Como derrubar todas as leis que estão limitando a liberdade religiosa?

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Hoje em dia, a moda é limitar os direitos dos religiosos tradicionais. Tudo em nome do “estado laico”.

“Estado laico” parece o mantra da vez. Ele é repetido em tamanha exaustão e com tamanha confiança que alguém desapercebido poderá até imaginar que os anti-religiosos tem a mínima noção do que “estado laico” significa. Mas eles nem sabem o que é. Ou fingem não saber.

Estado laico nada mais é que o estado oficialmente neutro em questões religiosas, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião. Só isso. E nada mais.

O problema é que hoje em dia o estado DEIXOU DE SER NEUTRO em questões religiosas, para beneficiar UMA RELIGIÃO: o humanismo. É uma religião que prega não a crença em Deus, mas no homem (e na idéia de que o homem irá ficar livre de suas contingências, para a criação da civilização global e o governo global), e defende que quaisquer resquícios das religiões tradicionais sejam eliminados do espaço público. Para que a religião tradicional deve ser eliminada? Para que o humanismo, sustentado pela anti-religiosidade tradicional (a que inclui crença em Deus), se sobressaia.

Qualquer um que não é patologicamente ingênuo já percebeu essa agenda, que está violando TODOS OS PRINCÍPIOS do estado laico.

Querem ver um exemplo? Agora, a mania é lutar contra a expressão “Deus seja louvado” nas cédulas. Em relação a manutenção dessa expressão, o catolicismo sai beneficiado sobre o protestantismo? Ou o judaísmo sai beneficiado sobre o islamismo? Ora, bolas, se a expressão “Deus seja louvado” assume um fator de expressão cultural universal para todos que crêem em Deus, não há violação alguma ao estado laico por causa dessa frase impressa nas cédulas, e nenhuma religião sai beneficiada.

Imagine agora a RETIRADA da expressão “Deus seja louvado”, para atender a uma demanda dos ANTI-RELIGIOSOS, da agenda humanista. Ora, o estado estará aí beneficiando UMA RELIGIÃO em detrimento de outras. Humanistas ganham, religiosos tradicionais perdem. Lá se foi para o saco o estado laico…

Vergonhosamente, alguns religiosos tradicionais não estão percebendo a enorme dimensão do truque, pois esse grupo (humanista) está violando a todo o momento os princípios do estado laico e usando a rotina de gritar “estou lutando pelo estado laico”. Mas é só truque de ênfase, ressignificação e repetição. É por isso que os religiosos tradicionais estão perdendo o jogo. Não estão percebendo que o grupo humanista gritando “pelo estado laico” na verdade é o maior oponente do estado laico hoje em dia.

Outro exemplo. A questão dos crucifixos nas repartições públicas. Nenhum grupo é beneficiado, pois o símbolo está lá e não prejudica ninguém, principalmente em um país de cultura cristã. Mas ao retirarem o crucifixo, estão beneficiando um grupo, os humanistas, o que já de imediato tem uma agenda: “tirai todos os símbolos religiosos da frente”. Conseguiram tirar? Então, os humanistas foram beneficiados, e o estado novamente interferiu nas questões religiosas para beneficiar os humanistas em detrimento dos cristãos. De novo, bye bye estado laico…

Logo como reverter essas decisões que tentam a todo momento limitar a manifestação religiosa tradicional do povo (em especial a tradição majoritária, que constitui a base cultural do país) para beneficiar unicamente os humanistas?

Em primeiro lugar, é preciso mostrar aos cristãos que os humanistas e anti-religiosos afirmando “lutar pelo estado laico” na verdade são os maiores inimigos do estado laico. É preciso explicar as agendas desses grupos, as alianças que eles fazem, as crenças que eles pregam (todas elas contra a religião tradicional, portanto as questões deles são essencialmente religiosas, no aspecto da oposição à religiosidade tradicional), e mostrar que estão tentando usar o estado para impor o humanismo sob o restante da população. E isso, por si só, já é uma aberração de acordo com os princípios do estado laico.

Em segundo lugar, diante dessa conscientização, é preciso reunir a população para apoiar uma série de ações judiciais relacionadas a TODAS AS INICIATIVAS, presentes ou passadas, visando dar BENEFÍCIO ao humanismo em detrimento das religiões tradicionais.

Ou seja, de início, conscientiza-se a população do tamanho da safadeza que os humanistas tem feito, com seu fingimento de “luta pelo estado laico”, tentando obter a vantagem para a sua religião usando o estado através de trucagens de retórica. E, com a população já conscientizada, e com uma base de apoio forte para isso, além de logicamente o “caso” contra as violações praticadas contra o estado laico pelo humano, é hora de partir para a guerra de processos.

Ou é isso ou então definitivamente aceitar a “teocracia” humanista, o que seria uma pena, principalmente considerando que a demolição dessa iniciativa é fácil demais: tudo passa pela conscientização de que a legião humanista MENTE O TEMPO TODO sobre o conceito de “estado laico” para violá-lo.

Simples assim.

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33 COMMENTS

    • O humanismo não é uma religião, é uma cosmovisão sobre a realidade que tem raízes iluministas e, sim, anti-clericais. O problema é quanto este, ou qualquer ismo, se transforma num instrumento de justificação do ódio e acaba convertendo-se numa espécie de religião, neste caso, pautada pela promessa de um paraíso terrestre, mote próprio às utopias políticas.

      O que ocorre é que, a princípio, a política se dissociou da religião. Depois, de maneira progressiva, converteu-se numa espécie de religião e, agora, se volta contra a religião, contra todas as religiões – sobretudo contra o cristianismo. No caso do cristianismo existe um motivo para a revolta: sabem, ou deveriam saber, que a civilização ocidental foi sedimentada em bases gregas, romanas e cristãs. É como um complexo infantil mal resolvido. Todo revolucionário tem um que de criança autoritária, um complexo de rei vaidoso.

      • O humanismo não é uma RELIGIÃO TRADICIONAL, que é a forma pela qual chamamos as religiões que possuem crenças em Deus ou em entidades sobrenaturais. Mas é uma religião política, e desde o início foi considerada assim pelos seus criadores. A tentativa de “dissociar” o humanismo da religião veio no humanismo secular, mas é pode ser entendido como uma trucagem verbal para que o humanismo passasse desapercebido, e dessa forma as idéias humanistas fossem aceitas como “neutras” no aspecto religioso.

        Mas podemos ver que o humanismo tem uma agenda totalmente conectada à religião, na qual a cada vez que uma idéia humanista relacionada a religião é apoiada pelo estado, em detrimento das idéias religiosas tradicionais, está sendo violado o princípio do estado laico.

  1. “graças a Deus” é apenas uma força de expressão usada a torto e a direito por N ateus para fazerem graça com os religiosos e firmarem o quanto o termo “Deus” não representa nada a um ateu bem resolvido.
    “Deus seja louvado” – outra exclamação de honra – é ofensiva aos ateus.
    Tem problema aí.

    • Não é ofensiva, não me incomoda, mas não é correto, não é legal. O estado deve respeitar todas as crenças, mas alguns bens publicos respeitam apenas os teístas. Eu não gosto de chegar numa sala de aula e encontrar um cara morto pregado numa cruz. Fico imaginando se Jesus tivesse sido condenado a forca, seria lindo um homem pendurado pelo pescoço numa cordinha em todas as salas de aula do país, não seria? Eu não acho bonito.

      • Ou seja, para você é ofensivo e incomoda, certo, sr. Contradição?

        Quanto a ser correto: desde quando o respeito às crenças de efetiva na sua supressão do cenário público?

        E não é ilegal, coisíssima alguma. A menos que você conheça um documento jurídico que estabeleca essa “ilegalidade”, NA LETRA DA LEI.

      • Ora meu filho, se você “não gosta” de “de chegar numa sala de aula e encontrar um cara morto pregado numa cruz”, isso é PROBLEMA SEU. Isso não é questão de “gosto” – uma coisa extremamente subjetiva sem validade factual, diga-se de passagem. Essa é uma questão cultural e, nesse caso, o crucifixo é uma amostra cultural fundacional de uma cultura como a nossa, com raízes cristãs, assim como a lua e a crescente seria uma amostra cultural fundacional islâmica, a estrela-de-Davi uma amostra cultural fundacional judaica e assim por diante?

        Ou o quê? Vai querer que, suponhamos, você vá à Israel, entre numa repartição e veja um Torah aberto ao público ou vá à Arábia Saudita e veja um Corão aberto e que tais livros sejam retirados só porque “não achou bonito”?

        Vá pastar, moleque!

        P.S.: Luciano, ainda que eu não concorde com esse ataque seu generalizado ao Humanismo – já tempos atrás levantei algumas objeções, embora eu seja o primeiro a reconhecer que elas não foram muito aprofundadas como eu gostaria -, ainda assim creio que cairia bem uma sugestão ao seu favor: que tal substituir “teocracia” por “ANTROPOcracia” humanista? Creio que faz sentido não?

  2. Liga Humanista é burra. Eles não deviam pedir pra retirar a manifestação, deviam pedir pra INCLUIR o ponto de vista deles também. Aí não haveria margem pra choro nenhum.

    Campanha:

    “Deus seja louvado – ou não” nas notas.

    • Estaria aí também mostrado o viés da propaganda humanista, e ela seria beneficiada. É a mesma coisa que tentarmos barrar quaisquer símbolos em quaisquer lugares, somente por viés político. Quer dizer, de novo o estado laico seria violado com sua sugestão.

      • Aaahn, quando é manifestação religiosa com o imperativo “Deus seja louvado”, aí tudo bem.
        Quando é manifestação da visão contrária, FICANDO AS DUAS MANIFESTAS, sem impor a retirada de nenhuma, aí não pode.

      • O fato é que a tentativa de impor a visão ateísta é uma imposição que nada tem a ver de cultural, mas é uma demanda política, que beneficia especificamente a campanha humanista. O engraçado é que o humanismo não tem motivos para impor sua visão ateísta no Brasil, em Israel e no Irã (3 países com culturas diferentes),somente para vender sua agenda. É a tentativa COMO SEMPRE de esquerdistas tentarem estabelecer suas visões minoritárias como NORMATIVAS para cima dos outros. A agenda como sempre é clara e a trucagem é desonesta.

      • hehehe foi o que comentei na CdA, dito e feito:

        “O fato é que a tentativa de impor a visão ateísta é uma imposição que nada tem a ver de cultural,”

        Quando são eles, aí é tudo natural, é tudo “da cultura local”. A cultura dos outros que moram no mesmo lugar não conta na formação da cultura local, que é exclusiva dos religiosos. Ateus devem ser alienígenas, decerto.

        Aí fica fácil: quando a Liga Humanista quer desfazer a imposição da religiosidade nas cédulas, puf, que imposição? é só “a tradição”.

        Se “Estado laico nada mais é que o estado oficialmente neutro em questões religiosas, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião.” e se o humanismo é uma religião, não há como o estado, laico, se opor à manifestação de tal religião colocando o “ou não” depois de “Deus seja louvado”.

        – Vamos criar dinheiro?
        – Beleza.
        – Como vão ser as notas?
        – Ah, vai ter o valor, a Efígie da República, marca d’água, número de série, bichinho atrás, inscrição do Banco Central… e outros elementos de segurança para as notas, enfim.
        – Vamo colocar “Deus seja louvado” também!
        – …pra quê?
        – porque eu acredito em Deus
        – ué, pode continuar acreditando. Eu não acredito, não vejo por que colocar referência a Deus na nota, que é um bem público. Não vejo por que o Estado devesse apoiar esse aspecto religioso. Se eu quisesse colocar “Deus não seja louvado” você ia gostar?
        – não
        – Então pra quê pôr o imperativo “Deus seja louvado”? Quem acredite que louve, quem não acredite que não louve.
        – INTOLERÂNCIA ANTI-RELIGIOSA!!1!1!

      • hehehe foi o que comentei na CdA, dito e feito:

        Não importa o que você comentou. O debate está acontecendo aqui. Se quiser, cite o que postou lá para tentar refutar aqui.

        Quando são eles, aí é tudo natural, é tudo “da cultura local”. A cultura dos outros que moram no mesmo lugar não conta na formação da cultura local, que é exclusiva dos religiosos. Ateus devem ser alienígenas, decerto.

        Aqui é uma tentativa de truque. O fato é que a tradição religiosa está presente muito antes do estado laico ter sido implementado. E, quando o estado laico foi implementado, a cultura católica já era a tradição, suplantando a cultura indígena.

        Então, vivemos não em uma cultura de base indígena, mas em uma cultura de base cultural católica/cristã. Portanto, é natural existirem símbolos católicos. Se vivêssemos na China, teríamos a foto de Mao, talvez.

        Eles não foram impostos lá para “criar caso” com outras religiões e para implantar agendas políticas.

        Já a ação humanista não surge a partir de uma “transformação do Brasil em uma sociedade de ateus”, mas de uma agenda política humanista que visa, pela trucagem retórica, substituir os símbolos religiosos pela ausência total de símbolos religiosos, pois o humanismo depende de um novo culto. Como já mostrei, é o culto ao homem, aos estados inchados, governo global, etc.

        Aí fica fácil: quando a Liga Humanista quer desfazer a imposição da religiosidade nas cédulas, puf, que imposição? é só “a tradição”.

        Qual “imposição” existe em ter uma expressão que está lá há muitos anos e não ofende a nenhuma religião? Ah, ofende só aos humanistas, e então eles tentam se igualar fingindo que são uma base cultural de nossa nação.

        É engraçado que há uma diferença entre a mente humanista totalitária e a mente não humanista, que não é totalitária.

        Eu jamais iria em Israel pedir para tirar a estrela de Davi em nome do “estado laico”. É um símbolo cultural que está lá, é um país de maioria judaica. Não há um motivo para retirar esse símbolo somente pela alegação de um grupo humanista que deseja, por sua crença no homem, que não exista nenhum símbolo religioso.

        Veja que o meu frame de mente não precisa de truques retóricos para fingir “lutar pelo estado laico” quando na verdade luta pelo humanismo.

        Se “Estado laico nada mais é que o estado oficialmente neutro em questões religiosas, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião.” e se o humanismo é uma religião, não há como o estado, laico, se opor à manifestação de tal religião colocando o “ou não” depois de “Deus seja louvado”.

        Se o estado é laico, não há motivo para substituir uma mensagem criada por tradições culturais como “Deus seja louvado” com uma tentativa de satirização como “deus seja louvado ou não”, somente para atender a uma campanha política de humanistas. Se for assim, para partir para a palhaçada direto, poderiam apelar mesmo e colocar “Deus ou o amigo imaginário sejam louvados”. Notou que você está tentando confundir uma tradição com uma palhaçada feita de última hora para provocação e jogo político? Não, você não notou.
        É isso que humanistas, assim como todos os esquerdistas fazem direto.

        – Vamos criar dinheiro?
        – Beleza.
        – Como vão ser as notas?
        – Ah, vai ter o valor, a Efígie da República, marca d’água, número de série, bichinho atrás, inscrição do Banco Central… e outros elementos de segurança para as notas, enfim.
        – Vamo colocar “Deus seja louvado” também!
        – …pra quê?
        – porque eu acredito em Deus
        – ué, pode continuar acreditando. Eu não acredito, não vejo por que colocar referência a Deus na nota, que é um bem público. Não vejo por que o Estado devesse apoiar esse aspecto religioso. Se eu quisesse colocar “Deus não seja louvado” você ia gostar?
        – não
        – Então pra quê pôr o imperativo “Deus seja louvado”? Quem acredite que louve, quem não acredite que não louve.
        – INTOLERÂNCIA ANTI-RELIGIOSA!!1!1!

        A rotina aqui foi mais uma tentativa de desonestidade. É, humanistas não mudam. A vida inteira deles se resume a implementar uma rotina, atrás da outra.

        Não existe isso de ‘criar dinheiro’ hoje. O dinheiro já está criado.

        Você está tentando realizar o truque da inversão da percepção de tempo, para julgar uma tradição como se fosse “algo que estamos criando para fazer piadinhas em jogo político”.

        Quer enganar a quem com isso?

        Já tentou a rotina de ‘Colar no racismo’ em outro debate.

        Quer tentar passar a frente essa rotina aqui também?

        Enfim, sua atuação aqui serve como um elemento didático para esmiuçarmos rotinas, mas jamais para levarmos como um discurso a sério.

      • “Não importa o que você comentou. O debate está acontecendo aqui. Se quiser, cite o que postou lá para tentar refutar aqui.”

        Quem disse que não colei? Sabe qual a função dos dois-pontos?

        “Não existe isso de ‘criar dinheiro’ hoje. O dinheiro já está criado.”

        Peraí, eu disse que o dinheiro estava sendo criado HOJE? Hahahaha
        É óbvio que o diálogo se refere a quando foram desenvolver as notas. (Ou será que acreditam que o dinheiro é incausado e eterno também?)

        “O fato é que a tradição religiosa está presente muito antes do estado laico ter sido implementado. E, quando o estado laico foi implementado, a cultura católica já era a tradição, suplantando a cultura indígena.”

        A tradição religiosa pode estar presente desde sempre, desde muito antes ou desde amanhã. A partir do momento em que se define a laicidade do Estado, ele “não pode apoiar e nem se opor a nenhuma religião”, não importa se já tinha antes ou não.

        De resto, o problema é que eu não estou defendendo a proposta da LiHS, e sim a minha e você tentou refutar reclamando das motivações DELES. Realmente não dá pra tentar debates que vão além do caso comentado no post, você curte mesmo é se ater ao discurso mais capenga.

        Agora, mesmo na refutação à LiHS, você usou o recurso de tratar os ateus como se não fossem integrantes da cultura local, como eu havia dito, e basta observar sua comparação com “o cara que vai a outro país e quer alterar as configurações de lá” pra notar isso. A cultura brasileira pertence aos religiosos, ateus não estão convidados.

        “Já tentou a rotina de ‘Colar no racismo’ em outro debate.”

        Sim, e aguardando a sua refutação a ela lá.

      • Quem disse que não colei? Sabe qual a função dos dois-pontos?

        Finalmente, uma vez na vida em que você foi honesto. Não dá para ser desonesto sempre né?

        Peraí, eu disse que o dinheiro estava sendo criado HOJE? Hahahaha É óbvio que o diálogo se refere a quando foram desenvolver as notas. (Ou será que acreditam que o dinheiro é incausado e eterno também?)

        Agora, a figurinha tem a máquina do tempo para saber exatamente o que ocorreu lá e recria isso hoje. São ou não são umas figuras esses esquerdistas?

        A tradição religiosa pode estar presente desde sempre, desde muito antes ou desde amanhã. A partir do momento em que se define a laicidade do Estado, ele “não pode apoiar e nem se opor a nenhuma religião”, não importa se já tinha antes ou não.

        Se já existia a tradição cultural anteriormente, e não há prejuízos para outras religiões, logo não há violação ao estado laico. Se há o benefício para o humanismo, que pede a tirada de todos os símbolos, é o benefício a uma religião e está violado o princípio do estado laico.

        Você não refutou isso.

        De resto, o problema é que eu não estou defendendo a proposta da LiHS, e sim a minha e você tentou refutar reclamando das motivações DELES. Realmente não dá pra tentar debates que vão além do caso comentado no post, você curte mesmo é se ater ao discurso mais capenga.

        Se existe a motivação de um grupo politico e identificamos fácil (sim, vocês foram ingênuos ao revelar seus estratagemas desde os livros de Dawkins), não adianta agora fingir que a expressão “Deus não seja louvado” seria uma manifestação cultural, e sim uma mania para tentar usar retórica desonesta para como sempre violar o estado laico.

        Como mostrei, não há inimigos maiores para o estado laico do que os humanistas. Sempre com retórica e rotinas safadas para tentar afetar a laicidade do estado. Você não refutou isso.

        Agora, mesmo na refutação à LiHS, você usou o recurso de tratar os ateus como se não fossem integrantes da cultura local, como eu havia dito, e basta observar sua comparação com “o cara que vai a outro país e quer alterar as configurações de lá” pra notar isso. A cultura brasileira pertence aos religiosos, ateus não estão convidados.

        Goste ou não, não há uma tradição histórica ateísta relacionada aos eventos mais importantes de nosso país.

        Eu mostrei que

        – existir estrela de davi em israel não viola o estado laico
        – existir a mensagem alá seja louvado no irã não viola o estado laico
        – existir a imagem de mao na china não viola o estado laico

        Entendeu? São tradições antigas, que tem a ver com a história de um país.

        Mas interferir, a partir da solicitação de uma religião, para impor sua idéia aos outros, sem qualquer justificativa em tradição, história ou crenças base de uma nação, somente por jogo político, é clara violação do estado laico e HUMANISTAS FAZEM ISSO O TEMPO TODO.

        Só tem uma forma de você me refutar: é mostrar que a ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos NÃO BENEFICIA o humanismo.

        Não mostrou? Então só te restam rotinas que desmascaro facilmente.

        Sim, e aguardando a sua refutação a ela lá.

        Prestem atenção no que é a rotina dele.

        Ele tenta defender os gayzistas, pois acha que os gays não podem ser impedidos de se beijarem em público.

        Então, tenta um truque: “cola no racismo”.

        Ele usa enrolations infinitos para dizer que

        – se crítica/veto a raça é crime, então crítica/veto a um comportamento também é
        – mas se crítica/veto a raça não é crime, então crítica/veto a um comportamento também não é

        Só que ele fica fingindo não saber que o racismo hoje é um CRIME, e crítica a comportamentos não são.

        Aí basicamente ele tenta dizer que “se um negro se sente constrangido por ser banido por ser negro, um gay pode se sentir constrangido por ser banido por beijar em bares dos outros”.

        Agora, a pergunta, é só mostrar que você comete a falácia da generalização apressada, tenta apelar à emoção da platéia, que você JÁ ESTÁ REFUTADO.

        Falácia não se comenta, mas sim se expõe.

        Eu vou colar exatamente isso lá no tópico e fim de conversa.

        Não tem mais para onde você fugir.

  3. Nunca li tanta besteira escrita por metro quadrado. Quer dizer que uma folha em branco beneficia o humanismo porque não tem “Deus” escrito nela? Uma maçã beneficia o humanismo porque não tem “Deus” escrito nela?
    Estado laico é o estado que respeita todos os tipos de crenças ou não-crenças, para TODOS. Eu uso dinheiro, porque tenho que usar dinheiro que tem “Deus” escrito? Porque um mulçumano, um budista, ou qualquer outro tem que usar um dinheiro escrito “Deus seja louvado” ?
    Eu só quero que se tire simbolos religiosos de bens publicos (de TODOS). Se quiser colocar na sua casa, na sua empresa, no seu carro, fique a vontade, mas no meu dinheiro, na minha sala de aula aqui na UNESP, eu não quero, e tenho esse direito!
    E se você realmente acredita no que você disse nesse texto, então você vai ter que deixar de comer maçã, porque não tem “Deus seja louvado” nela. Ou você é a favor de maçãs sem “Deus seja louvado” nela? Isso é apologia ao humanismo, não aceite isso. E vá a merda!

    • Nunca li tanta besteira escrita por metro quadrado. Quer dizer que uma folha em branco beneficia o humanismo porque não tem “Deus” escrito nela? Uma maçã beneficia o humanismo porque não tem “Deus” escrito nela?
      É claro que você tem que ficar incomodado, pois é um truque desmascarado. Vamos às suas mentiras.

      Uma “folha em branco” não beneficia o humanismo por si só. Mas a substituição de uma bandeira mencionando “Alá seja louvado”, no Irã, por uma bandeira em branco, somente por solicitação humanista, BENEFICIA o humanismo, e aí o estado laico está violado.

      Suas analogias todas portanto não tem valor.

      “Maça” e “folha em branco” são tentativas de distração de tua parte. Mas a imposição de uma NOVA CULTURA de forma arbitrária, somente para atender a uma agenda anti-religiosa, é bem diferente de todos os exemplos que vc citou.

      Estado laico é o estado que respeita todos os tipos de crenças ou não-crenças, para TODOS. Eu uso dinheiro, porque tenho que usar dinheiro que tem “Deus” escrito? Porque um mulçumano, um budista, ou qualquer outro tem que usar um dinheiro escrito “Deus seja louvado” ?

      Estado laico não tem nada a ver com “respeito a todas as crenças”, mas com a NÃO INTERFERÊNCIA em questões religiosas.

      Se a população está acostumada com “Deus seja louvado”, sendo de várias religiões, e UMA RELIGIÃO específica, o humanismo, QUER ESTABELECER um paradigma novo onde não se pode ter símbolos religiosos em públicos, temos que denunciar essa religião.

      Eu só quero que se tire simbolos religiosos de bens publicos (de TODOS). Se quiser colocar na sua casa, na sua empresa, no seu carro, fique a vontade, mas no meu dinheiro, na minha sala de aula aqui na UNESP, eu não quero, e tenho esse direito!

      Se os símbolos já estão lá e nunca reclamaram, e hoje APENAS os humanistas reclamaram, eu não quero que se faça a vontade dos humanistas (que é uma religião) no meu dinheiro. Eu tenho o direito de reclamar por estar sendo feita a vontade dos humanistas em detrimento da vontade dos outros religiosos. É simples. Tudo o que eu denunciei não foi invalidado por você.

      E se você realmente acredita no que você disse nesse texto, então você vai ter que deixar de comer maçã, porque não tem “Deus seja louvado” nela. Ou você é a favor de maçãs sem “Deus seja louvado” nela? Isso é apologia ao humanismo, não aceite isso. E vá a merda!

      Nunca existiu uma tradição de “maçãs com o texto Deus seja Louvado” nelas, e eu sou ateu, portanto não preciso deixar de comer maçãs. E se fosse religioso, eu também não precisaria deixar de comê-las.

      Se existisse uma tradição de maçãs com o texto escrito, e esse texto fosse retirado para fazer a vontade dos humanistas, que querem o culto ao homem ao invés do culto em Deus, aí sim seria a violação do estado laico.
      Não tem por onde você escapar.
      Está claro que foi descoberta a rotina pela qual o humanista, sendo de uma religião, tenta violar o estado laico enquanto SIMULA que quer lutar por ele.
      Essa é a base do meu texto.
      Nenhum grupo religioso tem sido tão ofensor ao estado laico quanto os humanistas.

      • E esse senhor é “professor” da UNESP? Não se se fico mais triste por seus alunos, pela universidade ou pelo contribuinte paulista, que é quem financia essa brincadeira. Não sei qual a faculdade e qual a cadeira, mas aposto que é um curso de “extrema-humanas”…

        Interessante o fato de ele ter citado a sala de aula “dele”. No máximo, é a sala de aula EM QUE ele leciona. Mas o ponto, aqui, é outro: as primeiras salas de aula deste país, quando ainda sequer era país e mesmo uma nação, foram implantadas por jesuítas.

        Ele é professor universitário. Quero crer que não ignora o fato HISTÓRICO que as universidades, como as conhecemos, têm origem remota nas escolas cadetráticas e monásticas da Europa, ali entre o ocaso da Baixa Idade Média e o alvorecer da Modernidade, todas criadas, mantidas ou ligadas à… Igreja Católica! Ateu ele pode ser, seja analfabeto ou phD; o que não pode é ser ignorante!

      • Ter escravos tambem era considerado normal, pode-se dizer que era uma tradição, mas nem por isso era correto. Ser tradição não significa ser correto. Que é tradição colocar “Deus seja louvado” nas cédulas de dinheiro e um homem pregado numa cruz na parede das escolas eu não discuto, mas se é correto, aí é outra história.
        Não sou humanista, não tenho religião nenhuma, não acredito em fenomenos sobrenaturais. Apenas vivo minha vida, procurando sempre não prejudicar a vida dos outros e visando sempre acrescentar algo ao mundo visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas, afinal só temos uma vida e acredito que todos tem o direito de aproveitá-la ao máximo.
        Toda tradição começou em algum ponto, quem sabe não seria esse o momento de criar a tradição de se construir um mundo separado de religião, bens publicos livres de simbolos religiosos e tomadas de decisões baseadas somente no bem geral.
        Só pra reforçar, não tenho religião, não sou humanista. Meu unico interesse em eliminar simbolos religiosos de bens publicos, é baseado no fato de que o que é publico é de todos e, se é de todos, não pode fazer apologia a um certo grupo de pessoas.

      • Putz! É sempre assim. O humanista começa o debate distorcendo tudo o que o outro diz. Eu não disse que o crucifixo tem que ser deixado só por ser uma tradição. Mas sim que é uma tradição que não incomoda a ninguém, e, pelos que não acreditam, é visto apenas como um pedaço de madeira na parede.

        Quando você diz “quem sabe não seria esse o momento de criar a tradição de se construir um mundo separado de religião, bens publicos livres de simbolos religiosos e tomadas de decisões baseadas somente no bem geral.”

        Essa é a idéia humanista, de criação de religião da humanidade, soprepujando todas as outras. E é esse interesse que você defende. Se o estado fizer isso, estará violando o princípio do estado laico.

        Não sei se você percebeu, mas você deve REFUTAR meu texto, não endossá-lo com mais exemplos.

        Você afirma “meu unico interesse em eliminar simbolos religiosos de bens publicos, é baseado no fato de que o que é publico é de todos e, se é de todos, não pode fazer apologia a um certo grupo de pessoas.”

        Se a tirada de símbolos religiosos atende aos interesses humanistas, então o bem público será usado para violar o princípio do estado laico.

        Você dizer que é “bem comum” é só um truque de retórica e nada mais que isso.

      • só pra responder o Thiago, não sou professor, sou estudante de PG em Agronomia e não venha querer achar argumentos para me acusar baseado em digitação de internet. Quando eu disse minha sala, claro que não quis dizer que a sala é só minha, até porque tenho aula em varias salas. É um modo de dizer, você nunca disse pra um colega: vamos la na “minha sala” pegar meu relogio, por exemplo? ou vc falava: vamos la na sala que tenho aula pegar meu relogio?
        é só modo de dizer, é OBVIO que não acho que a sala é só minha, não tem nem porque achar isso, visto que só tenho aula lá por 6 meses. Isso foi totalmente desnecessário da sua parte e percebe-se que você só quer desmerecer pessoas, ao inves de expor argumentos e ideias e desse tipo de discussão eu me recuso a participar.

    • e só mais uma coisa para o luciano henrique: o Irã é um país baseado no Islamismo… se chama República Islâmica do Irã… tirar uma bandeira islamica de la pode ser considerado errado… mas no Brasil não, nosso país se chama Republica Federativa do Brasil e é um estado separado da religião… nada que seja publico no Brasil deve ser ligado a alguma religião… nenhuma lei, nenhuma bandeira, nenhum simbolo deve estar ligado a alguma religião, pois vai estar discriminando outra… a sua comparação não tem logica nenhuma…

      • Putz! De novo o truque. Estado laico é o mesmo que não interferência em questões religiosas e não “separado” da religião. Na verdade, toda a cultura de um país, incluindo a religião, é parte desse estado.

        Se existe a retirada dos simbolos religiosos das repartições a pedido do humanismo, o estado passa a ser LIGADO À RELIGIÃO HUMANISTA.

        De novo você endossa tudo que eu falei ao escrever isso: “nenhuma bandeira, nenhum simbolo deve estar ligado a alguma religião,”.

        Essa é a solicitação humanista, e ao proibir qualquer símbolo religioso em repartições públicas, o estado não será mais laico, mas sim humanista, e é isso que estou denunciando.

        Aprenda uma coisa Thomas. Se você tentar refutar alguém, refute a TESE CENTRAL dessa pessoa. Dar mais exemplos para endossar o que eu disse não está te ajudando.

        Não quero ver seus truques retóricos.

        Quero que você mostre que a retirada dos simbolos religiosos NÃO TRAZ benefícios ao humanismo. Se mostrar que não, você me refuta.

        O máximo que você faz é dar explicações alternativas para tentar JUSTIFICAR o benefício dado ao humanismo.

        Assim fica fácil para mim.

      • Estado laico é o mesmo que não interferência em questões religiosas.

        Então você considera errado, por exemplo, quando o estado interfere em religiões que fazem sacrificios, como por exemplo matar um animal ou até um ser humano? Esse tipo de ritual faz parte da cultura tambem.

      • A prática de uma religião não permite que alguém cometa um crime, portanto o crime existe INDEPENDENTE da religião que a pessoa é. Punir alguém por cometer um crime, mesmo que sua religião diga que é correto, é uma PRÁTICA DO ESTADO LAICO.

        Proibir que em uma escola pública uma criança não religiosa seja obrigada a rezar é PRÁTICA DO ESTADO LAICO.

        Se a luta é para proibir ensino religioso em escolas públicas, eu apoiaria completamente.

        Mas se a luta é para tirar os símbolos das repartições, a pedido de humanistas, o HUMANISMO será beneficiado politicamente, e isso vai contra o estado laico.

    • Ok, vou conceder quanto à “figura de linguagem”, apesar de você ter dado a entender que era professor com o “minha sala de aula”.

      Quanto a ser desnecessário e a eu só querer desmerecer pessoas, discordo quanto ao primeiro (porque é questão de opinião) e considero que você está errado quanto ao segundo (porque não é questão de opinião). Acho, sim, necessário ao extremo desnudar e expor ao ridículo os militantes neo-ateístas, pelos mesmos motivos do autor do blog. Então, não vou repetir argumentos.

      Quanto ao segundo ponto (“desmerecer pessoas”), me desculpe, mas a guerra aqui está longe de ser apenas ideológica: é cultural e, sobretudo, política, travada no campo político. Então, não vou me ater à discussão das idéias, partindo para desconstrução apenas do argumento teorético. Como o Luciano já demonstrou inúmeras vezes, inclusive na presente discussão com você, refutar as idéias está longe de ser difícil. Ele o fazcom imenso êxito. Só que, sendo a guerra política, ela não se resume ao campo das idéias e vai à seara das reputações. Para vencer o adversário político, não basta desconstruir suas idéias, é preciso desmistificar sua imagem e torpedear sua reputação. É o jogo, e apenas há jogadores que o jogam com ou sem ética (e, a História nos mostra, neste último grupo costumam estar os esquerdistas).

      Pensando que você era professor, era importante demonstrar o quanto o ensino superior, hoje um dos meios mais refratários ao teísmo, teve origem em instituições e obras de uma religião organizada. Ou seja, o quanto os acadêmicos ateístas de hoje devem aos teístas de ontem. Não com o fim de “desmerecer”, mas destituí-lo da autoridade moral e da aura de “sou a favor da razão”. Recomendo que leia mais este blog e aprenda que quebrar o controle de frame realizado pelo adversário não é desmerecê-lo.

  4. Luciano, tive um grande discussão com uma orda de laicistas sobre o tema dos crucifixos. Gostaria de te poder enviá-la na íntegra, afinal vc é um dos meus inspiradores nesta batalha!

    rs!

    Grande abraço.

  5. Deveríamos nos preocupar com o remover não o “Deus Seja Louvado” das cédulas de dinheiro, e sim o dístico “CAOS E RETROCESSO” da bandeira brasileira 🙂 É sério, Luciano, “Ordem e Progresso” era o grande mantra do Auguste Comte e de sua Igrejola Positivista 😛 Segundo o professor Roberto Romano da UNICAMP, as lideranças dos conspiradores republicanos incluíam um bizarro grupo de “kardecistas positivistas” O_o Esse grupo nitidamente racista tratou de “branquear” as representações brasileiras no exterior, e também foi o responsável pela implantação do voto obrigatório — a idéia original era “ninguém vai poder votar, exceto os membros da auto-escolhida elite intelectual” 😉 , e como o plano A fracassou, executaram o plano B (“se todos podem votar, então que todos sejam obrigados a votar”) ¬¬

    • Porra… BEM LEMBRADO!

      Se é para tirar os símbolos das repartições públicas, os humanistas topariam tirar o “ordem e progresso” da bandeira? rs.

      Claro que não vão topar.

  6. “O Estado secular deve garantir e proteger a liberdade religiosa de cada cidadão. Um Estado secular evita que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. O estado secular se difere do estado ateu – como era a extinta URSS – porque no último o estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa.

    Entretanto, vale ressaltar que um Estado Secular não implica a eliminação da religião. Pelo contrário, o Estado Laico deve garantir a liberdade religiosa e, deste modo, respeitar os traços religiosos que já se tornaram parte da cultura e da tradição do povo. A fé é um direito natural inalienável ao ser humano e não se relaciona com a noção de Estado.”

    Qual a dificuldade de se entender isso? Conheço seguidores de religiões minoritárias que também contestam o uso de símbolos cristãos pelo Estado. Por que essa obsessão com o Humanismo?

    Não pertenço a nenhuma corrente ou partido e apóio a exclusão do dístico “Ordem e Progresso” da bandeira, assim como quaisquer menções a Deus ou a uma religião específica em cédulas, leis e edifícios públicos. Até vejo os velhinhos conservadores falando: “Tiraram o Ordem e Progresso, vão colocar o que agora? Anarquia? Desordem? Baderna? Ditadura gayzista?”.

    • Qual a dificuldade de se entender isso? Conheço seguidores de religiões minoritárias que também contestam o uso de símbolos cristãos pelo Estado. Por que essa obsessão com o Humanismo?

      O fato é que o humanismo tem sido o promotor de idéias com essência anti-cristã. Enquanto isso, nada fazem em relação ao símbolo da justiça, que é baseado em uma deusa grega. Notoram o favorecimento?

      Não pertenço a nenhuma corrente ou partido e apóio a exclusão do dístico “Ordem e Progresso” da bandeira, assim como quaisquer menções a Deus ou a uma religião específica em cédulas, leis e edifícios públicos. Até vejo os velhinhos conservadores falando: “Tiraram o Ordem e Progresso, vão colocar o que agora? Anarquia? Desordem? Baderna? Ditadura gayzista?”.

      Não dá para não pertencer a nenhuma corrente ideológica, se for o caso de esquerda ou direita. As questões em disputa são dilemas, e portanto não há opções de neutralidade.

      Aliás, a tentativa de citar os “velhinhos conservadores” mostrou já o teu lado no embate.

      Quem questionou o motivo da não retirada do lema “Ordem e Progresso” foi um conservador, não um esquerdista. O lema “ordem e progresso” é um lema positivista, de orientação esquerdista.

      Só falta você dizer que posivitismo é de direita hehehehe.

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