo que isso signifique perder um cliente importante. “Eu acho que é apenas uma questão de igualdade, dignidade para todos”, completou.

Meus comentários

Vamos avaliar os fatos. Se uma governadora conservadora, contra o casamento gay, é vetada como cliente em um cabeleireiro gay, os neo ateus, que são contra a prática religiosa, podem ser vetados como clientes em ambientes de religiosos?

Tecnicamente, eu acho que a Susana Martinez não deveria nem sequer levar a sério essa postura do cabeleireiro dela. Basta ir em outro(a) profissional.

Se fizer isso, ótimo. Mas enquanto isso, gayzistas fazem protestos pelo fato de que um dono de lanchonete não permitiu um beijo gay em seu estabelecimento.

Provavelmente para eles a lógica é assim: o direito de veto a cliente só pertence a gays. Isso só pode ser explicado pelo fato de tentarem criar uma classe privilegiada.

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3 COMMENTS

  1. Como assim “não deveria nem sequer levar a sério essa postura “; processo por discriminação cabe tambem.
    Chega de ter pena deles e ficarmos intimidados nas nossas palavras e atitudes.
    Sou contra a violencia mas a justiça existe para ser utilizada por TODOS.
    Acho que quando você escreve isso incentiva a postura de “dar o outra face” mas não acredito que o espirito seja este.
    Vamos usar a politica de processos tambem, não é “olho por olho” mas apenas um direito de quem não concorda com a postura deles e se ve obrigado a aguenta-los.

    Abraços.

    Carlos.

    • Eu concordo com você. Reconheço que pensei, de imediato, na postura particular. Mas, politicamente, abrir um processo é uma boa idéia.

      Abraços,

      LH

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