O esmagamento mental como arma para a conscientização conservadora

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Um método que considero importante, e que pode ser extremamente útil para a guerra política, envolve aumentar o número daqueles que militam ao seu lado. Para isso, é preciso realizar a conscientização daqueles que tecnicamente acreditam nos mesmos princípios que você, mas ainda não estão conscientes de que algo precisa ser feito. Mas mesmo a conscientização às vezes pode não ser o suficiente, pois alguns estão tão apegados a alguns ideais que são inclusive contraditórios com seus princípios que não aceitarão a conscientização. É aí que entra o esmagamento mental.

Sei que esta técnica pode parecer polêmica, mas agir para esmagar o orgulho de alguém que está sendo contraproducente ao manter este orgulho é algo que é feito para ajudar esta pessoa, não prejudicá-la.

Certa vez, um amigo meu passava a maior parte do tempo deprimido, pois resolveu engatilhar um romance virtual com uma garota que ficava a 2.000 quilômetros de distância. Ele só a via 2 ou 3 vezes por ano, e não demorou para ela aproveitar-se da situação (talvez tivesse até outro homem) para fazer jogos psicológicos com ele, que a cada dia ficava mais dependente desta relação, ainda que virtual. Foi quando eu lhe disse: “Em que momento você resolveu deixar de curtir a vida para iniciar um romance com uma mulher de longe? Você não acha que isso envergonhará sua família? Isso não é normal, e aos poucos você será motivo de chacota”.

O grande segredo desta abordagem é achar o ponto de “valor”  desta pessoa, e aos poucos derrubá-lo. Sim, eu sei que tem algo a ver com a hipnose erickssoniana, mas é bem mais radical. Em resumo, o objetivo é pegar um ponto do qual o “mentalmente esmagado” se orgulha, aproveitar-se desse objeto de orgulho e tratar essa pessoa de uma forma provocativa e ultrajante, fazendo com que, aos poucos, o sujeito comece a se envergonhar daquilo que ele se orgulhava. No caso do romance virtual, o sujeito deveria sentir vergonha de si próprio ao ter iniciado um romance virtual destrutivo. Antes ele se orgulhava. Até hoje ele me agradece pela ajuda. E eu nem sou psicólogo.

Veja um exemplo de um vídeo que já citei abaixo de Jayson Rosa, no qual ele se orgulha de ser servil e conivente com os neo ateus, por causa de uma interpretação específica que ele faz de seu cristianismo:

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Observe, no vídeo, que ele chega a demonstrar uma postura do rosto (olhando por cima) como se orgulhasse daquilo que está dizendo. É como se ele nos dissesse: “Vejam como sou superior. Eu ando de pescoço erguido, pois se meus oponentes ofendem, eu agradeço-os. Se eles me difamam, eu digo que eles são lindos e maravilhosos. É assim que vocês tem que agir se querem ser verdadeiros cristãos”.

O que fazer com um sujeito destes se não destruir seu orgulho?

Tecnicamente, ele é alguém que tem ORGULHO de sua postura, mas devemos tratá-lo de forma que ele fique envergonhado de agir assim. Ele não tem motivo algum de que se orgulhar, mas tem motivos para ficar corado de vergonha por ser tão ingênuo e contraproducente em relação aos seus princípios. Eu diria até que ele chega a ser mais perigoso tanto para o conservadorismo como para o cristianismo do que os próprios neo ateus.

De um texto meu, entitulado “Qual a semelhança do relacionamento entre um cafetão e suas pervas com o relacionamento entre neo ateus e cristãos mansos”, tiro um exemplo de diálogo que podemos ter com uma figura deste tipo:

  • LH: Em que momento de sua vida você perdeu suas bolas?
  • CM: Como é?
  • LH: Sim, em que momento você deixou de ser homem? Como é ter nascido com bolas mas viver de forma tão servil? E pior, alguém que serve a outro somente por domínio psicológico, não pela força.
  • CM: Não entendi.
  • LH: Veja. Você diz que “cristãos” devem rejeitar os crucifixos. Fica até emocionado quando um humanista (seu inimigo) pede que você lute por ele contra os crucifixos. Molha até a calcinha. Mas quanto a retirar o símbolo da Deusa Grega Têmis das repartições, você se cala. Quanto a retirar a frase “Ordem e Progresso” (lema humanista) da bandeira brasileira, você também se cala. Quanto a retirar os jogos olímpicos, que foram criados em homenagem aos deuses gregos, você também se cala. Quer dizer, você só gosta de agir para atender aos inimigos do cristianismo. Entendo que você gosta de apanhar….
  • CM: Não é isso, o estado laico… [blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá ]…
  • LH: Esse papo de estado laico não cola, pois o estado só é laico para tirar os crucifixos das repartições? E na hora de privilegiar o humanismo, o laicismo que se dane, não é? Não negue os fatos, você gosta de seus inimigos, mas fica bravinho com seus amigos. É como uma prostituta perante o cafetão.
  • CM: Olha, me respeite… [blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá ]…
  • LH: Por que eu devo te respeitar? Eles não te respeitam, riem na tua cara, e você não faz nada. Por que eu, que não sou anti-cristão [eu sou ateu, mas se você for cristão não manso, poderá até dizer que é um cristão normal], não posso fazer o mesmo?

Note que estou batendo aos poucos no orgulho do infeliz. Se você acha que isso é “demais” para seus princípios, é só compreender que se eu ofendo o manso e/ou ingênuo, não estou fazendo nada diferente do que os adversários já fazem com ele, com a diferença que os adversários querem vencê-lo, enquanto estou ajudando-o. Se agir assim é humilhar alguém, ele já é humilhado pelos seus oponentes. E, se ele já se acostumou a ser humilhado, não estou fazendo nenhuma “abominação”.

A regra do jogo é a seguinte: fazer alguém se envergonhar daquilo que ele se orgulha. Se o sujeito se orgulha de apanhar e ficar calado quando está diante de adversários políticos, façamos com que ele se envergonhe desta atitude. A única forma de fazer isso é envergonhando-o. Como dizia Nietzsche, a vergonha é a mãe do aprendizado. Nisso, ele estava certíssimo. (Uma observação é importante: caso alguém tenha por padrão ficar quieto, não recomendo o esmagamento mental. Sugiro o uso dessa técnica apenas em cima daqueles que querem “participar” no debate virtual.)

Caso for usar este método, saiba que o sucesso será definido pelo grau de vergonha ao qual você submeterá o outro. Não tenha pudores ao usar termos como “servil”, “ingênuo”, “manipulado”, “manso” e dizer que ele “molha a calcinha” ou “abre as pernas” para os seus oponentes. A humilhação só tem sentido se for feita para deixar o outro embaraçado. O objetivo é provocar a catarse.

Em certos momentos, o outro vai ficar nervoso, pedindo para você parar, no que você poderá lhe dizer: “Ei, por que eu tenho que te respeitar? Por que só os esquerdistas/neo ateus/humanistas podem rir na tua cara? Ei, eu também quero brincar um pouco. Ou só eles podem? Por que só eles?”. Neste momento, usar a analogia do cafetão e suas putas pode ter um ótimo efeito. Lembremos: Só consigo pensar na relação entre um cafetão e suas prostitutas. Isso por que geralmente elas acostumaram a apanhar de e adquiriram apreço pelos seus cafetões. E, bizarramente, se enfurecem se alguém tenta agredi-las. Mas é importante notar que o cafetão tem a prioridade e o DIREITO de agressão.

Questione o infeliz a respeito disso, e faça com que esse fator seja ainda mais humilhante para ele. Especialmente quando o esmagamento mental ocorrer em uma comunidade do Orkut, no Facebook ou qualquer outro meio. Quanto mais pessoas acompanharem, mais envergonhada a pessoa estará e o efeito será maior.

Das duas uma, ou o sujeito mudará e recuperará o seu orgulho de macho, e daí entrará definitivamente na guerra política a nosso favor (na verdade, a favor dele próprio também), ou então permanecerá ainda mais preso aos seus dogmas, comendo na mão dos adversários. E, neste caso, não se recrimine por tê-lo humilhado, pois ele mereceu.

Alguém poderia objetar: “Mas e se os esquerdistas fizerem isso?”. Mas ele já fazem! Ou para que você acha que o termo “pequeno burguês” foi criado senão para detonar o orgulho de pessoas que poderiam resistir ao comunismo?

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3 COMMENTS

  1. Resumo:
    Encontre alguém que pensa parecido com você e brinque com o ego dele até que ele resolva pensar exatamente como você. Faça o trabalho mais sujo possível, afinal, é para um bem maior.

    Depois de conseguir seu pequeno exército de marionetes revoltadas com outras marionetes, sente-se e assista o circo pegar fogo!

    Bem interessante! Mas… err.. algumas pessoas diriam que entrar em uma discussão com o propósito de ofender alguém até que a pessoa mude de ideia, não é uma conduta muito aceitável. Humpf, alguns diriam até uma falácia! 0o Pode acreditar nesses tolos!? xD
    Não se preocupe! Ninguém está te julgando, afinal, você mesmo avisou que era para o bem do nosso amigo do vídeo. =]]]]]

    Agora, só tome cuidado em como você vai fazer isso! Se for fazer na internet, utilize outro nome! E se for fazer isso pessoalmente, pague alguém para fazer!
    Não permita que o momento de humilhação pública incite a repulsa popular das suas ideias! =D

    • Sergio, eu fiz isso semana passada em uma reunião. Um sujeito não parava de fracassar seus projetos pois sempre aceitava o que os seus clientes pediam sem questionar. O resultado é que seus projetos quase nunca eram entregues no prazo. Fiz uma reunião com vários gerentes de projeto e, sem citá-lo diretamente, disse a diferença entre um gerente que “abre as pernas” e outro que é mais focado em resultados. Ele posteriormente me procurou para pedir um coaching. Eu poderia demiti-lo também.

      Mas no exemplo da Internet, uma vez foi perguntado a um dono de comunidade por que ele era tão ingênuo a ponto de ceder sua comunidade aos adversários. Depois foi mostrado a ele que ele era motivo de chacota de seus adversários, e daí por diante.

      Isso não implica em fazer o outro “pensar igual você”.

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