O caminho das pedras para a vitória política conservadora

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O áudio acima, retirado de um programa True Outspeak de Olavo de Carvalho nos idos de 2010, é uma das abordagens mais lúcidas do filósofo a respeito de como os conservadores deveriam proceder na guerra política.

Vejo hoje em dia muita lamentação conservadora a respeito de como os esquerdistas conquistaram território nas academias e dominaram a cultura. Porém, os esquerdistas fizeram a lição de casa certinho, e, após perderem na luta armada (pois o regime militar coibiu os terroristas), investiram na guerra cultural através da estratégia gramsciana. Ou seja, a luta pelas academias.

Na luta cultural no ambiente acadêmico, surgem os intelectuais orgânicos, que vão popular a mídia, os comitês de psicologia, o território artístico e o que valha. Foi exatamente o que ocorreu.

Como Olavo nos demonstra, 30 anos depois o que ocorreu? Simplesmente, o Brasil é praticamente uma ditadura de esquerda nas mãos de um estado aparelhadíssimo pelo PT. Tudo orquestrado, é claro, por uma iniciativa cultural nas universidades.

O grande drama, no entanto, é ver uma grande vontade de reação no âmago de alguns conservadores, mas ao invés de usarem a mesma estratégia, se tornam apressados. E, como o ditado já diz, apressado come cru.

Tempos atrás, fiz a implementação de uma estratégia com ênfase em riscos para uma grande organização. Entretanto, eu soube notar que o grau de maturidade que eles possuíam era baixo. Sem pressa, implementei primeiro uma cultura de coleta de informações, e depois de análises qualitativas e quantitativas. Depois disso, quase 1 ano após a primeira consultoria, foi iniciada a implementação de estratégias com ênfase em riscos, o que só foi possível pois o terreno estava preparado para isso pela cultura implementada anteriormente.

Tal qual em consultorias, a pressa e a impulsividade não são amigas de boas estratégias que realmente FUNCIONEM.

Enfim, o que cabe ao conservador que quer fazer algo para vencer os esquerdistas? Criar conteúdo na Internet, publicar blogs, duelar com esquerdistas em redes sociais de universidades (especialmente a USP), e aos poucos, ajudar a criar uma CULTURA de conservadorismo a ser difundida, em início, nas universidades.

Ou é isso ou então resta ficar se contentando com lamentação ad aeternum por causa de estratégias apressadas e impulsivas, que nunca funcionaram e tendem a fracassar de forma cada vez mais retumbante.

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