O que tem uma provocação de Dani Bolina ao Boca Juniors com a guerra política?

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Fonte: Terra

A provocação da ex-panicat Dani Bolina, que posou para um ensaio vestindo a camisa do Corinthians e utilizando a do Boca Juniors como pano de chão, segue repercutindo na Argentina. De acordo com o jornal Clarín, o lateral direito Facundo Roncaglia já foi informado sobre a foto e disse que “essas brincadeiras dos brasileiros nos faz ferver sangue” antes da decisão da Copa Libertadores da América.

Em nota publicada em seu site sob o título de “Corinthians sobe a temperatura da revanche com Boca”, o Clarín publica a polêmica imagem de Dani Bolina e aponta que “agora (o técnico) Julio César Falcioni já tem material para motivar seus jogadores”.

Citando o ensaio da ex-panicat, o diário escreve ainda que “as brincadeiras chegaram aos olhos e ouvidos dos jogadores do Boca”. Conforme publica o jornal, Roncaglia comentou sobre o assunto em entrevista à ESPN Radio, dizendo que “essas brincadeiras do brasileiros fazem” a equipe argentina “ferver sangue”.

O atleta afirmou que ele e seus companheiros “vão sair para jogar no limite” na próxima quarta-feira, quando o Boca visita o Corinthians no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, pela partida de volta da final da Libertadores. No confronto de ida, houve empate por 1 a 1 na Bombonera, em Buenos Aires.

Roncaglia, 24 anos, marcou o único gol de sua equipe no duelo realizado na Argentina. O contrato do lateral direito terminava no último sábado, mas ele informou, segundo o diário argentino Olé, já ter assinado a “prorrogação” para reencontrar o Corinthians. Ele ainda espera, porém, que o Boca Juniors faça um “seguro” para protegê-lo de uma eventual lesão, visto que já tem “tudo acordado” – embora não assinado – para se transferir à Fiorentina, de olho na próxima temporada do futebol europeu.

Meus comentários

Se há um (único, provavelmente) aspecto no qual o ambiente futebolístico está em estágio avançado do que as demais áreas da interação humana, isto se refere ao uso das provocações adversárias.

Por exemplo, quando se vê um neo ateu provocando um religioso tradicional, a coisa geralmente fica por isso mesmo. No futebol, é exatamente o oposto. A provocação feita pelo adversário é usada DENTRO DO GRUPO PROVOCADO para criar MOTIVAÇÃO EXTRA para o revide. Chega um ponto no qual os times dizem “cuidado para não provocar o outro”.

Uma evidência do que estou falando está em outra matéria, agora do UOL, na qual o goleiro corintiano diz o seguinte: “Foi uma atitude infeliz. Agora é uma decisão, e fazer um negócio assim é incorreto. Só que hoje em dia tem tanta gente que faz isso, acham normal. É gente que quer aparecer, faz qualquer coisa para isso”.

Ou seja, no cenário político, a provocação é um mérito. Mas no cenário futebolístico, a provocação é algo do qual os supostos beneficiados querem fugir como o diabo da cruz.

Qual o enigma que existe nisso? A resposta é óbvia: no cenário futebolístico, quem recebe a provocação criou a arte de usar esta provocação para MOTIVAR OS SEUS, enquanto no cenário político isso ainda não é feito.

A lição que o futebol nos dá é evidente: a partir do momento em que criarmos a arte de GERAR MOTIVAÇÃO INTERNA a partir de provocações de oponentes, criaremos uma coesão muito maior em nosso grupo político (direita), e daremos respostas mais fulminantes aos oponentes.

Ademais, o goleiro corintiano está certo. A provocação, neste momento, só vai ajudar o adversário. Não há motivos para que no cenário político a coisa seja diferente.

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4 COMMENTS

  1. Eu não ficaria surpreso se confirmassem que essa provocação teve como autor um neo-ateu corinthiano e petista [ sim, essa espécie de animal existe, e o nome científico é “Insectus corinthianus” 😀 ]

    Não ligo pra futebol, e não sei quem vai levar essa taça, porém quero registrar que estou torcendo contra o Corinthians, afinal de contas, ver o Corinthians apanhar… isto não cansa nunca 😛

  2. Luciano, eu entendo que comparar com o futebol há um pequeno problema, pois a disputa entre a duas partes ocorre apenas entre elas e não há o jogo para conseguir adeptos na platéia. Diferente da guerra politica que é conseguir mais funcionais para a causa esquerdista.

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