Projeto de bancada evangélica propõe legalizar ‘cura gay’… e para variar, já começou o chilique gayzista

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Fonte: Folha

O paciente deita no divã e pede: não quer mais ser gay. O psicólogo deve ajudá-lo a reverter a orientação sexual? Parlamentares evangélicos dizem que sim e tentam reverter uma resolução do Conselho Federal de Psicologia.

Um projeto de decreto legislativo quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo órgão. Eles proíbem emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno.

Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho “extrapolou seu poder regulamentar” ao “restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional”.

O conselho de psicologia questiona se o projeto pode interferir na sua autonomia. Para o presidente do órgão, Humberto Verona, estão lá normas éticas para combater “uma intolerância histórica”.

Deve-se curar a “síndrome de patinho feio”, e não “a homossexualidade em si”, diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Para ele, é o preconceito que leva um gay a procurar tratamento.

“[Ninguém diz] ‘cansei de ser hétero, vim aqui me transformar'”, completa Verona.

FREUD EXPLICA?

O estudante de direito e homossexual Fábio Henrique Andrade, 18, foi mandado para o psicólogo pela primeira vez com dez anos. O filho deveria “tomar jeito” antes que virasse gay, na opinião de sua família adotiva.

A voz fina tirava o pai do sério. “Falava que era de veado.” E também o fato de ele só brincar com as meninas.

Para o pastor e deputado Roberto de Lucena (PV-SP), cruel é deixar “um homem em conflito” ao léu psicológico. Ele é relator do projeto de Campos, hoje sob análise da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

A princípio, Lucena crê que os pais têm o direito de mandar seus filhos para redirecionamento sexual. Mas reconhece que o tema deve ser discutido em audiência pública, prevista para as próximas semanas em Brasília.

Meus comentários

Esperem aí… se alguém quiser mudar de orientação religiosa, pode procurar uma ajuda. Se quiser deixar de ser solteiro, também poderá procurar. Se quiser estudar uma forma de deixar o casamento e voltar para a vida de solteiro, também pode.

Mas a única AJUDA que alguém não pode procurar é para deixar de ser gay. Por que será?

Ao que parece, os gayzistas consideram a veadagem algo tão SACROSSANTO que a mera iniciativa para deixar de sê-lo os ofende.

Imagino o diálogo hipotético entre dois sujeitos…

  • X: Quero deixar minha religião, vou procurar ajuda.
  • Y: Que legal, maior firmeza.
  • X: Quero largar de ter essa mania de viajar, vou procurar ajuda.
  • Y: Muito bom isso.
  • X: Quero deixar de dar o rabo e começar a catar mulheres, vou procurar ajuda.
  • Y: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA…….

Já vi neo ateus e anti-religiosos gritando “querem implantar uma teocracia”, por causa do projeto de lei. Mas de onde tiraram essa idéia? Uma teocracia tem a ver com IMPOSIÇÃO, mas dar o DIREITO de gays que não gostam de sua opção procurarem ajuda, NÃO RETIRA O DIREITO dos gays que querem continuar a dar o rabo.

Por não quererem que os gays arrependidos deixem a viadagem, os gayzistas estão mostrando que são realmente totalitários.

Não há uma justificativa cabível para serem contra esse projeto de lei, que, como já disse, não retira NENHUM DIREITO dos gays.

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42 COMMENTS

  1. Não vou comentar o post. Mas não concordo com a atitude da bancada evangélica, detalhe: sou reformado.

    Ora, não está provado que é uma doença. A natureza do que seria uma doença ficaria difícil, podendo levar a séculos de discussões.

    O que vou tentar dizer é que por honestidade não podemos afirmar que é uma doença. Por agora, e nem basear no futuro ou algo assim: pura idiotice!!!!

    Temos algumas opções:

    1. Em suma, doença é o que afeta prejudicialmente a pessoa portadora, ou alguém a sua volta. Disso ninguém discorda. E digo, no sentido genético, biológico, e psicológico.

    2. Se os cristãos afirmarem que é comportamental:

    2.1. Será uma escolha da pessoa, portanto, não será uma doença-genética; não podendo tirar a liberdade individual do homossexual a fazer o que faz.

    3. Se os homossexuais afirmarem que é genético:

    3.1. Em nada isso afeta biologicamente a vida do indivíduo ou de alguém a sua volta.

    (É lícito tanto um cristão como um homossexual assumir 2 ou 3 aqui. Ou ambos: podendo ser comportamental e genético, ou um dos dois; e um homossexual pode achar comportamental, e um cristão pode achar genético. Não há problema. Outra coisa: a genética não definiria nada em matéria de moralidade. #Se uma dia descobrissem que eu tenho o GENE de matar pessoas a minha volta depois de estuprá-las? Me seria lícito?)

    O que quero dizer é: cristãos na bancada evangélica não podem usar argumentos bíblicos para decidir isso, já que boa parte deles já estão falando que é uma “doença” (se falam que é uma doença devem provar dentro da MEDICINA, ou dentro da PSICOLOGIA E PSIQUIATRIA); logo, prove.

    E isso iria contrariar boa parte do que uma outra maioria de Cristãos acham: é comportamental, e não genético.

    Então, talvez eu posso concluir que não seja apenas chilique dos homossexuais. De certa forma, a forma como tem sido apresentado a questão no Parlamento, certamente, é desonesta ou contraditória, como mostrei. (Dizem A , e dizem não-A Contradição, não?)

    1. Se Cristãos afirmam que é doença, então, devem concordar que não é apenas comportamental, é também genético.

    1.1. A maioria dos cristãos não acham que é genético.

    2. Se cristãos não acham que é genético, então acham que não é comportamental. Logo, se for uma doença será pelo menos psicológico.

    2.1. Falta evidências milhares para pelo menos tornar razoável que homossexualismo seja alguma doença psicológica.

    3. Logo, de 1, 1.1. E de 2, 2.2.

    Espero que não tenha sido confuso.

    Grande Abraço,

    Paulo.

    • PJ,

      Quanto ao item 1, não me parece muito preciso dizer que é tb definição de doença algo que “afete prejudicialmente outra pessoa”. Afetar sim, mas “prejudicialmente” traz o sentido de que causaria a outra pessoa o mesmo dano (sem entrar no mérito de que o homossexualismo causa ou não dano à pessoa). É só uma observação.

      Quanto ao item 2, só complementando:
      É preciso distinguir o seguinte: quando um cristão diz que o homossexualismo é uma doença, ele o diz na qualidade de cristão? Não. Ele o diz na qualidade de observador, usando conhecimentos gerais e opinião pessoal. Eu, particularmente, sou partidário da afirmação de que homossexualismo é um distúrbio psicológico, mas enquanto cristão, corroboro com a doutrina cristã de que o homossexualismo é um pecado e, portanto, prejudicial para a alma. E, como todo pecado, é um ato inteiramente voluntário. Nisso não há discussão. Daí, de fato, vem a realidade muitas vezes distorcida de que as confissões cristãs não visam controlar ninguém ou “mudar um homosseuxal à força ou coação”. A mudança de atitude, o abandono da condição de pecado deve ser um ato também voluntário, a partir do convite de Deus para a mudança.

      É impossível um cristão, até o de entendimento mais ignorante (no sentido de conhecimento humilde, culturalmente limitado) assumir que o homossexualismo seja genético. O que ocorre é que muitos gays passaram a alegar que existiria um tal de gene gay, e cientistas gays ou simpatizantes compraram a idéia. Foi uma forma de plantar a confusão mesmo.

      • Quando disse “prejudicialmente” quis dizer: por exemplo, se for psicológico, ou psiquiátrico corre o risco sim de ser prejudicial, não quis dizer, que era necessário (alguém que vive na CAMA, prejudica outra pessoa, também, mesmo que indiretamente, ou comportamentos violentos, etc). Mas, é geral e provável.

        Ah, e quando o Cristão diz que é ‘doença’ SE diz por conhecimento pessoal, ENTÃO não é suficiente para colocar isso no Parlamento. Doença não passa a ser doença por isso.

        “A mudança de atitude, o abandono da condição de pecado deve ser um ato também voluntário, a partir do convite de Deus para a mudança.”

        Concordo plenamente. Porque fazer que isso vire doença no Parlamento?

        Não há base científica para ser genético (uma via para se considerar doença), e nem base científica-psicológica para se considerar doença (outra via).

        Então, quando os Cristãos dizem isso no Parlamento ou onde for não podem se basear somente no conhecimento pessoal, se é doença requer conhecimento científico. Além disso, quando disse sobre a natureza da doença, quis me referir a hipótese de se considerar o homossexualismo uma doença: ou seja, isso não está discutido, não há base para virar lei.

        (talvez amanhã faça mais comentários)

      • Dizer que é um pecado ou algo do tipo é uma coisa. Dizer que é doença é outra coisa.

        E veja, não faz sentido biblicamente dizer que alguém doente cometeu um pecado por ser um doente.

        Se os Cristãos afirmarem isso: deverão dizer que uma pessoa louca cometeu o pecado da loucura? Uma pessoa com câncer cometeu o pecado de ter câncer? Se trata como doença no sentido médico e\ou psicológico, não pode trata como pecado no sentido bíblico. Outro motivo, para não dizer que é doença.

        Por isso, afirmo, de novo, é uma VIA desonesta por parte de alguns de nós Cristãos. Mascara nossos verdadeiros interesses.

        Amanhã prossigo com isso.

      • PJ,

        É, eu logo de cara comentei não ver sentido em se precisar legislar sobre essa decisão de conselho de psicologia. Não é algo que atente contra a vida, logo não necessita de tão ampla defesa.

        Realmente não faz sentido “biblicamente dizer que alguém doente cometeu um pecado por ser um doente. “. Por isso que eu tentei evidenciar que são prismas diferentes de tratamento do mesmo problema. Porém, uma não exclui a outra obrigatoriamente. Nem toda doença é pecado, óbvio. Mas Muitos pecados configuram doenças psicológicas, quando observados por um olhar clínico, como o vício da masturbação, por exemplo, ou demais distúrbios pelos quais pessoas atentam contra a própria vida (anorexia, ingestão de sabão em pó, por exemplo).

      • Quais são as referências do que você expôs no último parágrafo?

        Ser cientista é ser crítico. É se lançar mão do método científico. Este conhecimento é livre, não está obscurecido por religião ou seita alguma. Cientistas se baseiam em evidências: informações democratizadas, e não algo sem pé nem cabeça dito por congregações diversas.
        O homosexualismo pode ser genético como pode não ser. E se alegarem a existência de um “gene gay”, como você disse, tenha certeza que, se vier de mãos científicas, será corroborado por evidências, fatos. E, se mesmo assim duvidar, procure repetir os passos dado pelos pesquisadores, e comprove por si mesmo.
        Quando você diz que “muitos gays passaram a alegar que existiria um tal de gene gay, e cientistas gays ou simpatizantes compraram a idéia”, você está estabelecendo uma relação causal infundada.
        Isso nunca existiu, porque se os gays levantam a hipótese de um “gene gay”, os cientistas, críticos por natureza, investigarão a suposição.
        Se você pergunta se existe um gene gay a um geneticista, ele irá lhe responder perguntando: por que não?
        Afirmar que não existe é ser arrogante, e afirmar que existe, sem provas, é ser pretensioso. Agora dizer que cientistas, gays ou simpatizantes, compraram a ideia é se afirmar ignorante, pela sua definição.

      • Rodrigo,
        Não use de preconceito. A Igreja participou de grande parte do processo científico desde a Idade Média. A Igreja criou as universidades medievais, e por aí vai. Não é verdade que a fé “obscurece” o entendimento.

        Rapaz, “informações democráticas”? Haha! Por acaso as descobertas científicas são meras propostas que vão para VOTAÇÃO na comunidade científica? Po, se fosse assim, a ciência estaria fadada à bagunça intelectual da qual a política padece. E eu duvido que você mesmo considere a ciência tão desordenada 🙂

        Bem, eu já discuti com um blogueiro gay que se dizia entendido em genética e ele afirmava a existência de um gene gay. Muitos gays corroboram com esta tese, óbvio! É a “salvação da espécie”. Não é difícil encontrar esse tipo de afirmação por aí.

      • Bruno,

        enfim chegamos a, digamos, um mesmo chão.

        Você entendeu porque eu disse que acho desonesto a tomada de decisão da banca evangélica.
        Agente poderia levar essa assunto mais a fundo. Mas isto é certo:

        Afirmar que é doença irá requerer provas médicas ou psicológicas.

        Afirmar que é gene não se segue nem lógica nem necessariamente que é doença, ou que não pode ser escolha, ou que se segue que é moral (a discussão moral não depende da biologia nesse caso, pois, de novo, poderia perguntar, e se descobrissem um gene para o estupro? Não quis dizer, pelo amor de Deus, que algumas doenças – ou desvios – psicológicos ou genéticos não aliviam a barra de alguns sujeitos, o que quis dizer é: no caso do homossexualismo não serve de base, pois contraria os próprios princípios, como já disse).

      • Bruno, em nenhum momento me usei de preconceitos.
        Da mesma forma que a Igreja possa ter ajudado no processo científico, o que mais fez foi SIM, obscurecer. Tome como exemplo, o problema do geocentrismo e verá do que estou falando. Ai de quem fosse contra o “fato” difundido e defendido pela Santa Igreja de que a Terra ocupava lugar central no Universo.

        Informações democráticas, sim. Ninguém lhe impõe nada. Apenas apresentam os fatos. Cabe a você religioso, crítico, cético, etc se valer da informações para construir um entendimento da vida. Ser democrático em nada tem a ver em colocar em votação. A questão aqui discutida não é a votação do que vc deseja, mas a apresentação de evidências por parte da comunidade científica, quer você queira quer não.
        Vc pode escolher fumar ou não. Isso é uma decissão unicamente sua. Os malefícios do fumo já foram estudados exaustivamente. Os cientistas fizeram o seu papel: apresentação de evidências. Cabe a você escolher.

        Querido, aqui ninguém está dizendo que não existam gays que não sustentam a existência de um “gene gay”. Como eu disse: pode ser que exista como pode ser que não. É natural que você encontre pessoas nos dois polos da discussão.

        Abraços.

  2. Ao contrário deles, nunca esperamos que uma proposta nossa venha sem resistência, e ao contrário deles, sempre estamos dispostos a ir até o fim, porque ao contrário deles, temos um propóstio objetivo, o que é o ponto fraco da aceitação do homossexualismo: todo argumento se reduz a subjetivismo.

  3. Ué, mas o governo tem que legislar a este repeito?
    Se a psicologia tem um conselho, não é decisão deste? Os psicólogos sensatos que entendem o acinte estapafúrdio dos gayzistas deveriam brigar internamente com seu conselho p/resolver. Ou não podem?

  4. O problema Luciano, é que os gayzistas querem imputar na sociedade que sua conduta é algo natural, por isto eles comparam o homossexualismo com a normalidade ( a heterossexualidade ). Eles querem redefinir a realidade ( como se isso fosse possível ), querem afirmar que o homem e a mulher são meras construções sociais ( da vontade de rir ). Por isto que eles não querem de forma alguma aceitar uma lei que dê direitos genuínos, pois arruinaria com os planos deles, ou seja, a “redefinição da realidade” através da criação de uma grande mentira.

    Abraços.

    • Da vontade de rir é da tamanha propriedade com que uns lançam mão para dissertar sobre o que é ser normal.
      O que é ser normal, se tantas práticas e doutrinas outrora consideradas normais, mas que hoje são incabíveis e/ou abomináveis aos olhos de alguns e, mesmo que ainda substituídas por outras, às vezes encontram lugar igualmente na repugnancia.

      Creio que você deva achar cruel que cabeças de mulheres infiéis, mulheres consideradas imorais do ponto de vista de uma certa civilização, sejam alvos de uma peculiar pratica de lançamento de pedras contra as mesmas…mas, o que para este povo possa se tratar de imoralidade, existe outro grupo de seres humanos, mais primitivos , localizado no “berço” da raça humana, a Mão África, que praticam e respeitam a cultura da poligamia tanto masculina como a feminina.

      Com base no exposto poderia eu comparar e dizer que o segundo povo é mais ou menos normal que o primeiro? É claro que a resposta é em alto e bom som: NÃO!
      E mesmo que me valesse da Bíblia para tentar julgar, eu lembraria de quando Jesus disse a cidadãos enfuriecidos para que atirassem a primeira pedra quem nunca havia pecado, quando eles queriam linchar uma pobre prostituta.

      Como disse Oscar Wilde, a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril. Normalidade é um conceito meramente subjetivo. Assim todos nós somos anormais, de uns e outros, e isso não coloca ninguém a frente dos demais. O que é ser normal então, Pai da fé, senão meras construções sociais?

      Mas a naturalidade, não. Esta qualidade está além de qualquer tentativa de definição. A naturalidade é suprema, pois é fruto do Universo. Observando os animais, por exemplo, é possível observar exemplos importantes e primordiais de coletividade, altruísmo, sobrevivência e evolução.

      Se observar uns poucos exemplos de animais, saberá do que são capazes quando se trata de sexualidade. Vale de tudo, sem restrições. Sem alguém para dizer o que é “normal”, pois a própria natureza já o fez. Mas há quem argumente que somos mais evoluídos que os animais, pois possuímos córtex pré-frontal, blá blá blá…então que as “coisas” seriam diferentes…será mesmo?
      Acredito sim no ser humano evoluído, possuidor de um neocórtex…mas até onde consta, o cérebro primitivo não involuiu. Está tão ativo ou mais do que no passado.

      Somos seres pensantes, sim. Então vamos pensar ao invés de julgar os outros, dizendo que fulano é anormal, que tal coisa não é natural e que sicrano quer mudar a realidade – se bem que até onde eu sei, realidade é fruto da mente, e que é individual de cada ser. O que é realidade pra um sujeito pode não ser para outro. Então não se trata de mudar a realidade alguma.

      E mesmo o “mundo” inorgânico segue indo com o fluxo das coisas vivas. Isto é a NATUREZA, mãe de todas as coisas, criadora e condutora de todas as suas leis; leis que não podem ser mudadas por nada, nem mesmo por este ex-quadrúpede metido a pensar, chamado Homo sapiens.

      Se deseja então saber o que é natural, observe a Natureza – que é o prórpio DEUS -, e tire suas conclusões…agora, se quiser instituir o que é normalidade, é melhor desistir, pois é tudo uma questão de conceitos que no fundo nos arrastam para o mesmo lugar, nós mesmos: seres humanos; logo, diferentes e anormais.

      • Tudo muito emocionante (“será que ouço violinos?”), mas existem alguns problemas. Por exemplo, sabemos o que é um olho normal, e sabemos o que é um olho com catarata. Sabemos o que é um braço normal, e sabemos o que é um braço entrevado. Sabemos o que é um carro normal (ele anda), e sabemos o que é um carro com defeito. Da mesma maneira, sabemos o que é uma relação sexual normal em termos biológicos, e sabemos o que é uma relação anormal.

        E não é preciso da Bíblia para nos levar a isso. Se os pastores defendem um projeto por causa de suas crenças, o fato é que ele pode ser defendido por princípios darwinistas também.

        Basta alguém não gostar de seu comportamento homossexual, e quiser ir para a normalidade, que poderia buscar tratamento.

        Aliás, qualquer comportamento que incomode o seu portador deveria ser passível de ajuda para mudança, pq não?

        Abs,

        LH

      • Rodrigo, creio q você cometeu alguns erros na análise do caso:
        1) nao se deve confundir normal com aceito por convenção (social/cultural). Poligamia ou pena capital pra adultério são traços socio-culturais de povos que, de acordo com nosso modelo ocidental não são aceitos. Agora: uma cultura q aceita poligamia ñ necessariamente é poligâmica “por natureza”. Assumir isso seria crer q as mulheres muçulmanas desejam todas ser poligâmicas.

        É vital tb chamar a atenção do erro recorrente doa gays em “nivelar por baixo” a sociedade humana. Nenhum ocidental são poderia pretender q poligamia ou escravidão servil deveria ser instaurada em qualquer proporção.

        Então sim. Segundo o modelo ocidental que engloba nós dois, a pena capital pra adultério é sim ANORMAL.

        Vc não pode achar mesmo que alegar q o abandono de práticas REPUDIADAS pela civilização ocidental moderna possam ser justificação pra adoção de outros costunes também controversos.

        Tomando o viés religioso vc se perde aibda mais, Rodrigo.
        1) Jesus trouxe uma doutrina de aperfeiçoamento dos costumes judaicos (e ele era judeu, a propósito). O costume de apedrejar adúlteras foi condenado. reveja meu ponto de controvérsia anterior.
        2) pior q o ponto 1: tomar trechos bíblicos avulsos jamais provou qlq coisa! A bíblia condena expressamente homossexualismo em ambos os testamentos. Se vc não pode “comprar a idéia” como um todo, não ouse usar só o q convém .

        No mais: animais incorrem em relações homossexuais? Sim. Humanos tb. Mas se ambos tivessem tentado sobreviver ou reproduzir assim, aqui não estariam. Logo, é argumento quase nulo. Só confirma o quanto é um comportamento prejudicial à sociedade.

      • O que pessoas “simples” com vc não percebe é que a afirmação de que o homossexualismo é normal, pode ser desmontada por argumentos simples. 🙂

        Primeiro vamos entender o que você deveria ter aprendido no segundo-grau, o homem e a mulher, possuem normalmente orgãos sexuais distintos. A mulher possui vagina, na qual um homem pode inserir o seu penis, que “assustadoramente” parece ser projetado para ela. A vagina é preparada para a entrada de um corpo como o penis, e o penis é preparado para ser inserido na vagina, ele é anatomicamente desenhado para tal.

        Mas quando pessoas de mesmo sexo se relacionam oq acontece? Naturalmente o ser humano sente a necessidade de manter relações sexuais (que é um mecanismo natural para a procriação). Mas como dois homens podem manter relações sexuais? Pelo que todos sabemos (talvez vc não), homens gays, praticam sexo anal, mas o anús não foi preparado anatomicamente para o penis e a introdução de corpos como o penis no anús trazem diversos problemas para a saúde do indivíduo que pratica isto, como:

        – Perda da capacidade de reter fezes.
        – Sangramentos anais.
        – Dores constantes provocadas por feridas na parede do anus.
        – Cancer anal.
        – problemas mentais, decorrentes da prática da negação de sua sexualidade normal.
        – Anus tende a absorver, tem a parede muito mais fina que a vagina, oq torna os gays mais susceptíveis a DSTs, mesmo que com o uso de camisinhas.

        Se o homossexualismo é correto e normal, então oq dizer dos cleptomaníacos? E os psicopatas?
        Homossexualismo é um comportamento, mesmo que fosse ocasionado por condições genéticas, ele não é uma expressão necessária dos genes. É uma escolha, sim, é uma construção na mente da pessoa, uma parafilia. Por exemplo, como você identifica um homossexual? Pela cor? Claro que não, somente através do comportamento do indivíduo homossexual, você poderá dizer se o é o não. E o caso de gêmeos idênticos onde um é homossexual e o outro não? Como vc responderia a isto?

        Outra coisa que vc se perde. A realidade não depende do indivíduo, a realidade é independente da ilusão que o indivíduo vive. Por exemplo, a Terra já foi considerada quadrada, para os homens medievais, ( não todos ) isto era realidade, mas hoje todos sabemos que ela é redonda, mas pela sua definição de realidade a Terra teria que ter sido quadrada no passado, pois os homens tinham isto por realidade. Ou seja, seu argumento me parece bem irracional e falso.

        A normalidade é como a realidade, é independente de indivíduos e crenças pessoais, ela não pode ser mudada, por mais que se redefina as coisas, a verdade sempre será verdade.

        Por fim quero dizer que, DEUS não é a natureza, mas a natureza é criada por DEUS, a natureza não é um indivíduo, não tem consciência, mas é todo o universo.

      • Pai da Fé, antes de mais nada, quero deixar claro a minha “ignorância” no que diz respeito aos conhecimentos da biologia. Tenho graduação em Medicina e Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestrado e doutorado na área de físico-química, com ênfase em neurofisiologia.

        Primeiramente, argumentos simples não podem explicar questões multifatorias, complexas. É fácil olhar a lógica da anatomia, colocar uma venda nos olhos e dizer com base em argumentos teológicos o quão simples as coisas são.

        Não sou ateu. Fui criado no Catolicismo, por imposição dos pais, e desde há muitos que me configuro como Agnóstico.

        Entre as “evidências” enumerados por ti, posso concordar em parte que,
        – Perda da capacidade de reter fezes;
        – sangramentos anais;
        – dores constantes provocadas por feridas na parede do anus;
        – e cancer anal

        possam ser consequências da prática do sexo anal. Aliás, qualquer esforço em demasia, em qualquer mucosa é capaz de provocar tais efeitos, até mesmo na vagina. Vale ressaltar para pessoas “simples” como você, também, que câncer do cólon do útero está relacionado largamente com cepas malígnas do oncovírus papiloma vírus humano e que é transmitido, principalmente, por relações sexuais. E olha que interessante, é pela vagina.

        – problemas mentais, decorrentes da prática da negação de sua sexualidade normal.
        Essa foi a maior piada de todos os tempos! Vc vive nas cavernas ainda? Esse tipo de pensamento é da época dos meu avós. O o que leva ao desenvolvimento de possíveis problemas mentais não é o fato da pessoa ser gay, mas sim a “pressão” social ao qual ela possa passar. Leia sobre bullying. Isso vale para você tb, Luis Henrique, que classificou minha visão como “cenário ilusório” (“será que ando em devaneios?”).

        – Anus tende a absorver, tem a parede muito mais fina que a vagina, oq torna os gays mais susceptíveis a DSTs, mesmo que com o uso de camisinhas.

        ânus tende a absorver? Desde quando algum patógeno pede licensa ao ânus ou qualquer outro tecido? Quando quer entrar numa célula, lançam mão de outros artifícios que não o simples fato do anos tender a absorver. Como exemplo, sabe por qual tecido que o vírus do HIV tem maior facilidade de penetração no organismo? O tecido que recobre a glande; isso mesmo, o prepúcio. E pela sua parte interna que ele “acha” mais fácil se infiltrar. Então, nao culpe o ânus à toa. 😉

        Argumentos como os seus é que são anedóticos. É fácil entrar numa Universal da vida e escutar essas piadas e sair por ai sendo repetidor de informação. Talvez não lhe disseram,mas a literatura científica não é propriedade apenas dos cientistas. E não é difícil encontrar fontes primárias de informação.

        “E o caso de gêmeos idênticos onde um é homossexual e o outro não? Como vc responderia a isto?”

        Ok, primeiramente, vc é uma combinação de ambiente e genes. Entende-se por ambiente, não apenas o meio social, mas o conjunto de fatores que impõe pressão a expressão dos genes. Acho que vc deve saber que compartilhamos mais de 90% dos MESMOS genes com os chimpanzés. Mas pq não temos tantos pelos, orelhas gigantes(uns ainda tem) ou mesmo uma mente involuída( se bem que não é difícil encontrar seres humanos nesta condição)?
        Não é o conjunto de genes que dita quem você é, mas o proteoma, ou seja, o conjunto de suas proteinas expressas por eles. Ademais, muitas instruções são dadas ainda no útero materno. Um nova área da ciência está surgingo, a neuroplacentologia. Procure se informar, e descobrirá do que são capazes os níveis de neurotransmissores produzidos(isso mesmo, produzidos) e regulados pela placenta nesta fase do desenvolvimento mental do feto.

    • Por fim, não quero entrar no mérito da religião, por sermos possuidores de visões diferentes do que é a realidade, do que é Deus e do que é a Natureza.

      Abraços

  5. Pessoal, vou adicionar lenha na fogueira.

    1) Não sou religioso
    2) Acho que homossexualismo pode realmente ter causa hereditária, existindo um gene gay ou não

    Mesmo assim, sustento o argumento de que, independente de se ter uma causa genética, as pessoas podem optar por mudar o seu comportamento se este lhe causa aflição.

    É igual os seios. Uma mulher pode nascer com os seios pequenos e achar que isso lhe causa aflição, daí ela vai e faz uma cirurgia de aumento de seios, oras.

    Abs,

    LH

    • Existem tantas pessoas que querem mudar tantos hábitos, manias e atitutes mas já fizeram verdadeiramente de tudo…será que está faltando mais do “querer mudar”? Acho que não.

      Antes de tudo, os seres são resultados de fenômenos físico-químicos. Experimente ser picado por uma cobra naja, mas tenha em mente que não se deixará ser morto. O resultado do experimento será baseado em probabilidades. Qual a probabilidade de sobreviver? E de morrer ? A força de vontade de querer estar vivo foi maior que os mecanismos reacionais dentro do organismo?

      Uma pessoa hiperativa adoraria ser mais calma. Uma pessoa desatenta adoraria ter mais atenção e por ai vai. Quando envolve o cérebro, ou mesmo a mente, não é tão simples como aumentar os seios.
      Se fosse tudo tão simples assim, tenho certeza que o mundo não seria como é.

      Se um homosexual PUDESSE mudar, ele iria QUERER mudar SIM, pq ninguém quer correr o risco de ser espancado, morto ou criticado toda hora por homofóbicos(tanto ódio assim não pode ser natural).

      O máximo que se consegue, é reprimir sua sexualidade, não praticar “atos” homosexuais, virar um verdadeiro asexual. Agora dizer que a pessoa se recuperou, foi curada, se converteu ou qualquer outro sinônimo é mentira, e muitos infelizmente se aproveitam disso para promoção…
      O resultado não seria uma mudança efetiva do “ex-homosexual”, mas sim uma difícil e infindável luta contra a natureza do seu ser, da sua criação.

      • Rodrigo, sem mimimi, por favor, não existe isso de “ódio contra o homossexual”, e nem homofobia em qualquer coisa que escrevi.

        O argumento de “se um homossexual PUDESSE mudar, ele iria QUERER mudar SIM” é anedotal. Não sabemos se isso é fato.

        O cenário em que eles “correm o risco de serem espancados” também é ilusório.

        Enfim, o sujeito pode querer deixar de ser gay por qualquer motivo, e existe uma POSSIBILIDADE de mudança deste comportamento. Por que proibir tratamentos que permitam a mudança deste comportamento?

        Aliás, para quem fuma, largar o fumo deve ser tão difícil quanto largar a viadagem.

        A pergunta é: pq proibir um tratamento que PERMITA a mudança de comportamento?

      • Rodrigo,

        “Difícil e infindável” e nobre luta. Não contra a natureza, mas contra o comportamento, a condição.
        O que os gays resolveram não aceitar é que o comportamento homossexual é desordenado.
        Que pode haver de errado em controlar-se? Pode ser que o rapaz com tendências gays resolva experimentar o comportamento normal para contrabalançar os impulsos indesejados.

        Assim como não há consenso entre o gene gay, não há consenso entre os gays se o comportamento é natural ou opcional.

        Nós, normais, continuamos apresentando a resposta. Basta olhar.

  6. Aqui vão meus dois gravetos para a fogueirinha 😀

    1) Caso dêem o “nihil obstat legal” (seja lá o que isto signifique) para os alegados tratamentos de des-homossexualização, que exijam também a) um termo de responsabilidade e b) um certificado de NÃO-GARANTIA 🙂 para o suposto tratamento. Já existem indícios suficientes de que, em não poucos casos, esses “tratamentos” foram inefetivos, ou tiveram sucesso temporário, ou transformaram homossexuais em bissexuais O_o

    2) Fanáticos de ambos os lados podem capitalizar a causação genética a seu favor: os gayzistas podem dizer que “se é genético, então não há o que fazer”, enquanto que os “recalcados” 🙂 dirão “muito bem, vamos inventar um método para corrigir os genes defeituosos” 😛

  7. Sou católico e acho estranho essa lei.

    Sempre fui ensinado de que o homossexualismo é pcado que brada aos céus;

    Aliás, os marxistas também não condenanvam os homossexuais a tratamentos psiquiatricos?

    Para os marxistas na União Soviética, Cuba, China,… o homossexualismo era uma doença burguesa e deveria ser tratada. Se o paciente não fosse curado,… fuzilamento.

    Como escrevi mais acima:

    SEMPRE FUI ENSINADO QUE O HOMOSSEXUALISMO É PECADO GRAVE.

  8. eu também conheço um primo que foi ao psicologo porque tinha problemas de relacionamento,só que era algo bem mais geral ele simplesmente não conseguia ter amigos se sentia mal na companhia de pessoas.O seu amigo tinha problema só no relacionamento amoroso?Ele já tinha uma namorada antes de começar o tratamento?

    Eu duvido muito que exista um tratamento que faça um gay deixar de sentir atracão por homens e passe a sentir atracão por mulheres porem não sou contra que pastores orientem os fies para que tenham um comportamento que sua doutrina prega.Vejo ex-gays da mesma forma que vejo os padres que renunciam a toda forma de sexo ou mulcumanos que deixam de comer carne de porco.O que eu sou contra são políticos pressionando o CFP para que reconheçam uma terapia de cura questionada pela maioria dos psicólogos.Se os defensores da terapia de conversão querem da Status cientifico ao seu tratamento que seja pelas vias normais.

    • Cotrim: “Vejo ex-gays da mesma forma que vejo os padres que renunciam a toda forma de sexo ou mulcumanos que deixam de comer carne de porco”.

      Concordo em gênero e grau contigo neste ponto.

  9. Sério isso?! Até o Padre Paulo Ricardo já disse que homossexualismo não tem cura!!

    Pelo que eu me lembre, você meio que concordou aqui que pessoas NÃO PODEM ESCOLHER SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL! Podem, no máximo, mudar seu comportamento. Pelo que entendi, o Padre Paulo Ricardo defende que o homossexual permaneça casto, e não que comece a dormir com mulheres:

    http://www.youtube.com/watch?v=sVMfd8J0o1A

    Aos 4:13, ele diz claramente: “A Igreja aqui não está propondo CURAR os homossexuais.”

    Caso eu tenha entendido errado, me apontem as passagens ou outros vídeos, nos quais ele diz o contrário.

    Religião, você muda quando muda sua convicção. Pros islamitas dos países árabes, que se converteram ao cristianismo, imagino que deva ser o inferno na Terra ter que continuar a negar Cristo pra não morrerem por apostasia. Imagino que deva ser um sentimento muito parecido com o do homossexual que é obrigado a manter um casamento de fachada enquanto, na realidade, sonha com homens musculosos. Por isso que, na falta de cura, homossexuais deveriam abdicar de relações homossexuais e premanecerem castos. Se entendi direito o que o Padre fala. Aliás, a postura do Padre foi a única até hoje que achei plausível ao ser contra o homossexualismo, apesar de não concordar nem com metade do que ele diz.

    Agora, se você acha que tem gente que consegue apertar um botão e mudar o sexo que lhe atrai, assim como alguém é iluminado por uma religião diferente, tudo bem, partimos de premissas diferentes. De cristão, eu virei ateu, mas eu tenho certeza de que nunca vou começar a gostar de homens pois, pra mim, enquanto homossexualismo e heterossexualismo estão Hardwired em nós, é óbvio que alguém que nunca tenha tido contato com nada cristão nunca se tornará cristão.

    “X: Quero deixar de dar o rabo e começar a catar mulheres, vou procurar ajuda.
    Y: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA…….”

    Sim, claro… você deve achar que pedofilia também tem cura! Adoraria ver você contratando um babá “ex-pedófilo” pra cuidar da sua filha pequena… Pensando bem, não adoraria não, eu faria uma ligação anônima pro conselho tutelar! Grande cético… Eu, como não morador do país das maravilhas, prefiro ver pedófilos monitorados e longe de crianças, ao invés de “curados”.

    No entanto, se é deixado claro que a CURA NÃO EXISTE, e o homossexual pode no máximo virar casto, aí sim concordo com o argumento de maior liberdade. Mas, neste caso, já não é liberado pelo conselho?

    Cura! Essa é boa.

  10. Existe algo perigoso por de trás da medida dos evangélicos: Eles querem, via democracia, combater aquilo que não é objeto da democracia, mas de suas crenças religiosas. O comportamento gay, o jeito de ser dos gays é legitimo, desde que não cause danos a terceiros. Se o homossexualismo é fruto do comportamento, então deve ser preservado em nome da liberdade individual. Se é genético, então deve ser preservado em nome da alteridade. Se o sujeito pretende consultar um psicólogo e procurar reformar seu comportamento ou minimizar os efeitos que determinada condição genética lhe impõem, é seu direito individual que lhe garantirá tal. Acredito que a homossexualidade envolva mais de um aspecto como causa de si. A sexualidade possui muitas esferas: cultural, psicológica, social, biológica…não é uma questão simples. O que me parece é que os evangelicos estão legislando em causa própria. Isso é perigoso…

    abraços!

      • Concordo com você. Todos legislam em causa própria. No entanto, o conteúdo ético das causas varia. E é com base nestes conteúdos que temos de fazer as nossas escolhas. Ao meu ver, o conteúdo ético dos evangélicos não serve mais como um modelo adequado. Ele possui uma carga metafísica tremenda, que em muitos casos entre em conflito com outros ramos do saber. MetafísicaAlém do mais, a própria organização deles é um perigo, pois concentra na mão de poucos o direito de interpretar um livro de difícl interpretação. Enquanto a Igraja católica leva dez anos para formar um padre, os evangélicos levam 6 meses(dados colhidos por mim junto a membros da Igreja Universal situada perto da minha casa). Quanto aos esquerdistas, o mesmo cuidado se faz necessário. Mesmo que muitas ações de seus governos possam de fato contribuir para um melhor estado social(ProUni, Minha Casa Minha Vida, Programas de Financiamento para Prejuízos na Agricultura etc.) na totalidade seu modo de ver o mundo não é o melhor possível, pois não dá conta de muitas contradições internas(algumas tratdas neste blog). Acredito no conflito de causas onde consensos são objetivados. Mas consensos precisam de argumentação, e argumentação tem regras. Precisamos ficar atentos pois estas regras nem sempre são observadas. Abraço

      • Juliano, concordo em parte com você. Farei um texto sobre isso. Falarei sobre o fato da moral evangélica não ser mais adequada. Eu vejo de outra forma: acredito que alguns pontos defendidos pelos religiosos tradicionais não são mais adequados em um debate político, e facilmente demolidos, mas outros pontos, que são INFLUENCIADOS pela religião tradicional, podem ser defendidos de maneira mais fácil que as idéias da esquerda. Mas tratarei disso com mais detalhes em outro texto. Abs, LH

  11. o grande problema disso tudo é que psicólogos NÃO podem ajudar a realizar essa mudança,muito menos uma suposta cura. Não há conhecimento suficiente para isso em Psicologia (nem em outras áreas).

    Fazendo somente uma comparação com uma doença: AIDS. quem tem é claro que quer se curar. Mas não se sabe a cura,no máximo meios de se viver melhor com isso. Seria ético alguém abrir uma clínica e dizer que cura AIDS? não. Da mesma forma, um psicólogo não pode oferecer algo que ele não domina.

    • Desculpe, mas você está errada. Os psicólogos PODEM ajudar alguém a deixar de ser homossexual se essa for uma questão de relevância terapêutica e for posta pelo paciente. A legislação de regência do CFP é omissa quanto ao caso.

      Deixando de lado a opinião pessoal do terapeuta sobre o tema, imagine que o paciente, no consultório (ambiente de sigilo e confiança privilegiados), lhe põe a seguinte situação: “sou homossexual e quero deixar de sê-lo. Tenho trejeitos afeminados (ou masculinizados) e quero deixar de tê-los. Sinto atraído físicamente por pessoas do mesmo sexo e quero deixar de sê-lo. Ser um homossexual me traz sofrimento”.

      O profissional não pode afirmar que “é errado” se sentir assim, mesmo que assim pense. O terapeuta, diante de uma pessoa que notoriamente está passando por uma crise na definição de suas próprias identidade e personalidade, não pode se comportar como juiz do certo e errado e impor sua convicção pessoal – qualquer que seja ela – ao paciente. É anti-ético, e por um motivo simples: ele conseguirá. O psicólogo tem um poder imenso de influência mental e emocional sobre o paciente, o que obriga que sua autocontenção e prudência sejam máximas.

      Então, se a questão é posta pelo paciente, o terapeuta deve, de acordo com o “set”, a metodologia e a dogmática da linha terapêutica específica que ele seguir – psicanálise, gestalt, reich, TCC, existencialismo – conduzir o paciente pela análise e, SE POSSÍVEL, solução desta questão, sem definir, de antemão, que ele:

      (i) está certo em querer deixar de ser homossexual, porque isso é um comportamento, não uma questão fisiológica, e pode ser abandonado se traz sofrimento;
      (ii) está certo em querer deixar de ser homossexual, porque isso é um comportamento digno de vergonha e que impossibilita a felicidade em termos absolutos;
      (iii) está errado em querer deixar de ser homossexual, porque é uma questão de biológica, e não adianta o “querer”; e
      (ivi) está errado em querer deixar de ser homossexual, porque isso é um comportamento, poderia até ser abandonado, mas que deve ser abraçado, e o que se elimina é o sofrimento e a vergonha que ora são sentidos.

      A lista acima é meramente exemplificativa. O psicólogo pode fazer muitas coisas, até encaminhar o paciente a um colega, alegando não poder ou não querer tratá-lo. Mas não pode substituir o paciente como definidor daquilo que é fonte de sofrimento e alegria, dor e regozijo, certo e errado, etc. É o PACIENTE que poderá concluir, SE CONCLUIR, em algum ponto do processo terapêutico, que não é mais homossexual, que passou a ser bissexual, que é homossexual mesmo mas continua sofrendo por isso, que é homossexual mesmo e não sofre mais por isso. O mérito da decisão, nessa hipótese, não é o que importa ao psicólogo, mesmo que ele a considere altamente imoral.

      Portanto, os psicólogos podem, sim, tentar ajudar o paciente a realizar essa mudança, se essa vontade de mudança for posta, espontaneamente, pelo paciente. Se a mudança vai ocorrer, se ela é mesmo possível, são outras questões. E se o psicólogo não tiver certeza que vai conseguir separar o tratamento que o paciente requer de suas convicções pessoais, o que poderia levá-lo a induzir o paciente ao lugar que ele acha correto, é melhor mesmo indicar outro profissional.

      • Esta “solução” requerida não pode ser uma mudança de orientação sexual.
        como um psicólogo pode fazer isso se ele não tem base científica para tal?
        quais estudos comprovam uma ou outra terapia de “reversão”?
        em qual componente curricular ou curso ou afins ensina tal prática?
        Qual tipo de conhecimento sustenta uma prática desse tipo?
        quais experimentos corroboram para garantir a eficácia dessa prática?

        Não se pode oferecer uma “ajuda de mudança” se não há o que embase. Não é simplesmete “o paciente quer” é “o psicologo pode realmente fazer tudo isso que promete?” não é questão de ele querer ou não, achar certo ou errado.

    • jroiz,

      o fato de não haver literatura ou estudos conhecidos acerca do tratamento do, digamos, “incômodo psicológico” da situação homossexual é um impeditivo para que algum psicólogo se dedique a estabelecer um estudo do caso e mais: para afirmar que um não poderia ter sucesso?

      Aproveitando o gancho que vc deixou da AIDS: é reconhecido que a forma principal de transmissão da AIDS é pelas relações sexuais, correto? Ou seria pelo uso das drogas injetáveis? Ficam no mesmo patamar.
      Olhando de uma forma ampla, eliminando-se as relações sexuais restariam apenas as transfusões de sangue e contaminações hereditárias, concorda? E, neste caso, identificados os portadores do HIV, seria possível impedir que se usasse seus sangues ou até que eles reproduzissem com pessoas saudáveis. Esta seria a alçada médica para o problema.
      Daqui observa-se que a questão mais difícil seria obviamente o “controle” das relações sexuais. Ora, isto não é um problema de ordem clínica, mas sim um objeto de ordem social, cultural e (por que não?) psicológica.

      O tratamento do homossexualismo pode ser visto de forma análoga. Não há evidências de que seja uma reação biológica para compará-lo às doenças desse tipo. Há muito mais força a hipótese de que seja um comportamento, mesmo que nos últimos dias tenha-se tentado pretender que seja um comportamento inato.
      Portanto, a psicologia e a reeducação sociocultural podem ajudar um indivídio insatisfeito com sua tendência gay (ou seus instintos, como quiser) a controlar os impulsos que o sugerem procurar relacionar-se com outra pessoa do mesmo sexo. E se o caminho da abstinência sexual for um caminho válido? Qual homossexual militante ousará condenar esta pessoa de estar fazendo mal a si próprio por renegar o sexo insatisfatório e inconveniente?
      Aí é que se deve perguntar: quem poderá, sem nenhuma base ou garantia, afirmar que aquela pessoa que busca abandonar os costumes homossexuais irá cair em infelicidade por controlar seus instintos sexuais?

      • “o fato de não haver literatura ou estudos conhecidos acerca do tratamento do, digamos, “incômodo psicológico” da situação homossexual é um impeditivo para que algum psicólogo se dedique a estabelecer um estudo do caso e mais: para afirmar que um não poderia ter sucesso?”

        Fazer estudo e pesquisa é diferente de já propôr um tratamento. Os resultados de um estudo, pesquisa, experimento, servem para nortear as práticas. Assinalar as formas mais eficazes de tratamento. O psicólogo buscar estudar o fenômeno faz justamente passar a existir ao menos um começo da base, os resultados podem demonstrar que uma prática é boa ou não, outros poderão repetir o processo para verificar se encontra o mesmo resultado, quem tenha uma intervenção a propôr deve ESTUDAR isso antes de aplicar. Isso é a construção de literatura e deve vir antes de partir p/ uma prática de um psicólogo afirmar que “cura” ou que “faz reversão”, ele tem que provar isso antes. E o ato de fazer pesquisa já implica que os indivíduos envolvidos estão a participar de um experimento e não de uma terapia p/ mudar a orientação em si.

        Sobre a AIDS, como você falou, as causas são conhecidas, as mais frequentes e as menos frequentes formas de transmissão. Não se pode afirmar o mesmo da homossexualidade. Não se sabe exatas as causas, nem a intensidade que um fator ou outro tenha p/ influenciar.

        “Portanto, a psicologia e a reeducação sociocultural podem ajudar um indivídio insatisfeito com sua tendência gay (ou seus instintos, como quiser) a controlar os impulsos que o sugerem procurar relacionar-se com outra pessoa do mesmo sexo. ”

        Sim, e COMO se propõe controlar algo que não se sabe exatamente a natureza?
        Como eu falei num outro post aqui, vamos supor que seja comportamental com poucas influências genéticas. Para se mudar um comportamento é preciso saber todas as variáveis envolvidas, as contingências (qual a intensidade que a genética tem? se tiver parte fisiológica é só inato ou pode ser adquirido? se é apenas ambiental, quais são os reforçadores que aumentam a probabilidade de emissão desse comportamento? ou quais reforçadores diminuem a probabilidade de um comportamento heterossexual?) . Se não se sabe,não há como algum psicólogo simplesmente dizer: eu sei mudar esse comportamento, pq não sabe. Se ele tem hipóteses, antes de usá-la ele deveria buscar fazer o que eu disse acima: pesquisar, fazer experimentos,p/ que possa realmente garantir algum grau de eficácia ou abandonar a técnica ou reavaliar quais as possíveis mudanças.

        E gente,eu não tô dizendo se da parte do homossexual querer mudar isso é certo ou não, nem dizer que ele vai ficar infeliz ou mais feliz, e sim que um psicólogo não pode dizer que SABE como mudar ou reverter a homossexualidade, pq não há garantia nenhuma disso.
        Um outro exemplo, agora com um transtorno mental: esquizofrenia. Não há cura, mas há tratamento. Se algum psicólogo ou psiquiatra prometer uma cura ou reversão da esquizofrenia, estará mentindo, pois não há nenhuma base p/ que ele possa fazer tal afirmação. Se ele realmente encontrou uma “cura” ou um modo de “reverter” que ele vá atrás de provar isso cientificamente, até p/ que outros reproduzam os experimentos e poderem aplicar o método proposto, antes de aplicar a técnica por ele mesmo sem provar nada e sem base que o sustente.

  12. À jroiz:

    Em suma, você afirma que o psicólogo não pode iniciar terapia em paciente que se afirma homossexual mas quer deixar de sê-lo, nem que a “‘solução’ requerida” (termos usado por você) não pode ser uma mudança de orientação sexual. Isso porque não existiria base científica para um tratamento de tal escopo: não há ensaios, artigos, estudos de caso, experimentos etc etc etc. E acrescenta,depois, que realizar estudos e pesquisas é diverso de propor, de imediato, um tratamento.

    Para o “tratamento de reversão” (vou inventar esta terminologia aqui, só para facilitar), você se posiciona contrariamente, baseada em: (i) ausência de base científica para mudança de orientação sexual; (ii) ausência de estudos que comprovem a eficácia de qualquer espécie que seja de “tratamento de reversão”; (iii) inexistência desse saber científico na grade curricular de algum curso reconhecido pelo CFP; (iv) inexistência de conhecimento a sustenta uma prática desse tipo; e (v) inexistência de experimentos que corroborem a eficácia dessa prática.

    Em relação a esse ponto, gostaria que você me explicasse qual a diferença prática entre o tratamento que é proposto de modo pioneiro, no âmbito de uma pesquisa científica – e que constituirá, portanto, um estudo de caso, servindo de fonte de estudo para casos futuros – e o mesmo tratamento, proposto, porém, em caso posterior, depois de já haver a “legitimação científica” dele. Por que aquele tratamento inicial, inédito é válido? Apenas por que está no bojo de uma pesquisa?

    Se a pesquisa científica é a tentativa de busca, na realidade (uma prática, portanto), da confirmação ou infirmação de uma tese – sendo que, em inúmeros casos, é da pesquisa que se origina uma tese nova e impensada, que não se buscava originariamente, de modo que da realização de uma prática acaba nascendo a formulação de uma teoria -, por que a ausência de pesquisas anteriores e de literatura inviabilizaria uma espécie de “tratamento de reversão”?

    Perceba que, no caso que eu propus, não cabe a simplificação “o paciente quer ‘X’ e vai ao consultório psicológico, como se vai a uma gôndola de supermercado, encomendar o tratamento que o dê ‘X’, e o psicólogo que se vire”. Nem dei a entender, em momento nenhum, que o psicólogo deveria ou mesmo poderia prometer ser possível fazer com que a pessoa deixe de ser homossexual. O que eu disse foi: “se essa questão é posta no consultório, o psicólogo não pode colocar suas convicções pessoais acima da técnica profissional da linha que ele segue e não deve (recomendação) deixar o paciente ao léu”.

    A seguinte passagem sua foi particularmente intrigante:
    “Fazer estudo e pesquisa é diferente de já propôr um tratamento. Os resultados de um estudo, pesquisa, experimento, servem para nortear as práticas. Assinalar as formas mais eficazes de tratamento. O psicólogo buscar estudar o fenômeno faz justamente passar a existir ao menos um começo da base, os resultados podem demonstrar que uma prática é boa ou não, outros poderão repetir o processo para verificar se encontra o mesmo resultado, quem tenha uma intervenção a propôr deve ESTUDAR isso antes de aplicar. Isso é a construção de literatura e deve vir antes de partir p/ uma prática de um psicólogo afirmar que “cura” ou que “faz reversão”, ele tem que provar isso antes. E o ato de fazer pesquisa já implica que os indivíduos envolvidos estão a participar de um experimento e não de uma terapia p/ mudar a orientação em si”.

    Bem, e se não há o que ESTUDAR? No caso, de fato, não há. Entendo que a conduta ética seria comunicar ao paciente que não existe literatura técnica sobre o caso dele; contudo – e isso é inegável -, partindo-se dos postulados daquilo que JÁ EXISTE na linha que psicólogo segue, é possível definir algum liame de tratamento.

    Traço um paralelo APENAS para facilitar o entendimento (logo, sem querer comparara as situações). No Direito, existe o dogma da completude do ordenamento jurídico, que diz que não há lacuna no direito. Nenhum caso fica sem solução porque, mesmo não havendo uma norma-regra expressa, haverá sempre uma norma-princípio (explícita ou implícita) de onde se pode extrair a solução. Daí se recorre aos vários mecanismos e técnicas da hermenêutica jurídica: interpretação sistemática, extensiva, analógica, teleológica, sistemática… Enfim, do sistema se extrai. Do dogma da completude exsurge a vedação ao “non liquet” – deixar-se de julgar ou de decidir por ausência de norma. Todo caso concreto é solucionado, sendo vedada a negativa de solução.

    Certamente, não há ainda o conhecimento científico construído psicológico sobre a homossexualidade. Freud, Lacan, Jung, os behavioristas, a TCC, Reich, a gestalt, a PNL etc, ninguém estudou isso. Nenhum psicólogo, de nenhuma linha, “sabe” como fazer um “tratamento de reversão”. Porém, isso não significa que ninguém nunca tenha feito um, nem que seja impossível fazê-lo. O caso proposto, embora nunca abordado especificamente, pode, sim, ser classificado, categorizado e contextualizado dentro de casa linha. Cada uma, obviamente, à sua maneira.

    A TCC, por exemplo, jamais se preocuparia intensamente com as “causas profundas e remotas” da homossexualidade, da mesma maneira que não se preocupa intensamente com as causas profundas da fobia de aracnídeos. É preciso, sim, algum nível de investigação, mas não se chega ao âmago da questão, porque isso não é preciso. O objetivo da terapia, normalmente mais curta do que, digamos, uma psicanálise lacaniana “de raiz”, não é destrinchar a origem da fobia de aranhas, é fazer com que a pessoa não tenha mais um surto histérico paralisante ou urine nas calças ao ver uma aranha, mesmo de longe, mesmo protegida por um vidro. É um raciocínio que, creio, vale também para a homossexualidade. Se não vale, favor me explicar (digo na boa, não em tom de desafio – também estou aprendendo).

    Já a Gestalt, por outro lado, veria um homossexual querendo se tornar um heterossexual de modo totalmente diverso… O rastreamento das origens do incômodo é totalmente diferente, e tem objetivos diferentes. Talvez, no meio do tratamento, chegue-se à conclusão que é necessário exacerbar e dar vazão à conduta que causa o incômodo… Isso é bem “gestalt”: sugerir que tenha muitas relações homossexuais, buscando-se satisfação, orgulho próprio, auto-estima, até mesmo completude. Vai que o cara decide que é homossexual mesmo, que isso é bom, e assim deve continuar? Pronto! Mas, se tudo persistir, que tal tentar conhecer umas mulheres? Eu não duvidaria nada que se encontrasse um trauma de abuso homossexual na infância, com um agressor muito odiado e temido, mas nunca confrontado… e com a confrontação, passa a vontade de manter relações homossexuais (antes de me jogar pedra, calma!, estou só divagando aqui).

    Um último comentário a algo que você disse:
    “(…) Se ele tem hipóteses, antes de usá-la ele deveria buscar fazer o que eu disse acima: pesquisar, fazer experimentos, p/ que possa realmente garantir algum grau de eficácia ou abandonar a técnica ou reavaliar quais as possíveis mudanças”.

    Volto ao questionamento anterior: não pesquisa, experimento, estudo para socorrer o terapeuta. A única maneira de testar sua hipótese é… testando. Hipótese esta construída, aí sim, no estudo de casos ANÁLOGOS e da teoria JÁ DISPONÍVEL a ele, buscando aplicar tudo o que já foi produzido ao caso “inédito”. Se ele só pode seguir um caminho se já houver literatura sobre o caminho, e esta não existir, então nem ele nem ninguém jamais seguirá o caminho. Algum pioneirismo há de existir sempre, até porque as verdades científicas são sempre efêmeras.

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