A nova filosofia: marketing, simplificações e truques

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Há uma distinção que faço entre filosofia e nova filosofia, e o contexto que utilizo é bem diferente daquele utilizado por John Donne, poeta inglês do século XVII:

E a nova filosofia coloca tudo em duvida,
O elemento fogo e deixado de lado,
O sol esta perdido , e tambem a Terra
E nenhuma sabedoria humana e capaz de guiar essa brisa,
E livremente os homens confessam que este mundo se esgotou,
Quando procuram nos planetas e no firmamento tanta novidade
veem que tudo esta de novo pulverizado em atomos,
Tudo em pedaços, toda coerencia se perdeu.

O que chamarei de nova filosofia aqui é algo totalmente diferente daquilo a que Donne se refere.

Para mim, a nova filosofia é um conjunto de sistemas filosóficos que surgiram a partir da renascença, momento no qual a tradição filosófica de busca da verdade é substituída por “filosofias self-service”, que em muitos casos não passam de simplificações, sistemas pré-fabricados com objetivos excusos (como os sistemas de pensamento da esquerda) e até mesmo trucagens, pura e simplesmente.

A partir de um dado momento histórico, muitos pensadores decidiram não mais escrever  pensando no “saber”, mas em obter resultados. Podemos até suspeitar que eram escritos feitos por encomenda por pessoas com objetivos politicos. Ou mesmo alguns desses próprios escritores poderiam ter tais tipos de objetivos, por pertencerem, em muitos casos, à aristocracia.

Eu não quero dizer que TODA a filosofia produzida antes da Renascença era isenta desses males. O epicurismo (surgido antes de Cristo), por exemplo, era simplesmente um sistema filosófico que buscava valorizar o hedonismo a partir de uma série de afirmações absurdas.

Eu também não quero dizer que TODA a filosofia antiga que não tenha caído na mesma vala em que o epicurismo seja VERDADEIRA em seus postulados. Na verdade, sempre existiram afirmações absurdas, e em alguns casos elas foram refutadas posteriormente.

Mas a DIFERENÇA entre a filosofia tradicional e a nova filosofia é que no primeiro caso havia a BUSCA da verdade, na maioria dos casos, e no segundo caso temos recursos convenientes, junto com trucagens, a serem utilizados para obter benefício político. Nada mais que isso.

Em mais uma objeção a ser tratada, também não digo que TODA filosofia feita a partir da Renascença cai na mesma vala. O método popperiano, que deu sustentação ao método científico, não pode ser chamado de truque feito por um picareta, de jeito algum, mesmo que posteriormente algumas afirmações popperianas esquerdistas não passem de nova filosofia.

O que deve ficar bem claro é que a nova filosofia abarca um estilo moderno de se fazer “filosofia”, mas isso não significa que todo material produzido a partir da Renascença caia neste perfil.

É mais ou menos como a música eletrônica. Há um período em que a música eletrônica surgiu, mas isso não significa que toda música a partir daí seja eletrônica, mesmo que o componente eletrônico seja uma constante em GRANDE PARTE da música produzida a partir desse momento.

Vamos dar nomes aos bois. O que pode ser chamado de “nova filosofia”? Sistemas de pensamento como racionalismo, marxismo, positivismo, humanismo, gramscismo, assim como a maioria do material de Kant, Voltaire, Rousseau, Adorno, Foucault, Derrida, Horkheimer, etc.

Há uma teoria para explicar como isso ocorreu.

Por mais que existissem sistemas de pensamento focados na busca da verdade, eles não faziam muito para modificar o status quo, principalmente em um momento em que muitas pessoas se sentiam subjugadas por uma monarquia que cobrava impostos altíssimos e ainda assim cometia barbáries contra o seu povo. Para piorar, essa monarquia era apoiada pela Igreja Católica.

Um exemplo de nova filosofia, iluminismo, foi  útil para derrubar a monarquia, através de uma série de recursos psicológicos, como a rotina Dono da Razão. Basicamente, os autores usavam o truque do racionalismo, baseado em fingir, por repetição, que se está “do lado da razão”, enquanto o oponente não está.

Os adversários, ao invés de mapearem e denunciarem o truque, caíram nele, e respondiam com coisas como: “A razão não pode resolver tudo”.  O truque do racionalismo era, portanto, um truque de marketing, que sempre funcionou a favor daqueles que o utilizavam.

Com isso, conseguiram obter o efeito psicológico que esse truque podia prover (colocar o oponente na espiral do silêncio), e derrubaram a monarquia.

Tecnicamente, o resultado inicial foi bom, pois eu não gostaria que a monarquia continuasse. O problema é que os truques continuaram a ser usados pelos esquerdistas, para, depois da queda da monarquia, implantar novas formas de poder, como a “ditadura do proletariado” ou “estado de bem estar social”.

A lógica é simples: para um mágico, a partir do momento em que um truque funciona, ele continuará a utilizá-lo até que o truque não mais funcione.

Como muitos pensaram que a nova filosofia era algo a ser levado a sério academicamente, os truques embutidos nesses sistemas de pensamento raramente eram investigados como tais: truques, ressignificações, alegações absurdas, simplificações pífias e daí por diante.

Qual a proposta para lidar com isso? Simples: aplicar o ceticismo de forma enérgica, especialmente o ceticismo político.

Eu sugiro não mais tratar QUALQUER adepto da nova filosofia como alguém com quem se debate dialeticamente, mas sim alguém a ter seus argumentos investigados, da mesma forma que investigamos um alegador da leitura na borra do café.

Note que um paranormal tem uma série de alegações que, se aceitas, resultariam em impactos em como visualizarmos a natureza. Há uma diferença no que chamamos de real se aceitarmos que é possível prever o futuro na leitura da borra de café. Logo, questionamos essa alegação. E da mesma forma temos que questionar todas as alegações surgidas da nova filosofia.

O que proponho é que não precisamos do rigor formal com que tratamos a filosofia do passado, pois antes o objetivo era buscar a verdade, através de construções muitas vezes complexas. Após a Renascença, o que importa para a nova filosofia é implantar truques e exercer manipulações psicológicas. Por isso, poupamos tempo convertendo tudo em alegação, que e, como tais, devem ser testadas.

Ué, muitos deles não defendem o “racionalismo”? Então que tenham suas alegações submetidas à empiria e à razão.

Se hegelianos afirmam que a “tese, antítese e síntese” resolverão o problema para criar o “mundo racional”, onde cada um “se vê no outro”, que provem isso. Os genocídios da Rússia, China e Alemanha Nazista provaram exatamente o contrário.

Se Rousseau defende que o “homem nasce bom, a sociedade o corrompe”, que seus adeptos tragam evidências científicas disso. Pelo que se nota na psicologia evolutiva, vemos exatamente o oposto do que Rousseau alegou.

E assim, sucessivamente, o que deve ser feito, é o escrutínio cético e assertivo de tudo que esses sujeitos alegam.

A nova filosofia foi útil no passado, ao ajudar a derrubar a monarquia. Também foi útil ao ajudar-nos a implementar os princípios do capitalismo, responsável pelo sucesso da civilização ocidental. Mas muitos dos benefícios pararam por aí.

De resto, a nova filosofia, utilizada marotamente, trouxe aumentos assustadores de impostos (ou seja, a recuperação do status quo dos poderosos – se antes tínhamos a monarquia, agora temos os burocratas), aumento da criminalidade e consequente impunidade, além de totalitarismos mais radicais e violentos do que qualquer monarquia do passado.

São motivos de sobra para tornar a nova filosofia objeto do ceticismo.

Sei que pode parecer até petulante, principalmente para adeptos de estudos da filosofia que gostem da nova filosofia, mas porque alegações absurdas devem ficar livres de questionamento? Somente por que foram embutidas dentro de supostos sistemas filosóficos?

Não vejo desta maneira. Uma alegação é uma alegação, e portanto deve ser colocada sob extenso ceticismo, especialmente quando as consequências da aceitação desta alegação são perigosas.

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43 COMMENTS

  1. “A nova filosofia foi útil no passado, ao ajudar a derrubar a monarquia.”

    – Eis um comentário hegeliano! E o pior, o autor nem se deu conta da gafe dialética que cometeu! Afirmar que algo foi bom na passado e agora não é mais siginifica que a história comporta momentos que são condição de possibilidade para outros, que por sua vez o superam nas condições internas, tais como a liberdade. Marx e Hegel adorariam esta tua afirmação, diriam inclusive que você está dando continuidade a obra deles! uma vez que busca explicitar as limitações dos pensamentos de outrora em forma de crítica! buscando novos significados(inclusive práticos!) para o pensamento anterior dando assim o testemunho de que existe uma história do pensamento que comporta momentos diferentes de esclarecimento!

    – Muito interessante este teu lado hegeliano!

    • Mais um equívoco teu. Dizer que algo foi “útil” para uma finalidade específica não implica em algo ser “bom” em termos morais. Simplesmente foi dito que se a monarquia era algo que consideramos inadequado, um discurso foi utilizado para derrubá-la. E “funcionou”. Alias, eu não sei se “Marx e Hegel adorariam” minha afirmação, pois ela refuta toda as esperanças deles. Na verdade, a crença na ausência de limitação do ser humano é derrubada pelo darwinismo, o qual é tomado como paradigma de minha análise. Portanto, todo o idealismo de Hegel é lançado na mesma vala em que lançamos a quiromancia.

      Portanto, você se empolgou demais e buscou significados no que eu escrevi que são opostos ao que você entendeu.

      Sua tentativa de desconstrucionismo não funcionou aqui.

      • Mas o fato, já diria Hegel, de eu saber minha limitação já me coloca numa situação superior a ela. Basta saber qual a limitação que me atinge e eu não sei ainda. O desenvolvimento da História mostra isso, cada vez mais a ciência nos oferece nossas limitações, mas de posse desse saber, já nos encontramos noutra relação com elas….Hegel, puro e simples!

      • Mais uma bobagem hegeliana, como tudo só poderia vir da “nova filosofia”. Alguém só se colocaria em uma posição de superioridade em relação à limitação SE TIVER CONDIÇÕES de se colocar nessa posição. Ou seja, muitas vezes saber dessa limitação não provocará efeito algum. Além do mais as tais “limitações” podem ser definidas como úteis para o seu adepto de acordo com a conveniência de cada um. Exemplo: saber a origem do territorialismo na espécie humana. Poderia ser útil para o ser humano “se conscientizar” e então lutar contra isso, e enfim criar “o mundo justo”. Mas da mesma forma pode ser útil para o ser humano se aprofundar no totalitarismo de vez. Se sabemos as restrições biológicas do ser humano, também já sabemos os finais das histórias. Enfim, Hegel era um sonhador ingênuo, mas sua ideologia era perigosa e genocida.

      • Na verdade, a crença na ausência de limitação do ser humano é derrubada pelo darwinismo, o qual é tomado como paradigma de minha análise. Portanto, todo o idealismo de Hegel é lançado na mesma vala em que lançamos a quiromancia.

        – Fale mais sobre isso. Mostre trechos da obra de DArwin que derrubam as teses hegelianas? Coisas concretas…..ah! mas para isso você terá de estudar Hegel…pois a única coisa que vi foi uma citação fora de contexto! Assim não dá! Assim não tem seriedade! Ganhar no grito não vale!

        Mostre trechos da obra de Darwin, passagens, citações….você é capaz?

      • Basta estudarmos a obra de Darwin para sabermos que não geramos “mutações” do dia para a noite. Não somos seres humanos biologicamene diferentes de 2.000 anos atrás. Apenas temos mais tecnologia, que usamos para a nossa conveniência, e não “para obter liberdade”. Enfim, qualquer fuga dessa constatação é uma esperança totalmente desalinhada com a análise darwinista que coloca o ser humano como apenas mais uma espécie animal, que não pode fugir de suas contingências (seus instintos, especialmente).

      • Dizer que algo foi “útil” para uma finalidade específica não implica em algo ser “bom” em termos morais.

        – significa sim. A expressão útil dentro do contexto utilizado por você denota isso…

      • Atenção para o truque dele. Agora dizer que algo é “útil” em algum contexto significa o mesmo que fazer juízo de valor em termos morais a respeito disso. Como eu disse: não dá para tratar “nova filosofia” e seus seguidores senão com o escrutínio cético. 🙂

      • Portanto, todo o idealismo de Hegel é lançado na mesma vala em que lançamos a quiromancia.

        – não vi as premissas, só a conclusão……falácia?

      • Se a alegação de Hegel tem tanta valia quanto a leitura na borra do café, basta expor as semelhanças em termos de ausência de provas, e comparar. Só isso. não ocorreu falácia. Sei que adeptos da “nova filosofia” ficam magoados, mas se há alegações hegelianas, estas tem que ser provadas ou não.

      • Mais um equívoco teu. Dizer que algo foi “útil” para uma finalidade específica não implica em algo ser “bom” em termos morais.

        – Mas onde eu disse que você fez isso? Onde eu confundi as ordens? Acho que é você quem está tentando mudar o sentido do afirmado!

      • Espera uma coisa então. Se uma arma é “útil” para matar um criminoso, mas também pode ser perigosa se usada pelo criminoso para matar um cidadão (na mesma medida em que o iluminismo foi “útil” para derrubar a monarquia, mas também forneceu o protótipo para as religiões políticas que implementaram genocídios), no que isso valida Hegel e/ou Marx?

      • “Basta estudarmos a obra de Darwin para sabermos que não geramos “mutações” do dia para a noite. Não somos seres humanos biologicamene diferentes de 2.000 anos atrás. Apenas temos mais tecnologia, que usamos para a nossa conveniência, e não “para obter liberdade”. Enfim, qualquer fuga dessa constatação é uma esperança totalmente desalinhada com a análise darwinista que coloca o ser humano como apenas mais uma espécie animal, que não pode fugir de suas contingências (seus instintos, especialmente).”

        – Pois bem, qual capítulo? Trecho? página? Responder “a obra de Darwin” não é resposta! Me diga, onde ele fala dos instintos humanos? Onde? Onde? Qual capítulo? Página? Onde há uma proposição protocolar que expresse logicamente esta tua conclusão? Onde?

        – Você não compreendeu o significado da tecnologia para a existência humana…A clonagem, os drogas, por um acaso, isso tudo não representa uma situação de liberdade com relação ao mundo? Um sujeito tal que nasce com uma síndrome x, mas que a tecnologia permite um implante y que neutraliza os efeitos de tal síndrome, em termos práticos, não se livrou de tal condição? é isso que Hegel quer te mostrar! O saber nos liberta pois nos dá a chance de não errarmos naquilo que sabemos! Claro, o problema da filosofia dele, problema para mim, porque para muitos outros não é, é que haverá um momento em que todo o saber possível estará disponivel. Mas ele não disse que será dentro da sociedade x ou y….nem que nós humanos, tal como somos, seremos os detentores(inclusive, existe uma teoria muito interessante que diz que a tecnologia pode se expandir sem a ajuda dos humanos)….Se você, com um saber x, vier e derrubar a tese dele pluft! não derrubará! pois estará consumando a própria tese de Hegel no que se refere ao desenvolvimento do conhecimento, você nos livrará dele, racionalmente!, e aumentará o conhecimento que o homem tem de si próprio e do mundo, estabelecendo a possibilidade de uma “melhor adaptação ao ambiente” entendeu? Não tem como ganhar dele! Por isso Schpenhauer disse que de um hegeliano só se ganha na porrada!

      • Juliano

        Pois bem, qual capítulo? Trecho? página? Responder “a obra de Darwin” não é resposta! Me diga, onde ele fala dos instintos humanos? Onde? Onde? Qual capítulo? Página? Onde há uma proposição protocolar que expresse logicamente esta tua conclusão? Onde?

        Perguntar sobre evidências de que Darwin fala do instinto humano é o mesmo que pedir para provar que a Bíblia fala de Deus. No mínimo, você está de palhaçada.

        Mas vou te recomendar um livro de fácil leitura, 100% baseado em Darwin, que facilita ainda mais o estudo sobre o instinto humano. Não é nada complexo sobre Darwin. Tente…

        http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=instinto+humano&tipo_pesq=&tipo_pesq_new_value=false&tkn=0

        Você não compreendeu o significado da tecnologia para a existência humana…A clonagem, os drogas, por um acaso, isso tudo não representa uma situação de liberdade com relação ao mundo? Um sujeito tal que nasce com uma síndrome x, mas que a tecnologia permite um implante y que neutraliza os efeitos de tal síndrome, em termos práticos, não se livrou de tal condição? é isso que Hegel quer te mostrar! O saber nos liberta pois nos dá a chance de não errarmos naquilo que sabemos!

        Quanta bobagem.

        Hegel não é só isso.

        Por exemplo, um sujeito tem uma lança e portanto mata um animal predador. Logo, “está liberto” do animal predador. Mas para isso não é preciso de Hegel, basta observarmos os fatos.

        A teoria de Hegel é MUITO MAIS do que isso. O foco dela é na ampliação dessa constatação, para, como se fosse em um efeito de expansão cósmica, isso se multiplicasse de forma inexorável para a “criação do mundo de plena racionalidade”. Uma besteira sem fim.

        O saber, especialmente aquele tecnológico, é uma ferramenta que é util para resolver problemas. Isso pode incluir inclusive melhorar a sociedade como destruir sociedades inteiras através da tecnologia e morte. Não tem nada a ver com “busca de liberdade” e tolices piegas assim.

        Claro, o problema da filosofia dele, problema para mim, porque para muitos outros não é, é que haverá um momento em que todo o saber possível estará disponivel. Mas ele não disse que será dentro da sociedade x ou y….nem que nós humanos, tal como somos, seremos os detentores(inclusive, existe uma teoria muito interessante que diz que a tecnologia pode se expandir sem a ajuda dos humanos)….

        Se Hegel não disse que será dentro da sociedade X ou Y, isso é o mapeamento de um recurso da esquerda.

        http://lucianoayan.com/2012/01/25/estrategia-de-esquerda-situacao-futura-projetada-intencionalmente-vaga/

        O truque “nós humanos, tal como somos” também já é apenas a tentativa de dar a esperança de que “temos que evoluir para um estágio superior”, mais uma esperança boba e nem um pouco científica.

        A questão de “tecnologia se expandir sem a ajuda dos humanos” é legal no cinema, como na série “Exterminador do Futuro”.

        Entende que Hegel não é nada mais que uma religião política que depende de um SALTO DE FÉ para ser aceita?

        Se você, com um saber x, vier e derrubar a tese dele pluft! não derrubará! pois estará consumando a própria tese de Hegel no que se refere ao desenvolvimento do conhecimento, você nos livrará dele, racionalmente!, e aumentará o conhecimento que o homem tem de si próprio e do mundo, estabelecendo a possibilidade de uma “melhor adaptação ao ambiente” entendeu? Não tem como ganhar dele! Por isso Schpenhauer disse que de um hegeliano só se ganha na porrada!

        Besteira total!

        Mesmo que qualquer coisa seja refutada, isso não significa que “seremos livres dessa coisa”, pois os seres humanos escolhem suas crenças POR CONVENIÊNCIA. Ou por DOUTRINAÇÃO, como no teu caso.

        E refutar Hegel não significa “validar Hegel”, na verdade isso é o próprio ceticismo. Não tem nada de Hegel aqui.

        O truque aqui é o seguinte: “Você me refuta e me valida!”, mas sabemos que não há nada disso em Hegel.

        Na verdade, é fácil ganhar de um hegeliano. Basta ele pedir a comprovação de que o “mundo prometido por Hegel” virá. Pedir datas e evidências. Mas como ele próprio usou o truque da situação futura propositalmente vaga, nota-se que a coisa fica feia para o hegeliano…

    • Na verdade, é fácil ganhar de um hegeliano. Basta ele pedir a comprovação de que o “mundo prometido por Hegel” virá. Pedir datas e evidências. Mas como ele próprio usou o truque da situação futura propositalmente vaga, nota-se que a coisa fica feia para o hegeliano…

      – Logicamente ele te dará! Cientificamente, não. Mas como ele era filósofo…….

  2. “Os adversários, ao invés de mapearem e denunciarem o truque, caíram nele, e respondiam com coisas como: “A razão não pode resolver tudo”. O truque do racionalismo era, portanto, um truque de marketing, que sempre funcionou a favor daqueles que o utilizavam.”

    – Dê um exemplo de um diálogo ou discussão (fonte historiográfica!) que comporta esta tua afirmação, é possível? Como você sabe que era assim que se procediam os diálogos? Qual artigo cientifico suporta esta tua afirmação?

    – Ou você imagina que era assim…..? Para tua pseudoteoria funcionar….

    • Se alguém alega “ser da razão, mas o oponente é oposto”, mas não comprova que é da razão, temos que analisar o contexto histórico e saber que esse tipo de discurso tem que possui um “cui bono” em termos biológicos. Vendo a forma como o discurso sempre foi usado na história recente (para obter o poder e nada mais), e notando que isso também serviu para dar poder aos inimigos da monarquia, rastreamos o “vested interest”, como nos manda a auditoria.

      Ora, se alguém alega algo tão insistentemente (“sou da razão, sou da razão”), é preciso existir uma explicação para tamanho dispendio de energia. 🙂

      Enfim, não dá para fugir do fato de que a rotina “Dono da Razão” tem um motivo específico: obter vantagem política. A verdade pode ser dolorida para hegelianos, mas é verdade.

      Não dá para diferenciar este truque da leitura na borra do café.

      Também estudamos a origem dos charlatanismos sem fazer viagens do tempo para ir lá saber o que aconteceu quando inventaram rituais em tribos indígenas.

      • Como sempre você não respondeu aos meus questionamentos. Pedi para você trechos, citações, material de consulta, e….nada! Me mostre algo, além da tua imaginação, que comprove o que está falando. Quais as fontes? Seriedade meu amigo…você consegue!

      • Mas para que eu precisava citar algo se a SUA PRÓPRIA CONFISSÃO do que Hegel fazia já confirmou tudo o que eu disse? Foi você declarou que o “conhecimento cumulativo levaria a cada vez mais liberdade, SEGUNDO Hegel”.

        Aprenda uma coisa. Se um auditor consegue uma prova direito do investigado (no caso o adorador de Hegel, você), eu já tenho causa ganha aqui.

  3. Se hegelianos afirmam que a “tese, antítese e síntese” resolverão o problema para criar o “mundo racional”, onde cada um “se vê no outro”, que provem isso. Os genocídios da Rússia, China e Alemanha Nazista provaram exatamente o contrário.

    – Este é um truque muito comum na filosofia e na ciencia atualemnte, consiste em criar uma realidade para que a teoria tenha eficácia. MAs nos diga: Qual hegeliano? Em qual livro? em que época? Onde você buscou esta afirmação? Num jornal, numa revista da época? Num trecho de um livro? Onde?

    – ou você IMAGINA que esse foi o caso…

    • O próprio Hegel afirmava o seguinte: “”A história universal nada mais é do que a manifestação da razão”. Todos os seus escritos, especialmente a Fenomenologia do Espírito, fala da alegada história do Espírito universal se desenvolvendo em etapas sucessivas para ter, ao final, a plena posse e consciência de si mesmo. A partir daí, o ser humano se “veria” nos outros, e então não existiriam mais disparidades entre os seres humanos. O truque de hegel era afirmar que isso “seria alcançado pela razão”.

      Como se nota, a história nos mostrou o oposto, com o ser humano mantendo seu gregarismo, exacerbado em periodos de crise, como o visto nos genocídos da Rússia e Alemanha Nazista.

      Como se nota, o hegelianismo é a doutrina do idealismo humanista em essência, da esperança cega no ser humano, uma esperança enganadora, que deve ser submetida ao escrutínio cético tal qual submetemos a leitura na borra do café.

      • Esse é uma redução impressionante da obra dele, daquelas do tipo que se encontram em manuais escolares. Quando Hegel fala da história universal ele se refere não somente aos feitos pollíticos, mas ao engenho humano. Da racionalidade surgiu o abstrato, que se efetivou na tecnologia, por exemplo. O menos 1 não existe na natureza, só na racionalidade humana, mas sem considerar este elemento, o menos 1, por exemplo, não seria possível um controle remoto, uma tela de Led etc…A racionalidade humana age no puro natural e dá a ele novas configurações, como por exemplo um túnel onde havia um morro. É isto que ele tem em mente, ou seja, que a racionalidade conduz o ser do homem em direção a situações que contemplam cada vez mais a liberdade. Note, por exemplo, os direitos civis. Hoje eles são muito mais numerosos e efeicazes do que na revolução francesa, por exemplo. A propria produção de bens, hoje é muito maior, etc. Esta tua explicação está muito simplista, pois a obra dele possui momentos distintos, onde esta frase, retirada do contexto por você para que tua critica seja eficaz, encontra muitos outros exemplos históricos que a validam.
        Em todo caso, não gosto da teleologia forte da dialética hegeliana, coisa similar ao cristianismo. Mas Hegel não pode se livrar dela….

      • Juliano, você começou até bem. Até enganaria os mais ingênuos. Começou com um truque emocionante, tentando enganar a platéia dizendo coisas como “da racionalidade surgiu o abstrato” e até a tentativa de dizer que “o menor 1 não existe na natureza, só na natureza humana”.

        Mas você coloca tudo a perder nessa parte abaixo, ó…

        É isto que ele tem em mente, ou seja, que a racionalidade conduz o ser do homem em direção a situações que contemplam cada vez mais a liberdade.

        Quanta besteira, quanta ingenuidade. Esse discurso só é tolerável a quem ainda não passou dos 13…

        Ora, se há “racionalidade” que provê “tecnologias e soluções”, então a tendência é “cada vez mais liberdade”. Diga isso aos prisioneiros dos gulags e campos de concentração, que foram fornecidos por “tecnologias e soluções”. Aliás, a própria bomba atômica se enquadra em “tecnologias e soluções”. Deve ter dado muita liberdade aos bombardeados em Hiroshima e Nagasaki. Como se nota, não há sentido em associação dos tempos “tecnologia” e “racionalidade” com “mais liberdade”.

        Note, por exemplo, os direitos civis. Hoje eles são muito mais numerosos e efeicazes do que na revolução francesa, por exemplo. A propria produção de bens, hoje é muito maior, etc. Esta tua explicação está muito simplista, pois a obra dele possui momentos distintos, onde esta frase, retirada do contexto por você para que tua critica seja eficaz, encontra muitos outros exemplos históricos que a validam.

        A tua explicação é que é simplista e ingênua. Os direitos civis não existem por causa de “aumento de racionalidade”, mas somente por NECESSIDADE DE CONSUMO. Um exemplo é a escravidão. Um escravo NÃO TINHA PODER DE COMPRA. Se após a queda da monarquia, era preciso de um sistema capitalista funcionando, este precisava da LIBERTAÇÃO de escravos.

        Mas basta uma crise em larga escala, como a que ocorreu na Primeira e Segunda Guerra Mundial, que todas as “liberdades” conseguidas são perdidas de novo, com a maior facilidade.

        Em todo caso, não gosto da teleologia forte da dialética hegeliana, coisa similar ao cristianismo. Mas Hegel não pode se livrar dela….

        Bastasse estudar o Darwinismo para ver que não é preciso de teleologia alguma para estudar a espécie humana e suas interações. 🙂

      • “partir daí, o ser humano se “veria” nos outros, e então não existiriam mais disparidades entre os seres humanos. O truque de hegel era afirmar que isso “seria alcançado pela razão”.

        – reducionismo barato….mostre onde esta idéia está no texto dele, onde? Mostre onde ocorriam os debates em que Hegel vencia oponentes que não conseguiam se desvencilhar da dialética dele…mostre, até agora você só acusou, e as provas?

      • Onde eu falei que Hegel fazia debates públicos? Já está fantasiando? Tudo bem que o ceticismo em relação à filosofia self-service, ou filosofia à granel, como a “nova filosofia”, pode magoar o crédulo em Hegel, mas tente esconder um pouco sua indignação, que está digna de pena.

        Entretanto, o discurso de Hegel está sendo usado por você apenas como retórica barata de botequim esquerdista. 🙂

        Seu comportamento pífio comprova meu texto.

      • “Ora, se há “racionalidade” que provê “tecnologias e soluções”, então a tendência é “cada vez mais liberdade”. Diga isso aos prisioneiros dos gulags e campos de concentração, que foram fornecidos por “tecnologias e soluções”.

        – Isso é uma resposta? Acho que não….os soviéticos eram marxistas, não hegelianos! Só para constar….

    • Sócrates foi o maior sofista de todos…nunca falou o que era a verdade, e acreditou no pórtico de Delphos quando este disse ser ele o mais sábio da grécia…porque ele não questionou o oráculo?

      • No que tem a ver alguns misticismos de Sócrates em relação ao oráculo ou Delphos em relação à validade ou não do modelo de questionamento proposto por ele?

      • Ele não honrou seu modelo de questionamento. Imagina agora se você deixar de inquirir os esquerditas, e mais, acreditar neles em determinado momento: não cairás em contradição? Foi isso, por trás da figura implacável e cética de sócrates escondia-se um crente! Nada errado com isso, até porque todos crêem em algo, mas dizer que isso é a verdadeira filosofia, aí já é demais!

      • No que existir um crente em Sócrates invalida o modelo de questionamento dele?

        Meus questionamentos à “nova filosofia” não dão a mínima para a vida particular de “filósofos” como Hegel, Marx, etc…

        Ad hominem agora?

      • “A tua explicação é que é simplista e ingênua. Os direitos civis não existem por causa de “aumento de racionalidade”, mas somente por NECESSIDADE DE CONSUMO. Um exemplo é a escravidão. Um escravo NÃO TINHA PODER DE COMPRA. Se após a queda da monarquia, era preciso de um sistema capitalista funcionando, este precisava da LIBERTAÇÃO de escravos.”

        – Engraçado, antes de refutar já diz que é ingenua, depois cita marx para explicar os direitos civis….ora, quem inventou que a economia era o “lugar” de compreensão da história? Ele, Marx! Você é marxista? Ah! uma vez disse que já tinha sido…..acho que ainda é!

      • Outra besteira. Se citamos a economia como um DOS ELEMENTOS presentes na história, não significa que “a história se resume à economia”. Como sempre, você está precipitado.

        Mas mesmo que “economia fosse o ‘lugar’ de compreensão da história” (embora eu não tenha afirmado isso), validar uma afirmação de Marx, não é o mesmo que validar a filosofia de Marx, e nem o centro da filosofia dele.

        Cuidado com o estratagema erístico de tomar a prova pela tese. 🙂

        Aqui esses truques não passarão.

      • Cara, você censurou vários comentários que eu fiz…isso não se faz….dediquei muito tempo ontem para produzir respostas para você e agora abro a página dos comentários e não vejo vários comentários que fiz…

        “Outra besteira. Se citamos a economia como um DOS ELEMENTOS presentes na história, não significa que “a história se resume à economia”. Como sempre, você está precipitado.

        Mas mesmo que “economia fosse o ‘lugar’ de compreensão da história” (embora eu não tenha afirmado isso), validar uma afirmação de Marx, não é o mesmo que validar a filosofia de Marx, e nem o centro da filosofia dele.

        Cuidado com o estratagema erístico de tomar a prova pela tese.

        Aqui esses truques não passarão.”

        – MAs foi isso que Marx fez! Quando teve que explicar determinado fato jurídico ele escolheu a economia! Você fez o mesmo! Você pode não ter afirmado isso diretamente, mas o fato de colocar a economia para explicar um fato que parece estar desvinculado dela comprova que vocês tem o mesmo pensamento sobre esta questão, ou porque estariam usando o mesmo método e chegando as mesmas conclusões caso fossem divergentes “em essência”?

      • Cara, você censurou vários comentários que eu fiz…isso não se faz….dediquei muito tempo ontem para produzir respostas para você e agora abro a página dos comentários e não vejo vários comentários que fiz…

        Eu simplesmente não publiquei comentários que tinham ofensas e/ou provocações baratas. Já avisei que aqui não é parquinho para provocações de jardim da infancia. Todos os seus posts que estejam CENTRADOS em debate, argumentação e questionamentos passaram pelo crivo. Se vier com ofensinhas, os posts não vão passar mesmo.

        MAs foi isso que Marx fez! Quando teve que explicar determinado fato jurídico ele escolheu a economia! Você fez o mesmo! Você pode não ter afirmado isso diretamente, mas o fato de colocar a economia para explicar um fato que parece estar desvinculado dela comprova que vocês tem o mesmo pensamento sobre esta questão, ou porque estariam usando o mesmo método e chegando as mesmas conclusões caso fossem divergentes “em essência”?

        Besteira total! Minha análise é focada em dinâmica social que INDEPENDE de contextos econômicos. Assim, a análise econômica é uma PARTE da análise, mas não toda. PAra Marx, era toda a análise. Só isso aí já te refuta na tentativa ingenua de dizer que estou tentando validar Marx. Na verdade, é o oposto.

        A dinâmica social, por exemplo, pode avaliar o comportamento de pessoas dentro de uma prisão, onde ninguém tem posses nem recebe salários. Pode avaliar a interação entre pessoas em um casamento (na avaliação de um casal). Enfim, nada a ver com a análise limitada de Marx.

        Mas MESMO QUE EU dissesse que “a análise econômica é a única que há” (e de novo, não disse isso), não é “isso o que Marx fez!”. Marx fez muito mais que isso. Marx tentou inserir vários truques hegelianos idealistas, com aquela teleologia de botequim (de “um dia chegaremos lá”), para forjar a crença em uma ditadura do proletariado, que seria um “estágio de transição” para o “mundo novo”. Isso é muito mais do que somente “uma análise econômica”.

        Vou ensinar ao leitor o teu truque.

        Suponha que você tentasse validar toda a Bíblia, e eu seria cético em relação a ela. Duvidando de coisas como o nascimento virginal, a ressurreição de Cristo, etc. Mas aí você leria eu dizendo que a afirmação “maldito é o homem que confia no homem” é justificada. É uma frase que está na Bíblia. Teu truque seria dizer “Mas a Bíblia é isso!”. Não, não é só isso. A Bíblia tem muito mais que isso.

        Então, aprenda.

        Hegel não é apenas entender que tese, antítese e síntese podem resultar em um novo conhecimento, que PERMITE (e não leva) a “liberdade” de pessoas que viviam sob o paradigma anterior.
        Hegel é a aplicação desta idéia para a CRIAÇÃO DE UMA COSMOVISÃO IDEALISTA, um sistema humanista de pensamento, que foca em alegações extraordinárias sobre o uso de tese, antítese e síntese, numa confusão grotesca entre uma descrição de solução de problemas corriqueiros do cotidiano com a definição de uma sociedade “justa”.
        Diferenças: solucionar problemas corriqueiros é da natureza humana, e de todas as espécies. Mas não há evidência alguma de que “criar o mundo justo” é da natureza humana.

        Tente validar Hegel agora.

    • Grande parte do marxismo é Hegel + Feuerbach.

      – como uma coisa pode se constituir de partes contraditórias? Hegel é idealista, Feuerbach materialista. Hegel crê em Deus, Feuerbach é ateu…….cara, você está muito confuso! Está chutando para tudo quanto é lado! Grande parte siginifica o quê? Você acha que os soviéticos tiveram este dois teóricos tal como um médico tem um manual de medicina, ou seja, como guia prático? Cara, você não sabe nada de história…..

      • Eu não sei se o Juliano já percebeu, mas as tentativas de me enrolar (e ao leitor) não funcionarão.

        Eu afirmei que grande parte do MARXISMO é Hegel + Feuerbach. E o sujeito tenta enganar o leitor dizendo o seguinte: “Você acha que os soviéticos tiveram este dois teóricos”.

        Mentira.

        Eu não disse que Hegel + Feuerbach eram O SISTEMA SOVIÉTICO. Repito: Eu disse que grande parte do MARXISMO era Hegel + Feuerbach.

        Obviamente, o guia dos soviéticos era o manual marxista, não o manual hegeliano e nem feuerbachiano. Repetindo pela terceira vez, para que o Juliano não se finja de desentendido: dizer que algo é igual a Marx, não é o mesmo que dizer que os inspiradores de Marx são a cartilha do guia soviético.

        Isso porque Marx fez a MISTURA de Hegel e Feuerbach. Nem sei se Hegel e Feuerbach gostariam desta mistura.

        Quanto a “uma coisa pode se constituir de partes contraditórias”, você está tentando de novo enganar a platéia fingindo que há contradição onde não existe.

        Por exemplo, Hegel é idealista, mas Feuerbach era um materialista e TAMBÉM um idealista. Materialismo não é a oposição do idealismo, mas sim o realismo.

        Aqui você já se embretou.

        Além do mais, Hegel acreditava e Deus, e Feuerbach era ateu, e daí? Eu não acredito em Deus, e Olavo de Carvalho acredita, e ambos concordamos na definição da mentalidade revolucionária.

        Sua noção de que as idéias de um ateu não podem ser mescladas com as idéias de um teísta é uma besteira sem fim.

        De novo, preste atenção nos seus truques, pois todos eles serão refutados.

        Tente outro.

  4. Que coisa, rapaz, para mim, as qualificações que você atribui à nova filosofia caem como uma luva sobre a antiga filosofia que a nova veio substituir: “filosofias” simplórias erigidas sobre metas escusas; sistemas malcosturados de idéias que só vigoraram por tanto tempo sob a proteção e o patrocínio dos regimes absolutistas e o poder e a influência da Igreja, e até mesmo trucagens, pura e simplesmente, como apelar às limitações do intelecto humano diante da infinitude da divindade, barrando o livre curso das investigações quando seus resultados colocavam em risco o arcabouço teórico elaborado para legitimar as estruturas sociais vigentes.

    Cara, vc realmente sabe do que está falando quando se põe a devanear assim sobre história da filosofia? Como é que alguém que se arroga a competência para propor uma nova interpretação sobre as forças determinantes da história da filosofia não percebe que a nova filosofia cantada por Donne é justamente o influente ceticismo de David Hume, fonte na qual beberam, entre outros, claro, Kant, os positivistas lógicos, e uma série de outros autores que vc não citou, mas que são abarcados pelo seu etc.? Como tamanha sumidade ignora que o “método popperiano” que vc subscreve (na verdade uma visão do que seja a ciência que já vinha sendo praticada há pelo menos uns três séculos, não um método novo e original) pressupõe um racionalismo crítico, ou seja, uma variante de um dos sistemas que seu método de questionamento põe sob suspeita?

    Pior do que esse post só mesmo os comentário invariavelmente elogioso que o Marcelo Rizzi sempre faz a seus mais desatinados arroubos de megalomania. Cadê ele, hein, não apareceu ainda por que?
    A propósito, aguardo ansiosamente pelo post da quinta-feira. Finalmente o Rebeldia Metafísica terá um de seus posts honrado com a implacável auditoria do covarde que se esconde atrás das personas Luciano Ayan e Snowball. Faz um ano que venho trabalhando pra isso, cara! Por que você esperou tanto tempo? Tem muito material de primeira lá, à altura de suas extraordinárias habilidades lapidadas em anos de investigação das estratégias dos militantes subversivos. Inclusive muitos artigos representativos da “nova filosofia” que vc execra. É verdade que você comentou a tradução das desculpas esfarrapadas do Dawkins para fugir do Craig, mas linkou para a republicação do BuleVoador. Poderia ter me cedido um pouco da sua audiência linkando para o RM, poxa, que que custava, um autêntico macho-alfa também demonstra sua dominância doando a seus adversários de menor estatura os recursos de que é pródigo. Vc, que “estudou as espécies a fundo”, nunca ouviu falar das cerimônias potlatch?
    Reconheço que nos últimos tempos andei baixando o nível para força-lo a mencionar explicitamente o blog no corpo de um de seus posts; até promover o gayzismo andei considerando seriamente (mas estava difícil fazer isso sem descaracterizar completamente o blog). Isso pode parecer o cúmulo do exagero; mas gnhar um espaço no horário nobre da blogosfera conservopata sim, é algo que não tem preço. Felizmente consegui alcançar meu objetivo mantendo um mínimo de dignidade.
    Até quinta, “Ayan”.

    • O que mais acho engraçado em ver na Dalila é quando ela perde toda a estribeira, baixando o nível, mostrando que meus golpes definitivamente surtiram efeito.

      Vamos ao esperneio dela…

      Que coisa, rapaz, para mim, as qualificações que você atribui à nova filosofia caem como uma luva sobre a antiga filosofia que a nova veio substituir: “filosofias” simplórias erigidas sobre metas escusas; sistemas malcosturados de idéias que só vigoraram por tanto tempo sob a proteção e o patrocínio dos regimes absolutistas e o poder e a influência da Igreja, e até mesmo trucagens, pura e simplesmente, como apelar às limitações do intelecto humano diante da infinitude da divindade, barrando o livre curso das investigações quando seus resultados colocavam em risco o arcabouço teórico elaborado para legitimar as estruturas sociais vigentes.

      A religião política realmente deixa seus fiéis enlouquecidos a ponto de nem lerem o que está escrito. Em meu texto eu cito a “nova filosofia”, mas coloco exemplos gregos que se encaixam no mesmo patamar. Portanto, nem faço idéia da “antiga filosofia” que a nova veio substituir.

      Vejamos: o que há de absolutismo no método socrático de questionamento? Ou até mesmo no estudo das quatro causas de Aristóteles? Relegar isso a “sistema malcosturado de idéias que só vigoraram por causa de regimes absolutistas” é no mínimo demência humanista, como não poderia deixar de ser.

      Na verdade, salvo em raros casos, no passado não existia a “barragem de livre curso das investigações” em termos filosóficos, isso começou a ocorrer na nova filosofia, como no exemplo do historicismo absoluto de Gramsci, ou mesmo no desconstrucionismo, recursos que Dalila ama.

      Obviamente, como tais trucagens hoje podem ser facilmente desmascaradas, resta a ela sair dizendo que esses truques, a “nova filosofia” são O CÚMULO DO SABER. Mas provar isso com argumentos, que é bom, como sempre não ocorre.

      Cara, vc realmente sabe do que está falando quando se põe a devanear assim sobre história da filosofia? Como é que alguém que se arroga a competência para propor uma nova interpretação sobre as forças determinantes da história da filosofia não percebe que a nova filosofia cantada por Donne é justamente o influente ceticismo de David Hume, fonte na qual beberam, entre outros, claro, Kant, os positivistas lógicos, e uma série de outros autores que vc não citou, mas que são abarcados pelo seu etc.?

      Aqui o truque de Dalila é o seguinte. Como Hume escreveu uma ou outra coisa que preste, como o seu método investigativo, ele passa a assumir que TUDO que Hume escreveu é automaticamente válido. Mais ainda: tudo que outros autores influenciados por PARTE da obra de Hume escreveram seria válido.

      Claro que o positivismo lógico em si não passa de uma religião política patética. Quem já leu sobre as tentativas de Saint-Simon e Comte, sabe que o positivismo é digno de risadas.

      Mas é claro que Hume tem um método interessante. Aliás, gosto de algumas coisas escritas por Hume.

      Aliás, quando Dalila escreve “não percebe que a nova filosofia cantada por Donne é justamente”, ela é que não percebeu que eu disse que a NOVA FILOSOFIA, tratada por mim, é DIFERENTE daquela abordada por Donne.

      É, estou machucando crenças que estão no sistema límbico profundo de Dalila. E ela nem consegue mais prestar atenção no que lê…

      Como tamanha sumidade ignora que o “método popperiano” que vc subscreve (na verdade uma visão do que seja a ciência que já vinha sendo praticada há pelo menos uns três séculos, não um método novo e original) pressupõe um racionalismo crítico, ou seja, uma variante de um dos sistemas que seu método de questionamento põe sob suspeita?

      haoihaoiahoahoahoahoahoha

      A sujeita confunde um método racionalista com A FILOSOFIA RACIONALISTA. Ela não percebeu que esta última é a questionada, e não o método popperiano.

      É a mesma coisa que o ceticismo. O método cético é questionado, mas o ceticismo filosófico pode ser questionado por suas alegações.

      Não que Dalila consiga perceber a diferença, é claro.

      Pior do que esse post só mesmo os comentário invariavelmente elogioso que o Marcelo Rizzi sempre faz a seus mais desatinados arroubos de megalomania. Cadê ele, hein, não apareceu ainda por que?

      A falta de dignidade de Dalila é tamanha que ela nutre raivinha por comentaristas que tenham porventura elogiado este blog. É mole? Será que os pais dela não lhe disseram que é feio partir para baixarias deste tipo?

      A propósito, aguardo ansiosamente pelo post da quinta-feira. Finalmente o Rebeldia Metafísica terá um de seus posts honrado com a implacável auditoria do covarde que se esconde atrás das personas Luciano Ayan e Snowball.

      Agora é a demência completa. Como eu sempre digo, esquerdismo é doença mental. Não bastasse ela fantasiar que eu sou o Snowball (deve estar me vendo em todos os lugares), ainda começa com xingamentos de parquinho. “Ui, seu covarde”. Que resposta eu poderia dar para isso? Chamar de “Dalila, boba e feia?”.

      Pura palhaçada.

      Faz um ano que venho trabalhando pra isso, cara! Por que você esperou tanto tempo? Tem muito material de primeira lá, à altura de suas extraordinárias habilidades lapidadas em anos de investigação das estratégias dos militantes subversivos. Inclusive muitos artigos representativos da “nova filosofia” que vc execra.

      Mande por favor o link com os melhores truques. Detalhe: Não mande coisa repetida.

      Gostaria de ver os “artigos representativos da ‘nova filosofia'”. Tecnicamente, não há muita coisa que preste que eu tenha visto lá. O Bule Voador e o Paulopes são mais divertidos, pois tem posts mais curtos e assertivos. E acaba surgindo mais quantidade de truques nesses outros dois sites sem tanta verborragia que usas.

      É verdade que você comentou a tradução das desculpas esfarrapadas do Dawkins para fugir do Craig, mas linkou para a republicação do BuleVoador. Poderia ter me cedido um pouco da sua audiência linkando para o RM, poxa, que que custava, um autêntico macho-alfa também demonstra sua dominância doando a seus adversários de menor estatura os recursos de que é pródigo. Vc, que “estudou as espécies a fundo”, nunca ouviu falar das cerimônias potlatch?

      Que raio tem a ver demonstrações alfa com cerimônias potlatch? haoihaioahoahoa…

      Toma vergonha, Dalila.

      Reconheço que nos últimos tempos andei baixando o nível para força-lo a mencionar explicitamente o blog no corpo de um de seus posts; até promover o gayzismo andei considerando seriamente (mas estava difícil fazer isso sem descaracterizar completamente o blog). Isso pode parecer o cúmulo do exagero; mas gnhar um espaço no horário nobre da blogosfera conservopata sim, é algo que não tem preço. Felizmente consegui alcançar meu objetivo mantendo um mínimo de dignidade.

      O objetivo você realmente conseguiu, mas em relação à dignidade, não, essa você não tem mais. 🙂

      • Sério que a TontasPG reclamou do cara que te elogia?
        E o “lambe saco” Bruno FAKE Almeida lá no blog dele não é nada?!
        kkkkkk

  5. Peraí, SotnasPG e o Gilmar Pereira dos Santos são a mesma pessoa? Aquele blog “Rebeldia Metafísica” é desse Gilmar… lembro dessa pessoa pela agressivida – oca, porém – de algum comentários feitos neste blog. “Dalila” é algum, ahn, “apelido carinhoso”? rsrsrs Perdi algo?

    PS: tomara que o Juliano continue postando; está divertido.

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