Denunciando os beneficiários da religião política OU O líder sem terra como um pastor que explora seus fiéis

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Um líder dos sem terra, José Rainha, ao lado do deputado federal petista João Paulo Cunha

Estive em férias nesse mês, e peguei um avião e volta para São Paulo na tarde de sábado.

Semanas atrás eu havia presenteado meu pai com uma edição do livro “Cachorros de Palha”, leitura que ele achou empolgante.

Eis que eu e meu pai estávamos no aeroporto, sábado à tarde, quando ele me disse, já inspirado no que leu no livro: “Luciano, veja estes dois sujeitos aí”, e apontou para dois homens conversando, provavelmente um deles prestes a embarcar no mesmo avião.

Eu perguntei: “Sim, o que tem?”. Meu pai afirmou, em retorno: “Esse cara de chapéu é o principal líder dos sem terra da região. Olhe o jeito que ele se veste. Parece alguém que precisa receber terras para trabalhar?”. Respondi que não.

Ele prosseguiu: “Agora, note a chave de carro que ele possui na cintura”. Era a chave de um Mitsubishi.

Então, argumentei: “É exatamente essa a idéia! Esse é aquele que eu defino como um beneficiário, e os invasores de terra são a massa de manobra dele, os funcionais. É por causa desses, seus seguidores, que hoje ele está rico. Não é diferente de um pastor que enriqueceu às custas de seus fiéis. A religião política depende de um séquito de fiéis, tal qual a religião tradicional. A diferença é que é mais perigosa em termos sociais, pela autoridade moral que dá a seus líderes e pelo poder que gera”.

Não há uma filosofia complexa nisso, e meu pai, mesmo advogado, não gosta nem um pouco de literatura filosófica. E ainda assim compreendeu perfeitamente o espírito da coisa na denunciação da religião política.

Esse insight me fez notar que o caminho para o desmascaramento da religião política, e dos beneficiários dela, passa pelo discurso SIMPLES, em que demonstramos tanto os danos causados como também a forma pela qual ocorre a exploração da massa funcional. Tudo deve ser de fácil assimilação a todos que acompanhem o desmacaramento.

Poderíamos investigar o poder financeiro obtido por TODO E QUALQUER líder de sindicato, ONG pró-governo petralha ou até pessoas de movimentos Sem Terra. (Andei ouvindo que Maria Nakano, esposa do falecido Betinho, tem algumas propriedades deixadas pelo esposo, configurando um alto status social – mas esta informação ainda está pendente de investigação. Se alguém tiver alguma informação dela, me avisem.)

Enfim, se há exploração para obtenção de poder e status social, A PARTIR do uso do discurso de esquerda em cima de funcionais (que acabam não levando nada com isso), temos que investigar e denunciar.

Todo e qualquer ganho financeiro obtido A PARTIR da religião política deve ser investigado, como já é feito para os líderes da religião tradicional.

Hoje em dia se um pastor, como Silas Malafaia, compra um jatinho, os anti-religiosos já denunciam.

Eu não acho errado esse tipo de denúncia, naturalmente, mas sim ressalto o fato de que ela DEVE VALER da mesma maneira para os líderes da religião política.

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3 COMMENTS

  1. Uma pergunta que não quer se calar:
    o ESTADO brasileiro tem o rabo preso com o MST, ¿ por que ?
    Lembrando apenas que o MST já deitava e rolava durante os mandatos presidenciais do Fernique Cardoso, eles não precisaram esperar pela chegada do molusco cefalópode ao “pudêrrr”…

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