Usando a análise dos meios de comunicação de massa contra Chomsky

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Uma lição a ser aprendida da segurança da informação é aquela que nos diz que os hackers e crackers profissionais, enquanto tentam fraudar os sistemas, estão ao mesmo tempo ensinando os profissionais CEHs a aumentarem o seu conhecimento sobre as fraudes possíveis, e, assim, habilitando o estudo dos padrões de ataque.

O CEH é também conhecido como Certified Ethical Hacker, um perfil de profissional que é reconhecido por seu conhecimento pleno a respeito dos padrões de violações à segurança da informação que são cometidos, e, diante deste conhecimento, é alguém capaz de estabelecer medidas de segurança e programas de conscientização corporativa a respeito dos modelos de ataque.

Quer dizer, o ambiente da segurança da informação corporativa é praticamente como um jogo, onde existem os invasores tentando atacar, e os CEHs compilando informações a respeito desses ataques.

O mesmo pode ser aplicado ao debate político com a esquerda. Basta um esquerdista utilizar suas fraudes, ampliando a cada dia o leque de truques, que o conservador cético irá cada vez mais se tornar alguém “robusto” ao se defender deles, e então realizar o contra-ataque. Esta é a postura defendida por este blog. Se antes eu me incomodava (e até me irritava) com as fraudes esquerdistas, agora eu me empolgo sempre que acho algo novo. A partir daí, compilo na base de conhecimento e demonstro como refutar o truque e posteriormente contra-atacar.

É claro que eu não poderia deixar de desmascarar um método importante de Noam Chomsky, propagandista da esquerda extremamente influente na cultura norte-americana. Um dos modelos de Chomsky, a “análise dos meios de comunicação de massa”, foi um método que daria sustentação à toda a sua abordagem esquerdista. Como mostrarei aqui, este método na verdade funciona mais contra a esquerda do que a direita.

Chomsky entendia que a tomada do poder em sociedades democráticas era diferente da tomada do poder em sistemas políticos totalitários. No primeiro caso, os meios de controle não são tão violentos, ao passo que no segundo, os meios de controle são baseados puramente na força física. Os genocídios em larga escala da Rússia, Alemanha Nazista e China são um exemplo do segundo caso.

No caso das sociedades democráticas, Chomsky afirmava que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cacetete (isto é, a polícia política) significa para o estado totalitário.”

No livro “A Manipulação do Público” (escrito em parceria com Edward S. Herman), Chomsky apresenta um modelo de propaganda dos meios de comunicação demonstrando o funcionamento dele a favor de grupos totalitários. Chomsky utilizou o termo “viés social”, para definir uma inclinação ou tendência de uma pessoa ou de um grupo de pessoas que impede o prevalescimento de julgamentos e políticas imparciais e “justas” para a sociedade. Em sua teoria, existiria um viés sistêmico nos meios de comunicação, de forma não controlada (portanto, não seria uma conspiração), mas que funcionaria “contra a sociedade”.

O modelo fala da existência de cinco filtros pelos quais todas as notícias passam antes de serem publicadas. Estes filtros, combinados, fariam a distorção sistemática da cobertura das notícias pelos meios de comunicação. Vamos avaliá-los, para mostrar que nem de longe os filtros tendem a favorecer a direita:

1. O primeiro filtro – o da propriedade dos meios de comunicação – deriva do fato de que a maioria dos principais meios de comunicação pertencem às grandes empresas (isto é, às “corporations”).

Neste primeiro filtro, Chomsky afirma que os principais meios de comunicação pertencem às grandes empresas, portanto, seria uma evidência de que a direita oprimiria o povo por causa disto, certo? O grande problema é que as grandes empresas DEPENDEM do esquerdismo. Uma evidência disso, como já citei algumas vezes, é o apoio de gente como Eike Batista e Abílio Diniz a governantes como Lula. Estes grandes empresários dependem de impostos abusivos para inviabilizarem o aparecimento de pequenas empresas, e assim tornarem seus negócios mais “estáveis”. Em suma, o esquerdismo não é contra os poderosos, mas a favor dos mais poderosos. Um estudo de toda a sociedade atual (envolvida em impostos altíssimos, desde os Estados Unidos até a Europa, incluindo no bolo a América Latina) mostra que o estado inchado não está diminuindo o poder das grandes empresas, mas aumentando-o a cada dia que passa. Portanto, o fato dos principais meios de comunicação pertencerem às grandes empresas, não configura algo a favor da direita. Mas sim algo para mostrar que a distorção tende à esquerda.

2. O segundo – o do financiamento – deriva do fato dos principais meios de comunicação obterem a maior parte de sua receita não de seus leitores mas sim de publicidade (que, claro, é paga pelas grandes empresas). Como os meios de comunicação são, na verdade, empresas orientadas para o lucro a partir da venda de seu produto – os leitores! – para outras empresas – os anunciantes! – o modelo de Herman e Chomsky prevê que se deve esperar a publicação apenas de notícias que reflitam os desejos, as expectativas e os valores dessas empresas.

Aqui é a extensão da conclusão anterior. As grandes empresas (que são anunciantes dessas outras grandes empresas, dos meios de comunicação) também se beneficiam com o estado inchado defendido pelos esquerdistas. Assim, a distorção neste caso beneficiaria a esquerda mais do que a direita.

3. O terceiro filtro é o fato de que os meios de comunicação dependem fortemente das grandes empresas e das instituições governamentais como fonte de informações para a maior parte das notícias. Isto também cria um viés sistêmico contra a sociedade.

Há algo de muito revelador no trecho acima, pois instituições governamentais sustentando os meios de comunicação são um elemento de estados inchados. Quanto mais inchado, mais o estado poderá manter o poder do grupo que o controla através do investimento em mídia. Ou seja, mais uma vez algo para suspeitar da esquerda aqui.

4. O quarto filtro é a crítica realizada por vários grupos de pressão que procuram as empresas dos meios de comunicação para pressioná-los caso eles saiam de uma linha editorial que esses grupos acham a mais correta (isto é, mais de acordo com seus interesses do que de toda a sociedade).

Isso tem tudo a ver com os “movimentos sociais” (incluindo neo ateus, gayzistas, militantes do aquecimento global, etc.) que pressionam a mídia. Em termos de grupos de pressão, os esquerdistas ganham de lavada.

5. As normas da profissão jornalista, o quinto filtro, referem-se aos conceitos comuns divididos por aqueles que estão na profissão do jornalismo.

Em relação a este filtro, não podemos nos esquecer de que a estratégia gramsciana foca em doutrinação acadêmica especialmente em profissionais de humanas, e isso inclui os jornalistas. Áreas que envolvem disciplinas como Sociologia, Psicologia, História, Filosofia e Jornalismo são terrenos férteis para a lavagem cerebral de adeptos. Portanto, há uma grande chance de entre os “conceitos comuns divididos por jornalistas” estarem mais infectados por idéias de esquerda que da direita.

Segundo Chomsky, o modelo dos cinco filtros é descentralizado e não conspiratório, mas ainda assim muito poderoso. Ele diz que o sistema define um consenso entre a elite da sociedade a respeito dos assuntos de interesse público, simulando que há um consentimento democrático, só que atendendo aos interesses desta elite.

Considerando que a elite (dos mais poderosos) é defensora mais da esquerda que da direita, que a maioria dos grupos de pressão são da esquerda, e que a estratégia gramsciana propiciou que a grande maioria dos jornalistas fossem de esquerda,  a análise dos meios de comunicação de Chomsky não serve para mostrar que a mídia manipula a opinião pública a favor das idéias da direita. Serve para mostrar que a mídia hoje beneficia a esquerda. Seja nos Estados Unidos, Europa ou América Latina.

É por isso que os casos de pedofilia na Igreja são reportados em quantidade abissal, ao passo que os casos de pedofilia na ONU e nas escolas são escondidos. É por isso também que as denúncias ao Cachoeira são repetidas ad nauseam, enquanto às do Mensalão recebem muito menos espaço.

A análise dos meios de comunicação, revertida agora para investigar a esquerda, nos explica tudo. Quem disse que o conhecimento gerado por esquerdistas como Chomsky é inútil? Pelo contrário, acho-o muito útil, especialmente quando revertido contra os esquerdistas.

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