Esclarecimentos aos amigos e inimigos OU “Por que este blog está a cada dia mais imune em relação aos esquerdopatas?”

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Sei que alguns posts recentes podem ter suscitado a seguinte questão: “Por que Luciano aceita responder a debatedores de tão baixo nível como Bruno e Dalila?”.

Acho mais do que justo responder a esta questão.

O fato é que mesmo que eles sejam de baixo nível, existem muitas vantagens para mim neste duelo. Existem objeções de alto nível (como as de Eduardo, que respondi aqui, aqui e aqui), assim como objeções de baixo nível, como as de Dalila, Bruno, Eli Vieira e congêneres. Entretanto, quando alguém decide criar um sistema de pensamento, deve ser capaz de responder tanto as objeções de alto nível como as de baixo nível, e nesse ponto, posso tornar cada vez mais robusta minha abordagem.

Mesmo em uma resposta a alguém tão despreparado intelectualmente quanto Fomon (ver o post Como este blog levou uma legião de esquerdistas a loucura – Pt. 1 – Eles são “legião”… de macacos de laboratório), pude ter a oportunidade, por exemplo, de explicar o conceito do ceticismo observado, que ainda não havia tratado, até por que os três paradigmas aqui defendidos (e que se unificarão, ao final), incluem o ceticismo político, a dinâmica social da guerra política, e a investigação cética sobre a religião política, que são de fato complexos.

Segue abaixo o que postei lá, e que deverá ser expandido em análises ainda mais abrangentes no futuro:

Em termos técnicos, não faz diferença alguém ser “pseudo cético” ou “cético de verdade” (juro que estou me segurando para não dar risada desta ingenuidade cometida por ele), o que importa é a PERTINÊNCIA dos questionamentos lançados. Portanto, sair gritando “ele não é cético de verdade”, o que tende a ocorrer em debates políticos (como o são todas as abordagens do blog Mensalão), não faz sentido algum. Quer dizer, só faz sentido se o outro lado não perceber.

Em resumo, não é relevante aquilo que está se passando na mente da pessoa sob a investigação, mas sim o que ela DECLARA. E qual é o insumo verificável do “ceticismo”? Simples, o questionamento que dele resulta. O questionamento pode ser observado quando lemos uma declaração, mas o pensamento do outro não. E, enquanto isso, o outro pode lutar para convencer o leitor de que “é o cético verdadeiro, mas seu adversário é pseudo”, para lançar uma cortina de fumaça sobre o único aspecto empírico do embate cético, que é o questionamento em observação.

O que Fomon parece não ter entendido (idiota savant?) é que a afirmação “eu sou cético de verdade, e os meus inimigos são pseudo” é uma alegação política, e como, tal, é vítima do ceticismo político aqui defendido. Este tipo de alegação só funciona para aqueles que ainda não estão “treinados” no ceticismo político. Vários leitores meus já estão, e, a continuar assim, ficarão cada vez mais imunes a truques deste tipo.

Ora, se o único insumo observável do ceticismo é o questionamento dele resultante (o restante seriam apenas declarações de auto-venda a respeito de estados mentais, e alguém pode mentir sobre eles, e a tendência é que isso ocorra mesmo), o ideal é ignorarmos alegações de ceticismo de exibição, e focarmos somente nos questionamentos. Neste ponto, alguém que duvida do aquecimento global, é um cético quanto ao aquecimento global, alguém que duvida da existência de Deus, é um cético quanto a existência de Deus, alguém que é cético quanto ao poder do homem em mudar sua contingência e criar o paraíso na Terra, é um cético quanto à religião política. E quanto aos “verdadeiros céticos, que se auto-questionam”? É possível que eles existam, mas não é possível validá-los. Portanto, afirmações que não podem ser testadas devem também ser ignoradas, e exatamente por isso o truque de Fomon não serve.

Isso enriqueceu o meu método, e simplesmente me ajudou a dissipar uma nuvem de confusão que poderia resultar de meus textos. E isso é plenamente compreensível, pois o assunto aqui é vasto. Seja lá como for, esta “ponta solta” está definitivamente corrigida, e sempre que alguém vier com o truque de afirmar “sou cético de verdade, você não é, eeeeeeeee”, já podemos estabelecer um enquadramento (controle de frame, na terminologia da teoria da agenda) na qual explicamos a platéia a falta de sentido lógico desta alegação, a partir do momento em que consideramos a abordagem do ceticismo político.

Esta objeção tratada, que enriqueceu fortemente meu paradigma, por si só já é um ganho de adentrar ao debate com essas figuras carimbadas.

Mas em todos os posts que eu responder a eles, vocês poderão encontrar informações deste tipo. Em um filme chamado “Looney Tunes: Back in Action”, o personagem Pernalonga diz que “quando você vai ao cinema, deve também aprender alguma coisa”. Aqui eu digo “quando alguém assistir aos meus embates com esquerdistas, especialmente os mais psicóticos, deve também aprender alguma coisa”.

Este é um compromisso que faço com os leitores deste blog. Transformar toda e qualquer resposta a esquerdistas delirantes não como se fosse uma “briga campal”, mas a oportunidade de, enquanto vocês podem dar boas risadas, aprenderem e apreenderem conceitos importantíssimos. Se eu saio reforçado destes duelos, por que não compartilhar este reforço com meus leitores?

Este, aliás, é um diferencial que pode ser observado entre eu e os esquerdistas. Estou pronto a retificar minhas idéias e opiniões caso elas não passem no crivo. Já meus adversários da esquerda jamais retificam suas idéias, apenas as repetem com mais ênfase, mesmo que sejam mostradas evidências em contrário a tudo que afirmem. Eis que aparece aqui uma regra una do ceticismo: os que são dogmáticos são mais fáceis de serem vencidos em um duelo cético do que os não dogmáticos.

Por exemplo, um texto que será devidamente refutado, de John Loftus, foi publicado por seu leitor apaixonado, Dalila, como pode ser visto aqui: O Teste da Fé do Infiel. Não quero tirar o gostinho da refutação que virá (e que com certeza será extremamente humilhante para o “filósofo” neo ateu e seu seguidor, pois incluirei um debate perdido por Loftus de forma tão vergonhosa que traumatizará Dalila), mas não posso deixar de ressaltar esta parte ridícula:

Assim, a questão que abordarei hoje é se deveríamos adotar uma predisposição religiosa ou cética antes de examinarmos as evidências para um sistema de crenças religiosas. Defenderei que a adoção de uma predisposição cética é a melhor escolha.

Este é o truque do ceticismo seletivo (ou seja, o questionamento direcionado a um adversário político), revestido  do ceticismo de exibição, particularmente com o truque do “cético universal”. Que Dalila ainda caia nestes truques puramente psicológicos, é sinal de que ele é incapaz de aprender. Aqui, isso funcionará apenas como diversão para meus leitores.

Outro ponto engraçado aqui:

Existem evidências esmagadoras, inegáveis e incontroversas para o próprio teste que podem ser encontradas em bancos de dados sociológicos, antropológicos e psicológicos.

Quer dizer, o sujeito fala de “evidências esmagadoras, inegáveis e incontroversas”, mas não as apresenta. E o uso das expressões “esmagadoras, inegáveis e incontroversas” não passa da estratégia do trovão, ou seja, fazer muito barulho antes de apresentar algo, para tentar impressionar o ouvinte mais ingênuo. O curioso é que Dalila aprendeu este truque com Loftus e acha que vai conseguir impressionar meus leitores. Pelo contrário, vai ser exposto ao ridículo como mais um aplicador de estratagemas facilmente mapeáveis.

Enfim, dois exemplos em uma breve análise de um texto endeusado por Dalila que serve para que eu demonstre modelos de comportamento e estratagemas da esquerda que são facilmente mapeáveis, e podem ser parte de uma base de conhecimento. Quanto mais se aprende sobre os truques do inimigo, mais vulneráveis eles ficam. Jamais se esqueça disso.

Ora, se um motivo para responder esquerdistas malucos, é mapear as objeções de baixo nível que eles trazem, e até essas objeções podem aumentar a robustez do meu sistema, outro, então, é aprender estratagemas cometidos por eles, mapeá-los e anexá-los a bases de conhecimento.

Aliás, Dalila até hoje se revolta com algumas rotinas que mapeei no passado, para as quais eu utilizava simulações de diálogos entre um cristão e um neo ateu. Concordo com ele! Hoje eu não uso mais esse tipo de abordagem, pois considero inócuo após eu ter definido a perspectiva do triângulo, no qual não damos mais satisfação ao adversário da guerra política, mas à platéia. Por isso, hoje eu jamais “dialogaria” com um neo ateu, mas, ao contrário, explicaria didaticamente à platéia os truques cometidos pelo outro. Mas essa modificação de paradigma também é uma evolução deste blog, e o resultado efetivo sobre meus inimigos foi um insight para esta evolução. Ou seja, mais uma vez os inimigos me auxiliaram.

Esta facilidade de aprender coisas novas e assimilá-las durante a interação humana foi o maior benefício obtido a partir da dinâmica social. O potencial de olhar a questão de “fora” e ver o que está acontecendo enquanto humanos se digladiam, envolvidos emocionalmente, aumenta muito o potencial de assimilação das informações a respeito do que está acontecendo. Enquanto emocionalmente envolvidos (como muitos conservadores também estão, mas os esquerdistas muito mais), aquele que tenta, por algum momento “olhar de fora”, perceberá mais nuances nos eventos transcorridos.

É por isso que enquanto Dalila e Bruno estiverem envolvidos emocionalmente neste duelo, eles servirão como excelentes macacos de laboratório para minhas observações a respeito do modus operandi do esquerdista padrão sob estrito questionamento. Por que se irritam tanto? Quais os estratagemas que eles mais repetem? Quais mapeamentos e neutralizações de estratagemas mais os irritam? Quais as provocações de parquinho eles mais utilizam? Que efeito psicológico eles buscam? Enfim, eles possuem comportamentos, e estes comportamentos podem (e devem) ser mapeados. Se alguém quiser algum dia ser um especialista em segurança da informação, especialmente na área da engenharia social, o mapeamento de comportamentos de pessoas sob pressão deverá ser uma disciplina a ser dominada.

Creio que deixei bem claro o motivo pelo qual eu faço tamanho uso dos macacos de laboratório Bruno e Dalila, e para que eles são úteis. Quanto mais irritados, e mais adiante eles forem, melhor, pois eles vão lançar novos truques, estratagemas, e ainda cairão em vários atos falhos (como por exemplo dizer que alguém não é cético por um dia ter sido oponente do darwinismo, quando é exatamente o oposto, pois se alguém muda de opinião diante dos fatos é por que foi capaz de duvidar de suas próprias crenças, ao contrário de pessoas que se resumem a propagar crenças de forma dogmática).

Além do mais, os macacos de laboratórios costumam custar caro para os cientistas. Estes dois vieram de graça. Aproveitemos então para aprender alguma coisa estudando o comportamento deles, coloquemos eles sob pressão, deixemos que eles falem e a diversão estará garantida. Como a dupla promete cinco posts em que me “refutarão”, prometo que minhas cinco respostas a eles (e a primeira está aqui) servirão como um portentoso aprendizado de como funciona a mente esquerdista.

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3 COMMENTS

  1. Oi, Ayan.

    Um off-topic: lembra da sensibilidade artificial histérica dos neo-ateus em relação à pedofilia, como se essa ocorresse exclusivamente dentro da Igreja?

    Artigo do Correio Brasiliense de hoje rompe o cerco e fala de um feudo de pedófilos geralmente impunes: as escolinhas de futebol pelo Brasil:

    Pedofilia no futebol: Ninguém se responsabiliza

    Ministério do Esporte, CBF e entidades esportivas — todos alegam que o abuso sexual praticado por treinadores contra crianças e jovens atletas é caso de polícia. Não existe nenhuma política de prevenção ou de apoio às vítimas. (Págs. 1 e 6) (http://www.domtotal.com/manchetes/detalhes.php?manId=1612)

    Infelizmente, a reportagem está restrita à edição impressa, mas fica aqui o registro.

    Um abraço.

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