Análise sobre o viés religioso ‘de fábrica’ do cérebro humano mostra que lutar contra a esquerda é vital!

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Fonte: Folha (texto de Helio Schwartsman)

Nos últimos 20 anos, psicólogos, neurocientistas, filósofos e sociólogos se puseram esquadrinhar e teorizar sobre a religião, dando origem à nova ciência da fé. A ideia central é que, independentemente do fato de Deus existir ou não, a religião é um fenômeno real, mensurável e com a qual podemos fazer experimentos.

É claro que nada nessa área é muito consensual, mas dessas duas décadas de pesquisas emergiram algumas linhas de explicação que são relativamente bem aceitas. Ao que tudo indica, o cérebro humano vem de fábrica com uma série de vieses cognitivos que tornam a religião um subproduto natural.

Destacam-se aí nossa tendência para reconhecer padrões (indispensável para perceber regularidades) e para detectar agência (muito útil na identificação de presas e predadores). Acrescente-se a isso nossa propensão a inferir estados mentais alheios (essencial para a vida em sociedade) e temos a receita para criar deuses.

De acordo com Michael Shermer, num cálculo aproximado, ao longo dos últimos dez mil anos a humanidade produziu dez mil religiões com cerca de mil deuses.

É claro que as coisas ficam bem mais complicadas quando descemos aos detalhes.

Cientistas já identificaram pelo menos dois genes ligados ao circuito da dopamina que parecem desempenhar um papel importante na crença, além de interessantes diferenças anatômicas entre os cérebros de céticos e crentes. A última moda é ligar a religião (ou sua ausência) a diferentes estilos cognitivos.

Aqui, é preciso evitar a tentação de pensar a questão em termos de categorias como analítico=inteligente=cético e intuitivo=burro=crente.

Esse tipo de fenômeno é mais bem descrito como um gradiente cujos extremos são patológicos. A psicóloga Catherine Caldwell-Harris, por exemplo, liga o estilo cognitivo ultralógico de ateus à síndrome de Asperger, uma forma de autismo que produz um bom número de engenheiros e físicos.

Na outra ponta, Andrea Kuszewski sugere um vínculo entre esquizofrenia e religiosidade. Seguir as intuições reconhecendo padrões e agência mesmo onde não existem é que leva uma pessoa a conversar de igual para igual com uma geladeira ou a discutir com Deus.

Meus comentários

A grande vantagem que tenho encontrado ao estudar a Dinâmica Social é que minhas teorias devem ser sustentadas pelas mais recentes descobertas no campo da neurociência e da psicologia evolutiva. Motivo: quero estudar como o cérebro humano funciona (neurociência), em termos instintivos, e a origem desses instintos (psicologia evolutiva).

Antes de ver essa pesquisa, eu já havia abordado a noção de que o ser humano TENDE ao pensamento religioso, mas isso não tem ver só com a religião tradicional, funcionando da mesma forma para a religião política.

É por isso também que, mesmo sendo um agnóstico forte e ateu fraquinho, estou do lado da religião na guerra política. (Ei, ei, não signifique que eu apoie todos os religiosos, e nem em todas as questões – Aliás, a proibição de George Bush às pesquisas células tronco é algo que a meu ver merecia um soco. Ou dois.)

É por isso também que a estratégia gramsciana, focada em doutrinação de alunos a partir das escolas, é tão dependente da anti-religião.

Por causa do viés religioso do cérebro humano, caso alguém saia da religião tradicional, a expectativa é que debande para… a religião política.

É quanto mais doutrinados em esquerdismo (religião política), melhor para os beneficiários da esquerda.

Acho que agora fica claro por que existem tantos militantes CONTRA a religião tradicional, certo?

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1 COMMENT

  1. Isso me faz lembrar os casos iniciais de tratamento para casos de Parkinson – uma doença até então misteriosa. A tendência de tratamento era o uso de medicamentos para aumentar a atividade / estimular, porque as crises bem como o avanço da doença se caracterizavam pela paralisia do acometido pelo mal.

    Entendia-se que, em sendo paralisia, o paciente necessitava de algum estímulo para se mover. Mas, com o tempo, compreendeu-se que os movimentos dos doentes eram tão frequentes, que eram imperceptíveis, se apresentando para quem observa como seu aposto: a paralisia. Optou-se então, quase como uma tentativa maluca, pela medicação que hoje conhecemos, para diminuir a atividade colinérgica e consequentemente o organismo, e então, os paralisados, voltavam a… tremer revelando a verdadeira face da doença, e então com aumento da dose começaram a parar de tremer.

    Onde quero chegar?

    Estranhamente asperger se caracteriza por um individualismo sem par, patológico, ou em outras palavras, senão um autismo, estruturalmente um autismo. Estranhamente os acometidos por esta falta de empatia, de conexão com o próximo, estes autistas, egoístas, que vivem em seu próprio paraíso onírico mental, manifestam/apresentam seu autismo na forma de coletivismo, quase que imbuídos de um radical altruísmo bíblico.

    Assim como nos casos de parkinson movimento demais significa movimento de menos, e somos enganados que se trata de uma doença paralisante e não absurdamente estimulante, os comunistas nos enganam que se trata de altruísmo demais e não o seu oposto, um autismo feroz.

    É interessante também, que muitas doenças mentais são classificadas em níveis como bipolaridade tipo 1, 2, 3 e tal. Nos níveis mais leves, são consideradas ESTRUTURALMENTE a doença, não necessariamente a PATOLOGIA.

    Um sujeito pode ter uma depressão super leve (estrutural), que não lhe atrapalhe a vida, que lhe serve apenas para escrever poemas. Ou um sujeito com bipolaridade leve (estrutural) que se recolhe por dias para escrever uma peça e de repente aparece, e extrovertido – o oposto – começa a recitá-la. No estágio “estrutural” ainda não estamos diante de patologias, de modo que, podemos estar diante de um depressivo sem nunca vê-lo (ele está alegre), um bipolar sem nunca vê-lo (não vejo ele mudar de humor) etc.

    No caso comunista, principalmente na massa de manobra, estamos diante de possíveis aspergers leves, estruturalmente altruístas (lutando por animais de verdade, árvores de verdade), embora por motivos EGOÍSTAS; nos Dirceus da vida já fica claro que estamos diante de filhos da mãe egoístas.

    Fora isso, a psicopatia já foi identificada pela doutora Ana Beatriz, em inúmeros rostos que aparecem nas capas da Veja (ela mesma disse isso):

    http://www.youtube.com/watch?v=kwVf7svDvpE

    O vídeo começa com Olavo e depois começa vem a Doutora.

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