As cinco principais consequências da religião política OU Por que estudar o esquerdismo é importante?

4
96

Antes de tudo, deixemos as coisas bem claras. Este texto NÃO FALA SOBRE VALIDAÇÃO OU NÃO do esquerdismo. Por isso, aos oponentes, nem adianta afirmarem que “O Luciano está tentando cometer a falácia do apelo à consequência”.

Essa falácia é aquela na qual uma premissa é considerada verdadeira ou falsa por causa das consequências, sejam desejadas ou não, que ela gera.

Exemplos:

  • Se o sobrenatural existe, então é possível que exista vida após a morte, gerando algum tipo de conforto. Logo, o sobrenatural não existe.
  • Se não existe Deus, então é possível que algumas pessoas tirem seus valores morais do nada. Logo, Deus existe.

Eu fiz até questão de citar uma falácia que um ateu poderia cometer, como também uma que um teísta poderia, para deixar EXPLÍCITO que neste texto eu falarei das consequências da religião política, mas não para invalidá-la (o que já fiz em outros textos), mas sim para demonstrar que a religião política, POR SUAS CONSEQUÊNCIA, deve ser objeto de estudo, nos mesmos moldes em que estudamos o câncer, o vício, o trânsito, e quaisquer outros elementos de nossa sociedade que merecem atenção.

Portanto, se já está claro que neste texto eu não falo de validação ou não do esquerdismo, mas sim da utilidade de investigarmos a esquerda como um todo, podemos prosseguir.

Durante todo o tempo em que estive investigando a esquerda, pude elencar 5 consequências que justificam tornarmos a investigação deles uma prioridade. As cinco consequências seguem abaixo:

  1. Aumento da criminalidade recorrente
  2. Roubo estatal
  3. Perda de liberdade
  4. Alto risco de totalitarismo
  5. Perda de referência para tentar evitar os itens acima

Deixe-me falar um pouco de cada uma delas:

1. Aumento da criminalidade recorrente

Eu já publiquei tempos atrás a estratégia de esquerda, Apologia e Tolerância ao Crime, mostrando que a religião política aumenta o índice de crimes cometidos contra os cidadãos que pagam impostos. Isso ocorre por que o esquerdista crê na “bondade inerente” do homem, portanto para ele coisas como pena de morte são uma aberração, e as prisões não devem mais servir para enjaular as pessoas, mas como estruturas para “reeducar” os criminosos. Quer dizer, o sujeito comete crime e ganha estudos de graça, enquanto o cidadão honesto tem que custear seu ensino. Não são uma gracinha?

Esse tipo de cultura de apologia e tolerância ao crime gera um conceito que vou tratar aqui como crime recorrente. Crime recorrente é todo aquele crime que ocorre pelo fato de um criminoso estar em uma situação de liberdade quando ele deveria estar preso, caso existisse uma legislação mais severa (o nível de severidade pode ser discutido, mas podemos considerar como razoável algo em torno de uns 20 anos para latrocínio, sequestro, etc…)

Por causa dos esquerdistas, os criminosos são sempre vistos como “homens bons, que não tiveram oportunidades”, e hoje temos bizarrices como excessos no regime de progressão de pena no Brasil. Mas não se assuste: pois tolerâncias ao crime ocorre no mundo todo, por causa das idéias da esquerda.

Por isso, um estuprador poderá cometer um crime bárbaro, ficar pouco mais de 1 ano na cadeia, e logo em seguida sair em liberdade. A partir do seu primeiro crime, os seguintes são os que defino como crimes recorrentes. A mesma coisa vale para a lei de impunidade ao menor (e leis que facilitam a vida dos criminosos existem pelo mundo todo, como já disse): o menor poderá até matar, mas ficará alguns meses na Fundação CASA e depois estará liberado para cometer novos crimes.

Não é justo dizermos que o esquerdista é CO-RESPONSÁVEL pelo primeiro crime do marginal, pois ele não tem bola de cristal. Só no filme “Minority Report” alguém pode ser condenado por um crime antes de cometê-lo. Por isso, reitero: o esquerdista NÃO É CULPADO pelo primeiro crime do marginal. Mas ao mesmo tempo, ele se torna CO-RESPONSÁVEL por todos os crimes RECORRENTES daquele marginal. Ou seja, todos os crimes que NÃO OCORRERIAM caso o criminoso estivesse preso, em uma sociedade sem tanta influência esquerdista.

É lícito dizermos que há muito sangue derramado nas ruas das cidades POR CAUSA da crença dos esquerdistas, CO-RESPONSÁVEIS por esses crimes.

2. Roubo estatal

Como se todas as barbáries dos crimes recorrentes não fossem o suficiente, ainda há mais atrocidades que são cometidas contra o cidadão POR CAUSA do aceite de idéias esquerdistas.

Nesse caso, falo do roubo estatal, ou seja, a retirada POR FORÇA e COAÇÃO do dinheiro do cidadão à revelia deste. No caso, os impostos.

Alguém poderá perguntar: “Mas como um estado se sustenta sem impostos?”. Eu não peço a eliminação dos impostos, mas representação dos mesmos para atender aos anseios dos contribuintes. Representação significa que os impostos cobrados tem um MOTIVO, e estão alinhados com o que o cidadão precisa e exige.

O grande problema com o esquerdismo é que os impostos são sempre elevados ao máximo possível, pois o estado vive arrumando pretextos para aumentar de tamanho sempre. Por isso, o cidadão hoje paga impostos que financiam doutrinação escolar, Parada Gay, o estádio do Corinthians, e uma quantidade sem fim de delírios que obviamente são um insulto ao cidadão honesto.

A quantidade de impostos é tão absurda que todo esse valor, se contabilizado, significa o mesmo que  se o cidadão fosse assaltado por bandidos de rua várias vezes ao ano.

Essa taxação radicalmente alta SÓ EXISTE por causa da crença esquerdista em que o estado deve ser o detentor do maior número de atribuições quanto possível.

3. Perda de liberdade

A idéia de pagarmos impostos é para que nossa vida fique melhor, certo? Errado, pois em muitos casos a sua vida se torna um inferno por conta do Estado Babá. (Esse artigo do Instituto Millenium mostra um teatro de horrores e bizarrices, ao falar do livro “O Estado Babá”,de David Harsanyi)

Recentemente, eu resolvi comprar um genérico do Xenadrine para ajudar a aumentar a energia na hora de malhar. Problema: o produto é proibido no Brasil. Mas é liberado nos Estados Unidos. Obviamente, tive que comprar uns 4 frascos na última viagem que fiz por lá. Resumo: o Estado atrapalha a minha vida.

Mas não é só isso. O estado esquerdista também odeia que eduquemos nossas crianças com valores familiares e em uma religião que gostemos. Eles, ao contrário, querem doutrinar nossas crianças no culto ao Estado. Novamente, à nossa revelia.

Hoje em dia até tentam tirar-nos o direito a ter várias opiniões, como a de não concordar com a homossexualidade – e isso é particularmente relevante quando queremos educar nossas crianças.

O mais irônico é que mesmo que paguemos impostos em quantidade absurda, em muitos casos, o estado atrapalha a nossa vida, cuidando de mínimos detalhes que não são relevantes, como proibições ao fumo – ora, por que cada estabelecimento não estabelece suas regras?

Uma questão importante: por que será que esquerdistas querem que o estado cuide de nossas vidas nos mínimos detalhes? A resposta é óbvia: pois com isso, arranjam pretexto para inchar o estado, e cobrar mais impostos, portanto, obtendo mais poder.

4. Alto risco de totalitarismo

Totalitarismo é a obtenção de poder absoluto sobre uma nação, por parte de uma pessoa ou um grupo. Existem alguns níveis de totalitarismo, como a ditadura absoluta, como na Coréia do Norte, ou apenas um mero estado inchadíssimo em uma suposta democracia, como na Suécia, cujos governantes passam por um tempo no poder, aproveitam a mamata do cofrão do governo, e depois deixam o cargo para outros.

O fato é que em todos esses casos, o estado tem MUITO PODER, pois tem muita grana, surgida a partir de MUITOS impostos, que são pagos ou pela força direta (como na Coréia do Norte) ou pela força supostamente justificada por “ações sociais”. Nesse caso, França, Inglaterra, Noruega e Grécia também contam com estados inchadíssimos. Tecnicamente, totalitarismos em níveis menores existem nos Estados Unidos. O Brasil hoje em dia é um país com um razoavel nível de totalitarismo, pela ditadura ideológica alcançada pelo PT.

Portanto, deixemos claro: quando falo do totalitarismo da esquerda, não estou dizendo que uma intervenção militar para colocar um grupo no poder ocorre em TODOS os países, e ciente disso faço a distinção entre vários níveis de totalitarismo.

Mas o fato é que, independente da variação de esquerdismo, sempre temos a situação em que o estado é tão inchado, que possui mais poder do que as maiores empresas da nação.

Isso tudo pode se tornar especialmente perigoso em situações de crises em escala continental, o que não tem ocorrido desde a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, não há garantias de que isso não ocorra de novo.

Será nesses momentos de crise que o totalitarismo aparentemente inofensivo de países como França, Inglaterra, Noruega e Suécia, irá poder cobrar os frutos de existir tanto poder concentrado na mão de tão poucos dirigentes, e esse fruto tem a cor vermelha. (E não tem nada a ver com morangos e maçãs…)

5. Perda de referência para tentar evitar os itens acima

Independentemente do estágio de totalitarismo, conforme afirmado acima, todos os estados inchados tem dinheiro de sobra, inclusive para garantir doutrinação escolar e financiamento da mídia para manter a população adestrada.

Alguns esquerdistas dizem que “não há problema no estado inchado, pois se a população não gostar, trocam de governantes, escolhendo até direitistas”. Mas isso não é uma realidade, pois com o estado inchadíssimo, os donos do poder (governantes) possuem meios para usar a mídia a seu favor para tirar todos os referenciais de julgamento da população.

Isso nos mostra que o esquerdismo na maioria das vezes é uma carta branca assinada pela população que aceita a entrada do esquerdismo no poder, e depois deve-se confiar puramente na sorte (ou eventos externos) para retirar o país do domínio esquerdista.

Alguns dizem que existem até “conservadores” na Inglaterra e Suécia hoje em dia. Mais ou menos, pois esses “conservadores” pregam coisas como casamento gay, que nunca foi um item da agenda conservadora. Pode ser que por serem esquerdistas mais moderados, alguns os chamem de “direita” ou “conservadores”.

É por isso também que hoje em dia no Brasil há muitos que chamam o PSDB de “direita”.

Sem referências de uma moral fincada em pedra, e sem bases sequer para fazer julgamentos políticos, tudo por causa da manipulação midiática e doutrinação escolar, é preciso contar com um tanto de sorte para que o país saia do jugo de governantes de esquerda uma vez que tenha caído nessa armadilha.

No caso do totalitarismo de maior nível, como na Coréia do Norte, Cuba e Venezuela, a missão é praticamente impossível.

Qual a utilidade de sabermos essas cinco consequências?

Entendo que é extremamente útil como um fator de CONSCIENTIZAÇÃO para os intelectuais da direita e para a platéia do debate em relação ao fato de que o esquerdismo é mais perigoso do que parece.

Quando anti-religiosos querem atacar a religião eles não dizem “por causa de religiosos, não haveria pesquisas de células tronco”? E nesse caso, eles estão exagerando, já que a oposição às pesquisas com células tronco não é algo INERENTE à religião, mas apenas relacionado a alguns grupos religiosos.

Já no caso de expor as consequências do esquerdismo, as cinco consequências listadas são INERENTES ao esquerdismo. Independentemente do modelo de esquerdismo aplicado, essa consequências vão acontecer.

No caso das 3 primeiras, é muito fácil as comunicarmos para QUALQUER pessoa, incluindo o motorista de táxi, a secretária do trabalho, o amigo de bar, e qualquer um com quem se interaja. No caso das 2 últimas, elas também podem ser apresentadas aos populares, mas é mais difícil de fazê-los entender os diferentes modelos de totalitarismo, o que é a ditadura ideológica, como funciona a doutrinação escolar, etc. Portanto, isso deve ser feito com cuidado.

Demonstrar as consequências do perigo que uma crença pode prover é um dos mecanismos para combatê-la. Mas não podemos nos resumir a isso, pois cairíamos na falácia do apelo à consequência.

O estudo das consequências do esquerdismo deve ser um SUPORTE para o restante da argumentação, esta sim focada em estudar as alegações dos esquerdistas em relação ao “bem do mundo”, “justiça social” e os diversos projetos que eles possuem de remodelação da sociedade.

Anúncios

4 COMMENTS

  1. ”Alguns dizem que existem até “conservadores” na Inglaterra e Suécia hoje em dia. Mais ou menos, pois esses “conservadores” pregam coisas como casamento gay, que nunca foi um item da agenda conservadora. ”

    Nesse trecho você se refere a libertários como Ron Paul?

  2. Acredito que a complacência dos esquerdistas com, por exemplo, criminosos, faz parte de uma cartilha. Nos países comunistas que restaram a criminalidade é tratada duramente (vide China e Coreia do Norte). Na epoca da guerra fria a atividade mais importante da KGB era voltada para a subversão do Estado e da sociedade democrática. A subversão implica em destruição da religião, valores morais e implantação de caos social.

Deixe uma resposta