Rotina: Melhor educar a criança do que prender o adulto

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Já vi essa rotina mais de uma vez em comunidades de “Direitos Humanos”. O truque se baseia em repetir, de forma empolgada, o slogan “Melhor educar a criança do que prender o adulto”.

Em seguida, dizem que ao invés de investirmos na punição de criminosos atualmente, deveríamos investir em educação, para que, no futuro, essas crianças não se tornem bandidos.

A platéia da esquerda se empolga, naturalmente, entretanto o que muitos não percebem é que a frase contém uma falácia do falso dilema.

Mais detalhes desta falácia, segundo o Critica na Rede.

Segundo o site, na falácia do falso dilema seria dado um número limitado de opções (em geral, apenas duas), quando de fato existem mais. Assim, o falso dilema se originaria de um uso ilegítimo do operador “ou”. Entretanto, outra forma da falácia ocorrer é quando as duas opções citadas nem sequer são mutuamente auto-excludentes, e é isso que de fato causaria um dilema.

Alguns exemplos:

  • Ou concordas comigo ou não. (Porque se pode concordar parcialmente.)
  • Reduz-te ao silêncio ou aceita o país que temos. (Porque uma pessoa tem o direito de denunciar o que entender.)
  • Ou votas no Silveira ou será a desgraça nacional. (Porque os outros candidatos podem não ser assim tão maus.)
  • Uma pessoa ou é boa ou é má. (Porque muitas pessoas são apenas parcialmente boas.)

Em geral se deve identificar as opções apresentadas e demonstrar que há opções adicionais àquelas apresentadas, ou que de fato a escolha entre as duas opções não é obrigatória.

No caso da falácia em questão, basta explicar que a criança pode ser educada, e, ao mesmo tempo, presa, se um dia vier a cometer um crime.

Outro problema é que se pode investir ao mesmo tempo em educação para as crianças do presente, e punir os adultos que “não tiveram educação” no passado.

Em termos de sátira, uma boa resposta também seria: “O melhor mesmo é punir o adulto, já que não dá para voltar no tempo e educar a criança”. Ou mesmo: “Melhor prender o adulto para que ele não mate a criança”.

Enfim, o argumento é fácil de demolir de qualquer forma.

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7 COMMENTS

  1. E depois passa uma listagem de universitários (de Direito, preferencialmente) que foram presos usando drogas, queimando mendigos, batendo nos outros, etc, etc, etc.

  2. Você não entendeu, o que eles estão querendo dizer é que precisamos educar melhor as crianças para no futuro não termos ladrões tão ignorantes e sim ladrões que saibam escapar do xilindró. Como por exemplo os de Brasília, que em sua maioria receberam educação.

  3. Esse aqui merece ir lá para a série “rotinas esquerdistas”, não acha? Aliás, você bem que poderia atualizar e retomar essa série, bem como a “arquitetura da esquerda”. Os artigos dai me foram muito úteis e eu, inclusive já consegui salvar duas “funcionais” da miséria intelectual e moral do esquerdismo.

    • Com certeza. Agora que já escrevi quase todos os meus textos que queria sobre ceticismo político, meu maior foco durante o próximo ano será na denunciação da religião política, e com isso vou ampliar bastante as rotinas esquerdistas e concluir as estratégias na Arquitetura da Esquerda, vou também reformular a página de rotinas para facilitar a busca. Enfim, essa será a nova prioridade. Abs, LH

  4. SENSACIONAIS RESPOSTAS! Passarei a usá-las.

    “Em termos de sátira, uma boa resposta também seria: “O melhor mesmo é punir o adulto, já que não dá para voltar no tempo e educar a criança”. Ou mesmo: “Melhor prender o adulto para que ele não mate a criança”.”

  5. A punição também educa, uma criança não tem maturidade para argumentar, alguns “entendidos” da minha família achavam que dar tapinhas na mão de uma criança pequena não resolvia nada, eu dizia : explico mais dou o tapa, antes dos 10 anos já não precisava mais do tapinha, hoje eles com mais trinta anos, nem lembram dos tapinhas e tem uma vida digna e empregos e suas famílias.
    Os filhos dos que sabiam educar, já aprontaram muito.

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