Batman, o contra-revolucionário

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Fonte: Juventude Conservadora da UnB

(Cuidado que há spoilers neste texto)

Certamente este texto parecerá absurdamente estranho para aqueles que estão mais acostumados a ler o blog. Haverá aqueles que torcerão o nariz ao verem uma pretensa análise político-filosófica de um blockbuster hollywoodiano baseado em uma história em quadrinhos, considerando isso ora um arroubo de superficialidade frívola, ora uma tremenda “forçação de barra” que mistura cultura pop com pseudo-intelectualidade conservadora. No entanto, ele se faz bastante necessário, e entenderão aqueles que tenham assistido ao filme e que entendam minimamente de filosofia política.

Muito provavelmente, Christopher Nolan, diretor e co-roteirista da mais recente trilogia cinematográfica do Homem-Morcego (interpretado por Christian Bale), jamais teve a pretensão de fazer um filme filosófica e politicamente orientado sob o disfarce de película de altíssimo apelo comercial. Todavia, fica claro que Nolan teve o cuidado de tecer uma trama que não fosse superficial ou óbvia: conflitos e dilemas morais permeiam todo o filme, do início ao fim, e simbolizam, sob diversos aspectos, o ressurgimento ao qual alude o título. Acidentalmente (ou não), o enredo de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” enfoca uma das grandes verdades da história humana: a essência perversa da mente revolucionária.

O vilão do filme, ao contrário do que possa parecer, não é o impiedoso Bane (Tom Hardy), ou a fatal Talia al Ghul – disfarçada como a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard) –, mas a crença de que a única alternativa para purgar a corrupção e a decadência da sociedade atual é reduzi-la a pó de modo a construir uma nova sociedade, baseada em um novo homem. Esse processo de “destruição criativa” se dá através da violência tanto física quanto simbólica  e moral: não basta explodir prédios, sequestrar, roubar ou matar, mas é imprescindível disseminar o caos, solapar as instituições e inocular profundamente nos indivíduos o veneno revolucionário. O vilão do filme não é feito de carne, mas de ideias; não é um corpo, mas um espírito: o espírito da revolução.

Bane e Talia são os líderes da Liga das Sombras, fundada por Ra’s al Ghul (Liam Neeson). O objetivo principal da Liga das Sombras é combater a “degenerescência moral” onde estiver, utilizando, para isso, todos os meios disponíveis. Para a Liga das Sombras, nenhum meio é ilícito ou imoral em si mesmo: o que define sua ilicitude ou imoralidade são os objetivos que se almeja através de seu uso. Os membros da Liga são profundamente comprometidos com esse ideal, chegando a extremos de sacrifício – como o sicário de Bane que, voluntária e alegremente, permanece no avião da CIA que é derrubado no Uzbequistão, na primeira cena do filme. O próprio Bane mostra-se o vilão mais perigoso dos três filmes de Batman justamente por causa de sua obsessão idealista: todos os seus esforços, por menores que sejam, estão plenamente dirigidos para a concretização do projeto revolucionário da Liga das Sombras; nenhum de seus movimentos é desperdiçado em interesses e problemas secundários, pois todo o seu ser está devotado à causa.Outra característica marcante de Bane é a crença sólida na superioridade moral sua e de sua causa: a única saída para combater a decadência e as injustiças presentes na sociedade de Gotham é destruir todos os valores, instituições e credos “corruptos”. O paciente está doente, mas a cura não reside na escolha do remédio mais amargo, mas na morte. As cenas de perseguições, assassinatos públicos, saques e julgamentos sumários são perturbadoramente idênticas àquelas que foram vistas em todos os processos revolucionários dos últimos 300 anos – na Revolução Francesa, na Comuna de Paris, na Revolução Bolchevique, e tantas outras. Lugar simbolicamente poderoso é a “suprema corte” revolucionária – comandada pelo Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), mais conhecido como Espantalho, cuja droga alucinógena criada por si vitimou-o no primeiro filme da trilogia –, em que, a bem da verdade, os réus eram levados não para serem julgados, mas apenas para escutarem a sentença e escolherem entre o exílio e a morte.

O paralelismo entre os processos revolucionários que já atingiram a civilização ocidental e a hecatombe promovida pela Liga das Sombras no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” não para por aí. Ao promover a morte e a destruição no estádio de futebol americano de Gotham, Bane, dirigindo-se à multidão estarrecida e amedrontada, defende que eles não são novos opressores, mas libertadores, aqueles que farão com que os cidadãos de Gotham cumpram o destino ao qual foram chamados e tomem nas próprias mãos as rédeas não só de suas vidas, mas da vida da própria sociedade. Essa ideia enganosa é reforçada pela alegação de que o controle da bomba nuclear, que está em posse da Liga das Sombras, encontra-se nas mãos de uma pessoa comum, alguém “do povo”, e que, portanto, é o próprio povo que tem o controle sobre a situação. O mesmo discurso, em essência, tem sido utilizado ad nauseam por todos os líderes revolucionários que já pisaram e que ainda pisarão sobre a face da terra: a expropriação, o derramamento de sangue, os expurgos, tudo isso não são métodos violentos e opressivos para dobrar as pessoas, mas perfazem a libertação de que elas necessitam.

O terror revolucionário e sua perigosa obsessão pela “destruição criativa” são mais fortes do que os valores tradicionais sobre os quais a sociedade se erigiu – e que são representados pelo símbolo que é o Batman? Sim e não. O apelo sensacionalista e o potencial de deturpação pertencentes àqueles conseguem, num primeiro momento, grande aceitação junto à massa ignara; é como se, de fato, a superioridade moral da Liga das Sombras se manifestasse na ausência de amarras da velha moral e no seu esforço de pulverizar a velha sociedade. No entanto, a própria situação criada pela Liga das Sombras torna-se, com o passar do tempo, insustentável; os absurdos brotam, as máscaras caem, as verdadeiras intenções ficam expostas à incômoda luz da verdade.

Essa exposição, todavia, não acontece por si mesma, não é automática: ela necessita de agentes, é fruto de um ato positivo da vontade daqueles que sabem que, a despeito da degenerescência da sociedade, os valores tradicionais sobre os quais ela foi erigida são verdadeiros e perenes. Batman, por mais que seja um símbolo da luta pela manutenção desses valores, não é um símbolo que se sustenta por si mesmo: o comissário James Gordon (Gary Oldman), o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt), o cientista Lucius Fox (Morgan Freeman), até mesmo o mordomo Alfred J. Pennyworth – que, em minha opinião, é o melhor personagem da trilogia, interpretado brilhantemente por Michael Caine –, bem como todos aqueles que voluntariamente se dispõem a lutar por esses valores, unem suas forças não apenas para dar o suporte necessário ao símbolo representado por Batman, mas também para trazer à luz as sinceras intenções da revolução.

Por que “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um filme ao qual todo conservador deve assistir? Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário. Enquanto os líderes dessa revolução seduzem os incautos com seu afinadíssimo canto de sereia, violências as mais cruéis são cometidas diuturnamente contra aqueles que decidem ater-se aos valores tradicionais, relegados a nós há séculos, em nome de um novo mundo, de uma nova sociedade, enfim, de um novo homem. A soberania nacional dá lugar a um proto-autoritarismo supranacional, a inversão de valores é institucionalizada e aplicada com todo o rigor da lei, a objetividade da lei moral é substituída pelo subjetivismo discricionário, e, pouco a pouco, caminhamos rumo ao caos que, benevolamente, os revolucionários creem ser a “destruição criativa” necessária à fundação de um novo mundo.

As lições de determinação, firmeza, lealdade e honra de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” são inspiradoras para os poucos que ainda ousam resistir a esse mundo em colapso. E, certamente, a lição mais importante é: combater o espírito revolucionário é uma tarefa à qual devem se dedicar todos os que optaram pelos valores tradicionais. Nunca é demais lembrar que, em uma situação de guerra – exatamente o que estamos vivendo –, só há dois caminhos a se trilhar: o de vítimas indefesas ou de combatentes resolutos. Os valores que nos deram a vida que temos merecem que nos dediquemos à sua preservação, ainda que isso custe nossas próprias vidas. Não é uma decisão fácil, mas é inelutavelmente necessária. Não devemos fazê-lo apenas por nós mesmos: devemos fazê-lo por aqueles que deram seu sangue para que cheguemos até aqui, honrando sua memória e sua luta, e por aqueles que ainda virão, de modo que o mundo que herdem de nós seja menos perigoso, menos venenoso e mais afastado de diabólicos anseios revolucionários.

Meus comentários

Não assisti ao filme, e farei-o até a semana que vem, no máximo. Mas o conservadorismo de Batman não é novidade para mim, já que em “Batman Begins”, de 2005, o personagem já lutava contra “reformadores da sociedade”, que queriam destruir a sociedade atual (representada em Gotham) para corrigi-la. Mas parece que o diretor Christopher Nolan agora irritou os esquerdistas.

Recentemente, vi alguns dizendo que não deve criticar a mentalidade revolucionária, pois muitas pessoas foram revolucionárias em seus tempos, e não cometeram as atrocidades de um Mao ou de um Hitler. Mas pessoas como Charles Darwin e Aristóteles revolucionaram conceitos científicos e filosóficos, mas isso não significa reinterpretar a realidade para dar vazão a projetos de “salvação do mundo”, que, como sempre, são pura picaretagem. Portanto, que fique claro: criticar a mentalidade revolucionária não é o mesmo que criticar idéias revolucionárias. Aliás, o ceticismo defendido aqui (o ceticismo político) é revolucionário, mas nada tem a ver com projetos fantasiosos de remodelação da sociedade.

Outro esquerdista, constrangido, disse que Batman não é de direita, pois faz filantropia. Entretanto, a ação filantrópica (e voluntária) é um ideal de direita, em oposição à tomada de dinheiro de uns para dar aos outros a partir da força, que é um ideal da esquerda.

Seja lá como for, a mera discussão lançada em torno do filme, e o dedo apontado ao pessoal do Occupy Wall Street, já servem para tornar “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” um evento.

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14 COMMENTS

  1. É um ótimo artigo para ser divulgado em blogs e sites de cinema. Também pode ser divulgado em comunidades e páginas que tratam de filmes. Uma ótima oportunidade para os leitores destrincharem o q restou do filme e entenderem a obra de uma perspectiva metafórica de acordo com o propósito conservador deste blog.

  2. Esta característica me marcou muito:

    “nenhum de seus movimentos é desperdiçado em interesses e problemas secundários, pois todo o seu ser está devotado à causa.”

    Mas do lado oposto ao Bane, o Batman (conservador) também vemos esta característica. Portanto esta característica é um elemento que beneficia os dois lados, e devemos possuí-la.

  3. “só há dois caminhos a se trilhar: o de vítimas indefesas ou de combatentes resolutos. Os valores que nos deram a vida que temos merecem que nos dediquemos à sua preservação, ainda que isso custe nossas próprias vidas. Não é uma decisão fácil, mas é inelutavelmente necessária. Não devemos fazê-lo apenas por nós mesmos: devemos fazê-lo por aqueles que deram seu sangue para que cheguemos até aqui, honrando sua memória e sua luta, e por aqueles que ainda virão, de modo que o mundo que herdem de nós seja menos perigoso, menos venenoso e mais afastado de diabólicos anseios revolucionários.”

    Meus comentários:
    Para ilustrar este texto poderíamos usar a cena em q Gordon sai às ruas arriscando a própria pele para convocar outros policiais que estão escondidos em suas casas com medo de represálias. Mas é interessante notar q o comissário Gordon diz aos policiais o seguinte: Não estou pedindo que vocês saiam às ruas desfilando fardados para arriscarem o pescoço, mas que ajam cautelosamente.
    Em outra cena, o Batman diz ao policial John Blake, que se for lutar sozinho é melhor usar uma máscara. No que John Blake retruca: Não tenho medo que vejam quem eu sou.
    E Batman finaliza: A máscara não é para você, é para proteger as pessoas que vc ama.
    No último diálogo do Batman com o comissário Gordon, ele diz que qualquer um pode ser um “batman”. Até uma pessoa que aquece o ombro de uma criança orfã (a semelhança do que Gordon tinha feito com ele, quando este ainda era criança e tinha ficado orfão) para comunicar que o mundo não acabou ali e que ainda há um futuro.

    Será que Luciano, Olavo de Carvalho, os demais blogueiros que lutam pelo conservadorismo, nomes políticos, como Jair Bolsonaro e nomes acadêmicos como William Lane Craig, seriam os “batmans” do mundo real?

    Jeremias Terrível.

  4. Já te adianto uma coisa… vc vai quebrar sua cara FEIO quando ver o filme. Assim como eu quebrei. Esse papo de occupy não sei das qtas aparece no filme não de forma ideológica, mas como forma de tortura. Bane SABIA que isso era péssimo para o povo a longo prazo, apesar de parecer bom num primeiro momento. A intenção dele era fazer isso tudo para dar uma ilusão ao povo de que havia uma esperança. Não havia: ele iria destruir a cidade invariavelmente. Bane é menos do que um terrorista… ele não quer assustar ninguém: ele quer apenas torturar antes de matar.

    Se vc espera ver um filme sobre politica, vai quebrar a cara. Disso, não tenho dúvidas: é um filme sobre uma dupla qe queria torturar uma cidade antes de destrui-la para atender aos desejos psicopáticos de um morto. Minha dúvida é se vc vai ser honesto de vir aqui e dizer que caiu na conversa dos retardados que escreveram esse texto… os conservadores da UnB estão ficando tão proeficientes em falar besteira quanto a ala comunista da UnB. De vez em qdo, até parecia que eu estava lendo dos vermelhinhos de Brasília…

    Aliás, o seguinte comentário:

    Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário.

    chega a ser uma pérola. A revolução é uma muança brusca que representa uma quebra de paradigma seguida pela imediata implementação de um novo paradigma. Não existe revolução lenta… uma mudança lenta é uma metamorfose ou uma evolução.

    Quando eu falo que teu compromisso não é em ser sério mas em postar qualquer besteira que satisfaça sua crença cega nos seus ideiais anti ateístas, vc acha ruim né?

    • Já te adianto uma coisa… vc vai quebrar sua cara FEIO quando ver o filme. Assim como eu quebrei. Esse papo de occupy não sei das qtas aparece no filme não de forma ideológica, mas como forma de tortura. Bane SABIA que isso era péssimo para o povo a longo prazo, apesar de parecer bom num primeiro momento. A intenção dele era fazer isso tudo para dar uma ilusão ao povo de que havia uma esperança. Não havia: ele iria destruir a cidade invariavelmente. Bane é menos do que um terrorista… ele não quer assustar ninguém: ele quer apenas torturar antes de matar.

      Ué, mas é exatamente esse o conceito do beneficiário no contexto da esquerda. O beneficiário obtem o benefício da ilusão dos adeptos da mentalidade revolucionária. Ou você acha que acredito que Marx, Lenin, Hitler, Mao e Che Guevara eram de fato utópicos. Eram espertos. Ou seja, seja, se Bane USA a ilusão do povo, isso REFORÇA a minha tese, ao invés de enfraquecê-la.

      Se vc espera ver um filme sobre politica, vai quebrar a cara. Disso, não tenho dúvidas: é um filme sobre uma dupla qe queria torturar uma cidade antes de destrui-la para atender aos desejos psicopáticos de um morto. Minha dúvida é se vc vai ser honesto de vir aqui e dizer que caiu na conversa dos retardados que escreveram esse texto… os conservadores da UnB estão ficando tão proeficientes em falar besteira quanto a ala comunista da UnB. De vez em qdo, até parecia que eu estava lendo dos vermelhinhos de Brasília…

      Aliás, em relação a um post que vai ser publicado hoje, sobre o criador do personagem Bane, você é que vai quebrar a cara. Claro que você é um esquerdista que ficou indignado ao ver que o filme Batman (aliás, o primeiro filme “Batman Begins”, já mostrava um tipo de denúncia deste tipo, só que mais implícita), mas sua mente tenta “desconstruir” o que está no escopo dos personagens do filme (aliás, mesmo que eu não tenha assistido-o ainda, sei do escopo de tais personagens) para conseguir “gostar” do que viu. Seria tão patético como se um cristão tentasse “desconstruir” o conteúdo do filme “Bússola de Ouro” para gostar dele.

      Aliás, o seguinte comentário: “Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário.” chega a ser uma pérola. A revolução é uma muança brusca que representa uma quebra de paradigma seguida pela imediata implementação de um novo paradigma. Não existe revolução lenta… uma mudança lenta é uma metamorfose ou uma evolução.

      Aqui é o eterno truque esquerdista de confundir mentalidade revolucionária com o conceito mais popularesco de revolução. Para piorar, nem no conceito de revolução popular, existe a necessidade que ela seja brusca. Segundo o dicionário Houaiss: “grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina”.

      Eita Bruno, sua tentativa foi até engraçada.

      Quando eu falo que teu compromisso não é em ser sério mas em postar qualquer besteira que satisfaça sua crença cega nos seus ideiais anti ateístas, vc acha ruim né?

      O engraçado é que você ao tentar mostrar falhas em meu compromisso com o leitor foi REFUTADO EM TUDO que escreveu. Nota-se que você é que não está comprometido com a verdade, mas com sua causa humanista. E mais uma evidência de que você é mentiroso. Você disse que tenho “ideais anti ateístas”. Não, tenho ideais “anti-humanistas”. E sou ateu. Tua capacidade de mentir se supera a cada dia.

    • Uai, Bruno, você precisa reler Hegel. O “salto qualitativo” pode ser ou parecer “brusco”, MAS é o resultado de uma “preparação” feita com alguma antecedência. A percepção desse “estágio preparatório” é que depende tanto do indivíduo quanto dos meios disponíveis. A pessoa prevenida detecta os “indicadores da mudança”, enquanto que só as pessoas comuns é que são “pegas de surpresa” 😉

      A propósito, o significado ORIGINAL do termo *revolução* é « retorno ao ponto de origem » , por isto existe a expressão “revoluções por minuto”. E de maneira brilhante e espirituosa, o escritor Julius Evola descreveu um dos livros de René Guénon como uma obra revolucionária 🙂

      • JMK, vocês estão tão ansiosos em sua caça quase que esquisofrênica contra a esquerda que estão esvaziando o significado do termo “revolução” para não terem que adimitir um engano… Essa definição de revolução que é progressiva e se dá de maneira imperceptível a quem não presta atenção… como você diferencia isso de uma mudança simples?
        Se continuar tornando seu conceito de revolução tão abrangente, daqui a pouco poderemos considerar que a transição Grécia-século XXI foi uma revolução só, percebe a armadilha na qual está caindo?
        A propósito também, a palavra REvolução costuma ser colocada como mudança antagônica à Evolução: é como diferenciar centenas de geração entre um anfíbio sem cauda que foi a perdendo até não ter mais de um anfíbio com cauda que teve um filho sem cauda por puro erro genético. Compreende, meu caro?

      • Como sempre, Bruno segue com sua neurose de esquerda, irritando-se com o fato de mapearmos o que a esquerda é.

        Grande parte da revolta dele ser dá em relação ao fato do MAPAEAMENTO do que a esquerda faz, enquanto ele gostaria que não tivéssemos feito isso.

        Essa definição de revolução que é progressiva e se dá de maneira imperceptível a quem não presta atenção… como você diferencia isso de uma mudança simples?

        Não existe “essa definição de revolução que é progressiva”, mas sim que para a definição de revolução TANTO FAZ se é progressiva ou imediata.

        A diferenciação de uma mudança simples tem a ver com o fato de que esta não é baseada em um “projeto, com um final definido”, ao passo que a revolução tem um “fim planejado”.

        Se continuar tornando seu conceito de revolução tão abrangente, daqui a pouco poderemos considerar que a transição Grécia-século XXI foi uma revolução só, percebe a armadilha na qual está caindo?

        Não, não foi uma revolução, pois não havia um “plano” aonde se devia chegar. A revolução é definida pela sua “direção”, e não pela rapidez ou não do processo de mudança.

        A propósito também, a palavra REvolução costuma ser colocada como mudança antagônica à Evolução: é como diferenciar centenas de geração entre um anfíbio sem cauda que foi a perdendo até não ter mais de um anfíbio com cauda que teve um filho sem cauda por puro erro genético. Compreende, meu caro?

        Aí vc acabou de refutar a si próprio. Note: “foi a perdendo até não ter mais de um anfíbio com cauda que teve um filho sem cauda por puro erro genético”. Isso qualifica a evolução biológica, através de uma mudança. Mas não tem nada a ver com revolução, pois não há um “plano” condicionando todas essas mudanças, com uma orientação lá na frente, através destas pequenas mudanças.

        Você, sem querer, mostrou que revolução e evolução não são a mesma coisa, e não conseguiu demonstrar que revolução REQUER que seja uma mudança brusca. Na boa, vá estudar!

      • olha luciano, só li o primeiro parágrafo. Eu fui educado e cortês com o JMK porque ele me tratou assim. Se vc sente inveja das pessoas normais que conseguem discordar sem baixaria, então fique na sua. Não precisa inventar de maneira tão ridícula que eu estava nervoso. Quem parece ter perdido a calma foi você, que começou a fabricar meus sentimentos.
        Aguardo a resposta do JMK e nem li a sua, pois seu primeiro parágrafo lamentável felizmente me desobriga a tanto.

      • olha luciano, só li o primeiro parágrafo. Eu fui educado e cortês com o JMK porque ele me tratou assim. Se vc sente inveja das pessoas normais que conseguem discordar sem baixaria, então fique na sua. Não precisa inventar de maneira tão ridícula que eu estava nervoso. Quem parece ter perdido a calma foi você, que começou a fabricar meus sentimentos. Aguardo a resposta do JMK e nem li a sua, pois seu primeiro parágrafo lamentável felizmente me desobriga a tanto.

        O engraçado é que o sujeito fala da “esquizofrenia da direita”, mas quando eu chamo de “neurose da esquerda” ele diz que não fui educado e cortês. É claro que todos os leitores estão assistindo o seu papelão.

        Da mesma forma, é irrelevante se você respondeu ao JMK, se postou em um lugar público, vai ter que tolerar o fato de que pode ser refutado por qualquer um que queira fazê-lo, independente de você ler ou não.

        E, se não ler, vai por água abaixo seu discurso “eu sou cético, de verdade, viu gente”, pois se você descarta algo sem ler é pq não é cético. rs.

        A coisa está ficando cada vez mais divertida, pois agora só estou observando seus atos falhos.

  5. Interessante, mais um motivo para ir assistir o filme. Luciano, a questão sobre mudança brusca ou progressiva me lembra o meu professor de história que havia dito que não há partido de esquerda aqui no Brasil. Claro, fiquei com um pé atrás por conta do que tenho visto – o PT é um exemplo óbvio. E ainda mais com o pé atrás quando ele veio com aquele papo de que Marx não era contra o Cristianismo, que ele queria implentar um sistema social cristão visto em Atos dos Apóstolos e blá-blá-blá.

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