Doutor Drauzio e a “democracia” planejada para os brasileiros: “Não cabe discutir, não existe alternativa”

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Fonte: Midia@Mais

Vez por outra, algum representante da elite esquerdista e politicamente correta que manda na mídia (e quer mandar no país inteiro) comete um ato falho, revelando o que pensa de fato a respeito do livre arbítrio do “povo”. Desta vez foi o Doutor Drauzio Varella, arroz de toda festa e especialista de qualquer assunto.

Ele acha que, independente do que pensem ou do que queiram os outros brasileiros, a “população carcerária tem que ser diminuída”. Engraçado: a gente achava que o que tinha de diminuir era a criminalidade…

Se os “brasileiros comuns”, ou seja, aqueles cujas opiniões só são celebradas em data de eleição, que têm “peso social” somente quando recolhem tributos, não acordarem logo, de repente cairão da cama num país transformado de ponta a ponta segundo preferências, critérios e agendas que nem de longe representam o perfil da maioria. Será um despertar assustador num novo país, com drogas vendidas em supermercados, aborto delivery e criminosos inimputáveis por princípio. Onde “crimes verdadeiros” estarão reduzidos à sonegação de impostos, fumar em público e ofender suscetibilidades de alguma minoria.

Em sua coluna de 25 de fevereiro na infalível Folha de São Paulo, Drauzio Varella descarrega um quilo de “argumentos” com o objetivo de levantar a bandeira da diminuição da população carcerária. E quem é que não quer diminuí-la? O problema é a que preço. A miséria também incomoda a todos, mas não caberia propor que se “exportem miseráveis”, ou maluquice que o valha. Diminuir a quantidade de presos só será benéfico ao país se tal diminuição decorrer da diminuição proporcional dos crimes cometidos. Do contrário, qualquer criança conclui que o resultado será simplesmente mais criminosos soltos, possivelmente cometendo novos crimes.

Um dos argumentos prediletos dos representantes dessa elite (como Drauzio) é dizer que “prender criminosos” ou “combater o tráfico de drogas” são “causas perdidas”, porque sempre haverá novos presos e sempre haverá outras pessoas dispostas a consumir drogas. Mas não se poderia dizer o mesmo da violência sexual, por exemplo? Ou da pedofilia? Não é porque combater a violência sexual ou a pedofilia não garante, por si só, que jamais existam novamente casos de conduta sexual violenta contra mulheres ou crianças, que iremos simplesmente desistir de diminuir a extensão dos danos e a recorrência de tais crimes. O mesmo se aplica às questões levantadas por Drauzio. E se sempre aparecerão novos pacientes, por que então existem os médicos?

Drauzio induz o leitor ao erro ao afirmar que “As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.” Caro Drauzio: não são as prisões que produzem os crimes, nem as prisões que convertem anjos em bandidos. A verdadeira fábrica de criminosos está aqui fora, e sua existência decorre de anos e anos de baixos investimentos em justiça e segurança pública e uma legislação cada vez mais leniente e protetora para quem anda fora da linha.

O doutor prossegue em seu delírio antiencarceramento ao pedir que “Não sejamos ridículos (…) Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?”.

O leitor do M@M já percebeu que, além de ser contrário ao encarceramento de criminosos de modo geral, Varella também não está exatamente “a favor” de que a polícia melhore seus serviços. Ele lança mão de um argumento “pragmático”, ao questionar de onde viriam os recursos para construir mais presídios, de modo a atender a “demanda” de uma polícia mais eficiente. A piscadela que ele dá aos liberais (“aumento de impostos”) é falsa, porque tais alegações não são usadas em situações semelhantes. Quantas vezes Drauzio Varella terá feito questionamentos semelhantes em relação às despesas absurdas que governos em todas as esferas têm com proselitismo e doutrinação ideológica disfarçada de “educação para todos”, “cultura oficial”, agendas impostas por organismos internacionais que nada interessam aos brasileiros, financiamentos de projetos que interessam apenas a quem tem trânsito livre junto aos políticos, etc.? Tem ideia o doutor de quanto governantes gastam com publicidade oficial? De quanto as estatais gastam todo ano em “patrocínios culturais e esportivos”? E por que não reclamar também de empréstimos e concessões feitas pelo governo brasileiro a países vizinhos governados por esquerdistas alinhados ideologicamente ao PT, por exemplo? Será que se, de forma geral, o orçamento público fosse gerido de maneira mais transparente e menos comprometido por interesses terceiros, não haveria verba mais do que suficiente para erguer e manter presídios com vagas correspondentes ao número de encarcerados pela justiça?

Mas é claro que Varella não esta interessado em nada disso. Suas ideias nascem e florescem na vala comum do discurso politicamente correto que encontra eco na mídia – embora vire fumaça quando chega à população de verdade. Para conter a doença, o doutor pede mais do mesmo remédio que está matando o doente. Ele lista três tipos de medidas que já conhecemos muito bem:

1-“A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.”

Se vivesse na Suíça, Drauzio teria toda razão. Por que manter presos criminosos que já pagaram por seus crimes? Por que não flexionar o “ir e vir” dos presos, para que possam reintegrar-se mais rapidamente à sociedade?
Acontece que, nem ele, nem nós, vivemos na Suíça. Vivemos no Brasil, um país onde presos utilizam as benesses concedidas pela justiça (“saidinhas”, indultos e semiabertos) para praticar novos crimes. Presos recém-libertados demoram horas (sequer dias) para retornar ao crime assim que ganham liberdade. E o porquê disso ocorrer não passa nem perto das considerações de Drauzio. Reiteramos: há muitos criminosos presos, há muitos crimes nas ruas, porque predomina uma cultura de leniência e proteção aos criminosos. Voltaremos a isso mais adiante.

Drauzio apela quando quer transformar o problema dos presos numa demonstração da “luta de classes”. É claro que presos que já pagaram suas penas devem ser soltos, mas isso nada tem a ver com a “superpopulação carcerária”, como ele mesmo admite. Isso tem a ver com a má administração da máquina da justiça. Não há nenhuma relação direta entre “boa administração da justiça” e “menos criminosos encarcerados”, no entanto. Uma justiça eficiente é aquela que cumpre a lei. Se há um milhão de “estupradores em atividade”, por exemplo, como explicar para as mulheres (vítimas e possíveis vítimas) que muitos continuarão soltos em nome da “boa administração da justiça”? O que é preciso fazer é diminuir, repetimos, a quantidade de crimes cometidos, independentemente de quantos criminosos serão ou não retirados do convívio social.

É furado ou, na melhor das hipóteses incompleto, também, o argumento segundo o qual “apenas pobres ficam presos no Brasil”. O noticiário está repleto de notícias com vagabundos beneficiados por manobras jurídicas cometendo novos assaltos, estupros, sequestros-relâmpagos, etc. Não se trata, obviamente, de “gente rica”, assessorada pela nata da advocacia tupiniquim. Fica preso no Brasil quem simplesmente não sabe jogar a regra do jogo (regra essa definida pelos políticos, pelas autoridades, pela “elite”, não pelos cidadãos comuns banalmente acometidos pela violência).

2-“A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime. Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão. Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.”

É possível observar uma relação curiosa que contraria a visão romantizante e simplista de Drauzio. Décadas atrás, havia ainda menos “qualificação profissional e trabalho decente” para os jovens da periferia – contudo, a violência era menos recorrente e menos brutal. Há anos e anos que a população ouve a mesma ladainha de que basta dar “chances de estudo e trabalho” e a violência diminuirá sozinha. Mas o Brasil não vem crescendo ano após ano, aumentando seu PIB, “diminuindo as desigualdades”, o governo petista não retirou milhões da miséria? Então por que a violência só aumenta e só se torna mais sangrenta a cada dia que passa?

Por mais que Varella e seus amigos queiram fazer crer, jamais haverá empregos suficientemente atraentes (especialmente em termos de salários e status social) para todos. Diferenças financeiras, cobiça e ostentação – possíveis estímulos para que “pobres revoltados” cometam crimes – continuarão fazendo parte da realidade brasileira (como de resto acontece em qualquer lugar do mundo). É hora de retornar, então, à reflexão de por que, verdadeiramente, tantas pessoas (jovens e velhos, ricos e pobres, ou vamos dizer que somente pobres sem oportunidade na vida cometem crimes?) andam tantas vezes fora da lei.

Ao contrário do senso comum propagado pela elite esquerdista, “estudo” não basta para desestimular pessoas a cometer crimes. Pesquisas já revelaram que o nível educacional médio dos detentos chega a ser algumas vezes melhor que o da população em geral (ver aqui e aqui). E “riqueza” ou “oportunidade na vida” está longe de ser sinônimo de rejeição à vida criminosa. Do contrário, o que dizer da corrupção generalizada e das atividades ilícitas empreendidas por autoridades, funcionários públicos de alta escalão, banqueiros, celebridades, etc.?
Mas por que, afinal, as pessoas cometem crimes? Provavelmente por um ou mais dos motivos a seguir:

I)Pessoas cometem crimes porque cometê-los parece mais conveniente ou vantajoso que não cometê-los. Porque potencialmente é possível ganhar muito mais dinheiro e mais rapidamente cometendo algum crime do que trabalhando normalmente. Porque trabalhar duramente é mais cansativo e, muitas vezes, pouco recompensador.

II)Pessoas cometem crimes porque acreditam que poderão sair impunes. Porque assistem ao crescimento generalizado da criminalidade a sua volta e agem segundo os exemplos visíveis. Porque têm informação das estatísticas que apontam a pouca eficiência da polícia em solucionar crimes e capturar criminosos.

III)Pessoas cometem crimes porque acreditam que, ainda que sejam descobertas e pegas, poderão safar-se em condições relativamente vantajosas – o que parece justificar o risco. Porque sabem da leniência da justiça. Porque têm consciência de que há todo um arsenal preservado dentro da legislação que poderá ajudá-las a ficar pouco tempo encarceradas, ou mesmo que jamais o serão. Porque sabem dos inúmeros benefícios reservados a quem vai preso (visitas íntimas e auxílio-reclusão, por exemplo).

IV)E finalmente: pessoas cometem crimes porque não têm mais um freio moral que as impeça de fazê-lo. Porque não se lembram mais, ou nunca souberam, da diferença entre o “certo” e o “errado”. Porque já perceberam que a sociedade faz pouca distinção entre honestos e desonestos. Porque não têm formação moral ou religiosa alguma.

Todos esses pontos precisariam ao menos ser considerados por gente como Varella, quando essa mesma gente resolve decidir o que fazer com os criminosos brasileiros. Ele prefere, contudo, novamente jogar a bomba no colo da “sociedade inteira” (“É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira”).

Doutor, a “sociedade inteira” está cansada de fazer sua parte. É para isso que todos recolhemos pesados e desumanos impostos e taxas. É essa a “parcela de contribuição da sociedade”. Os brasileiros comuns podem ser acusados de votar mal, por exemplo, ou de não ter poder de mobilização civil. Mas jamais pelo “problema da superpopulação carcerária”. Isso é problema de quem jura estar preparado para administrar o Estado, e para tanto conta com os bilhões retirados da sociedade.

3-Drauzio finaliza sugerindo que ”é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.” O doutor parece tomado por razoabilidade nesse momento – contanto que não esteja imaginando ser possível incluir o aborto no pacote do “planejamento familiar e do controle da fertilidade”. E não é preciso ser médico para ter percebido que distribuir preservativos gratuitamente (ao mesmo tempo que os jovens são estimulados a praticar mais e mais sexo sem envolvimento) está longe de resolver o problema.

Uma pergunta que pode restar na cabeça do leitor é por que gente como Varella e centenas de outros representantes da elite brasileira (políticos, intelectuais, artistas, dirigentes de corporações) parecem nutrir certa obsessão por libertar presos, ou mesmo por que não aparentam qualquer sensibilidade em relação aos perigos enfrentados por brasileiros comuns na rotina de violência e crimes das cidades.

As respostas possíveis variam. De modo geral, há uma insensibilidade recorrente por parte da elite em relação às “pessoas comuns” que impede aquela de compreender e vivenciar a realidade conforme as últimas. Quanto mais a identidade de um país está comprometida e os valores sociais deturpados, maior parece essa distância. Na prática, ademais, tal incompreensão confunde-se com a maneira pela qual a elite enfrenta o problema da criminalidade – em oposição à população em geral. Autoridades, dirigentes e celebridades podem contar com um aparato particular de segurança que é inacessível ao restante das pessoas: guarda-costas privados armados, blindagem de veículos e patrimônio, etc. Não é de se estranhar que essa mesma elite abrace com facilidade teses como a do “desarmamento civil”, que expõe os brasileiros comuns a risco permanente – seus representantes não precisam portar armas, uma vez que seus seguranças já o fazem…

Mas sabemos que tal explicação, talvez, não seja suficiente. Observa-se na sociedade brasileira (e em muitos outros lugares do mundo, de maneira geral) uma tendência das elites dirigentes em subverter a ordem jurídica e os valores arraigados nos costumes dos povos, substituindo-os por novos “valores e costumes” artificiais e impostos de cima para baixo. O resultado do caos social e do delírio moral é mais controle social do Estado sobre os indivíduos.

Tanto tais questões, quando o artigo de Drauzio Varella, dão pano para manga e material para uma ampla discussão. Porém, “ampla discussão” já se tornou um problema para a elite esquerdista e politicamente correta da qual o médico é típico representante. Diz ele que “Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa.”

Então desculpa, doutor. A gente pensou que ainda estava numa democracia, que a opinião era livre e ainda podia fazer diferença, que a eventual vontade da maioria teria peso mesmo diante da agenda ideológica de terceiros. Não está mais aqui quem falou.

Abaixo o artigo original com as sandices de Drauzio (fonte: Folha):

Superpopulação carcerária

As fábricas de ladrões e traficantes jogam mais profissionais no mercado do que sonha nossa vã pretensão de aprisioná-los.

Levantamento produzido pela Folha, com base nos censos realizados nas 150 penitenciárias e nas 171 cadeias públicas e delegacias de polícia, mostra que o Estado de São Paulo precisaria construir imediatamente mais 93 penitenciárias, apenas para reduzir a superlotação atual e retirar os presos detidos em delegacias e cadeias impróprias para funcionar como presídios.

Para Lourival Gomes, o atual secretário da Administração Penitenciária, cuja carreira acompanho desde os tempos do Carandiru, profissional a quem não faltam credenciais técnicas e a experiência que os anos trazem, o problema da falta de vagas não será resolvido com a construção de prisões.

Tem razão, é guerra perdida: no mês passado, o sistema prisional paulista recebeu a média diária de 121 novos detentos, enquanto foram libertados apenas 100. Ficaram encarcerados 21 a mais todos os dias.

Como os presídios novos têm capacidade para albergar 768 detentos, seria necessário construir mais um a cada 36 dias, ou seja, 10 por ano.

Esse cálculo não leva em conta o aprimoramento técnico da polícia. Segundo o mesmo levantamento, a taxa de encarceramento, que há oito meses era de 413 pessoas para cada 100 mil habitantes, aumentou para 444. Se a PM e a Polícia Civil conseguissem prender marginais com a eficiência dos policiais americanos (743 para cada 100 mil habitantes), seria preciso construir uma penitenciária a cada 21 dias.

Agora, analisemos as despesas. A construção de uma cadeia consome R$ 37 milhões, o que dá perto de R$ 48 mil por vaga. Para criar uma única vaga gastamos mais da metade do valor de uma casa popular com sala, cozinha, banheiro e dois quartos, por meio da qual é possível retirar uma família da favela.

Esse custo, no entanto, é irrisório quando comparado aos de manutenção. Quantos funcionários públicos há que contratar para cumprir os três turnos diários? Quanto sai por mês fornecer três refeições por dia? E as contas de luz, água, material de limpeza, transporte, assistência médica, jurídica e os gastos envolvidos na administração?

Não sejamos ridículos, caro leitor. Se nossa polícia fosse bem paga, treinada e aparelhada de modo a mandar para atrás das grades todos os bandidos que nos infernizam nas ruas, estaríamos em maus lençóis. Os recursos para mantê-los viriam do aumento dos impostos? Dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde?

Então, o que fazer? É preciso agir em duas frentes. A primeira é tornar a Justiça mais ágil, de modo a aplicar penas alternativas e facilitar a progressão para o regime semiaberto, no caso dos que não oferecem perigo à sociedade, e colocar em liberdade os que já pagaram por seus crimes, mas que não têm recursos para contratar advogado.

A segunda, muito mais trabalhosa, envolve a prevenção. Sem diminuir a produção das fábricas de bandidos, jamais haverá paz nas ruas. Na periferia de nossas cidades, milhões de crianças e adolescentes vivem em condições de risco para a violência. São tantas que é de estranhar o pequeno número que envereda pelo crime.

Nossa única saída é oferecer-lhes qualificação profissional e trabalho decente, antes que sejam cooptados pelos marginais para trabalhar em regime de semiescravidão.

Há iniciativas bem-sucedidas nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da tragédia social. É necessário um grande esforço nacional que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize a sociedade inteira.

Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos. Negar-lhes o acesso à lei federal que lhes dá direito ao controle da fertilidade é a violência mais torpe que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre.

O lema “lugar de bandido é na cadeia” é vazio e demagógico. Não temos nem teremos prisões suficientes. Reduzir a população carcerária é imperativo urgente. Não cabe discutir se estamos a favor ou contra, não existe alternativa. Empilhar homens em espaços cada vez mais exíguos, não é mera questão de direitos humanos, é um perigo que ameaça todos nós. Um dia eles voltarão para as ruas.

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7 COMMENTS

  1. O que dá mais raiva é ver os neo-ateus e esquerdóides literalmente endeusando esse ex-professor do Cursinho Objetivo, elevando-o à categoria de “grande homem”, “grande escritor”, “grande pensador” e “grande médico” 😀 *somente porque* o dito cujo é “ateu”, AFFF… ¬¬

    Pronto, minha vesícula biliar está limpa novamente 😛

  2. Se lugar de bandido não é na cadeia, eu gostaria que o “Dr.” Dráuzio me explicasse qual, exatamente, seria. Que tal no quarto de hóspedes dele?

  3. O Catecismo da Igreja Católica, no seu item 2267, mostra claramente o que fazer nesses casos:

    “A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.”

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