O conservador cético como um denunciador de rotinas

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Essa é a melhor cena do terceiro episódio da temporada 2 do seriado Dexter.

Dexter, com os aficcionados já devem saber, é um psicopata que opta por descarregar seu instinto assassino contra outros psicopatas.

Opa, será que tem uma metáfora que serve para este site? No caso, um incréu que joga todo o seu ceticismo contra falsos incréus.

Seja lá como for, nessa cena um psicopata que matou várias mulheres está preso à uma mesa. O sujeito trabalha como vendedor em uma loja de carros e usa a sedução (e um sem número de mentiras) para atrair a mulherada. Dexter, ao planejar a morte dele, investigou toda sua vida, e descobriu que o vendedor de carros é um farsante por completo. Mesmo assim, o sujeito tenta se safar com uma sequência de mentiras, o que deixa Dexter impressionado.

Tecnicamente, é a mesma sensação que sinto ao debater com os esquerdistas, pois o que vejo é sempre a mudança de rotinas (truques) com uma rapidez impressionante.

Basta uma rotina ser refutada, que veremos aparecer a seguinte, em uma sequência sempre impressionante de mentiras.

Recomendo prestarem atenção ao próximo debate que tiverem com um esquerdista, e tente mapear este comportamento.

Com certeza, sua perspectiva de debates com eles será diferente.

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1 COMMENT

  1. Outro excelente post, LH!

    O único acréscimo que faço, lembrando o que você mesmo já postou, é que a vantagem estratégica do conservador cético é que o foco deste é vencer o debate TENDO razão. Se ambos duelarem com técnica (tentando, ao mesmo tempo, controlar o frame e impedir que o outro o controle), desmascarando rotinas, falácias e estratagemas erísticos, a atenção da platéia se desloca para o MÉRITO. E, se o conservador cético já não tiver sido vitorioso antes, nesse ponto será.

    OFF total: não sei se já tinha visto; tio Morgan mandou MUITO!

    http://www.youtube.com/watch?v=BOvQnvwbJXw&feature=player_embedded

    É isto!
    “I’m gonna stop calling you a WHITE man. And I’m gonna ask you to stop calling me a BLACK man”.
    Pronto! Basta chamarem-se “A MAN”. É só ver o outro na inteireza de sua individualidade, não como uma peça integrante de uma coletivização abstrata qualquer. E aí acabou tudo: racialismo, gayzismo, feminismo, “coitadismos” diversos… todos têm a sua natureza de construção ideológica desnudada.

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