Sobre os esquerdistas totalitários contra D. Orleans. Cuidado: eles avisam que é só o começo.

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Depois do vandalismo praticado por esquerdistas contra D. Orleans na UNESP, em Franca, os responsáveis tentaram “remendar” o que ocorreu com o discurso tradicional de sempre, e se sujaram ainda mais. E como este blog é especializado em investigar a religião política, é claro que eu não podia deixar passar batido. Ah, não podia.

1 – Protesto impede palestra de “princípe do Brasil” na UNESP (matéria de Marcelo Pellegrini, cuja fonte é a Carta Capital)

O “príncipe” Dom Bertrand de Orleans e Bragança, um dos herdeiros do que foi a família real do Brasil, era o principal convidado de um ciclo de palestras na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Franca, interior do estado, na terça-feira 28. O bisneto da princesa Isabel iria realizar uma palestra sobre o papel da família real brasileira durante a formação do país e sobre alguns novos documentos de arquivo pessoal da princesa recentemente descobertos. Faltou combinar com o movimento estudantil.

Uma semana antes da chegada do herdeiro da família real, alunos da Unesp já faziam circular pelo campus panfletos como o Boletim da Frente única antimonarquista e anti-latifundiária, convocando para um “ato-debate” e um protesto contra a palestra do “príncipe de Bragança”.

Foi o que aconteceu. A visita de Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao campus da Unesp durou apenas 30 minutos. Tempo suficiente para que os organizadores do evento, parte do Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), se dessem conta de que a realização da palestra seria inviável diante dos protestos de cerca de 200 pessoas.

“Era muita gente gritando e a coisa fugiu um pouco do controle porque alguns alunos invadiram o anfiteatro para protestar”, conta o estudante de direto Rafael Bozutti. “Muitos chamavam o príncipe de fascista por causa de seus pronunciamentos contra os quilombos e a reforma agrária, mas ficou nisso, não houve agressão física”, disse.

Segundo o aluno de História eintegrante do Diretório Acadêmico da Unesp Thiago Rodrigues, a intenção da ação era debater por que o CIVI, coordenado por Fernando Andrade Fernandes, diretor do campus, tinha interesse de convocar Bertrand. “Queríamos entender a razão para convocar para o ambiente universitário uma pessoa que é contra a reforma agrária e a favor de uma monarquia”, disse o estudante.

Um blog chamado “Adeus ao capital” publicou um “manifesto” no qual tenta explicar a ação. Os autores do texto acusam Bertrand de pregar “abertamente a violência no campo e a morte de trabalhadores rurais sem-terra” e afirmam que a expulsão dos dois mostra que os movimentos estudantis não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores. Em entrevista ao jornal Franca Notícias, o descendente da família real classificou a ação estudantil como uma “estupidez”.

2 – O “manifesto” publicado pelos organizadores da baixaria contra D. Orleans

O blog Adeus ao Capital (citado pela Carta Capital) ao que parece é de responsabilidade dos organizadores do vandalismo, e defende ardorosamenet tudo que ocorreu por lá.

No texto “Mais um capítulo de luta e resistência do Movimento Estudantil da UNESP-Franca”, eles começam citando uma luta por território em uma passeata ocorrida em 1934 no Brasil, na qual marxistas defendiam o governo de Getúlio Vargas, enquanto integralistas eram contra. Notem como eles começam o texto:

Em 1934, militantes trotskistas e anarquistas, reunidos na frente única antifascista, conseguiram, inclusive comprometendo os militantes do PCB, organizar uma forte resistência contra o crescente avanço de grupos integralistas no Brasil. Num evento que ficou conhecido como a “revoada dos galinhas-verdes” esses militantes revolucionários conseguiram dissolver um ato dos integralistas na praça da Sé, em São Paulo, e definitivamente colocaram fim nas pretensões dessa excrescência de organização, que defendia os valores mais atrasados e obscuros.

O problema é que a luta por espaço público (ou seja, uso de passeatas, onde um grupo tenta gritar mais alto que o outro) é totalmente diferente diferente de uma escola pública, cujo objetivo é estritamente claro (estudar, estimular a discussão, etc). Entretanto, o próprio trecho acima é uma confissão do que realmente defendem os esquerdistas: mesmo enquanto dizem defender a “superação do estado” (como alegam os anarquistas), eles se opunham a adversários deu um governo totalitário de estado inchado, ou seja, Getúlio Vargas.

Para um investigador do que é a esquerda, essa “confissão” veio muito a calhar.

Depois de 78 anos, em outro contexto histórico e em outras proporções, o movimento estudantil da UNESP Franca, na melhor tradição antifascista, conseguiu organizar um grande ato-debate contra a criminalização dos movimentos sociais que reuniu cerca de 200 pessoas na universidade para repudiar a presença Bertrand de Orleans e Bragança e do jornalista José Carlos Sepúlveda, representantes de setores entusiastas do regime militar brasileiro e que pregam abertamente a violência no campo e a morte de trabalhadores rurais sem-terra. Estes senhores, que são contrários até mesmo ao projeto de emenda constitucional (PEC) contra o trabalho escravo nas grandes propriedades, vieram para a UNESP Franca a convite de um grupo conservador (CIVI) e sob a benção da burocracia acadêmica.

Como não poderia deixar de ser, começa uma série de truques. Vamos aos fatos: o grupo CIVI é o Curso de Introdução à Vida Intelectual e busca estudar filosofia (algo parecido com o curso de filosofia de Olavo de Carvalho) e a história além do que é falado pelos doutrinadores de esquerda das universidades. É claro que um grupo assim é de orientação de direita, pois se fosse de esquerda iria adorar a doutrinação acadêmica. Entretanto, não há evidências de que Betrand de Orleans e o jornalista José Carlos Sepúlveda “preguem abertamente a violência no campo” e a “morte de trabalhadores rurais sem-terra”. É claro que defendem ações contra invasores de propriedades, pois isso é apenas pedir que a lei seja seguida.

Em relação à “criminalização de movimentos sociais”, basta que estes não invadam terras que obviamente ninguém os criminalizará. Portanto, criminalizar a invasão de terra é somente cumprir a lei. Note que o conceito de “lei” não é algo que agrada aos marxistas.

Quanto a PEC do “trabalho escravo”, há uma série de manipulações aí também. Eu sou contra o trabalho escravo, mas daí a destinar para a reforma agrária a propriedade onde tal tipo de trabalho tenha sido identificado são outros 500. Portanto, é legítima uma crítica à PEC (aliás, será que é por isso que não queriam que D. Orleans pudesse falar a respeito?), o que não significa um apoio ao trabalho escravo.

Quer dizer, esses caras invertem tudo. Eles vão imputando rótulos e reescrevendo a realidade, embora todos os rótulos aplicados pelos esquerdistas ao D. Orleans sejam falsos. Isso já neste segundo parágrafo. Investiguemos o resto.

Em um dia que, com certeza, ficará marcado na história da UNESP-Franca, o movimento estudantil, mostrando que está ao lado dos trabalhadores, dos sem terra que lutam por reforma agrária, dos quilombolas, das mulheres, dos negros e dos homossexuais não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores. O que eles defendem não se trata de liberdade de expressão, mas sim liberdade para seguir ocupando os bancos da universidade pública para conspirar contra a própria população, para seguir despejando seus rios de preconceito, para colocar a universidade cada vez mais a serviço dos ricos e latifundiários contra os interesses da maioria da população.

Decerto este dia ficará marcado na história da UNESP-Franca, mas de forma vergonhosa.

Em seguida, observem quando eles dizem que estão “lado dos trabalhadores, dos sem terra que lutam por reforma agrária, dos quilombolas, das mulheres, dos negros e dos homossexuais”, o que é sempre a aplicação de um princípio da guerra política, no qual se usa um discurso para CONVENCER a platéia de que se está do lado do povo, do oprimido e do injustiçado. A repetição bate-estaca deste discurso serve como evidência de que esquerda se constitui em grande parte deste princípio.

Depois de feito o truque psicológico da simulação de estarem “do lado do povo”, dizem que existe um falso discurso de “liberdade de expressão” dos conservadores.

Vamos explicar a lógica desta ação. Quando alguém convence o público de que “está do lado do povo”, automaticamente começa a se achar acima do bem e do mal, e portanto seus atos estão a priori justificados. E exatamente por isso dizem que a liberdade de expressão de fato, solicitada pelos conservadores, não é “liberdade de expressão”.

Daí, em mais um jogo de encenação dizem: “O que eles defendem não se trata de liberdade de expressão, mas sim liberdade para seguir ocupando os bancos da universidade pública para conspirar contra a própria população”. Como eu já disse antes, manipular semanticamente os conceitos é uma arte esquerdista, e essa atitude vista aqui no parágrafo citado corrobora tudo que este blog tem denunciado.

Mais:

Como não poderia ser diferente, desmontando o argumento daqueles que falam de uma pretensa liberdade de expressão, a mídia, sempre tão servil aos interesses desses grupos conservadores, já começa a descarregar seu ódio e suas calúnias contra aqueles que lutam pelos interesses da população trabalhadora. Como sabemos, a mídia no Brasil é um verdadeiro monopólio da informação. Com seus recursos bilionários os grandes jornais abrem suas páginas para os conservadores, contam as histórias a seu bel prazer e caluniam todas as lutas dos trabalhadores e da juventude combativa. Isso sim, não é liberdade de expressão. Onde está o direito dos sem terra, dos quilombolas ou do movimento estudantil em se expressar nos grandes jornais? Onde está o nosso direito a contar a nossa versão da história?

O engraçado é que eu citei a Carta Capital, que é uma publicação de ultra-esquerda, apoiadora do governo Lula, e nem sequer ela fez um endosso da ação de vandalismo na UNESP. Na verdade, é um texto bem constrangido.

O vídeo mostrando a baixaria (que foi publicado neste post) é uma evidência de todo o ato de vandalismo. Publicar o vídeo não tem nada a ver com “descarregar seu ódio e calúnias”, contra “aqueles que lutam pelos interesses da população trabalhadora” (notaram o princípio da arte da guerra política de novo?).

Aliás, se a mídia é “servil aos interesses desses grupos conservadores”, porque existe um silêncio tão grande na mídia em relação ao ato criminoso contra D. Orleans? (Aliás, espero que ele lance um processo contra a UNESP e contra os estudantes identificados no vídeo)

Em seguida ele pede “direito de se expressar nos grandes jornais” e contar “a versão deles” da história. Mas o que tem a ver pedir esse “direito” (que na verdade eles possuem, pois a maioria dos meios de comunicação é esquerdista) com proibir D. Orleans se falar na UNESP? Notaram que eles não buscam uma coesão dos fatos e argumentos mas o uso de uma cantilena repetitiva, embuída de uma série de rotinas?

Ontem, terça-feira (28/08/2012), mostramos que nossa luta, ao contrário desses novos “pintinhos verdes” do CIVI, vai para além das redes sociais. Nossa luta é cotidiana, real e incansável. Nosso ato ontem foi pelos operários sapateiros de Franca que acordam pela madrugada para se preparar para um longo e duro dia de trabalho. Nossa luta foi em defesa de nossos irmãos no campo que nas madrugadas frias ocupam terras para produzir alimento e viver dignamente. Nosso grito de repúdio foi pela liberdade para poder exercer nossa sexualidade da maneira como queremos sem ter que nos esconder. Nossa palavra de ordem é o eco do grito de resistência dos negros que lutam por sua sobrevivência há mais de quatro séculos.

Mais do mesmo. O princípio da guerra política, de ter um discurso no qual se mostra “ao lado do povo, do oprimido”, utilizado de forma repetitiva ao extremo. Esta é a estratégia da repetição. Ainda não fiz um verbete para isso, mas farei em breve.

A luta dessa “terça vermelha” é em homenagem a todos os heróis do povo brasileiro que tombaram. Nesse momento, lembramo-nos dos militantes tombados pela ditadura militar. Dos camponeses assassinados no massacre de eldorado dos Carajás, do massacre do Carandiru, do massacre da candelária e tantos outros genocídios contra os trabalhadores e o povo pobre que são causados por grupos e setores que hoje cinicamente falam em liberdade de expressão.

O engraçado de ler texto de marxista é que eles vão combinando rotinas (sempre usando desonestidades intelectuais, claro), mas cometem alguns erros bizarros. Por exemplo, ele cita “massacre de eldorado dos Carajás, do massacre do Carandiru, do massacre da candelária” e menciona tantos outros “genocídios contra os trabalhadores e o povo pobre”. Ué, no Carandiru tínhamos trabalhadores? Provavelmente ele errou ao escrever, pois deveria ter escrito “trabalhadores ou povo pobre”, mas como o interesse era lançar rotinas, não prestou muita atenção. Aliás, “genocídio”? Figurinhas…

O recado foi dado. Somos fortes. Podemos mudar a história. Nossa disposição na luta em defesa dos trabalhadores é indestrutível. Não serão alguns comentários levianos em redes sociais que irão barrar séculos de história de luta e resistência. Definitivamente podemos dizer que ontem foi escrito mais um capítulo da história de resistência e luta do movimento estudantil brasileiro. Nem um passo atrás! Os fascistas e racistas não passarão!

O tal do “somos fortes” vai até o dia em que o PT conseguir o poder de forma totalitária. A partir daí, baderneiros como eles tendem a ir para o paredão, como sempre ocorreu com os idiotas úteis. Mais interessante é a promessa de que as badernas vão aumentar, segundo deles, pois afirmaram que não será dado “nenhum passo atrás’. Ou seja, implementaram uma nova regra, a de que a partir de agora atos de violência contra conservadores estão liberados no território acadêmico.

Muita atenção a partir de agora, e se processos judiciais não forem lançados contra criminosos (disfarçados de ideólogos), a coisa tende a piorar. Essa é a promessa deles.

3 – Evidências da estratégia gramsciana

O mesmo blog Adeus ao Capital nos ajuda com duas evidências a respeito da estratégia gramsciana, com o apoio de dois grupos surgidos tanto no seio da USP como da UNESP.

Primeira manifestação de apoio, vinda da SINTUSP:

Todo apoio aos estudantes da Unesp de Franca que expulsaram o “Príncipe”!

Nós do Conselho Diretor de Base dos Trabalhadores da USP, vimos por meio desta moção nos posicionar no mais veemente apoio ao ato realizado pelo movimento estudantil da UNESP de Franca que expulsou o monarca-ruralista Bertrand de Orleans e Bragança e o jornalista monarquista, representante da TFP, José Carlos Sepúlveda, da mesa de uma palestra organizada por um grupo coordenado pelo Diretor do Instituto, Fernando Fernandes.
Essas figuras são representantes da burguesia agrária que concentra as terras no Brasil, expulsando camponeses e exterminando trabalhadores sem-terras, quilombolas e indígenas. Como a questão da terra no Brasil está intimamente ligada à questão negra, e a sua concentração foi a principal responsável pela segregação racial, essas figuras também representam o mais podre do discurso elitista e racista. A TFP (Tradição, Família e Propriedade), a qual ambos são ligados, foi cúmplice da ditadura militar brasileira e tem em seu passado a tortura e a morte de milhares de trabalhadores e jovens que lutaram por liberdade. No seu presente, nada mudou, hoje se colocam abertamente contra os homossexuais, contra os direitos da mulher e pregam a violência doméstica.

É inadmissível que um ato que representa o eco do grito de resistência dos trabalhadores, dos camponeses, dos negros e indígenas assassinados nos campos sofra ameaça de punição. Sabemos que a Universidade Pública, hoje, é dirigida por iguais a Bertrand e Sepúlveda, tendo sua expressão máxima a Reitoria da USP dirigida por Grandino Rodas, figura exemplar da cumplicidade da Universidade com o regime ditatorial e com a ideologia reacionária e repressora. Pela luta que temos travado como parte da Comissão da Verdade da USP, para a punição dos militares e seus cúmplices civis da ditadura militar – muitos, hoje, encastelados nas Universidades Públicas –, nos colocamos contra qualquer repressão ao movimento estudantil de Franca!

Conselho Diretor de Base
Sindicato dos Trabalhadores da USP
São Paulo, 31 de agosto de 2012

Mais uma manifestação de apoio, agora de estudantes da UNESP de Presidente Prudente:

Camaradas, nós como Coletivo de Estudantes de Presidente Prudente, nos colocamos em apoio ao formidável ato realizado, pelo movimento estudantil de Franca, contra Bertrand e Sepulveda, que representam o fascismo que se falsifica de progresso.

Nos colocamos contra a presença da burguesia agrária e a corja ditatorial nas universidades, sendo apresentados como “príncipes”. São estes os responsáveis pela desvinculação da terra de função social, uma vez que de modo perverso, objetiva maximizar o potencial produtivo, massacrando as relações sociais do campo e a quem nele resiste. São estes que retiraram os meios de produção dxs trabalhadorxs rurais e agora apoiam a opressão que assola estes trabalhadores expulsos, que agora se concentram nos morros, favelas, periferias das cidades.

A questão dos latifúndios, que se representam pela UDR, ultrapassa o viés econômico e deve ser encarada como o ponto de inicio do racismo uma vez que a concentração de terras possui intima relação com questão étnica e de segregação racial, já que os negros foram as primeiras vítimas das desapropriações com a Lei de Terras de 1850.

A ditadura militar se caracteriza pelo período em que a discussão da Reforma Agrária foi calada pela voz do autoritarismo e a violência para com os movimentos sociais que buscavam o acesso a terra e para os demais movimentos que se colocavam contra esse regime ditatorial. Sem a necessidade do resgate histórico para a compreensão do papel do movimento estudantil na retomada da “democracia”, nos colocamos contra os que insistem em reverenciá-la e que dessa forma respaldam ainda mais esta “nova ditadura”, que se faz de forma ainda mais eficaz meio ao burocrático e enigmático sistema judiciário contemporâneo.

Por acreditar e defender uma universidade pública de irrestrito acesso aos trabalhadorxs nos colocamos em apoio ao ato realizado pelo movimento estudantil de Franca, já que Bertrand e Sepulveda representam as perspectivas mais brutais de repressão aos trabalhadores: a UDR que os mata no campo e a Ditadura Militar que os torturaram em outrora e agora os criminaliza.

É inadmissível que tal ato apoiado em um contexto histórico tão pertinente e que possibilita o protagonismo dos trabalhadorxs frente sua demanda intelectual e ideológica na universidade, seja alvo de repressão por parte dos estudantes que compactuam com Bertrand e Sepulveda. Na verdade este posicionamento repressivo de direita, só nos mostra como a universidade deve avançar na questão de seu acesso e sua democracia, pois continua reproduzindo posicionamentos ditatoriais fascistas já conhecidos do movimento estudantil de outras épocas, e que continua e deve continuar a ser combatido.

Não vou nem comentar as rotinas contidas nos dois atos de apoio, mas nota-se que entidades como USP, UNESP e UnB (estranho grupos oriundos destes últimos não terem mandado manifestação de apoio ainda) são de fato redutos de doutrinação marxista, conforme previsto pela estratégia gramsciana.

Manifestações do tipo, sem a menor lógica (mas o uso repetitivo de rotinas, em ritmo bate-estaca), são uma evidência desta doutrinação. É por isso que defendo que essas aulas sejam filmadas e auditadas, pois se as universidades são públicas, os professores são pagos com NOSSO DINHEIRO, e deviam ensinar sua matérias ao invés de usar o tempo de aula para fazer lavagem cerebral.

4 – Tiro no próprio pé

Sem querer, o ato ocorrido na UNESP provou que os oponentes da esquerda tem seus motivos plenamente justificados. E até no blog deles ocorreram manifestações em contrário, como a de Mnemosine:

E um capítulo a menos na história da autonomia de pensamento que não precisa de tutela de ninguém, mas de bons argumentos, bem construídos e articulados que promovam um verdadeiro debate político, esvaziando os discursos de intolerância que pudessem surgir das falas dos convidados. Mas parabéns, conseguiram fazer exatamente o contrário e frustrar muita gente, inclusive aqueles que apoiavam o “contra evento” enquanto ferramenta de articulação. Interessante ler que as impressões de grande parte dos estudantes da Unesp são consideradas levianas, afinal “leviano” corresponde, dentre outros significados, a imprudente e precipitado – palavras com as quais podemos acertadamente adjetivar o ocorrido.

Outro, que se define como “Saga”, escreve o seguinte:

Não houve debate. Não houve argumentação. Não houve discurso. Houve histeria e baderna, houve falta de respeito. Defensores de sem-terra que nunca araram uma terra; defensores da classe trabalhadora que nem CTPS têm; revolucionários quando estão em bando e gatinhos domados nos seus estágios e quando estão debaixo das asinhas dos papais (que pagam suas gordas mesadas achando que o filho está estudando). É dessa minoria hipócrita que estamos falando aqui. E vou repetir, enquanto a maioria tiver medo de palavras de ordem, gritaria, punhos cerrados e chinelo de dedo, essa minoria continuará impondo esse pensamento retrógrado, revanchista e autoritário. A pergunta que não quer calar é: vamos continuar nos indignando nas redes sociais, ou vamos fazer algo a respeito?
“Em um dia que, com certeza, ficará marcado na história da UNESP-Franca, o movimento estudantil, mostrando que está ao lado dos trabalhadores, dos sem terra que lutam por reforma agrária, dos quilombolas, das mulheres, dos negros e dos homossexuais não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores.”
Ou seja, apropriam-se de todos os discursos possíveis. Esquecem que os maiores perseguidores de Homossexuais e Judeus foram os Soviéticos. E que os Frankfurtianos chamavam o homossexualismo de “aberração burguesa”. Alias, esquecem não, nunca souberam disso.
E logo em seguida afirma-se que “não se seduziram pelo falso discurso de liberdade de expressão”. Vamos vendo onde isso vai parar, vamos vendo…

Filho de Wander afirma:

Bem vejo que essa gente não é democrática coisa nenhuma, só no discurso mesmo para enganar os desavisados. Com esse blog tendo um rostinho de lênin como parâmetro, bem, podemos ver que vocês não querem saber da liberdade de expressão dos outros, só a de vocês, aliás, uma expressão vergonhosa como essa; uma baderna! Por isso o comunismo é imoral e hipócrita, não é justiça social coisa nenhuma, é mesmo uma tentativa de ganhar a confiança das pessoas com esse discursinho de igualdade e blá blá blá. Meus sinceros parabéns á esses idiotas úteis, que lambem as botas de ditadores comunistas e depois com essa mesma língua querem falar de liberdade. Parabéns àqueles que estão levando a sociedade à uma terrível ditadura e controle do indivíduo. Devemos lembrar que nas monarquias há partidos de esquerda, de direita, de centro, etc. mas no comunismo há só um partido controlando tudo! Estranho, não?! E esses mesmo que defendem direitos dos homossexuais, são contra a religião, etc. também apóiam ahmadinejad, que com seu fanatismo religioso culpa as mulheres pelos males de sua sociedade e pune os homossexuais com a morte; muito mais contraditório isso, não é mesmo, gurizada esquerdopata???
VOCÊS SÃO A FAVOR DE UMA SÓ ‘LIBERDADE’ PARA ACABAR COM TODAS AS OUTRAS LIBERDADES; AMAM UMA DITADURA DO TIPO SOVIÉTICA, onde milhões morreram nesse regime imoral e sanguinário! Parabéns mais uma vez, BANDO DE HIPÓCRITAS DEFENSORES DE GENOCIDAS!!!

Menezesmaia, por sua vez, escreve:

Vê como essas criaturas são caricatas, alienadas e autoritárias? Se acham os paladinos da justiça e da razão. Mal usavam fraldas quando o muro de Berlin caiu e ousam falar que socialismo nunca existiu. É incrível que de todos os países que aderiram à revolução marxista, isso uns mais de 50 no século passado, TODOS deram origem à ditaduras sanguinárias, ao molde da mentalidade desse bloguizinho. Diálogo o caralho, eles querem é porrada.

Agora peça para que eles citem um único autor liberal. Eles não tem a mínima ideia de quem são Ludwig von Mises, Friedich Hayek (prêmio nóbel), Rothband, Thomas Sowell, Milton Friedman ou até mesmo o grande Eugen von Brohn-Bawerk (refutou Marx… 100 anos atrás). Vai ver que a ideia deles seja essa mesma. São tão inseguros que sabem que se conhecerem o outro lado, suas teorias não se sustentam com peia que vão levar de um único parágrafo de Walter Block ou Walter Willians, imagina contra algum de Ayn Rand.

Vou deixar isso aqui para ver se alguém tem a coragem de ler. http://www.ordemlivre.org/2012/08/uma-unica-licao-de-economia/

Enfim, os esquerdistas vão ter que gritar muito mais se quiserem tornar seu ato legítimo e moralmente justificável. Por enquanto, temos um papelão do lado esquerdista que sustenta todas as investigações aqui feitas.

Sim, o esquerdismo é uma doença mental, cujos adeptos, em fases mais extremas da doença, se tornam socialmente perigosos.

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1 COMMENT

  1. É um absurdo essa reforma proposta pelo governo, imaginem que, no proprio sitio feito pelo mec pra divulgar a reforma, eles dizem que será aprovada por “consenso minimo”, ora ou é consenso ou não,mas ai esta lance, a une, entidade sem representatividade, legitimidade, muito menos credibilidade, é usada como representante da sociedade civil para passar à reforma, fodendo todos. é isso.

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