E enfim o MovieGuide confirma o óbvio: Filmes conservadores rendem mais

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Fonte: Gospel Prime

Qual é uma boa receita para um filme ter sucesso de bilheteria e de vendas em DVD? Ao que parece, em 2011 ficou consolidada a força de material com mensagens positivas e de fé, especialmente os cristãos.

De acordo com um estudo anual, realizado pelo grupo Movieguide, com foco em entretenimento, em 2011, o público preferiu filmes com conteúdo positivo e valores conservadores numa proporção quase seis vezes maior que os filmes “liberais”.

O relatório com 760 páginas afirma que os filmes com uma tendência conservadora e/ou patriótica como “Capitão América”, “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”, “Soul Surfer”,” Transformers: O Lado Escuro da Lua “e “Batalha em Los Angeles” arrecadaram significativamente mais dinheiro que filmes considerados liberais, como “Red State”,”Super 8″,”J. Edgar”,”Glee” e “Tudo Pelo Poder”.

“As pessoas querem ver o bem vencer o mal, a justiça prevalecer sobre a injustiça e a liberdade estar acima da tirania. Elas respondem melhor a fortes heróis e heroínas e são se interessam mais tanto por histórias sem um sentido definido”, disse Ted Baehr, coordenador do relatório da Movieguide.

Ele explica que a empresa classifica os filmes de várias maneiras, como, por exemplo, “conteúdo anticomunista”, “forte moralidade bíblica” e “forte conteúdo pró-capitalista”.

O estudo também afirmou que os filmes com uma visão cristã mais forte arrecadaram mais nas bilheterias.

Filmes que possuíam um foco claramente redentor ou religioso, como “Piratas do Caribe: Em Águas Misteriosas”, “Help” e “Tão Alto e Tão Perto” tiveram mais sucesso nos cinemas nos últimos meses que aqueles com uma perspectiva humanista ou até mesmo contrária aos valores cristãos, incluindo “O Homem que não amava as mulheres”, “Se Beber não case II” e “O Diário de um Jornalista”.

O relatório do Movieguide afirma que os filmes “positivos” ou “cristãos” em média, deram um retorno na bilheteria quatro vezes maior. No total foram 64,3 milhões dólares contra 15,9 milhões dos filmes “liberais”.

“A maioria das pessoas tem alguma fé em particular e quando encontra violência, uso de drogas, imoralidade sexual e que criticam os valores tradicionais, sentem-se ofendidas de alguma forma”, disse Megan Basham, editora do site de notícias cristão World Magazine. “Os filmes bem produzidos que ofereçam o oposto vão agradar os frequentadores de igreja”.

Além disso, os relatórios da Movieguide apontam que, entre os 25 DVDs mais vendidos no ano passado, 52% tinham pelo menos um algum conteúdo pró-cristão, enquanto apenas 8% eram claramente anticristãos.

Baehr também lembra que mais de 2,3 bilhões de pessoas no mundo se identificam como cristãos, e Hollywood está finalmente começando a perceber o quanto isso é importante.

“Quando começamos o Movieguide, em 1985, havia apenas um ou dois filmes que possuíam um conteúdo explicitamente cristão ou que enfatizavam valores positivos. Agora são produzidos mais de 50 por ano.

Cada estúdio tem até uma divisão para produzir material com valores cristãos, e vários estúdios estão fazendo ótimos filmes com um forte conteúdo cristão. Todos os grandes estúdios, não apenas os da Disney, estão fazendo filmes pensando nos jovens, crianças e famílias”, salienta Baehr.

Meus comentários

É, não tem jeito, por mais esforços que os esquerdistas façam para “reformar o senso comum” através da contínua aplicação da estratégia gramsciana, a população é inerentemente CONSERVADORA.

Isso significa que a maioria das pessoas valoriza coisas como:

  • família, em detrimento aos “modelos alternativos de família”, como sexo entre iguais e ausência total de sexo
  • senso de identidade de grupo e território, gerando o patriotismo (dentre outros), em oposição a uma visão onde não temos identidade de grupo e território, sendo portanto passíveis de sermos vítimas de outras nações – note que isso não é o mesmo que xenofobia e nem coletivismo, e sim dizer a um estrangeiro “quando estiver aqui, respeite os valores de minha nação, pois quando eu estiver em teu país, respeitarei os valores da tua”
  • valores morais objetivos, ao invés de adotar um senso de “valor” baseado em redefinir o que é certo ou errado em termos morais a cada dia (não se deve confundir aqui redefinição de valor moral com legislação)
  • busca da verdade, tendo orgulho de dizer a verdade aos outros (é claro que todos podem mentir vez por outra, mas não se orgulhar disso), e ser reconhecido por isso entre os demais, ao invés de uma cultura na qual mentir sobre o oponente é um mérito
  • senso de justiça, onde é possível finalmente ver as coisas na visão do outro – por exemplo, se um religioso ver um ateu ser discriminado injustamente, poderá dizer “ei, isso é errado”, e vice-versa, ao invés da cultura de toda a esquerda, na qual uma discriminação contra quem não é esquerdista é sempre considerada boa
  • valorização da liberdade, mostrando que as pessoas gostam de viver suas vidas com a máxima plenitude que conseguirem, em oposição ao cerceamento feito pelo estado ou por tiranos (o que dá quase no mesmo)
  • meritocracia, onde as pessoas se orgulham se receber o fruto de seu trabalho, sendo reconhecidas por serem cada vez melhores no que fazem, ao invés de ter uma cultura de ódio e inveja em relação aos que vencem na vida
  • caridade voluntária, ao invés de ações movidas por um estado de burocratas (nas quais eles é que se dão bem, e não os necessitados de fato)

E tem muitas outras características que permitem que identifiquemos no ato: “aqui está um conservador”. Ele é o oposto de um esquerdista.E qual a boa notícia? Simples. Como já afirmado, mesmo que os esquerdistas aparelhem os estados, e criem legiões de doutrinadores nas universidades, o senso comum da população não está mudando.

Na verdade, o esquerdismo é “tolerado” pela população, que termina aceitando ver esquerdistas querendo mandar nas Igrejas, cobrar mais impostos, interferir na vida do cidadão em tudo, proibir a prece em público, obrigar os heterossexuais a adorarem o estilo de vida gay, etc.

Esse aceite não é uma mudança do senso comum, mas um conformismo que surge SOMENTE PELO FATO de que ainda não há uma direita em ação. Podemos dizer que a primeira reação DE FATO foi o movimento Tea Party. Que falou, através de argumentos sólidos, aquilo que o povo, que vai desde o grande industrial até o assalariado mais humilde, quer ouvir.

O caminho para reverter a estratégia gramsciana e demolir a religião política está, portanto, em finalmente desmascarar os esquerdistas no duelo intelectual, e traduzir TODA ESTA GUERRA em termos simples para que o cidadão mais comum possa entender. (Como já tratei no texto “Falando ao coração”)

Os esquerdistas hoje tentam “falar ao coração” da platéia, mas precisam mentir, pois os valores da esquerda não são os valores do povo (mas sim os valores daqueles espertões que querem tomar o tomar de forma totalitária). Em oposição, os valores da direita traduzem os anseios da população.

Agora, só falta explicar isso tintim por tintim para todos os think tanks que estão começando a surgir da direita, e começar o trabalho de formiguinha.

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3 COMMENTS

  1. Luciano,

    bastam cinco palavras para resumir e sacramentar a história toda: ” The Lord of the Rings”.

    Basta olhar os heróis do romance:
    – família? Check;
    – senso de identidade de grupo e território? Check;
    – valores morais objetivos? Check;
    – busca da verdade? Check;
    – senso de justiça? Check;
    – valorização da liberdade? Check;
    – meritocracia; e
    – caridade voluntária.

    Tudo com fortíssimo subtexto cristão. Resultado:
    – 17 Oscars para a trilogia em 30 indicações (sendo 11 vitórias em 14 indicações apenas para “O Retorno do Rei”, em que há o triunfo final e completo da moralidade objetiva do bem sobre mal, no mundo e no coração dos homens);
    – Faturamento bruto mundial: US$ 2.917.506.956,00 (quase 3 bilhões de dólares);
    – Sexta série cinematográfica de maior faturamento da história do cinema, sendo a trilogia campeã (curiosidade: entre as que estão à frente estão as séries com os 8 filmes de Harry Potter e os 6 filmes de Star Wars, enredos acusados de “maniqueísmo”).

    É interessante notar que, a partir dos anos 2000 – aliás, exatamente em 2000 com o primeiro X-Men – o cinema americano, talvez em crise criativa, foi buscar boas histórias e personagens nos quadrinhos. Afinal, o aprimoramento técnico já havia chegado lá e já era capaz de traduzir a estética dos gibis para a telona. E qual não foi a surpresa ao ver que a galera – fãs ou não, leitores ou não – adorou ver aqueles filmes e que um novo filão estava criado. Um filão que tinha como pressuposto, sim, o deleite visual, mas, principalmente, que tinha como matéria-prima personagens e valores dos anos 40 e 60. E foi dos filmes com enredo amarrado e personagens bem construídos que a galera de fato gostou.

    Por sinal, dos filmes mais recentes, os que foram mais bem-sucedidos foram Homem de Ferro (especialmente o primeiro), Thor e Capitão América. Heróis à moda antiga, que só tornaram verdadeiros campeões quando enxergaram humildemente suas fraquezas (físicas e morais), assumiram seus erros, e buscaram se redimir pelo uso daquilo que eles tinham de melhor em proveito de quem não tem como se defender. E, retrocedendo um pouco mais, temos o magistral Batman de Christopher Nolan, que combate a vileza e a injustiça sem perder, em nenhum momento, consciência de que essa semente existe também dentro dele. Voltando ainda mais, temos os dois primeiros filmes de Homem-Aranha e X-Men

    Isso para falar dos sucessos de crítica; há outros desses filmes que, apesar de não terem sido tão bem avaliados (e alguns, de fato, não saíram tão bem-resolvidos), eu até gosto. Mas apesar dos graus variados de sucesso, nenhum filme de super-herói foi um fracasso retumbante, e todos eles trazem heróis clássicos, às vezes trágicos, mas imbuídos de um profundo senso de justiça, de valorização da liberdade e de retidão moral. Moral que é objetiva e não-negociável. Bem “reacionária”.

    Abraço!

  2. eu não considero piratas do caribe 4 um filme com moralidade cristã basta da uma olhada no protagonista, ”the Help” mostra a sociedade americana sulista dos anos 50 de um jeito parecido com ”Mississípi em chamas” e ”Tudo pelo poder” é tudo menos uma apologia ao partido democrata.

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