Mais um novo tipo de casamento: Convidada de ménage à trois ganha na justiça o reconhecimento de união estável.

8
98

Fonte: Mete a colher

Ana Beatriz Dalfonso, 23 anos, estudante de medicina e moradora do bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro ganhou na justiça o direito de ter seus dois anos de relacionamento sexual/afetivo com o casal Jussara Lourdes Marinho e Pedro Henrique Marinho, ambos de 42 anos, reconhecido como união estável.

Ana Beatriz conheceu o casal Marinho em uma casa de swing em março de 2008 e desde então passou a dividir a cama do casal em experiências eróticas cada vez mais freqüentes e ousadas, até chegar ao ponto dela ser convidada para morar na cobertura que o casal possui em Ipanema.

O casal Marinho rompeu relações com Ana Beatriz em outubro de 2010 ao descobrir que a mesma estava se envolvendo com a filha do casal de apenas 17 anos. Ana Beatriz se defende dizendo que com a menor M.R.M. ela de fato possuía uma relação amorosa que extrapolava os limites exclusivamente eróticos que mantinha com o casal.

Oswaldo Nepomuceno Bryto, juiz da 13ª Vara de Família do fórum central do Rio de Janeiro, aponta em sua sentença que ‘o casal Marinho em concordância plena levou a jovem para dividir seus desejos, afetos e cotidianos. Custeou despesas médicas, acadêmicas e estéticas desta menina que trocou seu conto de fadas no interior pela aventura erótica de um casal de pervertidos. Nada mais justo que agora possa herdar o patrimônio construído durante os dois anos em que sua sexualidade foi tomada de forma terapêutica por esta família profanada’.

Meus comentários

Essa notícia é de agosto de 2011, mas eu não podia deixar passar.

Se a união civil entre gays é considerada “igual” em relação ao casamento heterossexual monogâmico, o que impede algum grupo de “ampliar” a definição de casamento sempre que for conveniente?

O resultado é claro que ia dar nisso que vimos nessa notícia.

ERRATA, publicada às 11:36 do dia 18/03/2012

Conforme lembrou o Juarez Bastos, a notícia divulgada é FALSA. Veja aqui.

Entretanto, meus comentários são compreensíveis, pois mesmo que esse reconhecimento de união estável para uma convidada de ménage a trois não tenha ocorrido, é uma questão de tempo. E uma notícia assim não surpreenderia mais ninguém.

No post “Mulher casa-se com ela mesma”, o Macartista postou vários exemplos de casamentos bizarros que estão surgindo.

Anúncios

8 COMMENTS

  1. Publiquei sua matéria no meu face escrevendo isto: “Mais uma vergonha para o mundo dos valores. O profano toma conta do submundo dos relacionamentos e manifesta-se satisfazendo seus desejos mais promíscuos e baixos. O valor da moral hoje é exatamente não tê-lo, pois está na moda fraquejar perante os prazeres corrompidos da sociedade. Não existe o errado… tudo é certo fazer em nome de uma falsa liberdade, mas como pode ser liberdade se as pessoas são escravas do prazer e o usufrui automaticamente sem raciocinar. Não entendo! Só sei que nem tudo que desejamos realmente queremos, pois o mundo de desejo é totalmente diferente do mundo real. Sei que é difícil, muitas vezes, separar o joio do trigo, mas espero que ainda tenhamos discernimento para escolher entre o fugaz que macera a personalidade ou entre o valor basilar que só evolui o ser. Tá aí… agora é só saber escolher. Boa sorte!!!” Mas uma amiga postou este outro link dizendo que era falso a matéria. Estou só repassando… valeu amigo!

    http://noticias.bol.uol.com.br/errata/2011/11/10/erramos-noticia-relacionamento-a-tres-e-reconhecido-por-juiz-como-uniao-estavel-e-falsa.jhtm

    • O engraçado é que falamos de nossa sociedade, em que isso não é considerado normativo, e, depois das militâncias de esquerda redefinindo valores, passaria a ser normativo. 🙂

  2. Sabe, LH, certa feita eu propus o seguinte a um colunista da Folha, defensor inegociável do casamento homossexual:

    Se o casamento pode transpor limites de gênero, por que não os limites de cardinalidade e parentesco?

    De 1 mulher – 1 homem, poderíamos ter um condomínio poli e endogâmico:

    Um sujeito poderia ser casado com o próprio pai, com a própria filha e com o neto desta (gerado com o avô da moça) e com mais três outras pessoas que não fossem seus parentes.

    O casamento passaria a ser um relacionamento n:m (vários para vários).

    Qual o problema? Afinal, se o matrimônio é aquilo que queiramos que ele seja, limites por que e para quê?

Deixe uma resposta