Estréia do novo blog, Ceticismo Corporativo

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Ainda é um comecinho, e o layout (como sempre, no meu caso) é ultra-simples. Mas cá está meu novo blog, que pode ser acessado através do endereço http://ceticismocorporativo.com.

Segundo a página “About”, do blog:

É possível fugir do feijão com arroz dos livros de administração e investigar o que de fato há por detrás dos jogos políticos na perspectiva da dinâmica social do mundo corporativo?

O autor deste blog, Luciano Henrique Ayan, gerente sênior especializado em investigações corporativas, acredita que sim!

Nestas páginas você será provocado por indagações a respeito de conceitos difundidos no mundo corporativo, assim como entender melhor o discurso (muitas vezes vazio) do departamento de RH, e por fim entender como funcionam os jogos políticos nas empresas.

É um blog para quem tem nervos de aço!

O post de introdução, “Que o jogo corporativo comece”, dá o tom do que virá pela frente:

Cursos de pós-graduação e MBA’s com foco em gestão nos ensinam muitas técnicas e metodologias, que, com certeza, serão úteis em um dado momento da vida. Mas não lhe serão úteis para o principal objetivo do jogo corporativo: obter poder.

Quando falo em obter poder, falo em aumentar sua capacidade de influenciar os outros em sua organização, tanto através da ação nos corredores, como através da conquista de cargos, cada vez mais altos. Com a obtenção do poder, existe a conquista da grana, o que é o motivo final da venda de sua força de trabalho.

A falta de publicações a respeito da conquista do poder, juntamente com o fato de muitos livros falarem de técnicas para atuações em consultoria e gestão, criou uma situação que podemos definir como caótica e preocupante ao mesmo tempo: muitas pessoas, com extrema habilidade técnica (isso no sentido de saber fazer algo acontecer, inclusive em atividades de gestão) não sabem jogar o jogo político corporativo. Por causa disso, em muitos casos as organizações não conseguem obter o melhor do seu trabalho. É um jogo no qual tanto organização quanto o profissional talentoso perdem, pois se este último perde poder (e chance de obter mais grana), a organização não consegue aproveitar o talento deste profissional ao máximo.

A meu ver, só há uma forma de resolver esta questão, e, confesso, ainda com certas dificuldades:

1. Observar com ceticismo o que de fato move as estruturas do poder

2. Entender, através da dinâmica social, os padrões para conquista do poder

A conscientização destes dois itens permitirá que, pouco a pouco, os profissionais talentosos tenham mais chance de, enfim, conquistarem poder, obtendo benefícios para si próprios, e portanto gerar mais valor para suas organizações. Sem essa conscientização, por outro lado, teremos uma série de profissionais que, mesmo talentosos, serão relegados a funções de menor influência, permanecendo em posições onde não conseguirão agregar valor de fato à sua organização. E nem a si próprios.

As duas conscientizações são o objetivo maior deste blog, que tratará o mundo corporativo de uma forma que você dificilmente viu em algum lugar.

A única publicação lançada no Brasil que chegou mais ou menos perto do que você verá aqui é “Jogos Políticos nas Empresas”, de Maurício Goldstein e Philip Read. O problema é que em determinado momento aquele livro entra no mundo de Pollyanna, dizendo até que os jogos políticos devem ser “discutidos”, para, posteriormente, serem reduzidos. Pura ilusão! A única forma de se vencer os jogos políticos é jogá-los. Goldstein e Read, embora com boas intenções, não fazem nada para proteger os profissionais dos jogos políticos. Ao contrário, mostrarei que a contenção de atos políticos (contra você) passa pela conscientização do que estes jogos são, quais são seus padrões e como jogá-los.

A proposta então é radical: ao contrário de muitos autores sobre gestão, este blog se propõe a quebrar a ilusão de que o mundo corporativo é um lugar onde “o trabalho é recompensado”. Esta frase aqui é trocada por “o trabalho é recompensado, mas apenas se você souber jogar o jogo”.

Obviamente, é uma leitura que interessa aos analistas seniores até os mais altos cargos da gestão. Profissionais como programadores, digitadores e escriturários estão muito longe da luta pelo poder nas organizações, e, portanto, as regras aqui tratadas não se aplicarão a eles. Mas, a partir do momento em que um analista pensa em se tornar líder, coordenador ou até gerente júnior, o jogo começa.

Que o jogo corporativo comece!

Após a introdução, já é possível ler o post inicial “de fato”, O mito da carreira Y, publicado ontem, 22 de setembro.

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