(Neo) ateu mala briga por desconto em comida

9
92

Fonte: O Contorno da Sombra

Há algumas histórias tão bizarras que nem mereceriam nota de rodapé em jornal de bairro, mas que servem para expor o ridículo da “indignação” de certas pessoas chatas, que não se contentam em guardar a sua frustração de vida apenas para si, e por isso ficam arranjando motivos fúteis para importunar quem não tem nada a ver com sua tragédia pessoal.

Parece ser este o caso de John Wolff, um engenheiro eletrotécnico aposentado (e ateu) de Manheim Township, na Pennsylvania (EUA), que ficou magoadinho com um restaurante local, o Prudhomme’s Lost Cajun Kitchen.

Tudo porque o restaurante em questão oferece um desconto de 10% aos domingos à noite, mas só para quem apresenta o boletim dominical de alguma igreja ou sinagoga da região.

Sentindo-se discriminado (ou – mais provavelmente – na falta do que fazer), John Wollf apresentou uma queixa oficial à Comissão de Relações Humanas do Estado da Pennsylvania, além de ter provocado organizações ateístas a se manifestar sobre a questão.

A Freedom from Religion Foundation (“Fundação para a Liberdade da Religião”), por exemplo, não perdeu o holofote e se deu ao trabalho de emitir nota oficial dizendo que “os descontos para boletins de igreja são práticas promocionais restritivas, que favorecem os clientes religiosos e negam a clientes que não frequentam a igreja, e não-crentes, o direito a desfrutar completa e igualmente do restaurante, da loja ou outros negócios”.

Tanta coisa boa para fazer na vida, e ateus gastam energia e dinheiro para botar a boca no trombone por causa de 10% de desconto no jantar de domingo à noite num restaurante popular.

Uma das proprietárias do restaurante, Sharon Prudhomme, se defende dizendo que esta é apenas uma promoção para atrair mais clientela nos domingos à noite, assim como existem outras promoções para outros grupos sociais em outros dias da semana, e ninguém dá piti por causa disso.

Prudhomme alega também que ninguém é obrigado a ser religioso para conseguir um desconto, se estiver assim tão necessitado. Basta passar em uma das muitas igrejas e sinagogas da região e pegar um boletim de graça, na porta, sem nem precisar entrar no templo.

Depois os ateus ficam chateados quando a gente diz que eles só ficam tão revoltados por um prato de comida porque precisam cacarejar a sua amargura em praça pública. Odeiam sofrer a sua solidão.

Se ser ateu é tão bom assim, por que é que eles não conseguem ser felizes sozinhos, sem incomodar ninguém por bobagem?

Talvez porque, no fundo, eles têm uma carência mórbida de atenção…

Meus comentários

A falta de senso de ridículo de alguns neo ateus supera todos os limites. Podemos dizer que este chega a competir com o gayzista Laerte quando o cartunista queria usar o banheiro das mulheres. É assim que a coisa funciona: depois que alguns esquerdistas passam a militar, agem como se não tivessem nada a perder.

Mesmo dignos de pena e risíveis em sua argumentação, eles ainda assim são perigosos.

Aponto apenas uma falha no texto acima. Um ateu tradicional dificilmente se prestaria a papel tão ridículo. A acusação deve ser lançada aos neo ateus, e não aos ateus.

Anúncios

9 COMMENTS

  1. Investigador de Ateus

    Post 1 no Paulopes

    “Ainda bem que descobriram isto! Vou agora reclamar em toda churrascaria rodízio aqui na cidade que cobra 10 reais a menos para mulheres do que para homens!! kkkkk
    Acho que o senhor Wolff exagerou demais no xororô dele… E muitos outros também… Afinal de contas a lógica do restaurante é muito simples, qualquer um pode chegar à mesma conclusão:

    Domingo é dia de culto religioso na maioria das igrejas cristãs. Culto religioso reúne várias pessoas. Estas várias pessoas geralmente saem de seus cultos com fome… Sabendo de um desconto destes, por que não ir ao tal restaurante? Aqui não tem nada de discriminação. Ninguém fez a promoção por que religioso é melhor que ateu. A promoção existe apenas por questões comerciais.

    Por que não fazer a promoção para ateus? Ora, ateus se reúnem em algum lugar para alguma espécie de culto, sei lá? Eles saem destas reuniões com fome? Se alguém puder demonstrar que isto dá tanto retorno financeiro para um restaurante, é uma boa proposta a se fazer…

    O problema das pessoas hoje em dia é que elas não sabem o que significa discriminação.”

  2. Investigador de Ateus

    Post 2 no Paulopes:

    “Sou ateu, mas isso aí ja é mimimi….
    O restaurante é dela, ela que define quem quer como clientes, ora.”

    Post 3 no Paulopes:

    “Nonsense.
    Sou ateu e esse sujeito equivocou-se. O restaurante é um estabelecimento privado. A dona dele pode fornecer descontos para quem ela quiser conforme o critério que ela quiser. Assim como, frequenta quem quiser.
    O que não poderia ocorrer seria ela barrar a entrada e se recusar a servir pessoas de um ou outro grupo.”

    Post 4 no Paulopes:

    “Na minha (humilde) opinião, por se tratar de uma entidade PRIVADA, não acho que seja descriminação oferecer descontos para os frequentadores da missa.

    No meu ponto de vista, existe uma lógica comercial aí. A dona do restaurante está de olho nas dezenas de cristãos que vão à missa ao domingo e saem de lá com fome, portanto o desconto seria uma forma de atraí-los para seu estabelecimento e aumentar os lucros.

    Se houvesse uma faculdade próxima ao estabelecimento, ela poderia oferecer descontos apenas aos alunos que comprovarem estar devidamente matriculados. Isso também seria descriminação contra as pessoas que não são alunos? Eu acho que não.

    Acho que as vezes as pessoas confundem laicidade de Estado com a laicidade privada. Um cara pode abrir um restaurante árabe e dar descontos de 50% a todos os muçulmanos que comprovarem ter peregrinado à Meca, realizando assim o último dos “cinco pilares do Islão”.”

    Post 5 no Paulopes:

    “Ainda bem que descobriram isto! Vou agora reclamar em toda churrascaria rodízio aqui na cidade que cobra 10 reais a menos para mulheres do que para homens!! kkkkk
    Acho que o senhor Wolff exagerou demais no xororô dele… E muitos outros também… Afinal de contas a lógica do restaurante é muito simples, qualquer um pode chegar à mesma conclusão:

    Domingo é dia de culto religioso na maioria das igrejas cristãs. Culto religioso reúne várias pessoas. Estas várias pessoas geralmente saem de seus cultos com fome… Sabendo de um desconto destes, por que não ir ao tal restaurante? Aqui não tem nada de discriminação. Ninguém fez a promoção por que religioso é melhor que ateu. A promoção existe apenas por questões comerciais.

    Por que não fazer a promoção para ateus? Ora, ateus se reúnem em algum lugar para alguma espécie de culto, sei lá? Eles saem destas reuniões com fome? Se alguém puder demonstrar que isto dá tanto retorno financeiro para um restaurante, é uma boa proposta a se fazer…

    O problema das pessoas hoje em dia é que elas não sabem o que significa discriminação.”

    • Quando os próprios neo ateus condenam a atitude de um companheiro, quer dizer que a falta de noção dele foi absurda até para esse padrão… Oo

  3. Querem coisa mais esquerdoíde que tentativa de controle ideológico em cima de um estabelecimento PRIVADO e sem vínculos diretos com o Estado?

      • Fabrs,

        Em outros tempos eu discordaria de você. Mas, enquanto finalizava a tradução da Arte da Guerra Política, remodelei minha concepção e hoje concordo com você. Somente com um detalhe. Há uma diferença entre algo moralmente injustificável e politicamente justificável. Portanto, recusar a servir pessoas de qualquer grupo é moralmente justificável, mas politicamente seria uma bobagem.

        Abs,

        LH

      • Em outros tempos eu também discordava de mim mesmo nessa questão haha mas a partir do nosso debate sobre homossexualismo vs direito de propriedade deixei de ficar em dúvida e adotei a posição de defesa do direito de propriedade.

        Quanto a ser uma bobagem politicamente, não sei se entendi bem; se é no sentido de uma pessoa recusando atender a outras por picuinha política ou parar gerar capitalização, mesmo assim poderia recusar. Não cabe a outros determinar sob quais motivações o proprietário pode ou não exercer seu direito.

  4. Não é a primeira vez que escrevo isso aqui, mas as imagens escolhidas pra ilustrar os posts são hilárias… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

Deixe uma resposta