New York Times acusado de atacar católicos, e de usar um peso e duas medidas ao lidar com questões religiosas

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Fonte: Julio Severo

O jornal [esquerdista] The New York Times está sendo acusado de aplicar dois pesos e duas medidas quando se trata de questionar religiões, depois que publicou um anúncio convidando os católicos a deixarem a sua igreja, mas vetou um anúncio com o mesmo convite para os muçulmanos.

O jornal publicou um anúncio da Freedom From Religion Foundation [Fundação Libertando-se da Religião] com sede em Wisconsin em 9 de março que pede aos católicos, “por que enviar seus filhos para escolas paroquiais para serem doutrinados para serem a próxima geração de doadores e eleitores obedientes?” O anúncio passou a chamar de equivocada fidelidade à fé “após duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres predadores, cumplicidade da igreja, conluio e acobertamento até o topo”.

Mas numa história noticiada primeiro pelo The Daily Caller, quando Pamela Geller, uma blogueira e diretora executiva da Stop Islamization of America [Pare a Islamização da América], ofereceu os mesmos 39.000 dólares para o New York Times publicar um anúncio com convite semelhante aos muçulmanos, o jornal recusou.
“Isso mostra a hipocrisia do The New York Times, o ‘padrão ouro’ em jornalismo, e sua vontade de se prostrar diante das intimidações dos violentos supremacistas islâmicos”, disse Geller à FoxNews.com.

Geller disse que seu anúncio anti-lei islâmica foi planejado para imitar o anúncio anticatólico. Ao chamar os muçulmanos para abandonarem sua religião, o anúncio perguntava: “Por que aguentar uma instituição que desumaniza as mulheres e não-muçulmanos… você continua se identificando com a ideologia que ameaça a liberdade para as mulheres e ameaça a liberdade ao massacrar, oprimir e subjugar não-muçulmanos… Junte-se àqueles de nós que põem a humanidade acima dos ensinos de vingança, de ódio e violência do profeta do Islã”.
A porta voz do New York Times Eileen Murphy se referiu aos pedidos para comentário à carta que o jornal enviou a Geller quando se recusou a publicar o anúncio.

“Fizemos a decisão de não publicar o anúncio mencionado por você”, declarou a carta. “Nós tomamos a decisão de adiar a publicação à luz dos recentes eventos do Afeganistão, incluindo a queima do Corão e as alegadas mortes de civis afegãos por um membro do exército dos EUA. Cremos que a precipitada publicação desse anúncio agora poderia colocar as tropas americanas e civis na região em perigo e nós gostaríamos de evitar isso”.
Bill Donohue, o presidente da Liga Católica, chamou o primeiro anúncio de “vil”. Mas ele disse que publicá-lo era uma “decisão subjetiva”. No entanto, a decisão de não publicar o anúncio de Geller mostra uma agenda, ele disse à FoxNews.com.

“Mostra o tratamento desigual e a hipocrisia do The New York Times”, Donohue disse. “Você pode tratar como lixo e com impunidade algumas religiões, como Catolicismo Romano, mas não pode tratar o Islã como lixo?”

Meus comentários

Antes de tudo, que fique claro: O New York Times tem TODO O DIREITO de recusar o anúncio que quiser. Como já dito aqui, é a escolha da clientela por parte de alguém executando o seu direito à propriedade.

O mais interessante para mim é a DEMONSTRAÇÃO pública do viés desse meio, e nisso a Pamela Geller, do The Daily Caller, foi extremamente perspicaz ao enviar um pedido de anúncio similar ao que foi feito contra os católicos, só que contra os islâmicos.

Portanto, essa ação não é útil para protesto contra “discriminação contra cristãos”, pois como já dito o dono de uma empresa privada de mídia escolhe o que vai publicar lá. Mas é utilíssima para demonstrar que o New York Times tem uma agenda esquerdista e anti-cristã. Ponto.

Ainda acho que muitos conservadores não entenderam as nuances dessa guerra política. Não é que os esquerdistas protegem o Islã por PREFERIR o islamismo ao cristianismo.

A lógica dessa estratégia anti-cristã nos Estados Unidos, junto com o SIMULADO apoio ao islamismo, tem outra explicação.

A idéia é atacar a religião BASE do país, e ao mesmo tempo SIMULAR apoio às religiões “menores”. No Brasil, por exemplo, nenhum esquerdista protege o islamismo. Mas protegem as religiões afro. Tudo ao mesmo tempo em que atacam o cristianismo.

O objetivo é simples: ao limitar a ação da religião BASE do país, e estimular religiões diferentes a “aparecerem”, está implantado o relativismo religioso na cultura da nação.

A iniciativa toda tem um objetivo final: inserir o humanismo na cultura da nação, em substituição à todas as outras religiões, já relativizadas por essa iniciativa de atacar a religião central e dar apoio simulado às religiões menores.

É por isso que o New York Times publicaria (talvez até de graça) um anúncio anti-católico, mas jamais aceitaria um anúncio similar anti-islâmico.

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