Mapeando e estudando as provocações de parquinho dos esquerdistas

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Imagine que em um dado momento do debate o seu oponente desista completamente do debate e parta para a provocação como ocorria nos tempos do jardim da infância. O que fazer? Igualá-lo (nesse caso, partindo para a baixaria), dar uma resposta assertiva, concientizar a platéia ou deixar para lá?

Como já disse várias vezes neste blog, o “deixar para lá” é o jogo dos fracos na guerra política.

O que é a provocação de parquinho? Em termos de debate, defino a provocação de parquinho como um ato em que um dos debatedores (seja escrevendo um texto, um post no Orkut, ou lançando um vídeo na Internet, enfim, qualquer dessas opções, além de outras) parte para a provocação com o único intuito de irritar e ofender a outra parte. O ganho com isso é duplo: os adeptos do lado ofensor se sentem revigorados (como em provocações típicas dos torcedores de futebol), e o outro lado se irrita, podendo perder a cabeça em sua ação política.

Um exemplo disso pôde ser visto em um vídeo do Yuri Grecco, no qual ele respondia ao seu crítico Bluesão. Yuri concluiu: “Quem é Bluesão?”.

Mas não é só nos vlogs que encontramos esse tipo de ação. Richard Dawkins, quando desafiado por William Lane Craig para um debate, disse: “isto ficaria muito bem no seu currículo, mas não tão bem assim no meu”.

Esses são exemplos claros do que podemos chamar de provocação de parquinho e, embora praticada por adultos, possui ênfase no psicológico e muitas vezes irrita o oponente que não está preparado. Conforme mostrarei aqui, a possível irritação pode surgir se você não entender o debate político como um jogo, no qual um golpe é mais efetivo quando você não percebe que está jogando. Ou seja, alguns truques psicológicos são eficientes quando o outro lado não percebe que está diante de alguém que está praticando truques intencionalmente.

A pior coisa, no entanto, é partir para a baixaria. No máximo, sempre tente responder com sarcasmo, ou invertidas.

Em relação ao exemplo de Dawkins, pode-se criar uma provocação estilosa em retorno dizendo “Se Dawkins diz que não ficaria bem no currículo dele debater com Craig, ele está certo, pois o currículo de fraudadores não fica bem quando eles encontram um auditor pela frente”.  Ou seja, sempre a resposta deve ser à altura.

Se você encarar a coisa como um jogo, não ficará irritado, e entenderá provocações da outra parte como OPORTUNIDADE de revides cada vez mais estilosos.

O que importa, claro, é evitar que a outra parte capitalize politicamente. Qualquer provocação de parquinho sem resposta resulta em pontuação para o oponente. Portanto, se você quiser adentrar ao debate político, pense em desenvolver a habilidade de responder provocações à altura.

Entretanto, a resposta à altura não é a única ação a ser feita. Se alguém é provocado primeiro, e consegue revidar com classe, está em vantagem. Isso por que o PRIMEIRO a partir para a agressão pode ser exposto para o público como aquele que perdeu a classe.

Portanto, quando você se encontrar nessa situação (em que seu oponente tiver provocado primeiro), há uma nova oportunidade, a de você conscientizar os SEUS LEITORES do que é uma provocação de parquinho. Explique ao público que o oponente precisou partir para a baixaria, e aproveite para expor os argumentos ruins da outra parte. Muito provavelmente, provocações do tipo podem surgir a partir da ausência de argumento. Logo, você pode abordar da seguinte maneira: “Pelo fato dele não ter argumentos, restou a provocação de parquinho, ao afirmar X, Y, Z…”. (Como já disse na perspectiva do triângulo para debates, neste momento você não deve satisfações ao seu oponente, mas à platéia).

Enfim, encare as provocações de seu oponente como se estive em uma espécie de jogo de esgrima, e seus debates se tornarão no mínimo mais divertidos.

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