Como em um filme noir

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Sou um fã de filmes noir. Independente da mistura. Por exemplo, a mistura de noir com ficção científica de Blade Runner, de 1982, gerou um dos filmes que está em meu Top 10. Abordagens mais hitchcockeanas, como a de Final Analysis, de Phil joanou (com Richard Gere, Kim Basinger e Uma Thurman) são legais. Não posso deixar de citar Coração Satânico, de 1987, de Alan Parker, na qual o detetive Harry Angel (Mickey Rourke) é contratado por Lúcifer em pessoa (feito por Robert DeNiro).

Na maioria deles, o componente central é a viagem de um personagem principal por um mundo de cinismo, onde as trapaças são a regra. Para entrarmos no clima, sinta o clima de uma música da trilha sonora do filme “Cop”, baseado em romance de James Ellroy (que sempre foi treinado para ver o ser humano de forma crua), no qual um policial de Los Angeles investiga a trilha de um psicopata assassino de mulheres:

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Entendo que minha diferença em relação a muitos debatedores de Internet, e minha alegada agressividade (que eu chamo de assertividade) em relação a eles tem a ver com o fato de que eu identifiquei o tamanho da torpeza de meus oponentes com muita facilidade. Enquanto a maioria observava (na época) céticos de Sagan e filhos de Dawkins como se fossem “enganados”, eu visualizava pessoas intencionamente desonestas que tinham objetivos podres. Recentemente, tive minhas impressões confirmadas, ao ler o excelente trabalho histórico feito por Robert Gellately no livro “Apoiando Hitler”, e as evidências ali mostradas serão consideradas estarrecedoras por alguns, mas foram previsíveis para mim. (Aguardem em breve uma análise deste material de Gellately)

Gellately mostra que a maioria do povo alemão encarava a propaganda de ódio feita contra os judeus de forma amistosa, e por outro lado, os judeus não conseguiam ter a noção do perigo que os rondava. Textos eram publicados definindo os judeus como “culpados de todos os males” da sociedade, e não obtinham resposta. A estratégia se baseava em criar na população um sentimento de repulsa aos judeus que não encontrava resposta do outro lado. Em resumo, toda a estratégia que resultou no Holocausto foi propiciada por uma campanha midiática que os judeus poderiam muito bem ter mapeado e neutralizado no momento certo, mas, ao não darem atenção devida, permitiram que seu destino fosse selado.

O livro de Gellately não fala absolutamente nada do neo-ateísmo, evidentemente, e esse não era o foco da investigação do autor. O livro simplesmente nos mostra um padrão de ação que ocorre hoje em dia e é executado pelos neo-ateus exatamente da mesma forma que os ideólogos nazistas executavam contra os judeus. O tipo de discurso é exatamente o mesmo, sendo fomentado para ao mesmo tempo criar um sentimento de ódio contra um grupo, e marcar um “espaço” na mente da platéia no qual o grupo atacado seja identificado como a raiz de todos os males. Em resumo, o neo-ateísmo é um empreendimento de orientação genocida, que aguarda o momento certo (em uma crise de escala global) para colher seus frutos, que tendem a vir na forma de empilhamento de cadáveres.

O cientista Eric Pianka propõe a redução de 90% da população mundial, para que o restante pudesse viver em abundância. Ora, será que o neo-ateísmo não tem essa serventia? Em um dado momento, com o ódio criado contra cristãos e demais religiosos tradicionais chegando ao ponto do absurdo, bastaria expurgar todos religiosos tradicionais, pois o restante da população (em um momento de crise, é claro) não vai sentir absolutamente nada, pois a crise do momento lhes relembrará que “há um culpado”.

Consciente do que o neo-ateísmo é, obviamente eu não podia tratá-los com luvas de pelica (e o neo-ateísmo nada mais é que o humanismo levado ao seu extremo). Tenho que tratá-los como pessoas que estão dia e noite olhando para os cadáveres de toda uma população de religiosos. Não é muito diferente da postura com a qual James Woods encarava o psicopata de “Cop”, com a diferença que a violência que empregarmos contra os humanistas deve ser em forma de palavras, não em tiros, é claro. Aliás, os conservadores que se opõem aos esquerdistas, mesmo não sendo religiosos tradicionais, poderão ser tratados como “simpatizantes” dos não-humanistas, e, portanto, há mais um motivo para o meu empreendimento e a assertividade com a qual eu o trato.

Abaixo, temos uma música da trilha de “Romeo Is Bleeding”, filme de Peter Medak, no qual um policial, interpretado por Gary Oldman, se mete com a máfia, e aos poucos tenta sair do enrosco em que se meteu.

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Uma das características do filme de Medak, que quero abordar aqui, é a de que podemos vez por outra atender a diferentes “clientes” em uma investigação. A sensação de que temos um “norte” pode ser substituída a todo momento por fatos novos, pois todo o cenário no qual se está envolvido é focado em manipulações e armações.

Isso tem a ver com a mudança de paradigma que este blogueiro sofreu ao longo do tempo, pois eu cheguei a defender, em 2004, praticantes de artes místicas contra os céticos de Sagan. Para mim, os místicos eram vítimas de uma injustiça, pois não estavam fazendo mal a ninguém com suas superstições, mas eram ridicularizados dia após dia por um grupo de “céticos”. Daniel Sottomaior, que hoje vai em programas de TV defender neo-ateísmo, na época ia lutar contra paranormais.

Quando surgiu o livro “Deus, um Delírio”, de Richard Dawkins, fiquei em situação semelhante ao do personagem Capitão Nascimento, no filme “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (pena que aquele não tem o clima nem o ambiente de um filme noir, mas poderia, se tivesse um diretor especialista no gênero, o que não é o caso de José Padilha). O inimigo era bem diferente daquele que eu encarava, e agora meus clientes não eram mais os “paranormais”, mas sim os teístas em geral. Ao contra-atacar a campanha e o discurso neo-ateísta, eu estava defendendo pessoas de um discurso que entendia ser de ódio à religião.

Mas ainda em 2008, comecei a investigar a origem deste discurso, e claramente não era algo novo. Quatro anos depois, obviamente o buraco é muito mais embaixo. O que vemos no neo-ateísmo não passa de uma propaganda de outra religião, o humanismo, para enfim a estipulação da hegemonia de uma religião política. Logo, aqueles que se beneficiam de minha investigação não são apenas os teístas, mas todos aqueles que não creem no humanismo, assim como aqueles que não creem em outras religiões políticas, como marxismo, humanismo, etc.

Abaixo, temos uma faixa John Barry (autor do tema da série 007) para “Body Heat”, filme dirigido em 1981 por Lawrence Kasdan, com William Hurt e Kathleen Turner:

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O filme de Kasdan fala sobre sedução. No caso, sedução pelo perigo. Hurt é um detetive que se envolve com uma mulher (Turner), que quer ver seu marido morto. Seduzido, Hurt aceita o serviço. Hurt é um idiota útil para Turner, da mesma maneira que o são os beneficiários de todo o pensamento de esquerda.

Ao ler as obras dos autores esquerdistas (e pude conhecer gente como Marcuse, Adorno, Foucault, Sartre, Fromm, Marx, Voltaire, Rousseau e outros), começa-se a entender como muitos se deixam seduzir por este discurso de “homem perfectível, pela ação política humana” (agradecimentos ao Jules pela correção). Sabemos que estas pessoas, os funcionais, no momento da conquista de poder totalitário, serão dispensadas pelos beneficiários. Mas a sedução por algo, para que esta pessoa seja utilizada para fins que não atendem aos seus interesses (mas somente aos de um beneficiário), é algo que devemos estudar.

O estudo de toda a obra marxista/humanista/nazista é um estudo de como um discurso sedutor é feito para que uma massa se submeta a ação de pessoas que possuem objetivos muito diferentes daqueles que o seguidor realmente tem.

Enfim, ao lembrar destes filmes noir, quis me lembrar de um tipo de cinema que não só garante uma boa diversão (pois em muitos casos, são obras mais complexas do que a média, e com reviravoltas interessantes), como também nos lembra que a precaução em relação à ação humana, assim como os cuidados que devemos ter com as armadilhas mentais que nos permitem ser enganados por aproveitadores, são itens de que não podemos jamais nos esquecer.

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