A verdade nua e crua – I:2 – Assim como é

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No vídeo acima, temos um workshop de Mystery, pseudônimo para Erik James Horvat-Markovic. Mystery ficou conhecido na comunidade da sedução por desenvolver o Mystery Method e ser eleito como o Pick Up Artist número 1 do mundo (posição hoje ocupada por outro coach da área, Adam Lyons).

Deve-se ressaltar que Mystery basicamente desenvolveu seu material inserindo nele conhecimentos sobre Psicologia Evolutiva e evoluindo o que já havia sido feito antes por Ross Jeffries, e o ancião da turma, Eric Weber, que publicou seu “How to Pick Up Girls” em 1970. Desmond Morris, cérebre autor evolucionista, escreveu sobre Mystery: “Finalmente alguém entendeu os estágios da corte sexual como é visto em todas as espécies”.

O leitor poderá estar perguntando: o que está fazendo uma citação aos PUAs em um blog focado em ceticismo no contexto das guerras políticas? A explicação é simples: todo o meu paradigma de análise se baseia na Dinâmica Social, e preciso desmistificar esse termo, principalmente por que existem alguns que já o confundiram meramente com “pegação de mulheres”, o que é totalmente falso.

Aos 3:29 do vídeo Mystery relata uma ação típica dos PUAs. Arrumar duas mulheres na balada, andar com elas em seus braços (uma de cada lado), chegar em um grupo onde há a mulher bonita que lhe interesse (o alvo). Ela provavelmente estará acompanhada por outros caras. Estes últimos estariam puxando conversa com ela. Ao chegar com duas mulheres nos braços, terá sido realizado um efeito psicológico no “alvo”. Esse efeito psicológico mostrará que o sujeito tem mulheres à sua disposição, enquanto os dois outros a conversarem com ela estão “atrás de mulheres”. Isso irá “setar” na mente do alvo que o PUA tem mais valor em comparação aos outros dois. Note que essa é apenas uma das estratégias. Mystery conclui dizendo que essa ação é “Dinâmica Social”.

Discordo dele completamente nessa definição, embora concorde com o método. Na verdade, essa atuação mostra uma série de recursos, que incluem PNL (Programação Neuro Linguística), Hipnose Ericksoniana e demais técnicas que os PUAs aprendem, e o resultado é possível, através do melhor uso dessas técnicas, POR CAUSA de uma análise embasada em Dinâmica Social. Essa análise deu sustentação para que ele desenvolvesse seu método.

No primeiro texto dessa série eu trouxe a definição do que é Dinâmica Social:

Estudo de como funciona a interação de um indivíduo em relação a outro indivíduo, um indivíduo em relação a grupos, e grupos em relação a grupos, considerando todo o espaço vital relacionado a essas entidades.

Voltando aos PUAs, em especial na explicação de Mystery acima, ele está ensinando aos seus alunos como obter o melhor resultado ao conseguir as melhores mulheres na balada USANDO COMO BASE a análise da Dinâmica Social.

Eu não sou um apologista dos PUAs. Ao contrário, eu sou cético em relação à metologia dos PUAs em relação às suas promessa principais, mas não dá para negar que usar o método de Mystery é melhor do que não usá-lo.

O detalhe é que a maioria dos homens olha para si próprio, incluindo seus motivos, para realizar uma abordagem, o que pode até funcionar algumas vezes, mas é por pura sorte. Olhando sob a perspectiva da Dinâmica Social, e aí sim executar técnicas de acordo com esse conhecimento obtido, as chances de acerto são muito maiores.

Por exemplo, um sujeito resolve chegar para uma garota e diz “Nossa, você é a garota mais linda que eu conheci”. É claro que ele poderá até levá-la para cama, mas será por sorte, pois essa mensagem irá trazer o seguinte efeito psicológico na garota: “Ele está desesperado, e não tem mulheres à disposição”.

Mas, biologicamente, o que as mulheres procuram? Um homem forte, que a faça se sentir PRIVILEGIADA de ter esse homem. Querem alguém capaz de poder criar os filhos dela. Note que elas não estão racionalizando isso, mas obtendo esses insights a partir de mecanismos gravados na mente dele através da seleção natural. O macho forte, protetor, que possua vários amigos, seja confiante, dentre outros aspectos, é um MELHOR PROTETOR DOS FILHOS que terá com ela, e protetor inclusive dela mesma.

É por isso que mostrar-se não necessitado por mulheres é mais ÚTIL para consegui-las do que mostrar-se necessitado. Note que, ao contrário do que Mystery afirma, ainda assim é possível que alguém que se mostre necessitado ainda consiga uma mulher interessante. Mas isso ocorrerá por sorte, e, em caso de conseguir, é possível que a mulher fique com o sujeito enquanto pensa em outros. A própria relação oriunda da estratégia de não jogar o jogo é arriscada por si só.

Eu não quero entrar em detalhes da interação entre homens e mulheres no aspecto sexual pois ainda não é o momento para isso nessa série. (Como eu já disse essa série se divide em duas seções, sendo a primeira na qual eu defino o escopo da Dinâmica Social, bem como suas implicações, efeitos, limitações e resultados, e na segunda eu analiso vários aspectos da natureza humana SOB A ÓTICA DA Dinâmica Social. Portanto, voltarei a maiores detalhes da interação sexual entre homem e mulher na segunda seção)

Meu objetivo aqui é mostrar que a Dinâmica Social é MUITO MAIS do que um modelo de análise útil para ajudar a pegar mulheres. Pode ser utilizado pelas mulheres para segurar seus homens também. Naturalmente, as técnicas podem ser diferentes. (Qualquer acusação de machismo cai por terra, pois assim como os homens podem usar a Dinâmica Social para pegar mulheres, as mulheres também podem fazê-lo quanto aos homens)

Mas isso é só a ponta do iceberg. A Dinâmica Social não se limita a interação entre homens e mulheres no âmbito sexual, mas a QUALQUER INTERAÇÃO entre indivíduos e grupos de indivíduos.

Quando alguém quer crescer profissionalmente em um ambiente corporativo competitivo, se conhecer a Dinâmica Social, terá mais chances do que aquele que não conhece.

Recentemente, vi o caso de um gerente, amigo meu, que começou a demolir sua própria carreira. Isso por que ele adquiriu o hábito de revelar aspectos de sua vida pessoal para os “amigos” de escritório. Ele tinha a mania de arrumar mulheres via Internet. E vivia também mostrando aos amigos as fotos dessas mulheres, de forma a despertar a “inveja” dos demais. Ele se apaixonou de fato por uma delas, mas o romance não foi para a frente. Ele começou a entrar em depressão, e pediu férias. Confidenciou também a “amigos” que estava com vontade de se matar. Só que o projeto que cuidava estava em crise. Nesse projeto, ele teve que ser substituído por uma gerente de relacionamento.

Há quem pergunte? O que há de mais nessa história? Tudo.

O ambiente corporativo é extremamente competitivo, e gerentes estão sob foco dos outros o tempo todo. São observados por suas equipes quanto a forma de vestir, a confiança que demonstram, a solidez de sua vida, etc. Qualquer aspecto que permita uma avaliação negativa nesse sentido é EXPLORADO POLITICAMENTE por pessoas que: (1) sendo gerentes, podem querer derrubá-lo, para ficarem em evidência, (2) subalternos, querendo sua posição, (3) subalternos, com desânimo por terem um líder fraco. E essas são apenas algumas das possibilidades.

No caso desse gerente, a coisa ficou complicada em especial por ele ter alimentado a “inveja” em outros gerentes, que logo de imediato quiseram destrui-lo. Motivo: muitos tinham suas mulheres, já gordas e não atraentes em casa, enquanto o outro afirmava ter a sua disposição mulheres diferentes e belas a todo momento. Erro estratégico claro, pois com isso conseguiu rivais, ao invés dos “amigos” que esperava.

Esses gerentes tinham poder de influência sobre profissionais de menor escalão em todas as unidades e começaram a campanha de corredor, usando todos os aspectos negativos desse gerente para influenciar aqueles a quem ele liderava.

Todos os fatos da vida dele começaram a ser utilizados politicamente CONTRA ELE, que adquiriu a pecha de “instável, psicologicamente” e “pouco confiável” (por não estar fixo em nenhum relacionamento amoroso). Quando largou um projeto para pedir férias, obviamente o aspecto dele supostamente ser “instável” também foi usado nos corredores.

Seus resultados como gerente eram razoáveis, mas ele tornou-se vulnerável demais. Passou a ser visto por sua equipe como alguém que merecia pena, não respeito. Como consequência, suas avaliações de desempenho passaram a ser mais cruéis, e os erros menos perdoados. A consequência disso já é imaginável, certo?

O grande erro desse gerente é que ele não entendia as coisas pelo aspecto da Dinâmica Social. Por isso, a maioria de suas ações em termos de interação social no ambiente de trabalho eram nada mais do que jogar lenha na fogueira que estava queimando-o.

Além do ambiente corporativo, a Dinâmica Social torna-se ainda mais poderosa como instrumento de análise política em níveis mais abrangentes, em especial no estudo da Engenharia Social.

Como é óbvio, a engenharia social sempre nos mostra grupos poderosos, incluindo a elite do governo, banqueiros e grandes industriais, fazendo uso de revolucionários, que sempre agem de forma funcional. Os poderosos conseguem atingir seus objetivos, e os funcionais atuam para eles sem saber que estão na verdade sendo usados.

Por exemplo, no caso da Revolução Russa. Os “proletários” caminhavam de mãos dadas para apoiar o novo governo ditatorial. Acreditavam eles que a ditadura do proletariado era uma “coisa boa”, e que futuramente o poder seria transferido ao povo. Conseguiram, ao contrário, assistir a morte de milhões de pessoas nos gulags.

John Gray disse que as revoluções nunca alcançam os objetivos planejados pelos revolucionários. Na verdade, os objetivos são bem diferentes daqueles previstos.

Por que isso ocorre? Naturalmente, para quem estuda a Dinâmica Social, a resposta é óbvia: quando planejam suas revoluções, os funcionais pensam que todos os outros são como eles próprios, e então agem esperando algum resultado. Mas há muito mais fatores que são ignorados na guerra política, incluindo: a inteligência de uns acima da de outros, o instinto humano de luta pelo poder, o territorialismo da espécie humana, o contexto sócio econômico que habilita o totalitarismo, e daí por diante.

Vamos agora fazer uma revisão dos 3 contextos que eu trouxe aqui, cada um relacionado a vários fatores que são esquecidos. Estes fatores são esquecidos pela ausência de um estudo mostrando que as interações de indivíduos/grupos com outros indivíduos/grupos devem considerar a totalidade do espaço vital que envolve essas interações.

Um sujeito pegando uma mulher na balada

  • Uma mulher tende a preferir o macho com maior status social, e que demonstre “estar menos necessitado”
  • Isso ocorre por causa de instintos que são gravados na mente das mulheres (assim como outros instintos são gravados na mente dos homens)

Um gerente destruindo sua carreira por falar de sua vida em público

  • O jogo corporativo é uma luta constante pelo poder
  • Gerentes são mais visados, e podem ser atingidos de vários lados
  • Todos os fatores da vida pessoal podem ser usados para se minar a reputação de um líder
  • Um líder cuja reputação é abalada torna-se vulnerável, pois sua equipe não mais o protege
  • Discursos que recebem a “inveja” do oponente, em termos corporativos, podem ser usados para alimentar reações ao que despertou a inveja

Um esquerdista funcional nunca obtendo o resultado esperado nas revoluções de que participa

  • O ser humano sempre luta pelo poder, e é territorialista
  • Tendências totalitárias são inerentes à natureza humana
  • Em uma revolução, os bem intencionados tendem a ajudar os grupos que querem manter o poder ou obter o poder que atualmente está com os outros
  • Após a chegada ao poder, se isto ocorrer de forma totalitária, os funcionais (ou idiotas úteis) não são mais necessários

Enfim, é justamente isso que no que a Dinâmica Social nos ajuda, a olhar por um prisma maior o que está por trás das relações humanas. Costumo dizer que há dois pilares envolvidos nessa análise: Neurociência e Psicologia Evolutiva.

A primeira nos fala de como o nosso cérebro possui os instintos, e como eles funcionam. Inclusive, procuramos saber de que área cerebral estamos falando. No exemplo da pegação de mulheres, quando uma mulher está se justificando (dizendo algo como “nenhum homem me domina”), ela está usando o neo córtex. Mas quando ela fica caidinha por um macho dominante, ela está usando o sistema límbico profundo, região cerebral responsável pelas emoções. Em última instância, é o sistema límbico profundo que vai ditar as regras. E é por isso que Mystery diz no vídeo: “O que uma mulher diz e a forma como ela responde são duas coisas completamente diferentes”.

A segunda nos explica como todos esses instintos foram se moldando através do processo evolutivo. Por exemplo, se os machos beta se rebaixam instintivamente a machos alfa, qual o benefício desse ato em termos evolutivos? Se alguém se torna aderente a uma ideologia e adquire senso de identidade somente por causa disso, qual o ganho para a espécie que isso nos traz?

Se sabemos, o “como” (neurociência) e o “por que” (psicologia evolutiva) das reações humanas, podemos entender melhor fatores como:

  • Por que alguns sujeitos conseguem belas mulheres, mesmo sendo feios e não terem dinheiro
  • Por que um gerente (assim como qualquer profissional) se dá bem ou mal, independentemente de sua capacidade profissional
  • Por que um grupo político se dá bem sobre o outro, independentemente de seus argumentos

E aí, somente aí, temos uma consciência maior dos eventos que nos rodeiam. Começamos a entender melhor o que fizemos de errado em alguns momentos, ao recebermos resultados ruins que achamos inusitados.

Hoje em dia, como lido com gestão, realizando coach em gerentes e líderes, vejo que muitos ainda olham para os demais buscando as fontes de seus erros. Mas, olhando sob a ótica da Dinâmica Social, a tendência é que alguns passem a ASSUMIR MAIS RESPONSABILIDADE sobre seus erros. Uma percepção como “Por que eles não aceitam minhas idéias?” tende a ser substituída por algo como “Quais elementos relacionados ao controle de frame não estou usando para minhas idéias não serem aceitas? Aonde estou errando?”.

A Dinâmica Social não é nada mais do que isso: um método de estudo sobre o ser humano, em todas as suas interações sociais, vendo-o sem pudores. Não estamos interessados apenas no que é “dito” pelas pessoas, mas especialmente nas reações geradas.

É isso que defino com ver o ser humano como ele é, não como gostaríamos que ele fosse. Posso até ousar dizer que quando os funcionais marxistas lutaram para colocar seus líderes no poder de forma ditatorial, imaginaram um ser humano “dedicado ao bem geral”. Esqueceram-se de ver o ser humano como ele é. Idealizaram um ser humano e, como sempre ocorre com revolucionários, se deram mal.

A Dinâmica Social em si não faz nada para mudar o mundo, e nem deveria, pois não é essa a sua função. Ela nos dá uma VISÃO diferenciada das interações humanas, por ampliar o espectro de análise. Caso você queira mudar qualquer coisa em sua atuação, você poderá fazê-lo, com outros recursos. A diferença é que sua atuação será orientada melhor por causa das informações obtidas através da Dinâmica Social.

Em suma, após internalizar os conceitos que passarei nessa série (especialmente quando começar a seção 2), você entrará num debate e participará de uma reunião corporativa com uma perspectiva BEM MAIS AMPLIADA. Isso por que sua interação se baseará em ver os seres humanos como eles são, de fato, e não pensar nos outros como meras projeções de sua ingenuidade. (Ei, não estou te chamando de ingênuo, mas sim que todos podemos ser ingênuos em vários momentos)

É nesse momento que faço um alerta ao leitor, antes de seguir. Há um risco em tudo isso. O risco de frustração e dor. Isso vai ocorrer caso você não queira fazer nada nos aspectos que impactem em sua vida e ao mesmo tempo os resultados estejam lhe incomodando. Nesse caso, é melhor não saber como o ser humano é de fato, mas continuar vivendo de ilusão.

Faço esse aviso pois como já disse na introdução, muitas vezes a verdade pode ser muito dolorida.

Querem um exemplo? Veja o que eu fiz em relação ao gerente que contava sua vida para todos os outros. Eu o chamei e disse:

Olha, eu não sei se deveria fazer isso, mas me dá pena ver alguém sabotar sua carreira de forma tão incisiva. Você hoje é motivo de chacota por aqui, sabia? Todos dão risadas de seus relacionamentos via Internet, e dizem que sua vida é “instável”. Sabe por que isso ocorre? Por que você não está entendendo que aqui existem companheiros de trabalho, e não “amigos”. Sua falta de noção está fazendo com que falem de você e riam nas suas costas, perante inclusive sua equipe. Cabe só a você mudar isso. Me desculpe a sinceridade, mas me dá pena ver alguém estar próximo a ser demitido por pura ingenuidade.

Logo de início ele ficou petrificado. Até fiquei preocupado, pois achei que estaria ganhando um rival. Ao contrário, ele recuperou sua estabilidade, mudou sua postura e até hoje é grato a mim.

Mas, caso ele não fizesse nada para mudar sua situação, sofreria muito mais do que antes, pois saberia a ORIGEM de seu sofrimento. Ele saberia como o ser humano age no mundo corporativo perante aos que mostram fragilidade e ingenuidade.

Portanto, este é um ensaio para os corajosos. Não há promessas de “correção do mundo”, mas um entendimento da realidade sem meios tons. Enfim, dar esse entendimento a respeito da natureza humana e das interações entre humanos (e grupos… de humanos, é claro) é a missão da Dinâmica Social.

Repetindo: a Dinâmica Social só serve para lhe ajudar a ver as coisas como ela são. Para mudar sua forma de agir, existem outras disciplinas, como as técnicas PUAs para os que querem pegar mulheres, milhares de livros de gestão para gerir melhor sua carreira, e as técnicas para guerra política, conforme autores como David Horowitz. (Ei, eu também faço um tanto disso aqui neste blog)

E como fica a questão da dor em relação a ver o ser humano como ele de fato é? Esse é o tema que abordarei na parte 3 dessa série. Espero trazer este texto ainda em março, mas se não o fizer, prometo que de abril não passa.

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2 COMMENTS

  1. Sensacional, Luciano! Mais um post perfeito: substancioso, didático, acima de tudo esclarecedor… eu já tinha muita curiosidade com PNL, seus textos despertaram a vontade de estudar Dinâmica Social. Anotado para quando houver tempo.

    Especificamente quanto ao PUA, que tal o vídeo abaixo, hein? Exemplifica ou não tudo o que você acaba de dizer?
    http://www.youtube.com/watch?v=r4i5V2TLXzI&feature=my_liked_videos&list=LLusqqE80yeuqRTXFTACjZzg

    OBS: feministas gonna feministizar… hehehe

  2. Olá LH,estou sempre por aqui ,mas hoje eu gostaria de trocar uma idéia,
    Mystery só não faz militância para o ateísmo pq passa a maior parte do tempo fazendo para o hedonismo,o método dele é feito para ateus hedonistas,veja,um religioso de verdade não sairia por ai c/varias minas,esbanjando.O mystery inverte os papeis,usa o intelecto para servir a matéria.Se vc gosta de neurociência,lhe apresento a teoria do cérebro trino(não é muito certa,mas serve para explanar meu ponto):reptiliano,límbico,cortical.O racional,por ser mais desenvolvido consegue suprimir os outros.Mystery e seus clones desvirtuam isso e mostram quão “anti-evolutivos” eles são,embora popularizem a evolução,o que fazem é uma apologia aos processos primitivos do homem,redução animalesca.

    Eu sei que aqui se fala da dinâmica social,mas vc nao vê que é um fenômeno novo,oriundo da observação da sociedade atual?será que teria validade se fosse aplicado em grupos com pessoas de individualidade forte(de conservadores até marxistas culturais),em comunidades com gente verdadeiramente religiosa? não existe jogo de poder em comunidades assim,o poder é a proximidade com Deus,com a busca da verdade,o progresso é sim necessário,mas não há motivos para manipulação e tentativa de entender e organizar a natureza humana em teorias psicológicas,até pq uma coisa é clara,ela é auto-destruitiva,selvagem,ou vc a domina ou ela te domina
    o que quero dizer é que dinâmica social é mais uma técnica de manipulação

    me parece,quanto mais vc se afasta da filosofia(e da religião,que é parte dela),mais vc se aproxima do que combate:humanismo,ateismo agora na sua mutação: materialismo e utilitarismo

    como admirador da sagacidade dos seus artigos,faço um apelo …volte para a filosofia garoto,volte para casa(aqui vc pode imaginar uma cena de filme heheh)

    da beira do rio na segunda metade do verão,um abraço de Edans Djeh

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