A religião cristã não é “responsável” pela Inquisição e as Cruzadas. Ei, esperem. As Cruzadas deviam ser motivo de orgulho…

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Quando um neo ateu ou humanista (o que dá no mesmo), ou até um marxista (o que dá quase no mesmo), aparece com suas ladainhas anti-religião, vivem soltando rotinas. Já exemplifiquei várias nesta seção (“Rotinas Esquerdistas”), especialmente na sub-seção das rotinas da anti-religião.

Uma das mais bisonhas é aquela em que eles dizem algo do tipo “A religião nos trouxe a Inquisição, e as Cruzadas, por isso ela é má. Imagine um mundo sem Inquisição ou Cruzadas. Não seria tão bom? Entre comigo na luta contra a religião”. (Se você acha que exagerei, esse é exatamente o discurso de Richard Dawkins em seu livro “Deus, um Delírio”)

Diga-se de passagem, a rotina não passa de uma inversão da percepção do tempo. Ora, se as Inquisições e Cruzadas ocorreram há SÉCULOS, como eliminar a religião fará o mundo ficar livre desses eventos? Bem, talvez o neo ateu tenha uma máquina do tempo, ou alguma tecnologia que o faça voltar no passado para mudar o curso da história. Isso está me lembrando o filme “O Exterminador do Futuro”…

Mas, a título de caridade, vamos tentar entender que raios se passa na cabeça do anti-religioso com esse argumento. Consegui isolar dois deles:

  1. A religião nos trouxe a Inquisição, por isso ela é má.
  2. A religião nos trouxe as Cruzadas, por isso ela é má.

Para mostrar a futilidade do primeiro argumento, basta entendermos o que foi a Inquisição, na perspectiva da Dinâmica Social: um movimento de supressão ao pensamento herético. O que não é muito diferente da supressão do pensamento oponente à visão do grupo totalitário.

Esse tipo de evento (supressão do pensamento oponente à ideologia do grupo totalitário) ocorreu também em países ateus, como China, Rússia e Cambodja. Aliás, aconteceu também na França da Revolução Francesa, através dos jacobinos.

Alguns poderiam dizer: “é, eu sei, mas não foram mortes em nome de ateísmo”. Mas, como já disse, uma morte é uma morte, não importa “em nome de quê”.

Até entendo que ao suprimir o pensamento oponente, usou-se de violência na Inquisição. A questão é saber se, caso não existisse a religião, tal violência deixaria de existir. Os exemplos da China, Rússia e Cambodja mostram que NÃO É PRECISO existir religião para que o pensamento herético seja suprimido com violência a partir de um poder totalitário.

Podemos até teorizar a respeito do fato de que, SE NÃO EXISTISSE a religião tradicional, na época em que a Inquisição ocorreu, talvez a religião política tivesse se desenvolvido MAIS CEDO, e massacres de larga escala teriam ocorrido mais cedo. (Atenção, não estou atribuindo crimes ao ateísmo, mas sim associando a influência da religião política a eles)

É bem provável que SEM RELIGIÃO uma “Inquisição, nos mesmos moldes da Inquisição medieval” não ocorreria, mas não nos dá garantia alguma de que a supressão do pensamento herético pelo grupo vigente não ocorreria também. No caso dos 3 exemplos de supressão do pensamento oponente pela religião política, a contagem de mortos deixa a Inquisição envergonhada por sua modéstia.

Assim, temos vários eventos de supressão de pensamento herético INDEPENDENTES da existência da religião tradicional, portanto não podermos associá-lo de forma INTRÍNSECA à religião. Isso torna o primeiro argumento estéril.

O segundo argumento é igualmente estéril, pois as Cruzadas foram movimentos militares que tinham influência cristã. Mas, assim como no exemplo da Inquisição, não podemos ter garantias de que, sem a religião, tais movimentos militares não ocorreriam.

Mas é aí justamente que vem a grande ironia, pois ao não atribuir a religião tradicional como intrínseca às Cruzadas, estou até tirando algo que tem valor de marketing… para a religião.

Explicando melhor: As Cruzadas ajudaram o Ocidente a manter sua cultura, evitando o domínio muçulmano sobre vários territórios que hoje são a Comunidade Européia. Quer dizer, nós, que gostamos da cultura ocidental, temos que ser MUITO GRATOS às Cruzadas.

Por isso, quando um neo ateu diz “Imagine um mundo sem religião, sem as Cruzadas…”, deve-se retrucar: “Imagino sim, seria muito pior, pois sua mulher até hoje seria obrigada a usar burca”.

Enfim, a afirmação de que “a religião é ruim, por causa das Inquisições” é refutada com a indicação de que estamos diante de uma falácia da generalização apressada. Já a afirmação “a religião é ruim, por causa das Cruzadas” é refutada da mesma forma, mas ainda temos um gostinho especial da ironia, pois o mundo atual ocidental seria muito, mas muito pior se as Cruzadas não tivessem existido.

Talvez por isso eu, mesmo não religioso, andei usando avatar templário até pouco tempo atrás.

E a música abaixo é uma de minhas favoritas all time:

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12 COMMENTS

  1. Oh Luciano, tá por dentro do caso Ricardo Gama?

    http://www.youtube.com/watch?v=4h9nFgRkTM0&list=UUWwicwAwBS0ocAJr2-yhKDQ&index=1&feature=plcp

    Se achar um tempo para divulgar e comentar alguma coisa, seria de grande valia para o colega Ricardo Gama.

    Bem… sobre a Inquisição, lembremos que ela perseguia HEREGES, em outras palavras, heterodoxias, e foi criada especialmente para conter a heresia cátara – a coisa ficou tão feia que foi feita uma cruzada, a Cruzada Albigense no Sul da França (tava totalmente dominado), só para esmagar a loucura cátara – que pregava, dentre outras coisas, a não-reprodução da espécie humana (uma castidade demente, não-restrita aos sacerdotes), e o suicídio para libertar a alma.

    O Dr. Joseph Weiler, da postagem “Joseph Weiler e uma argumentação desbancando o mito de que ‘crucifixos em repartições públicas é contra estado laico’”, por exemplo, repete o mito de que “Para o bem e para o mal. As raízes cristãs são também a Inquisição, judeus queimados”. Mas se judaísmo não era uma heresia e nem causava desordem social de qualquer tipo, como é que pode?

    Para passar pelas mãos da Inquisição (segue a lista da Montfort, do cara que apanhou do Olavo de Carvalho, o Sr. Orlando Fedeli kkk – que o próprio Olavo reconhece como autoridade no seu campo e na sua proposta, embora não deva fazer… excursões por outros temas kkk)

    1) Crer numa heresia.

    2) Propagar essa heresia.

    3) Que a heresia propagada tivesse conseqüências sociais graves, como, por exemplo, a morte de alguém.

    Se o herege está em 1, não terá consequência graves – vai rezar, jejuar etc; em 3, provavelmente está morto.

    Hoje em dia a Inquisição queimaria hereges da Teologia da Libertação (heresia/heterodoxia – e beeem perigosa), mas deixaria os muçulmanos e judeus cagarem em suas cabeças por não serem hereges ou perturbadores da ordem social (pedófilos, assassinos etc), simples assim.

    Valeu!

  2. Há outra questão que os ideólogos humanistas propositadamente ignoram, LH. Costumo demonstrar aos devotos de Dawkins que eles elegem um argumento espantalho para espancar.

    O Cristianismo é essencialmente contrário à qualquer forma de Inquisição pois não confere autoridade moral a nenhum indivíduo ou grupo, por melhores que sejam suas intenções:

    “Então Jesus falou à multidão e aos seus discípulos. Ele disse: – Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para explicar a Lei de Moisés. Eles preferem os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. (…) Gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de “mestre”. Porém vocês não devem ser chamados de “mestre”, pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não devem também ser chamados de “líderes” porque vocês têm um líder, o Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido. – Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar. (Mt 23:1-2,7-13)”

    A religião cristã também deplora qualquer molestamento à liberdade de consciência:

    “Deus é Espírito, e é necessário que os que O adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:24)

    Queimar dissidentes e adversários, então, nem pensar:

    “Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. Enviou, pois, mensageiros adiante de si. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque viajava em direção a Jerusalém. Vendo isto os discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir [como Elias também fez?] Ele porém, voltando-se, repreendeu-os, [e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.] [Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las.] E foram para outra aldeia. (Mt 9:51-56)”

  3. Bem Luciano, se considerar o texto em um todo, o meu caso seria o “oposto”: sou grato ao resultado FINAL das Cruzadas, mas tenho orgulho da… Inquisição! Explico:

    A Inquisição foi, no fim das contas, uma melhoria humanitária na área judiciária comparada com o poder civil daquela época e hoje. Não só combateu heresias religiosas bizarras e – adentem a esse fator – elitistas (a heresia cátara, para se ter uma idéia, era uma espécie de Movimento dos Sem-Terra ocultista – e anti-semita! Inclusive foi uma das influências para a criação do nazismo), como era o único tipo de julgamento que REALMENTE – pelo menos em seus primórdios – restaurava as pessoas à sociedade de forma “total”: os que cumpriam a pena de expiação espiritual eram depois soltos e voltavam aos seus afazeres normais antes de serem cerceados. Isso sem falar que não era raroo inocentamento de acusados ou no mínimo penas mais leves como “cuidar de pessoas convalecentes” ou “peregrinar até Jerusalém”.

    Tem a Inquisição Espanhola, essa sim uma “mancha”. MAS Quem tem de ser culpado por ela são os reis católicos espanhóis, os que realmente controlaram tal instituição com mão-de-ferro e inclusive AMEAÇARAM romper com o Vaticano caso esse não parasse de encher o saco com relação aos “excessos de zelo” de tal Inquisição. Ou seja: causas mais políticas que religiosas foram o que determinaram as atrocidades – que nem foram tãããão massacrantes assim, ainda que não se deva, em hipótese alguma, ter orgulho delas – desse momento histórico.

    Quanto às Cruzadas, sou grato pelo resultado final, mas não tenho orgulho: as barbáries de ambos os lados contra civis inocentes não é motivo para se vangloriar. Mas um detalhe: as barbáries que populares partuicipantes das Cruzadas ou mesmo muitos cavaleiros cometeram não foram “culpa da religião”, já que a Igreja Católica muitas vezes no período condenava os excessos sangrentos dos participantes – que se faziam de ouvidos moucos e continuavam suas atrocidades (SE esses neo-ateus e outros anti-religiosos particulares tivessem estudo e vergonha na cara, se surpreenderiam em ver quantas vezes a Igreja não tinha esse poder todo para “controlar” todo mundo). A explicação para isso´é a complexidade da natureza humana: em circunstâncias onde não estavam sob a vigilância da lei e similares, muitas pessoas aproveitaram (e muitas aproveitam – mas não todos!) para dar impulso aos instintos mais destrutivos de dominação perversa. Isso é uma coisa que os crentes na “bondade humana” ou na perfectibilidade da natureza humana por engenharia social se recusam a ver. E vão continuar a se recusar a ver…

    Enfim, tenho gratidão pelas Cruzadas, mas os preços que se pagaram nela foram altos e muitas vezes desnecessários para dizer o mínimo. E quanto a Inquisição, ela não funcionaria hoje em dia – o que é uma pena de certo modo.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/%E2%80%9Ce-os-milhoes-mortos-pela-santa-inquisicao%E2%80%9D-perguntam-e-eu-respondo/

  4. Tenho certeza de que se Jesus estivesse vivo na IM Marco Antonio, ele mesmo dava uns cola-brincos nuns malandros. Cena (baseada em fatos reais 🙂 ) de Jesus dando uns arregaços:

    http://static.rcgroups.net/forums/attachments/1/8/7/7/a2637217-254-jesus-whip.jpg?d=1247518047

    Inquisição, Ditadura Militar, EUA, Jack Bauer rs, BOPE, Dupla Implacável(ótimo filme com o Travolta)… as vezes é necessário deixar a polidez de lado e defender o que é bom com unhas e dentes, porque o inimigo vai defender o mal com unhas e dentes e não vai ter misericórdia de você.

    Antes que ele se ferre do que você…

    Eu me orgulho da Inquisição, das Cruzadas, como me orgulho das ditaduras latinas e das guerras americanas. Quase como um western e seu “índio bom, é índio morto” (rs); hoje penso que naqueles contextos comunista bom era comunista morto e herege bom era herege morto.

    Radical? Não sei, mas não me agrada a ideia de me entregar como cordeiro para a morte ou à destruição tudo o que é mais sagrado para mim, enquanto eu faço cara de santo, e meu inimigo, o que me matou e destruiu tudo o que era bom, fica vivinho, livre, leve e solto pra ferrar com o mundo e com as pessoas.

    Tô convencido, até por ler esse blog, de que as vezes é preciso deixar de ser manso e partir para o ataque (veja bem, não estou falando necessariamente de combate físico, mas de lutar um bom combate no front em que for necessário).

    abç

    • Então Olavo de Carvalho é gnóstico Renato?

      Porque a argumentação toda de Fedeli foi paulatinamente – réplica, tréplica etc – se convertendo em ad hominem, de modo que, qualquer opinião que o Olavo emitia tinha a resposta de Fedeli prontinha de que a opinião de Olavo só era aquela porque Olavo era gnóstico – termo que Fedeli não aceitava que pudesse ter outro sentido dependendo do contexto em que é empregado, como aliás, todas as palavras do mundo, como se esotérico, por exemplo, não pudesse significa conhecimento restrito/secreto e pudesse ser empregado para se falar de física ao invés de conhecimentos iniciáticos. Fedeli chegou a postar elementos biográficos de Olavo tentado empurrar com a barriga o ad hominem para cima do exemplum in contrarium, tentando comprovar que Olavo era gnóstico.

      Se você entendeu que o argumentum ad hominem foi também um exemplum in contrarium, no caso, que Olavo de fato seja gnóstico em pele católica, entendo que a conclusão seja a de que Fedeli venceu.

      Eu entendi que o argumentum ad hominem de Fedeli era apenas argumentum ad hominem, ou seja, ofensa pessoal/violência verbal pura e simples.

      Foi essa a minha impressão do debate, mas sei lá. Continuo absorvendo bons conhecimentos dos dois.

      abç

      • O Macartista, os links abaixo é de um protestante calvinista que fez alguns comentários sobre o debate entre Olavo de Carvalho e Aleksandr Dugin:

        http://cantinhodoprimorodrigo.blogspot.com/2011/03/debate-olavo-de-carvalho-x-aleksandr.html

        http://cantinhodoprimorodrigo.blogspot.com/2011/04/debate-olavo-x-dugin-2a-replica-do.html

        http://cantinhodoprimorodrigo.blogspot.com/2011/04/debate-olavo-x-dugin-3a-replica-do.html

        http://cantinhodoprimorodrigo.blogspot.com/2011/05/debate-olavo-x-dugin-4a-replica-do.html

        Eu sendo católico vi como esse protestatne deu uma resposta que mostra como Olavo de Carvalho é pretencioso e arrogante.

        Como esse rapaz é um protestante, é claro que ele comete os mesmos erros dos protestantes como não acreditar nas aparições de Nossa Senhora de Fátima (ele chega ao cumulo de dizer que muitos católicos não acreditam nas aparições), dizer que Olavo de Carvalho é católico,…

        Mas até que o rapaz tem suas qualidades. Incluindo ai uma rápida citação ao Prof. Olando Fideli.

        Leia os links que eu coloquei e você verá.

      • Que tristeza de comentários os do tal Rodrigo, viu Renato…

        Não quero desrespeitar o colega, longe isso, mas Renato, o primeiro link já me foi mais do que suficiente! Agradeço a sequência de links, mas não vou perder meu tempo com eles.

        Resumidamente, só no primeiro link (fico com medo de ler o que há nos outros rsrs) o tal Rodrigo chamou a América de:
        1) colonialista
        2) imperialista
        3) individualista
        4) Além de ter feito comentários antissemitas, alegando que o “individualismo (sic)” do qual “padeceria” o Ocidente (não ficou claro o que ele entende por individualismo no fim das contas) tem origem judaica, e que é justamente esse individualismo que trouxe dores de cabeças para os judeus ao longo da história e que tem ferrado a todos os demais por estamos em uma sociedade judaica-cristã, mais pra judaica do que cristã.

        O cara também, por seu anti-americanismo, não conseguiu aceitar que as forças supranacionais americanas não fossem em si o Governo dos EUA, preferindo a ideia do Duguin de que o problema é a América em si.

        Mas o pior comentário, foi sem dúvida nenhuma:

        “A ironia dessa história, é que como Olavo e sua família são imigrantes latino-americanos nos EUA, eles são mais um grupo a contribuir para que aquele país jamais recupere a sua homogeneidade étnica, coisa requerida pelo nosso Senhor Deus a todas as nações. É terrível que os neoconservadores de nossos dias não entendam, como os seus antepassados claramente entendiam, que as nações não são proposicionais, isto é, formada por idéias em comum; mas, sim, tribais, consanguíneas.”

        Rapaz…
        esse negócio de arianismo a Adolfo Hitler… não é comigo não! O cara praticamente entrou no cenário de Harry Potter e bradou: “Olavo, seu “sangue-ruim!”. E ainda fala de arianismo em nome de Deus…

        Ninguém é obrigado a amar Olavo de Carvalho, mas diga-me o que pensas de Olavo de Carvalho e eu te direi quem és faz um certo sentido aqui: um anti-americano como o Rodrigo, não poderia gostar mesmo dos argumentos do debate, das idéias do filósofo de maneira geral, e da figura mesma de Olavo de Carvalho. Ele está dentro do perfil dos que odeiam Olavo de Carvalho.

        Agora, Renato…
        Quando ao colega alegar que Olavo não é católico, bem… você fica com a opinião do líder da seita “Montfort” Fedeli – a quem respeito e leio frequentemente -, eu fico com a do Pe. Paulo Ricardo. Lembrando que Fedeli é um leigo que separa a humanidade em REVOLUCIONÁRIOS GNÓSTICOS e CONTRA-REVOLUCIONÁRIOS CATÓLICOS (herança da TFP de Plínio) como faz um comunista separando burgueses e proletários, e acusando um fiel de heresia (como se tivesse autoridade para isso), e Pe. Paulo Ricardo é um sacerdote que inclusive é um militante de peso contra o gnosticismo / neo-gnosticismo e que por ser “tapado(sic)” não reparou que seu colega Olavo – a quem ceita frequentemente em seus videos – era um lobo gnóstico em pele de ovelha cristã.

        PS: Ainda tenho pra mim que Olavo deu uma surra em Fedeli e Duguin, mas é lógico, muitas vezes as pessoas consideram vencedor aqueles com quem mais simpatizam ou cujas idéias mais lhes agradam.

        Valeu!

      • O Macartista, é uma pena o senhor não ler todos os links. Nesses links o senhor verá como Olavo tem sim os seus erros graves. Assim como você, também vejo qualidades e defeitos no senhor Olavo de Carvalho: Só não sou os seguidores fanáticos dele que deixam comentários no Mídia Sem Máscara como se fossem seguidores de uma seita Olaviana e que tudo que ele escreve deve ser elogiado.

        Eu mesmo já fui censurado no MSM por fazer uma critica a um artigo dele.

        Em relação ao Pe. Paulo Ricardo, só por ele pertencer a RCC (CançãoNova) e não ver defeitos no Vaticano II, para mim ele já perde toda a credibilidade. Vai ver que por isso que Paulo Ricardo não percebeu o gnosticismo de Olavo de Carvalho.

        Agora,sobre os artigos do senhor Rodrigo, gostaria que por um instante esquecesse sobre o que ele escreveu sobre raças, etnias,… e me respondesse sobre alguns dos argumentos dele sobre esses assuntos. Usarei as mesmas palavras do Rodrigo.

        Ao dizer que é ameaçado, por que, estranhamente, Olavo não desistiu do debate e, ainda assim, improperou publicamente os organizadores por um aceite que ele próprio deu?

        E não é só: em sua réplica introdutória, ele citou essa mesma assimetria a Dugin, atacando-o inclusive por ser o píncaro de um poder que conta com o apoio de organizações terroristas. Ocorre que um homem prudente, temeroso por sua segurança, naturalmente se absteria de determinadas colocações diante de um inimigo em potencial supostamente tão poderoso. Mas como Olavo não se absteve, é difícil não interpretar a sua imprecação como um desonesto jogo de cena, ou pior, como uma característica duvidosa de sua idiossincrasia.

        Olavo é ou não é simpatico ao gnostico René Guénon?

        A idéia que Olavo defende, que os EUA são vítimas e não os protagonistas do movimento globalista, contradiz ou não a sua obra “O Jardim das Aflições”, onde lá é dito que este país é o primeiro do mundo que nasceu juridicamente divorciado das tradições religiosas de seu povo?

        os EUA é ou não é a instituição jurídica da República dos Estados Unidos da América é o governo americano?

        E o governo americano é ou não é de jure o representante de seu povo?

        Sabendo disso, o povo americano é ou não é cúmplice de seu governo, porque vota ou aquiesce à eleição se abstendo de votar; e, tendo cidadania, não retira o seu governo, nem mesmo pelos meios pacíficos de impeachment previstos em suas leis?

        Sabendo que existe na segunda emenda de sua Constituição, de remover um governo tirânico à força. Como ele não o faz, nem pacificamente, nem violentamente, declara-se cúmplice e beneficiário deste governo para todos os efeitos.

        Isso é ou não é verdade?

        O governo americano age contra os seus próprios interesses porque a elite globalista é o governo americano em quase sua totalidade; e este governo é o representante, de direito e de fato, do povo americano e dos interesses desse último.

        O comunismo tem ou não claríssima influência do judaísmo?

        http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/hess.html

        http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/marx.html

        Bem, os comentários que fiz são só do primeiro artigo, o único que o senhor leu. Se o senhor se interessar em ler os outros, farei algumas perguntas para que me responda.

      • Começarei pelo final se o colega não se incomodar.

        Assim como é possível que Olavo, de acordo com a opinião de Rodrigo alinhada à tese de Aleksandr Dugin, tenha aceitado a cultura americana em detrimento da brasileira; nada impediria Marx, partindo do mesmo raciocínio, de ser em última instancia um judeu, que rejeitou o judaísmo em benefício de outros fundamentos.

        “A Questão Judaica” é um texto de Marx tão ofensivo em relação aos judeus e à tradição judaica, que é evidente que Marx de fato rejeitou o judaísmo enquanto fundamento moral tanto quanto rejeitou o capitalismo enquanto fundamento econômico.

        Veja alguns trechos te escritos de Marx, que não deixam pedra sobre pedra quanto ao oximoro Marx, O Judeu:

        Money is the jealous god of Israel, in face of which no other god may exist. Money degrades all the gods of man — and turns them into commodities. The bill of exchange is the real god of the Jew. His god is only an illusory bill of exchange. The chimerical nationality of the Jew is the nationality of the merchant, of the man of money in general.”
        – Karl Marx, “On the Jewish Question”, 1844.

        “Let us consider the actual, worldly Jew — not the Sabbath Jew, as Bauer does, but the everyday Jew. Let us not look for the secret of the Jew in his religion, but let us look for the secret of his religion in the real Jew. What is the secular basis of Judaism? Practical need, self-interest. What is the worldly religion of the Jew? Huckstering. What is his worldly God? Money. Very well then! Emancipation from huckstering and money, consequently from practical, real Jewry, would be the self-emancipation of our time…. We recognize in Jewry, therefore, a general present-time-oriented anti-social element, an element which through historical development — to which in this harmful respect the Jews have zealously contributed — has been brought to its present high level, at which it must necessarily dissolve itself. In the final analysis, the emancipation of the Jews is the emancipation of mankind from Jewry”. -Karl Marx, Zur Judenfrage , 1844

        Segue a PIOR:

        “This young lady, who instantly overwhelmed me with her kindness, is the ugliest creature I have seen in my entire life, with repulsive Jewish facial features.”
        – Karl Marx to Antoinette Philips (Letter, 24 March 1861)

        Nem mesmo o FENÓTIPO judeu era tolerável para Marx.

        Com qual tradição Marx estava alinhado? À tradição diametralmente oposta, a germânica – país de seu nascimento -, que há tempos vinha abraçando um anti-semitismo… a que os judeus alemães davam com ombros nas décadas anteriores (esse comportamento inerme decerto cooperou para o triunfo do mal, o triunfo do inimigo). Marx tornou-se advogado, por assim dizer, do pensamento de sua terra natal ao invés de sua terra ancestral, e além disso, compreendeu que a tradição judaica e por conseguinte o povo que a seguia eram forças intrinsecamente contra-revolucionárias – a propósito, pensamento em voga até hoje, haja vista o alinhamento do esquerdismo e o jihadismo / antissemitismo.

        Sobre o SATANISTA e COMUNISTA Hess, bem, ele é tudo o que Marx é, só que pior ainda. É como se o primeiro fosse o lord sith (rs) e o outro o padawan. Lembremos que catolicismo + comunismo gera teologia da libertação, ou seja, à antítese mesma do catolicismo e do cristianismo. Não há como harmonizar catolicismo e comunismo, porque o primeiro é tradicional, o segundo progressista. Quando unimos tradição e progressismo, o que acontece com a tradição? É elementar, não há tradição. O sujeito torna-se mais revolucionário de batina, do que padre que fuma charuto cubano.

        Da mesma forma o MIX do judaísmo de Hess, com Satanismo e Comunismo. A tradição aliada ao progressismo, não é mais tradição/fundamento, é uma outra coisa, reformada, remodelada, nova, um “neo”-qualquer-coisa.

        Era judeu (no sentido sabático, como diz Marx) o lema “a religião é o ópio do povo”? Atribui-se a Hess sua origem, bastante adequada para um comunista e satanista; incontestavelmente inadequada para um sujeito judeu tradicionalista.

        Não nego no entanto, a possibilidade do homem inteligente e antenado de Hess, ter notado o conflito judaico-germânico anunciado:

        “The race struggle is the primal one, and the class struggle secondary. The last dominating race is the German.”

        Agora…
        Quem é Chomsky, O Americano? Um oximoro.
        E Michael Moore, o Yankee? Um oximoro.

        Não há ideologia de raça ou classe. Decidimos/deliberamos ser advogados das raças e classes que inventamos, da mesma forma que o burguês-anti-capitalista e judeu-antissemita [e alemão] Marx.

        Vamos avançar:

        “A idéia que Olavo defende, que os EUA são vítimas e não os protagonistas do movimento globalista, contradiz ou não a sua obra “O Jardim das Aflições”, onde lá é dito que este país é o primeiro do mundo que nasceu juridicamente divorciado das tradições religiosas de seu povo?”

        Em primeiro lugar não há relação alguma entre divórcio das tradições religiosas e Globalismo. Seria como dizer que os Romano ou Gregos eram globalistas por definição, por não serem cristãos. Tente explicar porque o Japão é essencialmente ateu e virtualmente alheio aos esquemas globalistas – senão alheio, dispensável ou “little scum”. Ou seja: não há contradição, e nem mesmo RELAÇÃO nenhuma entre as duas coisas: civilização não-religiosa e globalismo.

        Também não encontrei o trecho do livro onde Olavo diz qualquer coisa parecida. A menos que essa seja uma invenção do Rodrigo, reproduzida por você.
        Pelo sim e pelo não – em existindo ou não trecho semelhante -, o trecho da página 195-198 responde ao “questionamento” que talvez não tenha sido compreendido no livro pelo colega Rodrigo e por você:

        “Os neoliberais têm toda a razão em apontar os Estados Unidos como um
        exemplo de que a democracia capitalista é ⎯ para dizer o mínimo ⎯ o menos
        inviável dos sistemas políticos. Mas os méritos do sistema norte-americano não
        são devidos à idéia democrática enquanto tal, nem muito menos ao capitalismo
        como tal, mas ao fato de que uma e outro, para absorver e neutralizar hegelianamente
        o cristianismo na nova sociedade que geraram, tiveram de cristianizarse
        ao menos em parte. Os valores cristãos, profundamente arraigados na mentalidade
        popular, serviram constantemente de balizas que limitavam e disciplinavam
        os movimentos do Estado e do mercado, dando um sentido ético e até espiritual
        ao que por si não tem nenhum; e, como o discurso político era fatal

        mente interpretado e julgado em função desses valores, mesmo o político que
        não acreditasse neles, mesmo o maçom de estrita observância, tinha de proceder
        exteriormente como cristão. Com extrema freqüência acabava por vigorar
        na prática o princípio católico ⎯ “age como se tivesses fé e a fé te será dada”
        ⎯, e o cristianismo de mera pose acabava por dar aos atos políticos um sentido
        e um efeito cristãos de pleno direito. O exemplo mais característico é Abraham
        Lincoln. Esse homem destituído de qualquer crença íntima num Deus pessoal,
        esse devoto do Estado norte-americano que a seus olhos era a incorporação
        viva do fatalismo histórico conduzido pela Providência anônima de um deus
        iluminista, era no entanto assíduo leitor da Bíblia. Mas ao mesmo tempo esse
        self made man que incentivava a difusão da lenda de sua falta de instrução era
        um erudito às antigas, um conhecedor profundo da retórica de Cícero, Quintiliano,
        Hamilton e Burke. Ele lia a Bíblia como retórico, em busca de material e
        inspiração ⎯ e não apenas recheava seus discursos de citações bíblicas, mas
        imitava das falas dos pregadores religiosos muito do pathos característico que
        distingue a sua oratória e faz dela uma das mais poderosas da língua inglesa. O
        resultado foi que o povo, passando por cima das intenções subjetivas do indivíduo
        Abraham Lincoln, deu às suas palavras e atos um sentido cristão, e Lincoln,
        ao mesmo tempo que realizava sua meta suprema de preservar a unidade
        do Estado providencial, acabou por entrar para a História como o libertador dos
        escravos, cujo destino lhe interessava tão pouco quanto a salvação da própria
        alma, e como um exemplo de político inspirado em ideais cristãos: o sacerdote
        de César tornou-se um apóstolo de Cristo 264 ⎯ mais um resultado impremeditado,
        confirmando a definição weberiana da História.
        Exemplos similares poderiam multiplicar-se indefinidamente: a hipocrisia
        que se reveste do manto de Cristo cristianiza-se de algum modo. Aí é que se vê
        a sabedoria do conselho de S. João Crisóstomo, de que mais importa confessar
        Cristo com a boca do que com o coração: porque a boca está sob o nosso comando,
        e as profundezas do nosso coração só Deus conhece.”

        Ademais, Olavo cansa de recomendar a bibliografia que confirma que a constituição americana é a mais cristã do mundo: livro clássico de Benjamin F. Morris, The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States (1864).

        Continuemos:
        “Agora,sobre os artigos do senhor Rodrigo, gostaria que por um instante esquecesse sobre o que ele escreveu sobre raças, etnias,… e me respondesse sobre alguns dos argumentos dele sobre esses assuntos. Usarei as mesmas palavras do Rodrigo.

        Ao dizer que é ameaçado, por que, estranhamente, Olavo não desistiu do debate e, ainda assim, improperou publicamente os organizadores por um aceite que ele próprio deu?

        E não é só: em sua réplica introdutória, ele citou essa mesma assimetria a Dugin, atacando-o inclusive por ser o píncaro de um poder que conta com o apoio de organizações terroristas. Ocorre que um homem prudente, temeroso por sua segurança, naturalmente se absteria de determinadas colocações diante de um inimigo em potencial supostamente tão poderoso. Mas como Olavo não se absteve, é difícil não interpretar a sua imprecação como um desonesto jogo de cena, ou pior, como uma característica duvidosa de sua idiossincrasia.”

        A insinuação é por acaso a de que o assessor geopolítico de Putin, hoje de Medvedev, que advoga uma nova URSS (Europa + Ásia), puxa-saco de jihadista e de qualquer um que seja anti-americano, é inclusive filho de gente metida nessas coisas, não é perigoso? Temos de ter medo de partido brasileiro que mete chumbo em gente de bem como Ricardo Gama e mata Celso Daniel e não devemos temer alguém como Aleksandr Dugin, intelectual importante da Rússia ainda dominada pelos mesmos socialistas de sempre. Bem… não vou entrar aqui no mérito da coragem de Olavo de Carvalho, mas ele já demonstrou em seu True Ouspeak que é uma excelente metralhadora e que não poupa ninguém, por mais poderoso que o sujeito possa ser. Esse ponto da discussão do Rodrigo, e agora seu, me parece masturbação mental.

        “Olavo é ou não é simpatico ao gnostico René Guénon?”

        Eu sou simpático, aliás, mais do que simpático ao socialista fabiano H. G. Wells, inclusive autor de obras fabianas como Open Conspiracy. Sou simpático mas nem por isso deixo de ser contrario ao fabianismo.

        Entrando no cerne da questão, o Olavo já deixou bem claro a confusão entre gnose e gnosticismo que faz o Fedeli. Para Fedeli, repito, como na TFP, só existem duas forças no mundo: Revolução e Contra-Revolução. A primeira nas rudes mãos do gnosticismo/gnose (que ele considera como sendo a mesma coisa) e a segunda nas aveludadas mãos do catolicismo. Para que essa paranoia dê certo:

        comunismo = satanismo = gnosticismo = maldade = revolução
        TUDO DEVE ESTAR NO MESMO SACO. Tudo deve fazer parte do mesmo tronco.

        É por isso que Fedeli confunde Guenon com um herege gnóstico, por confundir as duas gnoses. Como, repito, confundiria esotérico como ler mapa astral para ganhar o debate e empurrar o “inimigo” para o lado dos maus, e não com o sentido ESO|térico, ou confundiria arianos do Irã com arianismo nazista.

        “Fedeli assinala que gnosticismo, gnose e metafísica guénoniana são uma só e mesma coisa.” (Almicar Nadu em “O método de aliciamento do sr. Orlando Fedeli”)

        Anvante:

        “os EUA é ou não é a instituição jurídica da República dos Estados Unidos da América é o governo americano?

        E o governo americano é ou não é de jure o representante de seu povo?

        Sabendo disso, o povo americano é ou não é cúmplice de seu governo, porque vota ou aquiesce à eleição se abstendo de votar; e, tendo cidadania, não retira o seu governo, nem mesmo pelos meios pacíficos de impeachment previstos em suas leis?”

        Até aí, nada de novo. Não é o mesmo que fazemos no Brasil elegendo Dilmas e Lulas? Elege-los, não nego, nos torna cúmplices, mas muitas vezes cúmplices de crimes, inclusive contra nós mesmos, que nem imaginamos. Só quem desconhece a estratégia gramsciana para não perceber o porque esse caras estão no poder, e que a lavagem cerebral foi tão grande, que até a culpa de eleger essas bestas acaba sendo mitigada…

        “Isso é ou não é verdade?”

        Em partes… em partes. O povo americano não é MAIS culpado do que povo brasileiro.

        “O governo americano age contra os seus próprios interesses porque a elite globalista é o governo americano em quase sua totalidade; e este governo é o representante, de direito e de fato, do povo americano e dos interesses desse último.”

        Isso é um paradoxo. Não tem como o colega dizer “elite globalista” e terminar dizendo “interesses desse último [povo americano]”. Se o interesse dessa elite globalista, é por assim dizer, GLOBAL, supra-nacional, então, a nação da qual fazem parte é útil em um momento, e será, irremediavelmente desprezível em outro, porque a própria NAÇÃO não tem como existir enquanto tal em um esquema global. A soberania nacional americana SERÁ destruída como a de todos os demais países pelo triunfo globalista. A tentativa do Rodrigo, foi a de confundir IMPERIALISMO e GLOBALISMO, mais uma vez a tese de Aleksandr Dugin, ou seja:

        globalismo = governo americano = representante do povo americano
        Logo, globalismo = ao velho imperialismo americano que inclui desde os políticos, ao feto americano na barriga da mãe.

        “Bem, os comentários que fiz são só do primeiro artigo, o único que o senhor leu. Se o senhor se interessar em ler os outros, farei algumas perguntas para que me responda.”

        Dispenso, meu caro, o material do Rodrigo é alinhado com as ideias de Aleksandr Dugin, sou preguiçoso, e dá muito trabalho: se não fosse preguiçoso meu blog não estaria parado kkk e eu não estaria fazendo apenas comentários no site do Luciano e até pedindo para o Luciano postar, matérias que eu mesmo poderia kkkkk. E essa porra ficou grande… fiquei cansado. Vou tirar um cochilo quando terminar aqui, valeu?

        “O Macartista, é uma pena o senhor não ler todos os links. Nesses links o senhor verá como Olavo tem sim os seus erros graves. Assim como você, também vejo qualidades e defeitos no senhor Olavo de Carvalho: Só não sou os seguidores fanáticos dele que deixam comentários no Mídia Sem Máscara como se fossem seguidores de uma seita Olaviana e que tudo que ele escreve deve ser elogiado.”

        Posso não concordar com tudo o que o Olavo diz, mas qual comunicador estaria mais certo que ele nos tempos atuais? O Jabor? hehehe. Se você insinua que sou fanático – foi como entendi -, tá valendo, tô nem aí. Isso não altera em nada o valor da minha argumentação e nem da sua.

        “Eu mesmo já fui censurado no MSM por fazer uma critica a um artigo dele.”

        Tem gente que fala o mesmo do Blog do Reinaldo Azevedo. Pensam que a democracia consiste em aceitar TOOOooOooOOooOdos os comentários. Se o jornal é dele, o blog é dele, ele autoriza comentário de quem ele quiser, o problema é dele. É como exigir que o jornal impresso publique todas as cartas do leitor.

        “Em relação ao Pe. Paulo Ricardo, só por ele pertencer a RCC (CançãoNova) e não ver defeitos no Vaticano II, para mim ele já perde toda a credibilidade. Vai ver que por isso que Paulo Ricardo não percebeu o gnosticismo de Olavo de Carvalho.”

        Existe um áudio do True Outspeak no Youtube, com participação do Pe. Paulo Ricardo, onde eles conversam sobre o Vaticano II – e não são boas coisas. Procura lá se interessar… O leigo e líder de SEITA – repito, um homem ótimas idéias, de cujos textos sorvo muitos conhecimentos – dissidente da TFP Fedeli, no entanto, de tão iluminado que era, descobriu que Paulo VI e João XXIII eram maçons (glup!).

        O que Pe. Paulo nos diz, é para jugar ações objetivas: “contra o que ele luta?”, porque muitas vezes, as palavras bonitas não são aquilo que vemos nas ações das pessoas que as professaram.

        Contra o que o Olavo Luta?
        Olavo luta pra quem tiver olhos para ver, com unhas e dentes contra a subversão dos valores morais católicos e pela Igreja Católica, isso é mais do que público, e PONTO. Fedeli, dotado de poderes que não são dados nem a um sacerdote – o que ele não é -, julga ****consciências****, ou seja, diz ele: “Olavo, em seu íntimo, não é católico.” – o que é claro, fez com a sua onisciência, que só ele e Deus têm, salve Fedeli! Mais uma coisa: paranoico essa do Fedeli ficar procurando feito um inquisidor maluco detalhes nos textos e biografias para tachar alguém de herege PQOP. As vezes o cara pode parecer herege, e no exame de Consciência que Deus fizer nele encontrar um nobre seguidor cristão.

        Abç

        PS: Não prometo que vou responder sua próxima mensagem, só se valer a pena – vai ver por arrogância… que nem a do Olavo kkk (zoeira)

  5. A Santa Inquisição também é motivo de orgulho. Leia o livro “As Grandes Heresias” de Hilaire Belloc para entender sobre os cátaros/albigenses.

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